domingo, 12 de março de 2017

IMBR Floripa 2017 - Atletas da Baixada Santista & Outros Amigos


Coincidentemente, a primeira vez que resolvi perder (ou ganhar) um bom tempo pesquisando sobre os conhecidos da Baixada Santista que irão participar do IM Brasil Floripa foi em 2011, com relação aos participantes de 2012.
Estava eu estreando na categoria 55/59A.

Coincidência porque, neste ano de 2017, também estarei estreando em categoria nova. Desta vez a 60/64A.

Resolvi também elencar amigos e conhecidos de outros locais.

Numa busca virtual identificamos:


Da Baixada Santista

Nome .................................................
Categoria

País
ALCEU CREMONESI JUNIOR
M5559
M
BRA
ALEJANDRO RODRIGUEZ COMAS
M5559
M
BRA
BRUNO CHINARELLI
M3034
M
BRA
CELIO GARCIA JUNIOR
M6064
M
BRA
DENIS POTENZA
M3539
M
BRA
FERNANDA GARCIA
F3034
F
BRA
GIL EDUARDO
M4044
M
BRA
JULIO CESAR PATERLINI JULIO PATERLINI
M5054
M
BRA
MANOEL PIRES JUMIOR
M5054
M
BRA
MARCO ANTONIO PINHEIRO CYRINO
M6064
M
BRA
ODAIR BLANCO JR
M3539
M
BRA
PHILIPPE GONDRE
M5054
M
FRA
REGIANE ISAAC DOS SANTOS GARCIA
F5559
F
BRA
ROMEU BOTELHO JR
M5054
M
BRA




Amigos de outros locais:

Nome .................................................
Categoria

País
BENTO LIRA
M6064
M
BRA
CLAUDIO GARBI
M4044
M
BRA
DAVID PROCACCIA
M5559
M
BRA
EDMAR ALVES MARTINS
M5559
M
BRA
LUCA GLASER
F2529
F
BRA
LUIZ ENG
M4549
M
BRA
MARIANA OHATA
F3539
F
BRA
MARINALDO BRITO
M7074
M
BRA
ORIVAL ANDRIES JUNIOR
M6064
M
BRA
PIERRANG BENOIT
M5559
M
FRA
DEBORA BATTISTIN
F4044
F
BRA
SERGIO LOBO
M6064
M
BRA
VAGNER DE BESSA
M5054
M
BRA
WALDEMARO JOSÉ FERREIRA
M6064
M
BRA


Seu nome não está nestas listas?
Por favor, informe através de um Comentário.


Veja a relação completa, aqui: Inscritos Floripa IMBR2017



3AV
Marco Cyrino


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

26º Triathlon Internacional de Santos - 1ª Etapa 2017 - Relato de Prova


Inauguração da temporada de provas.

Tentando fazer tudo da melhor forma possível...
Fiz testes de VO2 máximo, de pisada, FMS, bioimpedância... checkup clínico geral, exames completos de sangue... planejamento detalhado com o coach...

Bom, me esforçando e tendo certeza de que esses investimentos são as melhores coisas que faço e que todos deveriam fazer, desde que, claro, tenham condições.
A questão "condições" é muito relativa, se levarmos em consideração que alguns atletas preferem gastar alguns milhares de Reais em aquisições como equipamentos (bikes, rodas, tênis, macaquinhos), bem como suplementos indicados por colegas, sem orientação médica, e muitos outros etecéteras, a investir no mais fundamental que é a sua saúde (em primeiro lugar) e no seu treinamento de forma adequada, com um bom coach.

Dando nome aos profissionais (pensaram que iria dar nome aos bois, né?...kkk) que recomendo por, apenas e tão somente, suas competências:

Silvão: Grande coach (SMAERUN) e amigo.
Lucas: Grande médico especializado em medicina desportiva.
Atef: Grande fisioterapeuta quiropraxista.
Pandelo: Grande atleta, grande vencedor na vida e agora grande empresário de um Centro de Alta Performance em Santos.

Se alguém quiser seus contatos, me avise. Mas são muito fáceis de encontrar nas redes sociais.

De minha parte, se isso não me ajudar em resultados e performances, ainda assim vou saber que atingi meu objetivo maior, que são a longevidade no esporte e a prevenção de problemas mais sérios do que aqueles que já desenvolvemos durante esta encarnação.


Confraternizando...
Na véspera da prova, como quase sempre, dormi como um bebê.
Dormia 20 minutos e acordava chorando....kkkkk. Brincadeiras à parte, não dormi quase nada, mas descansei bastante no sábado.

Cheguei à transição por volta das 6:40h e me esbaldei de conversar, rir, encontrar velhos e novos conhecidos e amigos...
Enfim, amo essa prova porque é uma das raras oportunidades de fazer isso. E o astral é sempre o melhor possível.

Na minha categoria então, onde, apesar de competitivos, priorizamos essa confraternização, pô... não tem $$$ que pague.
A gente encontra tanta gente boa lá, que se for começar a citar nomes, certamente faltarão muitos.


Largada e natação
O tempo voa. Quando a gente se dá conta, já estamos meio atrasados... colocar roupa de borracha...  acabar de arrumar as tranqueiras de prova e correr para a praia para dar uma aquecida no mar.

Logo no aquecimento, percebi o quanto a maré estava baixa. No local da prova, isso significa correr dentro da água por mais de 50m... diria bem mais... antes de começar a nadar. Isso faz com que a FC suba muito. E não gosto de começar a nadar com a FC muito elevada. Demora pra pegar ritmo de natação.

Ainda dentro d'água e analisando correnteza, temperatura (estava maravilhosa, bem mais fresca do que imaginava, ideal para competir)... vimos a largada dos profissionais.
Caraca! Tem que dar valor... não tem tempo ruim pra eles... maré baixa, corrida dentro d'água, distância... atropelam tudo. É bonito de ver.

Entre a largada deles, profissionais, e a minha (que seria a primeira dos amadores) havia um delay de 20 minutos.

Voltei a me concentrar e cheguei à conclusão de que, para fazer uma boa natação, eu teria que entrar no mar e ultrapassar a parte rasa bem progressivamente, sem excessos.

Chegou perto da hora da largada e, como sempre, me retirei um pouco, fiz minha oração pedindo apenas proteção ao meu Anjo da Guarda e aos de todos os competidores.

Fui para a frente da linha de largada, para perder o menor tempo possível, já que iria adentrar no mar sem subir muito minha FC. E não iria atrapalhar ninguém, porque, ao som da buzina de largada, sempre corro lateralmente, para sair do bololô.

Ah...SQN.... soou a buzina e... nego, branco, moreno, albino, amarelo, vermelho, enfim.... todos saem como se estivesse estourando a guerra mundial... e o trouxa aqui vai ficando pra trás...

Entramos no mar pulando as 7 ondas e mais 7 e mais 7 e mais 7... e, quando vi, tava no meio do pelotão e empolgado que estava, comecei a mergulhar golfinhando... e... ÔBA... VAMOS PRA FRENTE QUE ATRÁS VEM GENTE...

Comecei a nadar no pelotão da frente...UHUUUUU !!!
Com menos de 100m já estava sem ritmo... sei que posso fazer melhor, mas preciso treinar isso.

Resultado: fiz uma das piores natações da minha vida, para essa prova.
É realmente punk conseguir baixar a FC na natação, durante uma prova.
Até consegui encaixar um ritmo melhor depois, mas já havia comprometido essa parte da prova.
E vejam... a culpa é unicamente minha.

Se publico este tipo de coisa, o objetivo é alertar, aconselhar, etc., aliás como é o objetivo deste Blog. Passar minhas experiências, tanto as boas quanto as más.

Saí da água com um tempo baixo para a prova... uns 24min... Só que tinha bem menos água do que nas provas anteriores.

Ao chegar à transição, já percebi o tamanho do prejuízo, pois havia pouquíssimas bikes, na zona da minha faixa etária.


Ciclismo
Fiz uma transição bem rápida e saí pro pedal.
Decidi fazer o melhor pedal possível, para sair para correr inteiro.
Então comecei bem cauteloso.

Como os cavaletes da minha faixa etária ficam bem no final da transição, muito próximos da saída das bikes, prefiro deixar as sapatilhas fora dos pedais e já sair com elas calçadas. Penso que ganho tempo, pois correr uma pequena distância apenas, com elas calçadas, compensa a perda de tempo de calçá-las estando elas presas aos pedais e já pedalando.

Caso meu cavalete estivesse (como já esteve em muitas provas) longe da faixa de monte da bike, deixá-las-ia (Português Temeriano) já presas aos pedais, para correr descalço dentro da transição.
Tenderam? Se não, deixa pra lá.

Percurso ótimo. Aliás, excelente. Exceto pelos trilhos da Av. Conselheiro Nébias (do VLT), que deixaram muitos atletas sem suas garrafas de hidratação / alimentação.

Fiz a parte do percurso interno (dentro da cidade) bem cauteloso, mas fui me monitorando, me hidratando e botando um ritmo bom.
Quando vi, estava com uma média muito boa para o meu propósito.
Até fiquei me questionando se, como na natação, não estava me empolgando muito...
Que nada... estava me sentindo bem confortável.

Já na R. João Pessoa, passando os trilhos do bonde, foi minha garrafa do Torpedo que voou.
Falei... mas nem fud... que vou ficar sem ela. Meu carbo do pedal estava nela. Melhor perder 1 minuto pra recuperá-la, do que comprometer o resto da prova sem carbo.
E, também neste caso, a culpa foi minha... não percebi que, ao passar pelos trilhos da Conselheiro Nébias, a garrafa tinha já ficado praticamente solta no Torpedo.

Mas, beleza... abraços e agradecimentos ao agente da CET que gentilmente catou minha caramanhola do chão, enquanto eu estacionava minha bike, e deu um pique de uns 100m, com direito a record mundial não homologado pela FIA. Tadinho do Bolt se competisse com esse cara.
Pode isso, Arnaldo???
Bom, pelo Regulamento, eu não posso ter nenhuma ajuda externa. Pois que me desclassifiquem e ainda serei grato ao agente da CET pela sua intervenção. Poderia ter ficado mais um tempo ali, perguntando seu nome, seu número de registro e tal... mas, para quê? Iria esquecer mesmo... rsrsrs

Entrei na Via Anchieta e pá... velocidade ótima para mim... na ida 37, 38... e sozinho.
Vários atletas que largaram depois foram me ultrapassando.
Mas também fui ultrapassando muitos que largaram junto comigo e nadaram melhor.


Pelotinhos
No retorno, comecei a ver os pelotões vindo, ainda na pista de ida.
Na metade da volta, comecei a ser ultrapassado por alguns.
Logo, o Fernando Rocha me ultrapassa com um bando de uns 10 atletas na roda dele. O cara fazendo a maior força e o pessoal só de roda.
E olha que na volta minha velocidade continuava boa. Na faixa de 38 até 39 km/h.

Dei um "tiro" e emparelhei com o Fernando.
Daí, vem a moto da fiscalização e viram todos uns anjinhos.
Nego pega caramanhola, se distancia apenas uns 4 metros, começa a beber como se estivesse passeando... outros começam a nos ultrapassar como se houvessem chegado ao pelotinho exatamente naquele momento.
Chega a ser engraçado.

Quanto a moto foi (sem penalizar ninguém), olhei pra trás pra ver quem ainda estava de roda e o atleta que estava logo atrás de mim ainda gritou: Fica tranquilo... tá limpo.
O cara pensou que eu estivesse vendo se vinha fiscalização... É  mole??? kkkkk

Fernando pedalou pra carai... pagou o preço na corrida. Mas eu sei da história dele. Fez a prova de supetão.
Nem estava treinado e mandou muito bem no pedal.

Para poder continuar fazendo um pedal de modo a tentar correr bem; larguei o Fernando e o pelotinho que voltou a se acumular... e entrei na cidade.

Pensando no resto da prova, me empenhei em me hidratar bem, terminar a caramanhola de carbo e botar um pouco mais de giro do que de força no pedal.

Cheguei de volta na transição e me surpreendi com meu estado, pois me sentia bem. Bem cansado... kkkk
Brincadeira. Estava bem mesmo.


Corrida
Sabia que seria difícil pegar uma boa colocação, tipo pódio, por uma série de coisas.
Nem mesmo sabia se conseguiria manter uma corrida consistente pelos 10 km.
Mas também percebi que o maior adversário para um bom resultado seria a qualidade dos atletas da minha categoria. Mesmo eu estando saindo dela neste ano, isso não é pretexto. É meramente o contexto.
Mas vi que poderia simplesmente continuar dando meu melhor, sem cometer mais erros.

Saí para correr, vendo que, pelo meu cronômetro, poderia fazer meu melhor tempo até hoje para essa prova.
Mas teria que ter cabeça e não querer ganhar a qualquer custo uma ou outra colocação.

Fui fazendo um boa corrida, na média de 5:00 min/km de pace.

Sabia que estava fazendo bastante força para manter isso, mas também sabia que tinha "motor" para manter.

O percurso foi ligeiramente alterado, o que fez com que a corrida tivesse praticamente a distância dos 10 km.
Creio eu (não corro essa prova com Garmin) que em outros anos a corrida tivesse um pouco menos e, talvez até por isso, ano passado corri em 49 min. e pouco.
Neste ano a primeira perna foi reduzida em aproximadamente 400 m, mas a segunda perna foi aumentada em uns 600 m. Logo, penso eu, o percurso ficou mais correto.

Fechei a prova com meu record pessoal: 2h28m07s e em 7º lugar na categoria.


Ocorrência triste
A nota triste ficou por conta de um incidente envolvendo o Triathleta profissional Edivânio Monteiro, que sofreu um assalto absurdo em plena competição.

Um meliante armado o derrubou da bike, na Via Anchieta, num lugar já conhecido por sua periculosidade, causando várias escoriações e lesões, e ainda o agredindo e roubando seu ganha-pão, ou seja, sua bike.

Algumas mídias já se fartaram de colocar informações "bombásticas", como fratura exposta do fêmur, falta de segurança da organização, etc.

Não tenho comprometimento com nada e ninguém para defender, acusar, julgar.
Apenas penso que, antes de sair publicando coisas sem saber ou ter melhores e mais concretas informações, deve-se aguardar e correr atrás das verdades.
Num primeiro momento fiquei, como todos, estupefato pelo acontecimento.

Depois começa a cair um pouco mais a ficha.

A organização, seja ela de qual prova for, ao que me consta, paga as taxas (que, imagino, não devem ser baratas) para as entidades Municipais, Estaduais e até Federais, conforme o caso, para ter a segurança necessária à prova.
O problema que houve, infelizmente, é decorrência de uma política de segurança pública falida.
Não somente aqui em Santos. Mas em São Vicente, Cubatão, Praia Grande, Itanhaém, Peruíbe, São Paulo – SP – MG – PR – RS – PE – AM – AC – BR, enfim...

A boa notícia é que os ferimentos não foram tão graves como chegaram a divulgar.
O atleta está em recuperação, com muitas escoriações, nenhuma fratura, vários pontos na região da bacia... Lamentável.

Torcendo para que se faça justiça, não por ele ser atleta ou Triathleta e por estar participando dessa prova, mas sim para que se faça justiça por um ser humano atacado por bandidos que hoje mandam nas cidades, estados e até na federação.


Contente e triste.

Aloha!


3AV
Marco Cyrino


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Rio Triathlon 2017 - 1a Etapa


Provas em 26 de março de 2017

Local: Pedra do Pontal - Praia do Recreio dos Bandeirantes

Distâncias (natação, ciclismo, corrida):
Sprint 750m x 20km x 5km
Standard 1500m x 40km x 10km




3AV
Marco Cyrino

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O tempo de corte do Ironman



Vou falar sobre um tema super-hiper-mega-blaster polêmico.

Até mesmo por isso, vou usar um palavreado muito pessoal, informal, bem como se estivesse apenas conversando com algum brother.

Como sabem (pelo menos quem já leu o tutorial) este Blog é destinado principalmente aos iniciantes, amadores e amantes de esporte em geral. Portanto, tentamos sempre utilizar abordagem e linguagem o mais didáticas possível.

O assunto é o tempo de conclusão de um Ironman Full: 17 (dezessete) horas. É muito tempo? É pouco tempo?
Pra quem e porque?


Alta probabilidade...
Em primeiro lugar, quero dizer que já disse (parece óbvio, mas não é) que essa é uma prova tão longa, que a probabilidade de algo dar merda é quase 90%. Isso para os simples mortais, porque para alguns extremamente privilegiados como os PRO e os AM, que fazem tempos de 10 horas para baixo, parece que nenhuma condição climática os afeta, assim como nunca existem pneus furados, lesões, tombos, caganeiras, etc. que os impeçam de fazer esses tempos incríveis.

Claro que estou hiper-dimensionando... Já tive amigos que, por conta de tombos e outros perrengues, deixaram de pegar vaga para Kona.

No último Iron de Floripa, em maio do ano passado (2016), nunca estive tão preparado, física e psicologicamente... Porém, algo deu merda... a chuva... as bolhas nos pés... etc. Minha previsão de tempo para a prova era de 12 horas e alguma coisa. Deu simplesmente 14:00 horas exatas.
Nunca subestime o Ironman!


Gatos de presente
Então, o motivo deste post é o fato de, após a prova, ter visto muitos "memes" sobre o tempo para se tornar um IRONMAN e, teoricamente, levar para o resto da vida essa conquista.

E, me desculpem os fodões, que acreditam que só são Ironmans aqueles que, hoje em dia, terminam essa batalha abaixo de determinado tempo, mas sempre pensei, e cada vez me convenço mais, que cada um deveria ganhar de presente um gato.

Como gostam de dizer: “Simples assim... um gato”
Porque aí despenderiam seu tempo tomando conta das 7 vidas do gato, deixando as vidas dos outros para que eles próprios tomassem conta.

Tenho o maior respeito por esses superatletas que fazem tempos absurdos. E continuarei tendo até o fim dos meus dias, se nada me convencer do contrário.

Triathletas (inclusive eu) são seres extremamente do bem, digamos 99%...
Mas aquele 1% é do cara...!!! Gente invejosa, que procura o defeito alheio para subir no conceito público. Vou te falar, viu?


O objetivo do esporte
Estou indo para meu 7º Iron Full. Tenho o maior orgulho disso... e a cada vez tento me superar... eu disse ME SUPERAR !!!
Isto não significa que não tente superar os concorrentes, adversários... nunca inimigos.

Se um dia tiver inimigo em uma prova, ferrou!
Ou eu o elimino, ou ele me elimina.
É esse o objetivo do esporte?

Nos 6 Irons que já fiz, nunca, nunquinha, consegui encaixar uma prova limpa, em que tudo desse certo.
Para terem uma idéia, ainda não baixei para as 12 horas.
Sempre teve algum perrengue. Mas também nunca joguei a culpa somente no perrengue para justificar meus tempos. Se os perrengues apareceram e eu não tive condições técnicas para superá-los e fazer a prova no tempo pretendido... dane-se quem?  Adivinha?


Os críticos
Agora, li muitos posts, comentários etc., recriminando quem faz o Iron para próximo das 17 horas, e até mesmo para acima de 15 horas.
Li inclusive posts depreciando atletas que foram desclassificados no último Iron-Floripa durante o percurso, em virtude de corte nos tempos parciais da bike.


Sonhos e bom senso
Em alguns tópicos posso até dar razão.
Principalmente no quesito saúde.
Se uma pessoa não consegue nadar para mais de 2 horas, pedalar para pouco mais de 7 horas e correr a maratona para algo em torno de 6 horas, provavelmente essa pessoa estará colocando sua saúde em risco.

Mas, gostaria de lembrar que os tempos foram estabelecidos pela organização há muitos anos e é uma meta factível para os mais diversos tipos de atletas. Isso não vai contra nenhum dogma desportivo.

O quesito segurança, saúde do atleta etc. é uma opção apenas pessoal, até porque a organização se mune de documentos em que o atleta a exime de determinados problemas.

Agora, querer impedir o sonho de muitos se tornarem Ironmans, querendo determinar um tempo de corte menor já é de lascar!


Eu, particularmente, sou radicalmente contra aqueles que treinam para apenas completar um único Iron, sem nunca antes em suas vidas terem feito um Triathlon.
Penso que é só para sua realização pessoal... e ainda são muito mais aplaudidos na chegada, perto das 17 horas, do que aqueles que são Triathletas há anos, décadas, esforçando-se para melhorar seus tempos.

Esses, ainda, não terão tempo de Triathlon suficiente para amar esse esporte. Simplesmente farão um único, irão tatuar o símbolo em suas panturrilhas (sim, eu tenho) e desistirão. Conheço "n" exemplos.

Mas, continuo com a idéia do gato. Cada um, cada um.

Cuide um pouco mais da sua vida. Deixe as dos outros para eles próprios.

Aloha!!!


3AV
Marco Cyrino