quarta-feira, 25 de março de 2020

Treinar em confinamento


Não sabemos quanto tempo irá durar nosso confinamento, certo ?
Pode ser que seja mais breve do que o previsto.
Mas também pode ser mais longo.
15, 30, 40, 60 dias ? Ou mais ? Quem sabe ?

Não dá para ficarmos nem os 15 dias totalmente parados, né ?

Mesmo em casa, com um pouco de acessórios, criatividade e boa vontade, podemos manter o mínimo de condicionamento físico necessário para quando pudermos voltar realmente à ativa.

Exercícios de alongamento, musculação, isometria, entre outros, podem ser facilmente feitos.

Não vou colocar especificamente nenhum.
O Google está repleto deles e seria redundante ficar aqui dando palpites de séries. Mesmo porque, embora formado em Educação Física, não me considero habilitado a prescrever treinos.

Mas, posso e vou dar algumas dicas.

Fortalecimento

É provável que muitos atletas tenham em casa marombas (pesos), elásticos e outros materiais para fazer fortalecimento.

Para quem não os tem, ainda há tempo de encomendar pela Internet.
Ou mesmo comprá-los fisicamente em grandes Supermercados, desde que o faça apenas quando houver necessidade de ir a esses locais para adquirir suprimentos para a sua sobrevivência.

Quem não pode gastar pode improvisar.
Uma mochila com qualquer coisa dentro vira um peso com alça.
Enfim, este é um exemplo, mas existem centenas na Web.


Natação

Difícil, viu ?
A não ser que o atleta resida numa casa com piscina, pois, mesmo quem reside em condomínios com piscinas, irá encontrá-las interditadas.

Mas, dá para manter ativos os grupos musculares usados na natação, através dos exercícios mencionados anteriormente.

Ciclismo

O rolo é a solução.

Adquira um, nem que seja ultrapassado e velho. Funcionando é o que interessa. Existem opções variando de mais de R$ 20.000,00 (os de última geração) até os de R$ 500,00 ou menos (usados).

Por falar em rolo, isso pode ser usado na negociação.
Sim. Fazer um “rolo”, uma troca por algo que você tenha e não use mais.

Por outro lado, vou falar a real...
O Triathlon é um esporte caro. Caríssimo.
Sei que existem muitos atletas com baixa condição financeira.
Mas, na minha modesta opinião, não se justifica que atletas exibindo bikes de mais de R$ 15.000,00 (pra falar por baixo) fiquem miguelando pra adquirir um rolo. 
Sem um bom treino, a bike não anda...


Corrida

O atleta mora num “apertamento” pequeno.
Como vai treinar corrida ?

Bom...
Existem algumas séries (pesquise no Google) para fazer sem precisar de espaço.
É um saco ? É !
Mas, é melhor do que ficar parado.

O atleta mora numa casa com um pequeno quintal.

Ôpa! Já dá pra fazer uma canjica com esse milho.
Umas seriezinhas pelo menos dá, né ?
É um saco ? Já sabem a resposta.

Pra quem mora naquele “apertamento” que mencionei acima, tem mais uma uma opção.
Serve inclusive pra você que mora num apartamentão.

Mora em prédio, certo ? Ou é-dificio.....
Perdoem o trocadilho.... não resisti.
Perco o leitor, mas não perco o tracadalho...Ôps.

Logo, existe a escadaria do prédio.
Vou te dizer que é um ótimo treino, viu ?
Já perceberam a intenção, não ?

Várias séries subindo e descendo as escadarias, correndo ou não.

Hoje fiz isso. 
Moro no 8º andar e fiz 3 séries e meia (sim, na última desci até o 4º andar e voltei).

Pode-se subir correndo e descer caminhando para recuperar.
Aliás, pode-se não. Deve-se! NUNCA DESÇA CORRENDO.
Os Hospitais não querem atender ninguém quebrado por um tombaço.
Ao subir correndo, os riscos são bem menores.

Mas cada um dentro dos seus limites.
Imagino quem mora naquelas torres de 40 e pouco andares..... rsrsrs.

Ainda assim, é lógico, o atleta pode descer e subir apenas até o andar que quiser.

Óbvio que não é o melhor ambiente para treinar.
Mas, é um treino punk e diferente (caso a sua escadaria não esteja cheia de atletas subindo e descendo.... kkkkkk)

Podemos correr nas ruas ?
Acho que ainda podemos.
Mas não recomendo.
Nem, que seja para dar o exemplo de permanecermos em nossas residências.


A última dica

Uma bela faxina em casa é um exercício e tanto. Palavra de honra.


Bons treinos confinados.

3AV
Marco Cyrino


segunda-feira, 16 de março de 2020

Triathletas x Vírus


Vou ser sucinto neste post.

Em primeiro lugar, não sou médico.
Sou, ainda, atleta, Triathleta... e com uma certa dose de experiência.

Em segundo lugar, não sou especialista em saúde pública.
Sou, ainda, atleta. Triathleta... e com uma certa dose de experiência.

Esta é a minha opinião a respeito dos acontecimentos decorrentes do surgimento do "Novo Corona Vírus" e sua doença associada, COVID-19.

Muitas competições, inclusive de Triathlon, sendo adiadas ou mesmo canceladas.
Certo ou errado ?

Muitos atletas revoltados com essas decisões.
Certo ou errado ?

Muita gente reclamando e dizendo ser apenas alarmismo.
Certo ou errado ?

Muita gente dizendo que Triathletas têm sistemas imunológicos mais  fortes que os demais.
Certo ou errado ?


Bom... começando de baixo pra cima...


Sistema imunológico

Os atletas em geral têm um sistema imunológico bem eficiente, dependendo da ocasião.

Após treinos longos ou intensos e, principalmente, após competições, há um espaço de tempo (não sei dizer qual) em que ficamos mais vulneráveis do que os não-atletas.

Como disse lá em cima, falo por experiência.

Reposição e suplementação, assim como alimentação e hidratação adequadas ajudam bastante na recuperação.

Ainda assim, nessas ocasiões, estamos com o sistema imunológico debilitado.


Alarmismo

Quanto a ser ou não alarmismo, não sei dizer.

Só sei que a China está chegando a um estado quase que normal e (independente das teorias da conspiração) obtendo lucros homéricos com a queda das bolsas no mundo inteiro e a queda de preços de combustíveis, commodities etc.

Mas, sei também que (apesar dessa melhora do quadro onde tudo começou) cuidado e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.


Revoltados

Atletas revoltados com a situação é normal.

Afinal, ninguém, em sã consciência, gosta de passar por um ciclo de treinos, preparando-se para determinada competição e, quase que em cima da hora, essa competição ser adiada ou cancelada.

Mas, faz parte.
Não adianta ficar revoltado.

Refaçam seus planos, revejam com os seus treinadores o próximo objetivo e sigam em frente.

Existe vida para além do Triathlon.


Cancelamento de eventos

Não creio que o mundo inteiro esteja errado quanto ao adiamento ou cancelamento de competições, não só as de Triathlon.

Em termos globais, Fórmula 1 (olhem a grana envolvida nisso), Surf, Tênis, Futebol, apenas para citar alguns exemplos.

Melhor prevenir do que remediar.


Não é muito, mas é assim que eu vejo...

No meu caso específico, está sussa.
Ainda não comecei um ciclo de treinos específicos para minha competição.

Muita calma e responsabilidade nesta hora.

O Brasil conta com excelentes e reconhecidos pesquisadores, virologistas, imunologistas, infectologistas, sanitaristas, além de profissionais de saúde comprometidos, na linha de frente do atendimento à população.

Encaremos essas pessoas como nossos treinadores temporários e procuremos seguir com o maior rigor possível todas as suas recomendações, para erradicarmos logo a propagação desse vírus.


Bons treinos, que é o que temos pra hoje.

3AV
Marco Cyrino


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Transicionando de Triathlon para... e vice-versa (I)















Minha vida parece ser sempre uma transição (e sempre longa).

Transicionei do futebol, meu primeiro esporte, para o surf.
Depois, do surf para surf e futebol (com maior enfoque no surf).
Depois de lesões graves no futebol, fiquei apenas no surf.
Incluí a natação, mas não transicionei. Apenas incluí.

Nos dias em que não trabalhava e não podia surfar (pois o surf depende de condições específicas para sua prática), precisava arrumar algo mais para praticar, pois o futebol, por muito tempo, não poderia praticar.

Daí, meus parceiros de natação me levaram ao Biathlon.
Transicionei. Mas ainda surfava constantemente.


Finalmente, transicionei para o Triathlon.

E no Triathlon transicionei pra caramba.

Do Short (muitas provas) para o Olímpico.

Do Olímpico (muitas provas) para o Long Distance.

Do Long Distance (muitas provas) para o Ironman.

Do Ironman (7 provas devidamente concluídas) para mais provas de Long Distance, inclusive com uma participação no Mundial da marca Challenge, na Eslováquia, em 2018.

E, ainda, duas provas do Insano em Guaratuba.

Sei que estou utilizando expressões já "vencidas" para as denominações das distâncias do Triathlon, pois o Short virou Sprint, o Olímpico virou "Não sei o quê", e mais isso e aquilo.

Mas, acho que a maior parte dos leitores sabe quais são as distâncias, segundo as antigas denominações que ainda prefiro usar.


Quero deixar bem claro que não abandonei e pretendo nunca abandonar o Triathlon.
Porém, farei mais uma transição.


Voltando aos treinos e pensando...

Depois de toda essa experiência triatlética de mais de 20 anos (diria bem mais) e depois de passar por um ano de 2019 sabático (adoro usar essa expressão... kkk) devido a problemas pessoais, sem treinar nadica de nada durante mais de 6 meses, decidi finalmente voltar aos treinos.

Claro que no ritmo de tartaruga na areia.

A gente, que fez determinado esporte durante muitos anos, acha que pode retornar no mesmo ritmo em que parou.  
Mas, é frustrante.

Quando eu tinha 20, 30 e até mesmo 40 e poucos anos, era mole voltar à ativa depois de um longo período parado. Em pouco tempo recuperava o condicionamento físico.
Daí, talvez, a causa de várias lesões que tive.

Mas, com 62 verões (porque primaveras?) completados, o bagulho é mais punk.

Voltei treinando um pouco de natação, um pouco de ciclismo (por enquanto ainda apenas indoor) e um pouco de corrida.

Consegui também cumprir um objetivo pessoal que tinha há anos: subir e descer a Ilha Porchat 10 vezes consecutivas, correndo.

Daí, me veio uma luz, pois não estava achando o tesão necessário para treinar especificamente para o Triathlon, fosse para qualquer distância.


Uma nova transição, um desafio.

Decidi fazer uma Maratona.
Sim, vou fazer.
Apenas a Maratona, porque já tenho 7 na conta das provas de Ironman.

Nunca fiz "apenas" a Maratona.
Fiz 3 Meias-Maratonas (fora as das provas de Triathlon Long Distance).

É uma diferença enorme.
Apenas para exemplificar:

Minha melhor meia-maratona Long Distance foi em 2h10m.
Minha melhor meia-maratona isolada foi em 1h50m.
Só que isso já fez alguns aniversários... kkk

Então, vou focar meus treinos (apenas lembrando que estou voltando a me condicionar agora) tendo como objetivo uma Maratona, provavelmente no final do ano.

Vai ser um bom desafio.
Saber como consigo correr uma Maratona treinando especificamente para ela, sem perfazer os praticamente 4.000 m de natação e os 180 km de ciclismo de um Ironman.

Tenho consciência de que esse bom desafio será também difícil, porque os objetivos de velocidade e resistência serão outros.

Preservando o Triathlon

Continuarei treinando natação e ciclismo, pois sei que serão muito úteis nesta minha nova preparação.

Meu técnico e brother Silvão poderá falar muito melhor a respeito.
E serão úteis também para meu retorno ao Triathlon.


Quando e onde?

Já decidi, mas, não é hora de falar.

Só adianto que pretendo concretizar dois objetivos simultaneamente.
Um, evidentemente, é completar a prova da melhor forma possível.
O outro é aproveitar o local para realizar um outro sonho de consumo.

Aos poucos, vou dando informações, tanto sobre a preparação, quanto sobre o local e a data.


3AV
Marco Cyrino


sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Minha responsabilidade




Recentemente, tenho visto muita gente nova no Triathlon querendo receber conselhos sobre treinos, roupas, equipamentos, hospedagem, enfim, sobre tudo que envolve uma prova de Triathlon.
ÓTIMO.

Recentemente também, tenho visto muitos atletas experientes "descumprirem" treinos, conselhos, etc. dos profissionais que os assessoram.
Cada um com seus pretextos, suas desculpas, seus problemas pessoais.
E todos jogando no colo do treinador os seus problemas, para que ele os solucione.
PÉSSIMO.

Um desses atletas... logo saberão quem é.

Colocando-me no lugar desses profissionais (incluindo o Silvão, obviamente) que têm por objetivo treinar e cuidar de seus atletas, deparei com uma historinha (ou estorinha) que diz muito a respeito.

Aqui vai...

Minha Mãe tinha muitos problemas.
Não dormia e se sentia esgotada.
Era irritada, rabugenta, azeda... e sempre estava doente.

Até que um dia, de repente, ela mudou.
A situação geral era a mesma, mas ela estava diferente.

Certo dia, meu Pai lhe disse:
- Amor, estou há três meses à procura de emprego e não encontrei nada.
Vou tomar umas cervejinhas com os amigos.

Minha mãe lhe respondeu:
- Tudo bem.

Meu irmão lhe disse:
- Mãe, eu vou mal em todas as matérias da faculdade.

Minha mãe lhe respondeu:
- Tudo bem, você vai se recuperar.
E se você não conseguir, você repete o semestre.
Mas, você paga a matrícula.

Minha irmã lhe disse:
- Mãe, bati o carro.

Minha mãe lhe respondeu:
- Tudo bem, filha.
Leve-o para a oficina, procure uma forma de como pagar e, enquanto o consertam, vá trabalhar de ônibus ou de metrô.

Sua nora lhe disse:
- Sogra, venho passar uns meses com vocês.

Minha mãe lhe respondeu:
- Tudo bem, ajeite-se na poltrona da sala e procure uns cobertores no armário.

Todos nós, na casa da minha mãe, nos reunimos preocupados com essas reações.

Suspeitávamos que tivesse ido ao médico e o mesmo lhe houvesse receitado uns comprimidos de "se virem" de 1.000 mg.
Poderia também estar ingerindo uma overdose.

Decidimos então nos reunir e conversar com minha mãe, para afastá-la do possível risco de vício em algum medicamento tranqüilizante.

Mas, qual não foi a surpresa, quando ela nos explicou:

- Demorei muito tempo para perceber que cada um é responsável pela sua vida.

Demorei anos para descobrir que minha angústia, minha mortificação, minha depressão, minha coragem, minha insônia e meu estresse, não resolveriam os seus problemas, mas, sim, exacerbariam os meus.

Eu não sou responsável pelas ações dos outros.
Mas, sim, sou responsável pelas reações que eu expresse diante delas.

Portanto, cheguei à conclusão de que o meu dever para comigo mesma, é manter a calma e deixar que cada um resolva o que lhe cabe.

Eu só posso ter poder sobre mim mesma.
Vocês têm todos os recursos necessários para resolver as suas próprias vidas.

Eu só poderei lhes dar o meu conselho, se, por acaso, me pedirem.
E de vocês depende segui-lo ou não.

Por isso, de hoje em diante, deixo de ser: a acumuladora de suas culpas, a lavadeira de seus arrependimentos, a advogada de suas faltas, o muro de seus lamentos, o depósito dos seus deveres, quem resolve os seus problemas, ou quem os substitui para cumprir as suas responsabilidades.

A partir de agora, eu os declaro, todos, adultos independentes e autossuficientes.

Todos, na casa da minha mãe, ficaram mudos.

A partir desse dia, a família começou a funcionar melhor, pois todos sabem exatamente o que lhes compete fazer.


Um dos atletas em questão sou eu mesmo.
Porém, sem jogar no colo do meu treinador os meus problemas.

3AV
Marco Cyrino

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Neste Natal e nesta Passagem de Ano...

Muito a agradecer...
Bastante a refletir...
Nada a pedir...

Apenas,
o desejo de que consigamos aprimorar continuamente
os nossos melhores atributos de integridade, determinação,
amor e respeito por todos os seres vivos.

Um lindo Natal, na harmonia das nossas famílias!

Inspiremos profundamente 
e comecemos a construir um Ano Novo
melhor do que todos os anteriores.



Equipe 3AV

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

As raiva que nóis passa...


Não sei se há coisas que só acontecem comigo, ou se acontecem com outros atletas.

Umas são engraçadas.

Outras dão uma raiva do cão.
Força de expressão, pois não tenho raiva de cães...rsrsrs
Ao contrário, muito ao contrário.

Às vezes, tenho uma certa raiva dos donos, como aqueles que não recolhem o cocô deles nas calçadas ou, pior, às vezes recolhem e o deixam ensacado, ao pé de alguma árvore (já falei disto em Cães e seus donos... esses seres irracionais).

Bom, vamos ao tema.

Muitas vezes, treinando, deparo com certas situações que dão essa danada de raiva.

Na natação

No mar, a raiva é quando, no alto verão, estou nadando paralelo à praia e quase sou atropelado por SUP (Stand Up), ou mesmo por outras embarcações.

Também quando sou queimado por água-viva.
Aqui em Santos não é comum, mas já fui.
Só que esse risco faz parte do ambiente.

Na piscina, a raiva é quando está lotada, ou a água está mal tratada (às vezes, quase não dá pra enxergar o fundo), ou está "muito bem cuidada" (quando o cheiro causado pelo excesso de cloro só vai sair do corpo depois de uns 3 treinos de corrida e ciclismo e uns 10 banhos).

Agora, com a moda dos barbudos, tem a raivinha também dos carecas barbudos, que usam a touca na cabeça ao invés de na barba... kkk


No ciclismo

A raiva dos riscos de acidentes
Corremos esses riscos pedalando em estradas, mesmo escolhendo o lugar mais seguro que conheço, Riacho Grande.

A raiva dos atletas que treinam em pelotão, clipados
Correm o risco de causar acidentes com outros atletas que nada têm a ver com a sua ignorância.

A raiva dos atletas que jogam no chão as embalagens de gel e outros produtos que consomem durante o treino
Deveriam guardá-las no mesmo bolso em que as trouxeram, para descartar em local apropriado.

Pior é que 99% desses se dizem defensores do meio-ambiente.

A raiva dos atletas que correm pela pista de rolamento e não pelo acostamento, quando fazem transição pedal-corrida...


Na corrida

Ah... Na corrida são as maiores raivas.

Correndo pelas areias das praias de Santos

Dá uma raiva dos mísseis teleguiados
Crianças bem pequenas, cujos pais as deixam sem supervisão na praia, sempre correndo em nossa direção.
Depois os pais não sabem porque elas se perdem.

Já falei disto, em Triathlon Rústico - Santos 2014.
Vejam o tópico "Menos areia e mais mísseis"...

Das tendas armadas com cordas de nylon praticamente transparentes
São fincadas perpendicularmente na areia, para que possamos tropeçar nelas e cair de cara.

Da molecada "aquecendo" pra final do "Mundial de Futebol de Areia do Bairro da Aparecida"
Sempre tem o craque que domina la pelota e fica esperando eu chegar perto pra me dar um drible.

Um dia, o craque tentou me dar um chapéu.
Quando a bola ia passar por cima da minha cabeça agarrei-a e gritei:

- "Vai que é sua, Tafarel"

Bati um tiro de meta pra dentro d'água.

Bom... o relato e o desfecho eu contei em Como melhorar seus tiros de corrida em Santos.


Correndo pelas calçadas das praias de Santos

Dá uma raiva dos ciclistas pedalando pela calçada
Eles têm a ciclovia bem ao lado!

Do povo andando em turmas de umas 30 pessoas
Ocupam a calçada inteira.

Dos donos de cães levando seus totós para passear sem coleira
Além da raiva, tomamos sustos quando o cão vem pra cima da gente.
E o dono fala... "Ele não morde"...
Ah! Vá pra....
Falei disto também, no post mencionado ao início... Cães e seus donos... esses seres irracionais.

Dos "farofeiros" ocupando a calçada inteira
São cadeiras de praia, isopores ou coolers cheios de bebidas, porta-malas dos carros abertos, com o funk no último volume.
Ah! Vão tomar no cooler!

E, por último, dos engraçadinhos
Só podem ser engraçadinhos, para perguntar as horas quando passamos correndo.

Com um milhão de pessoas passando, é justamente pra mim que perguntam?
Todo mundo hoje em dia tem celular.
E todo celular informa as horas.

E, correndo com o Garmin, mesmo se tivesse a boa vontade de informar as horas, precisaria parar, mudar a tela, enfim... sacanagem. Quer dizer, penso que fazem de sacanagem mesmo.

Já dei vários tipos de resposta...

- São 15 pra meia-noite (correndo às 3 da tarde).

- São 10 pra daqui a pouco.

Ou, com boa vontade...

- Não é relógio, é só cronômetro.


Agora, falando sério

Essas "raivas" não duram mais do que 1 minuto.

Apenas o tempo suficiente para eu pensar em o quanto ficar com raiva prejudica a gente.

Muitas vezes, passado esse 1 minuto, tenho que parar de treinar... para rir.

Acho que quem me vê assim, rindo sozinho, acaba ficando com raiva... kkk



Abraços a todos, sem raiva!

3AV
Marco Cyrino