terça-feira, 2 de abril de 2019

A soberba


A soberba

Creiam-me...

Este Blog sobre Triathlon não deveria ter algo a ver com conselhos deste tipo.
Porém, no fundo.... aliás, no raso, tem tudo a ver.

A soberba é um dos piores defeitos que alguém pode ter.
Hoje, eu não o tenho.
Mas, já o tive, sem perceber.
Ainda estou pagando o preço.

Farei uma breve descrição, sem entrar em muitos detalhes.
Talvez (apenas talvez) eu detalhe os detalhes, em outro momento.


Este é o resumão...


Longa distância

Por 2 anos inteiros, treinando e competindo em provas de Longa Distância (Meio-Iron, 70.3, ou como queiram chamá-las).

Em todas, ótimos resultados.


Distância Olímpica

Em seguida, o Internacional de Santos.

Prova na Distância Olímpica e sempre ótima de fazer, por tudo o que ela oferece, além se realizar aqui, no quintal de casa.
Ano passado ganhei, na categoria 60/64.

Tive um episódio, inclusive durante a prova, de zoster.

Mesmo sem ter certeza do que era, viajei para curtir as "férias".
Penei um bocado com as dores.
Depois de descobrir que era zoster, a cura foi fácil.


Challenge - Mundial

Havia ganho a vaga para o Mundial do Challenge, na Eslováquia.

Fomos...
Treinei, tive perrengues, treinei, viajamos, fiz a prova, fiquei em 13º do mundo, em minha categoria.

Já não estava me sentindo, digamos, como quando ganhei o Challenge - Floripa, em dezembro do ano anterior, quando peguei a vaga para o Mundial.

Ainda assim estava bem.
Magro, leve para correr (faz uma baita diferença), pedalando e nadando bem.
Ôps! Pedalando e nadando bem, realmente já não estava.
Mas ainda assim dava para o gasto.


Challenge - Floripa

Voltei do Mundial e a próxima meta já era novamente o Challenge - Floripa.
Prova boa, período de semi-férias de meus compromissos.

Tive o primeiro sinal.
Perrengue no pé direito, que não respondia.

Isso não iria me parar.
Afinal, eu fui pro mundial!

Treinei o que deu, já sem muita consistência.

Fiz a prova na base do "só pra me divertir".
Peguei 3º lugar inesperado, garantindo vaga novamente para o Mundial na Eslováquia. Mas, nem pensava em ir, por vários motivos.


Recados em voz alta

O corpo já estava pedindo arrego.

Eu não ouvia, ou melhor, minha soberba não me permitia ouvir, os recados do meu corpo.

Provavelmente, meu corpo estava falando:

- Cara! Você é doido? Vê se me ouve, porra!

Pior é que eu ouvia, mas não era comigo.


Prova Insana

Foquei no Internacional de Santos.

No ano passado, fiz a mesma coisa e ganhei.

Virei a "chavinha" e vamos em frente.

Vou fazer a mesma coisa (passar a treinar velocidade, por ser uma Prova Olímpica) e vai dar tudo certo novamente.

Entre o Mundial do Challenge e o Internacional (que pretendia fazer), ainda fiz pela 2ª vez o Insano - Guaratuba, e ganhei pela 2ª vez consecutiva.

Logo, minha soberba estava lá em cima.
Ganhei o Insano, mesmo sem estar bem!

ENTENDAM QUE NUNCA LEVEI ESSA SOBERBA PARA A MINHA VIDA PESSOAL.


Quase parando

Passado o final de ano, intensificando os treinos de velocidade para o Internacional, comecei a me sentir "fraco" no treinos.

Não conseguia desenvolver.
Não conseguia atingir os objetivos.

Minha rotina virou um inferno.

Dormia tarde, embora houvesse deitado cedo.
Acordava tarde e treinava mais tarde ainda.
Horário de almoço virou o de jantar.
Juntei uma refeição com outra.
Praticamente 2 meses fazendo isso.

Concomitantemente, ocorreram outros problemas pessoais que me induziram ainda mais a essa rotina.

Enfim, cabeça não pensa, o corpo paga.

E pagou (e ainda está pagando) um preço muito alto.

Fui "empurrando" a alimentação, a hidratação, enfim, tudo o que o corpo de um atleta pede.

Quando percebi, já estava ferrado (eufemismo...).

Por pouco não fui internado.

Não façam isso em casa.
É perigoso! kkk


Agora é "regime de engorda".

Depois, vem o processo de distribuir o que eu já não tinha mais em meu corpo.

Depois, um fortalecimento (musculação) e, só a partir daí, retomar os treinos.

A soberba me dizia que, treinando muito ou pouco, me alimentando bem ou mal, fazendo as coisas muito ou pouco certas, eu iria sempre ser o fodão.

NÃO DEIXEM ISSO ACONTECER COM VOCÊS.

Se contar detalhes de como fiquei, dirão que é mentira. kkk

Voltarei!



3AV
Marco Cyrino


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Os empurrões do destino


Já escrevi sobre tantos temas no Blog que, provavelmente, até devo ter abordado este, porém de forma diferente.

Talvez apenas como um Relato de Prova, ou outro tema que se relacionou com este.

Desta vez, o enfoque será outro.
Perdoem pela eventual recorrência de temas.

Vamos lá...


Antigamente...

O Troféu Brasil tinha suas provas de Profissionais Masculino e Feminino, Elite e Short.

A categoria Elite era apenas para Amadores que obtivessem determinados índices (tempos nas provas de Short), os quais eu não tinha a menor possibilidade de alcançar.

Os participantes da Elite faziam a Distância Olímpica.

Meus resultados no Short eram suficientes para me contentar, mas não para que eu me esforçasse para um melhor desempenho, face à diferença em relação aos demais da categoria.

Tipo assim... Eu fazia Triathlon (e ainda faço) apenas para mim.
Mas, não tinha nenhum empenho em treinar especificamente para o Triathlon.


Daí, em 2007...

O Núbio resolveu abrir a Elite ou Olímpico para todos.

Porém, em cada etapa da prova (natação, ciclismo e corrida), havia um tempo determinado para que o atleta completasse. Caso contrário, seria retirado da prova.

Essa prova, no meu caso, foi o divisor de águas.

Então, me inscrevi, treinei como um louco, sem assessoria, sem equipamentos adequados, sem pourra nenhuma.

Eu estava entrando na Categoria 50/54.

Meus objetivos eram:

1º - Terminar a prova dentro dos tempos programados.
Já havia feito algumas provas do Internacional de Santos (Olímpicos), porém, nem de longe minhas parciais correspondiam aos tempos de corte.

2º - Não ser o último de todos - aquele que vem com a moto da organização comboiando e, atrás dela, os staffs retirando os cavaletes, cones, etc.


Fiz a prova e...

Acabei a natação dentro do tempo.

Acabei a primeira volta do ciclismo (que era limitador de corte também) dentro do tempo.

Acabei o ciclismo, inteiro, dentro do tempo.

A corrida foi na base do phoda-se...

Era um circuito de duas voltas de corrida, como ainda é hoje.
Portanto, na primeira volta, a gente não sabe quem está à frente ou atrás.
Na segunda volta vem a certeza... que está atrás, está atrás... kkk

Depois de fazer o retorno para os últimos 2,5 km de corrida, comecei a nem me preocupar com o meu tempo, e sim ver se tinha alguém ainda indo para o retorno.

Contei 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... 10...
Parei de contar e abri um sorriso que não cabia na cara.

Principalmente porque a maior parte dos que estavam atrás eram bem mais novos do que eu.

Acabei a prova e fui confraternizar com a Neuza e meus familiares,  que me esperavam na linha de chegada.... depois, tomar uma ducha e arrumar minhas coisas para irmos embora.

Estava satisfeitíssimo com minha a performance.
Pourra! Concluí uma prova na Categoria Elite Amador.

A Neuza, sempre ela, me convenceu a ficar para ver a premiação.
Eu nem tinha intenção, acostumado que estava com as minhas colocações.

Quando chegou a premiação da minha categoria, o locutor falou:

- Em segundo lugar, Fulano de Tal
(Sinceramente, que o segundo colocado me perdoe por não lembrar seu nome. Ainda vou procurar os resultados desse ano, para lhe dar os créditos).

Pensei e falei para Neuza, meu irmão e minha cunhada:

- Xiiii...... Deu ruim..... Devo ter extrapolado o tempo de alguma etapa.... (embora, na minha cabeça, soubesse que não)... rambóra...

Aí o locutor me interrompeu.... kkkk..... dizendo:

- E o grande campeão é Marco Antonio Pinheiro Cyrino.

Quase caí de cara no chão.

Imaginem minha alegria.


Indo para os finalmentes...

Essa prova foi o divisor de águas, porque, a partir dela, comecei a levar o Triathlon a sério, inclusive passando a procurar assessorias técnico-esportiva, nutricional e as demais necessárias.

Qualquer hora conto mais sobre minha trajetória de surfista e futebolista para Biathleta, Triathleta de Shorts, de Olímpicos, de Long Distance, de Ironman, etc.

Mas, o que apenas meus próximos sabem... e isto não poderia deixar de dizer aqui, é que, talvez, o maior responsável seja o Joachim Doeding.

Sim, ele mesmo, um ultra, mega, hiper campeão.

Se alguém quiser saber mais sobre ele, que pesquise.
O Cara é simplesmente o Cara.

E ele estava nessa prova, na minha categoria, e iria ganhar com um pé atrás.

Só que algum fiscal deu um amarelo pra ele e depois o desclassificou por um suposto xingamento.

Sinceramente e, sem querer depreciar algum fiscal de prova, eu nunca daria um amarelo para o Joachim, achando que ele estivesse no vácuo de alguém... Um cara que, em provas de Long Distance, pedala para 40 km/h de média...

E eu, na época, não sabia nada sobre quem era quem, nem sabia quantos e quais estavam em minha categoria.

Só sei que o Joachim fez muito bem em xingar o fiscal.....kkkkk

Talvez, se isso não tivesse acontecido, eu não houvesse feito o que já fiz.

Daí o tema Empurrões do destino.


Aloha !

3AV
Marco Cyrino



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Isso tudo não é tudo!


Nossa vida é engraçada.

Nossa vida é muito boa.

Nossa vida é punk.

Nossa vida é o que plantamos e colhemos.

Nossa vida é resultado de nossas escolhas.


Porque digo isso num Blog de Triathlon?
Porque, simples assim, tem tudo a ver.

Para quem, como eu, vive Triathlon durante muitas (para não dizer 24) horas do dia, pode parecer antagônico.
Mas a vida nos vai ensinando que tudo tem seu tempo.

Sabe o que é engraçado?

Recebemos "cobranças" de todos os tipos e de todos os lados.

Dos tipos:

- Pourra, você não pensa em outra coisa a não ser treinar e competir.

- Pourra, você não está treinando com o afinco necessário... Assim não vai evoluir.

E dos lados:

- Do lado de lá, que querem porque querem que sejamos seres normais.
E, simplesmente, não somos.

- Do lado de cá, que querem porque querem que sejamos o super-atleta.


Objetivamente falando, o intuito deste post é enfatizar, para todos nós (de todos os tipos e de todos os lados) que há coisas mais importantes no mundo do que ser um Triathleta.

Existem, claro, determinadas épocas em que, por estarmos focados num "objetivo Triathlético", precisamos estar realmente determinados a atingir esse objetivo.

DESDE QUE ESTEJAMOS COMBINADOS COM OS SERES ENVOLVIDOS EM NOSSA VIDA.

Caso nada tenha sido combinado, esqueça!!!

Vou dar um depoimento simples e pessoal (bom, depoimento, por si só, é pessoal... kkk):

Estou empenhado em fazer o meu melhor Triathlon Internacional de Santos, em 10/03/2019. (Relato da prova de 2018)

Não vou conseguir... Não mesmo.

Mas, estou me aplicando a fazer o meu melhor, dentro daquilo que estou conseguindo me dedicar a esse objetivo.

Só que, hoje em dia em dia, isso para mim não é tudo.

"Tudo" significa estar bem comigo, com minha família (a pouca que resta), com meus amigos, com minha esposa (hoje, já posso oficialmente chamá-la assim), com os compromissos que escolhi, enfim.

Como diria Tim Maia: "Tudo é tudo e nada é nada".


A não ser que você seja um atleta profissional, que depende de resultados para sua sobrevivência, aplique-se da melhor forma possível para ser o SEU melhor Triathleta.

Nunca esquecendo que você tem uma família que te ama, que te apóia (tomara que sim), que até te empurra, como aquela que eu tenho, graças a Deus.


O equilíbrio e a negociação entre sua vida atlética e sua vida pessoal são a solução para tudo.

Ser um Campeão em diversas provas...  Já fui.

Ser um Ironman... Já fui sete vezes.

Ser um Ser Humano comprometido com o que tenho de fazer... Estou tentando.


Pode parecer piegas...

Mas realmente, o que levaremos daqui não são troféus, medalhas, títulos, homenagens.

A única coisa que levaremos daqui será aquilo que semeamos e, se possível, colhemos.


Continuo firme e forte em meus objetivos Triathléticos, mas... ISSO TUDO NÃO É TUDO!

Cuida bem de quem está ao teu lado o tempo todo.

Cuida bem de quem te apóia o tempo todo.

Cuida bem dos teus próximos, mesmo que eles contestem o que fazes. 
Eles simplesmente não compreendem, o que não é motivo para não compreendê-los.


Sabe quando, numa prova exaustiva, você já tá no "bico do corvo"?
Tipo "desequilibrado"?
Não deixe sua vida ficar assim.

ISSO TUDO NÃO É TUDO!
Mas tudo isso é fato.

Equilíbrio. Este deveria ser o título, mas, prefiro manter o original.


3AV
Marco Cyrino



Nota do Editor:
Nenhuma falha de editoria...
Mantidas as (eficazes) alternâncias entre 1ª, 2ª e 3ª pessoas do indicativo.

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Mais ensinamentos...



Hoje, a conversa é introspectiva...


Há períodos em que nos esforçamos muito para atender ao Triathlon que corre em nossas veias (não é sem motivos o nome deste Blog).

São treinos e mais treinos, ora para nos reabilitarmos após algum problema de saúde e depois para voltar à forma atlética, ora para entrar no modo velocidade, ora para voltar ao modo endurance, ora para não perder o condicionamento durante algum recesso.

E são também ajustes na programação de vida, para coadunar todos os compromissos e suas decorrentes responsabilidades, sem mencionar aqueles que assumi mais como Missão.


E assim segue a nossa vida, minha e daquela que me acompanha.


Da mesma forma, como o "tempo passa ao mesmo tempo" para todos, seguem também as vidas daqueles(as) com quem temos vínculos de todas as naturezas --- familiares, religiosos, profissionais, de amizade, de coleguismo no esporte e em outras atividades, incluindo as pessoas a quem prestamos (no passado e/ou no presente), ou de quem recebemos (no passado e/ou no presente) qualquer tipo de ajuda, suporte, apoio, solidariedade, em quaisquer situações.

Por mais que desejemos e esperemos que tudo sempre esteja correndo bem com essas outras vidas que nos são caras, é evidente que elas também seguem com todos os seus perrengues, dificuldades, tristezas e alegrias.

E, de quando em vez, chegam até nós os efeitos dessas ocorrências nas vidas que nos são caras, às vezes uma após outra, cada uma mal permitindo que nos recuperemos, ao menos emocionalmente, antes da próxima.


Então, nessas fases, gostaríamos de poder nos desdobrar em diversas pessoas, de poder, ao mesmo tempo, encontrar e executar soluções, prestar apoio e solidariedade, manter o foco nas pessoas que nos são caras, manter o foco no esporte, continuar cumprindo nossas Missões.

Mas, descobrimos que somos únicos(as) e que não temos clones... e que teremos de conseguir realizar "tudo junto ao mesmo tempo", numa verdadeira metáfora daqueles Irons (já tenho 7 na bagagem) ou Insanos, em que precisamos gerenciar os imprevistos, lidar com o cansaço e as dores, superar nossas limitações, reavaliar constantemente as reservas de energias, reconsiderar de tempos em tempos a estratégia de prova...  mentalizando e vislumbrando sempre o momento de cruzar o pórtico e sentir que a determinação nos conduziu até o final.


E assim haverá de ser.


Como venho dizendo em outros posts, são ensinamentos do esporte.
Muitos deles, às vezes, estamos aplicando sem nem perceber...


Aloha!

3AV
Marco Cyrino

sábado, 26 de janeiro de 2019

Ensinamentos do esporte


Em primeiro lugar, todos vocês, meus digníssimos e fiéis meia dúzia de seguidores, desculpem-me pela ausência... rsrsrs

Ainda estou devendo a postagem das fotos do Challenge Floripa, de dezembro do ano passado.
Mas, acho que deixou de ser relevante.
Ainda assim as publicarei... queiram ou não... kkk


Como diz o título, um dos ensinamentos do esporte (pronto, já entrei no contexto deste post) é priorizar o prioritário.

Pode parecer óbvio.

Mas a prática é que nos conduz a saber o que é ou não prioritário.
Logo, motivos prioritários me fizeram tirar essas "férias forçadas" do Blog.


Quais são os principais

O esporte, e principalmente o Triathlon, se praticado seriamente, nos dá inúmeros ensinamentos que serão válidos para todos os aspectos de nossa vida.

E temos também de estar preparados para as críticas de quem não pratica e, portanto, não nos entende.

Os ensinamentos são principalmente: organização, persistência, perseverança, resiliência e superação, força de vontade.

Em nossa Língua Portuguesa, alguns têm o mesmo significado, como Persistência e Perseverança, e até mesmo Força de Vontade.

Na prática, cada um tem o seu significado específico:

Persistência no esporte = Não desistir, independentemente de resultados.

Perseverança no esporte = Saber que nada vem do dia para a noite. É necessário ter perseverança para dar continuidade e ver a evolução aos poucos.

Força de Vontade no esporte = Saber que será necessário tê-la de forma suficiente, para se manter focado(a) em seu objetivo.

Como disse, são palavras com significados "iguais" ou muito parecidos.
Mas, coloquei em minha mente que cada um tem seu significado maior.

Já, Resiliência é um dos maiores ensinamentos do esporte.

Tecnicamente, Resiliência é a característica dos materiais que podem ser deformados por agentes externos e que retornam sempre ao estado e à forma originais.

Na prática esportiva, Resiliência funde-se, de certa forma, com o conceito de Superação, pois, à medida que adquirimos Resiliência, aumenta a nossa consciência de que temos (ou podemos adquirir) a força necessária para superar todos e quaisquer obstáculos... a consciência de que conseguimos sofrer e assimilar o sofrimento, fazendo dele uma força maior para atingir o objetivo.

Isto vale (por exemplo) para aqueles treinos de endurance (longuíssimos) e/ou de velocidade (curtíssimos e intensos), nos quais pensamos que não seremos capazes.


O esporte dirá...

Imagine-se, sem nunca ter treinado, digamos, uns 40 km de bike, ter de treinar 200 km para fazer seu primeiro Ironman.

Claro que a evolução será gradativa.

Você, por melhor assessorado que esteja, vai errar muito no progresso dos treinos; irá passar do seu limite de velocidade; irá falhar na hidratação e na alimentação... Até chegar ao ponto de terminar um treino de 90 km, largar a bike, cair deitado no chão e dizer:  - "Que merda! Eu não consigo pedalar 90 km! Como vou completar um Ironman?"

E isso é só o começo, porque a pressa é inimiga da perfeição.
Você vai, sim, conseguir fazer o seu Ironman.
Mas, o próprio esporte vai te ensinar como.


Ao conseguirmos completar esses treinos, nos sentimos extremamente gratificados.
E isso será levado para o resto da vida.

Nossas atividades normais, seja no trabalho, na vida pessoal, enfim... serão todas afetadas positivamente por essas capacidades que desenvolvemos.

Hoje em dia, em todos os perrengues que acontecem em nossas vidas e, inevitáveis que são, sou imensamente grato aos ensinamentos que o esporte me deu e ainda continua dando.

Quanto às críticas... Ah! Essas não valem nada!

Críticas sempre existirão.
Negocie com quem convive com você.

E, aquelas feitas por pessoas que não são próximas, delete-as.
Simples assim.

Já ouvi coisas do tipo "você só pensa nisso", "você vive pra isso", "você isso e aquilo"...

Já "maldaram" muito a minha vida, em função da vida que levamos.
Daí que tenho um pequeno conselho...
Como disse Zeca Pagodinho:

""
Se eu quiser fumar eu fumo
Se eu quiser beber eu bebo
Pago tudo que eu consumo
Com o suor do meu emprego

Confusão eu não arrumo
Mas também não peço arrego
Eu um dia me aprumo
Tenho fé no apego
""


Keep sporting !!!

3AV
Marco Cyrino