sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Transicionando de Triathlon para... e vice-versa (I)















Minha vida parece ser sempre uma transição (e sempre longa).

Transicionei do futebol, meu primeiro esporte, para o surf.
Depois, do surf para surf e futebol (com maior enfoque no surf).
Depois de lesões graves no futebol, fiquei apenas no surf.
Incluí a natação, mas não transicionei. Apenas incluí.

Nos dias em que não trabalhava e não podia surfar (pois o surf depende de condições específicas para sua prática), precisava arrumar algo mais para praticar, pois o futebol, por muito tempo, não poderia praticar.

Daí, meus parceiros de natação me levaram ao Biathlon.
Transicionei. Mas ainda surfava constantemente.


Finalmente, transicionei para o Triathlon.

E no Triathlon transicionei pra caramba.

Do Short (muitas provas) para o Olímpico.

Do Olímpico (muitas provas) para o Long Distance.

Do Long Distance (muitas provas) para o Ironman.

Do Ironman (7 provas devidamente concluídas) para mais provas de Long Distance, inclusive com uma participação no Mundial da marca Challenge, na Eslováquia, em 2018.

E, ainda, duas provas do Insano em Guaratuba.

Sei que estou utilizando expressões já "vencidas" para as denominações das distâncias do Triathlon, pois o Short virou Sprint, o Olímpico virou "Não sei o quê", e mais isso e aquilo.

Mas, acho que a maior parte dos leitores sabe quais são as distâncias, segundo as antigas denominações que ainda prefiro usar.


Quero deixar bem claro que não abandonei e pretendo nunca abandonar o Triathlon.
Porém, farei mais uma transição.


Voltando aos treinos e pensando...

Depois de toda essa experiência triatlética de mais de 20 anos (diria bem mais) e depois de passar por um ano de 2019 sabático (adoro usar essa expressão... kkk) devido a problemas pessoais, sem treinar nadica de nada durante mais de 6 meses, decidi finalmente voltar aos treinos.

Claro que no ritmo de tartaruga na areia.

A gente, que fez determinado esporte durante muitos anos, acha que pode retornar no mesmo ritmo em que parou.  
Mas, é frustrante.

Quando eu tinha 20, 30 e até mesmo 40 e poucos anos, era mole voltar à ativa depois de um longo período parado. Em pouco tempo recuperava o condicionamento físico.
Daí, talvez, a causa de várias lesões que tive.

Mas, com 62 verões (porque primaveras?) completados, o bagulho é mais punk.

Voltei treinando um pouco de natação, um pouco de ciclismo (por enquanto ainda apenas indoor) e um pouco de corrida.

Consegui também cumprir um objetivo pessoal que tinha há anos: subir e descer a Ilha Porchat 10 vezes consecutivas, correndo.

Daí, me veio uma luz, pois não estava achando o tesão necessário para treinar especificamente para o Triathlon, fosse para qualquer distância.


Uma nova transição, um desafio.

Decidi fazer uma Maratona.
Sim, vou fazer.
Apenas a Maratona, porque já tenho 7 na conta das provas de Ironman.

Nunca fiz "apenas" a Maratona.
Fiz 3 Meias-Maratonas (fora as das provas de Triathlon Long Distance).

É uma diferença enorme.
Apenas para exemplificar:

Minha melhor meia-maratona Long Distance foi em 2h10m.
Minha melhor meia-maratona isolada foi em 1h50m.
Só que isso já fez alguns aniversários... kkk

Então, vou focar meus treinos (apenas lembrando que estou voltando a me condicionar agora) tendo como objetivo uma Maratona, provavelmente no final do ano.

Vai ser um bom desafio.
Saber como consigo correr uma Maratona treinando especificamente para ela, sem perfazer os praticamente 4.000 m de natação e os 180 km de ciclismo de um Ironman.

Tenho consciência de que esse bom desafio será também difícil, porque os objetivos de velocidade e resistência serão outros.

Preservando o Triathlon

Continuarei treinando natação e ciclismo, pois sei que serão muito úteis nesta minha nova preparação.

Meu técnico e brother Silvão poderá falar muito melhor a respeito.
E serão úteis também para meu retorno ao Triathlon.


Quando e onde?

Já decidi, mas, não é hora de falar.

Só adianto que pretendo concretizar dois objetivos simultaneamente.
Um, evidentemente, é completar a prova da melhor forma possível.
O outro é aproveitar o local para realizar um outro sonho de consumo.

Aos poucos, vou dando informações, tanto sobre a preparação, quanto sobre o local e a data.


3AV
Marco Cyrino


sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Minha responsabilidade




Recentemente, tenho visto muita gente nova no Triathlon querendo receber conselhos sobre treinos, roupas, equipamentos, hospedagem, enfim, sobre tudo que envolve uma prova de Triathlon.
ÓTIMO.

Recentemente também, tenho visto muitos atletas experientes "descumprirem" treinos, conselhos, etc. dos profissionais que os assessoram.
Cada um com seus pretextos, suas desculpas, seus problemas pessoais.
E todos jogando no colo do treinador os seus problemas, para que ele os solucione.
PÉSSIMO.

Um desses atletas... logo saberão quem é.

Colocando-me no lugar desses profissionais (incluindo o Silvão, obviamente) que têm por objetivo treinar e cuidar de seus atletas, deparei com uma historinha (ou estorinha) que diz muito a respeito.

Aqui vai...

Minha Mãe tinha muitos problemas.
Não dormia e se sentia esgotada.
Era irritada, rabugenta, azeda... e sempre estava doente.

Até que um dia, de repente, ela mudou.
A situação geral era a mesma, mas ela estava diferente.

Certo dia, meu Pai lhe disse:
- Amor, estou há três meses à procura de emprego e não encontrei nada.
Vou tomar umas cervejinhas com os amigos.

Minha mãe lhe respondeu:
- Tudo bem.

Meu irmão lhe disse:
- Mãe, eu vou mal em todas as matérias da faculdade.

Minha mãe lhe respondeu:
- Tudo bem, você vai se recuperar.
E se você não conseguir, você repete o semestre.
Mas, você paga a matrícula.

Minha irmã lhe disse:
- Mãe, bati o carro.

Minha mãe lhe respondeu:
- Tudo bem, filha.
Leve-o para a oficina, procure uma forma de como pagar e, enquanto o consertam, vá trabalhar de ônibus ou de metrô.

Sua nora lhe disse:
- Sogra, venho passar uns meses com vocês.

Minha mãe lhe respondeu:
- Tudo bem, ajeite-se na poltrona da sala e procure uns cobertores no armário.

Todos nós, na casa da minha mãe, nos reunimos preocupados com essas reações.

Suspeitávamos que tivesse ido ao médico e o mesmo lhe houvesse receitado uns comprimidos de "se virem" de 1.000 mg.
Poderia também estar ingerindo uma overdose.

Decidimos então nos reunir e conversar com minha mãe, para afastá-la do possível risco de vício em algum medicamento tranqüilizante.

Mas, qual não foi a surpresa, quando ela nos explicou:

- Demorei muito tempo para perceber que cada um é responsável pela sua vida.

Demorei anos para descobrir que minha angústia, minha mortificação, minha depressão, minha coragem, minha insônia e meu estresse, não resolveriam os seus problemas, mas, sim, exacerbariam os meus.

Eu não sou responsável pelas ações dos outros.
Mas, sim, sou responsável pelas reações que eu expresse diante delas.

Portanto, cheguei à conclusão de que o meu dever para comigo mesma, é manter a calma e deixar que cada um resolva o que lhe cabe.

Eu só posso ter poder sobre mim mesma.
Vocês têm todos os recursos necessários para resolver as suas próprias vidas.

Eu só poderei lhes dar o meu conselho, se, por acaso, me pedirem.
E de vocês depende segui-lo ou não.

Por isso, de hoje em diante, deixo de ser: a acumuladora de suas culpas, a lavadeira de seus arrependimentos, a advogada de suas faltas, o muro de seus lamentos, o depósito dos seus deveres, quem resolve os seus problemas, ou quem os substitui para cumprir as suas responsabilidades.

A partir de agora, eu os declaro, todos, adultos independentes e autossuficientes.

Todos, na casa da minha mãe, ficaram mudos.

A partir desse dia, a família começou a funcionar melhor, pois todos sabem exatamente o que lhes compete fazer.


Um dos atletas em questão sou eu mesmo.
Porém, sem jogar no colo do meu treinador os meus problemas.

3AV
Marco Cyrino

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Neste Natal e nesta Passagem de Ano...

Muito a agradecer...
Bastante a refletir...
Nada a pedir...

Apenas,
o desejo de que consigamos aprimorar continuamente
os nossos melhores atributos de integridade, determinação,
amor e respeito por todos os seres vivos.

Um lindo Natal, na harmonia das nossas famílias!

Inspiremos profundamente 
e comecemos a construir um Ano Novo
melhor do que todos os anteriores.



Equipe 3AV

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

As raiva que nóis passa...


Não sei se há coisas que só acontecem comigo, ou se acontecem com outros atletas.

Umas são engraçadas.

Outras dão uma raiva do cão.
Força de expressão, pois não tenho raiva de cães...rsrsrs
Ao contrário, muito ao contrário.

Às vezes, tenho uma certa raiva dos donos, como aqueles que não recolhem o cocô deles nas calçadas ou, pior, às vezes recolhem e o deixam ensacado, ao pé de alguma árvore (já falei disto em Cães e seus donos... esses seres irracionais).

Bom, vamos ao tema.

Muitas vezes, treinando, deparo com certas situações que dão essa danada de raiva.

Na natação

No mar, a raiva é quando, no alto verão, estou nadando paralelo à praia e quase sou atropelado por SUP (Stand Up), ou mesmo por outras embarcações.

Também quando sou queimado por água-viva.
Aqui em Santos não é comum, mas já fui.
Só que esse risco faz parte do ambiente.

Na piscina, a raiva é quando está lotada, ou a água está mal tratada (às vezes, quase não dá pra enxergar o fundo), ou está "muito bem cuidada" (quando o cheiro causado pelo excesso de cloro só vai sair do corpo depois de uns 3 treinos de corrida e ciclismo e uns 10 banhos).

Agora, com a moda dos barbudos, tem a raivinha também dos carecas barbudos, que usam a touca na cabeça ao invés de na barba... kkk


No ciclismo

A raiva dos riscos de acidentes
Corremos esses riscos pedalando em estradas, mesmo escolhendo o lugar mais seguro que conheço, Riacho Grande.

A raiva dos atletas que treinam em pelotão, clipados
Correm o risco de causar acidentes com outros atletas que nada têm a ver com a sua ignorância.

A raiva dos atletas que jogam no chão as embalagens de gel e outros produtos que consomem durante o treino
Deveriam guardá-las no mesmo bolso em que as trouxeram, para descartar em local apropriado.

Pior é que 99% desses se dizem defensores do meio-ambiente.

A raiva dos atletas que correm pela pista de rolamento e não pelo acostamento, quando fazem transição pedal-corrida...


Na corrida

Ah... Na corrida são as maiores raivas.

Correndo pelas areias das praias de Santos

Dá uma raiva dos mísseis teleguiados
Crianças bem pequenas, cujos pais as deixam sem supervisão na praia, sempre correndo em nossa direção.
Depois os pais não sabem porque elas se perdem.

Já falei disto, em Triathlon Rústico - Santos 2014.
Vejam o tópico "Menos areia e mais mísseis"...

Das tendas armadas com cordas de nylon praticamente transparentes
São fincadas perpendicularmente na areia, para que possamos tropeçar nelas e cair de cara.

Da molecada "aquecendo" pra final do "Mundial de Futebol de Areia do Bairro da Aparecida"
Sempre tem o craque que domina la pelota e fica esperando eu chegar perto pra me dar um drible.

Um dia, o craque tentou me dar um chapéu.
Quando a bola ia passar por cima da minha cabeça agarrei-a e gritei:

- "Vai que é sua, Tafarel"

Bati um tiro de meta pra dentro d'água.

Bom... o relato e o desfecho eu contei em Como melhorar seus tiros de corrida em Santos.


Correndo pelas calçadas das praias de Santos

Dá uma raiva dos ciclistas pedalando pela calçada
Eles têm a ciclovia bem ao lado!

Do povo andando em turmas de umas 30 pessoas
Ocupam a calçada inteira.

Dos donos de cães levando seus totós para passear sem coleira
Além da raiva, tomamos sustos quando o cão vem pra cima da gente.
E o dono fala... "Ele não morde"...
Ah! Vá pra....
Falei disto também, no post mencionado ao início... Cães e seus donos... esses seres irracionais.

Dos "farofeiros" ocupando a calçada inteira
São cadeiras de praia, isopores ou coolers cheios de bebidas, porta-malas dos carros abertos, com o funk no último volume.
Ah! Vão tomar no cooler!

E, por último, dos engraçadinhos
Só podem ser engraçadinhos, para perguntar as horas quando passamos correndo.

Com um milhão de pessoas passando, é justamente pra mim que perguntam?
Todo mundo hoje em dia tem celular.
E todo celular informa as horas.

E, correndo com o Garmin, mesmo se tivesse a boa vontade de informar as horas, precisaria parar, mudar a tela, enfim... sacanagem. Quer dizer, penso que fazem de sacanagem mesmo.

Já dei vários tipos de resposta...

- São 15 pra meia-noite (correndo às 3 da tarde).

- São 10 pra daqui a pouco.

Ou, com boa vontade...

- Não é relógio, é só cronômetro.


Agora, falando sério

Essas "raivas" não duram mais do que 1 minuto.

Apenas o tempo suficiente para eu pensar em o quanto ficar com raiva prejudica a gente.

Muitas vezes, passado esse 1 minuto, tenho que parar de treinar... para rir.

Acho que quem me vê assim, rindo sozinho, acaba ficando com raiva... kkk



Abraços a todos, sem raiva!

3AV
Marco Cyrino



domingo, 17 de novembro de 2019

Resumão - Dicas sobre Ciclismo, para os iniciantes


Já postei sobre a T1 e a T2 (Transições).

Já postei sobre a Natação, embora não especificamente para iniciantes, muito mais para eles.

Hoje, vou falar um pouco sobre o Ciclismo em treinos e provas de Triathlon.

Nos grupos de redes sociais dos quais participo, tenho visto inúmeras dúvidas de atletas que estão entrando no mundo maravilhoso do Triathlon.

Quanto à modalidade Ciclismo, vejo dúvidas sobre tipo de bike, equipamentos, roupas, enfim...


Sem querer ser exemplo para ninguém, acompanhem...

* Fiz minha primeira prova, um Short do Troféu Brasil, com uma Bike Normal.

Nem Mountain Bike era.

Era a bike que usava para ir à faculdade e para me locomover pela cidade quando não queria ir de carro.

Tentando lembrar quantas marchas tinha...
20 ??? Acho que não.
Tinha apenas um volantão, logo não poderia ter 20 marchas.
10 marchas, então??? Hummmm... Também não.
Ah! Lembrei. Era apenas uma.
Pelo menos, não tinha que ficar pensando em troca de marchas. kkk

* Depois, me inscrevi para o Internacional de Santos, prova na distância Olímpica.

Na antevéspera da prova, meus amigos Mineiro, Estephan, Eugênio (hoje, um renomado advogado) e Baltazar (dentre outros) me "obrigaram" a usar uma Bike Road antiqüíssima (uma relíquia) dos irmãos Cidral (Felipe e Fred, da Kokymbus Pizzaria e Picanha), que gentilmente a emprestaram.

Fiz a prova com ela, sem nunca ter andado numa bike assim.
Claro que foi muito melhor do que fazer com a minha, embora eu houvesse dito que assim preferiria.

* Aos poucos, comprei minha primeira Road, montada pelo antecessor do Amin, da Cyclo Club.
Já foi um enorme up.

* Depois, já na era Amin, montei outra, uma Aerotech com quadro zerado, relação de 20 marchas.

* Como, até então, as provas que fiz sempre foram sem vácuo, eu observava os atletas de TT e ia, aos poucos, adaptando minha Road, colocando clip, garfo de carbono, canote do selim de carbono.
E ia também tentando mudar a posição de pedalar, entre outras coisas.

* Finalmente, depois de fazer com a minha Road inclusive alguns Long Distance de Pirassununga, às vésperas de outro Long lá mesmo, em Pira, fui ao Paterline Bikes e troquei a minha Road por uma Cervélo P2 usada, minha primeira TT.

* Depois disso, fui trocando, sempre por usadas, até comprar minha primeira TT zerada, com a qual fiquei vários anos, até vendê-la para o brother Fernando Rocha, quando comprei minha atual P3.

Já estou com ela há pelo menos uns 8 anos, acho eu.
Comprei-a do Max, famosíssimo atleta e empreendedor que, na época, era o representante da Cervélo no Brasil.


Explicando...

O que quero dizer com essa longa história é que, no Triathlon, em cada modalidade, mas, principalmente no ciclismo (que é a mais cara das três), você não precisa começar pelo Ironman. E nem deve.

É muito melhor começar pela distância Short e ir evoluindo aos poucos.

Com os equipamentos é exatamente a mesma coisa.


Então... Depois deste preâmbulo, vou tentar passar um pouco da minha experiência nos diversos tipos de provas, para que quem esteja começando possa fazer uma boa etapa de ciclismo.

Antes de definir por distância de prova, precisamos saber se é ou não permitido vácuo.

Se for permitido, faça com uma Road.
Esqueça as bikes TT.
Inclusive, nas provas com vácuo, normalmente é proibido fazer com as TT.


1 – Distância Short (natação 750 m + ciclismo 20 km + corrida 5 km)

Distância que, embora curta, exige "coração na boca".

Não há muito a dizer, porque, tanto na natação, quanto no ciclismo, quanto na corrida, o atleta precisa dar seus 100% o tempo todo.
Para ser competitivo, é claro!

Para realizar o sonho de completar o seu primeiro Triathlon, basta seguir as recomendações para as demais distâncias, abaixo.


2 - Distância Olímpica (natação 1500 m + ciclismo 40 km + corrida 10 km)

A partir desta distância, a prova já exige, para a maioria dos atletas, uma certa estratégia.

Afinal, após nadar 1.500 m, você irá pedalar por 40 km (aproximadamente 1h20 m, tomando por base uma média de 30 km/h) e depois irá correr 10 km.

Sei que, para muitos ótimos atletas, o Olímpico é como o Short. Coração na boca o tempo todo.

Para os iniciantes, recomendo que, se houverem seguido os conselhos sobre a Natação, sigam também estes para Ciclismo.

Saiu bem da natação, sem estar "afogado", com a FC relativamente baixa? Vamos seguir o mesmo ritual na bike.

Em primeiro lugar, você já deve ter deixado tudo de acordo na T1, para não perder muito tempo nela.

Se for pedalar com sapatilhas de ciclismo, tenha a mais absoluta certeza de que não vai fazer isso pela primeira vez. Tenha certeza de que já tenha treinado o suficiente com elas para montar e desmontar com segurança.

Observe o local correto de montar em sua bike e as regras da competição sobre monte, desmonte, distâncias permitidas para o atleta da frente etc.

Ao começar o ciclismo, recomendo que tenha deixado sua bike na transição, com o câmbio no volantinho e uma relação traseira intermediária, para não precisar sair fazendo muita força nas pernas para ganhar velocidade.

Aos poucos, você irá aumentando a velocidade e subindo o câmbio para o volantão, e depois irá adequando as marchas traseiras de acordo com sua competência.

Aproveite a etapa do ciclismo para se hidratar e suplementar muito bem para a etapa da corrida.
É muito ruim deixar isso de lado.


3 – Distância Long (natação 1900 m + ciclismo 90 km + corrida 21 km)

A partir daqui, já temos que virar a chave.

Apenas como parâmetro, quem conseguir pedalar os 90 km em velocidade média de 30 km/h vai ficar 3 horas com a bunda no selim.

Então, daqui para frente, recomendo muito a bike TT.
Isto levando em consideração que a prova seja sem vácuo, que você tenha experiência suficiente para usar sapatilhas, Garmin para monitorar a FC entre outros dados.

Recomendo fortemente que faça uma programação de hidratação adequada e a siga rigorosamente, para poder agüentar a meia-maratona de corrida que virá a seguir.


4 – Ironman (3800 m de natação + 180 km de ciclismo + 42,1 km de corrida)

Pronto.
Viramos a chave totalmente.

Sem me alongar, basta seguir os demais conselhos, acima, e adicionar os que seguem.

É nesta etapa que transcorre a maior parte de um Ironman.

Usando como parâmetro os mesmos 30 km/h de média, serão "somente" 6 horas pedalando ininterruptamente.

Portanto é sobre a bike que você vai fazer seu café da manhã, seu almoço e seu lanche da tarde.
E você não vai querer fazer isso correndo uma maratona.

Se você chegou até o Ironman, espero que tenha passado por todas as experiências anteriores.


Finalmente

Começar em Triathlon usando equipamentos de última geração, bikes muito caras, roupas especiais, etc. fará você gastar bastante.
Nada contra. Desde que tenha recursos para isso.

Mas, na relação custo / benefício, o melhor é investir em uma boa assessoria técnica, boa alimentação, muitos treinos feitos com qualidade.

Tenho fotos minhas correndo o Internacional descalço (Triathleta da Idade da Pedra) e também correndo de sunga, boné e uma camiseta comum.


Como disse lá em cima, não quero ser exemplo para ninguém.

Só pretendo transmitir aquilo que aprendi fazendo errado (e pagando o preço), para que não cometam os mesmos erros.


Bóra lá, que o Triathlon está precisando de novos valores!

3AV
Marco Cyrino