terça-feira, 12 de junho de 2018

Challenge Samorin Championship (Mundial de Meia Distância) 2018 - Relato de Prova


Começando o Relato de Prova pela retirada de kit de prova e daí pra frente...

Depois de estarmos devidamente instalados no Hotel, de ter feito o reconhecimento do local, de ter montado minha bike, de ter conhecido a Daniela, dado uma corrida, nadarmos no Rio Danúbio fake, fazermos o treino de ciclismo (que deveria ter sido de uns 20 km, mas se tornou um de 62 km), jantar, dormir, etc. e tal... chegou a hora de irmos pegar o kit de prova.

Chegamos ao local do hotel destinado a isso.

Preenchi alguns formulários, assinei-os, nos dirigimos (Neuza e eu) ao "guichê" apropriado, conversamos com a atendente em eslovaquês-brasilinglês, fomos informados de que teria que pagar EUR 10,00 por uma licença provisória da Federação Européia de Triathlon (por não ter levado a minha da CBTri), comprei o convite do Jantar de Massas para a Neuzita em outro "guichê", conferimos os itens do kit e fomos embora para o quarto.

Brindes - decepção e reversão...
Nós, Triathletas, somos seres que gostamos de ser mimados com qualquer baboseira que nos brindem no kit. Nunca nos inscrevemos em uma prova pensando nisso. Mas, ao pegarmos o kit, a primeira coisa que fazemos é ver o que tem dentro da sacola. 
Danem-se os adesivos obrigatórios, o numeral de peito, as tatuagens obrigatórias, o chip, a touca de natação. O que queremos ver são os brindes dos patrôs.
Então... camiseta da prova (não existiu)... toalha da prova (não existiu)... Ah, tinha uma garrafinha de água "vitaminada", rotulada com um sabor de algo que é bom, mas é ruim... (como diria a Dercy Gonçalves: "...enfia essa garrafinha no..., seu fdp")

Depois, chegamos ao nosso quarto e havia umas revistas do evento, um papelzinho de uns 8 x 4 cm, aparentemente com uma propaganda da prova.
A Neuza insistiu em traduzir o escrito em inglês, que mais parecia uma propaganda da Tenda Oficial do Challenge.
E essa muié é fodástica!
Esse papelzinho era um voucher para retirar meu brinde na Tenda Oficial. Uma mega Mochila, Super-Hiper-Mega-Blaster. Show!!!
Ela tem um compartimento térmico na parte debaixo.
Deve ser para levar as bebidas para a prova, bem geladas.
Engraçado que cabe praticamente uma caixa de cerveja em lata...


(Clique em qualquer imagem para ver em tamanho original e/ou slide show. Retorne com Esc.)

01-Mochila top e material de prova.

Depois disso, o sábado foi um dia muito corrido.
Acordar, descer, tomar o café da manhã (que se tornou nosso almoço também), voltar ao quarto, preparar já o material para o bike checkin, descer novamente, participar do simpósio para tentar entender os detalhes da prova, subir novamente para o quarto, acabar de preparar as coisas e...

02-Pedindo ajuda pra Taís, no Inglês do simpósio.

03-Simpósio.

04-Simpósio.

05-Pós-simpósio.


Bora para o bike checkin.

No bike checkin, conheci minha baia da bike, meu local de sacolas, a tenda de troca de roupas (ou não), travei um excelente e longo diálogo (ou seria monólogo?) com um dos staffs, e... ponto final.

06-Chegando ao bike checkin.

07-Indo para a baia.

08-Estabelecendo comunicação...

09-Comemorando o final do bike checkin.

Isso feito, bora novamente para o quarto, tomar um belo banho e nos arrumarmos para o Jantar de Massas.
Fomos convocados para fazer uma foto dos brazucas, em frente ao "cavalo oficial", antes do Jantar de Massas.
Convocados que fomos... fomos!  

10-Brazucada fazendo a foto oficial.

11-Foto só nossa. Fome... vamos para o jantar.

Participar do jantar, voltar para o quarto, acabar de preparar as coisas para a prova (incluindo alimentação, suplementação, etc.), roupas e tudo o mais.
Tentar dormir cedo, embora a minha largada fosse às 09:50h. 

12-Casa cheia...Triathletas comem pra caramba...


Note-se que, nesta época, na Europa Central, amanhece por volta das 05:00h da matina e escurece por volta das 21:30h.
Dormir cedo, com o tempo claro, ainda é meio difícil.

Consegui dormir por volta das 22:30h... levantei por volta das 06:00h no domingo.
Já com tudo pronto, tomei o Shake(*) matinal, deixamos tudo pronto para ir para a prova, descemos para tomar o café da manhã às 7:00h (horário de abertura), comi uma fruta (nem lembro qual), tomei um suco de laranja,  comi mais algo leve (que também não lembro... talvez um pãozinho) e... hora de voltar ao quarto para pegar as tralhas e seguir rumo ao "famigerado" Mundial.

(*) O shake que me habituei a tomar em dias de prova ou de treinos longos é um desses que substituem uma refeição, para quem faz regime para emagrecer. Tipo aqueles de uma marca que não vou fazer propaganda (algo como Herba.... ou .....life). Sinto-me bem e economizo tempo e digestão. Como esses shakes têm praticamente todos os nutrientes de uma pequena refeição, eu os utilizo sem a necessidade de esperar umas 2 horas para fazer a digestão, antes de iniciar as atividades. (Fica a dica...)

13-Corredor no corredor... hum... essa foi infame.


Descemos e saímos rumo à largada naquele Rio Danúbio fake que não me dava medo.

Cheguei à transição e tive acesso aos equipamentos e sacolas para colocar e ajeitar a alimentação da prova.

14-Entrei na prova... daqui pra frente, a adrenalina tá dominando.

15-Acesso à bike.


Largada & Natação

Fizemos algumas fotos com o Galeno e a Taís, antes de ir para o tal Danúbio... e fumos!

16-A tradicional foto antes da prova...

17-A caminho da largada, com Galeno e Taís.

Atravessamos uma ponte e me perguntei:

- "Ué... não era aqui?"

Eu mesmo me respondi:

- "Claro que não, sua besta"

Continuamos a caminhada pelo tapete vermelho... me sentia um membro da aristocracia... ou um boi indo para o matadouro... tudo junto.

Subimos uma escada de madeira, provavelmente preparada apenas para a prova, e demos de cara com o "VERDADEIRO DANÚBIO".
Bicho assustador, grande, majestoso!!!  

18-ESSE é o Rio Danúbio...

19-Taís dizendo algo como... Vamos até a Rússia e voltamos... kkk

Sentimos também, logo às 8 e pouco da manhã, o vento característico da região. Nada abaixo de uns 25 a 30 km/h, logo cedo.

20-Taís, já preparada para a natação... uns 30 min. antes da minha.

21-Hora de começar a aquecer...

22-Preparado.

23-Os véios na água.

24-Começou a porradaria.

O rio com marolas diagonais (vindas meio de frente e da esquerda para a direita de quem faria a primeira perna da natação).
Assistimos de camarote a largada dos e das profissionais, na beira do rio, poucos metros acima.

Ao analisar o percurso, a gente pensa no motivo daquela distância toda.
As últimas bóias, antes de fazer o retorno, parecem muuuito distantes. 
Nadando contra a correnteza (pouca) e contra as marolas, parecem desnecessariamente distantes... rsrsrs.

Ah... a volta vai ser sussa! 
Tá bom... água fria... bem fria (não gelada), pesada (água doce... densidade baixa... o corpo tende a afundar), dificuldade de enxergar as bóias de orientação... sendo atropelado pelas largadas posteriores...
Totalmente sussa!!!

25-O percurso foi longo... Neuza usando o zoom máximo. 

26-Neuza, sentindo um pouco do vento.

Sobrevivi a essa etapa.
Juro que era a que mais me preocupava.
Tempo bem alto. Mas, ainda assim, dentro do que esperava.

27-As escadarias do Rio.

28-Atravessando a ponte, depois da natação. Indo para a T1.

29-Bora lá...


T 1

As transições, tanto a T1 quanto a T2, são bem longas.

Do rio até o local das sacolas, corremos uns "trocentos" metros.
Sai do rio, sobe escada, coloca o cérebro no lugar, se apruma, corre no plano, desce escada... se apruma novamente, corre no plano em frente, vira à esquerda, vira à direita, segue em frente, vira à direita... cheguei... apenas nas sacolas.

Pega a sacola correspondente, corre até uma tenda, tira roupa de borracha, touca e óculos de natação. Retira tudo da sacola para a bike e "tucha" lá dentro todo o material da natação.

Daí... se arruma com as coisas da bike e corre mais outros "trocentos" metros, até entrar na baia das bikes e chegar na sua.
Retira a sua bike e tem mais uns "centos" metros até sair da transição.


Ciclismo

A gente sai pedalando e ao mesmo tempo pensando no próximo passo a ser dado.
Dar uma hidratada. Tomar um carbo. Pedalar leve até a carcaça se acostumar com a mudança de modalidade.

30-Iniciando o ciclismo.


Ôpa! Tô pedalando leve a 35, 38 km/h???
Como assim?

Puts... já vi tudo. O vento está invertido em relação ao treino.
Tá empurrando na ida. A volta vai ser pho..!!!

Às vezes eu tenho razão. A volta foi realmente pho..!

Na ida, a gente foi com o vento empurrando até o km 30 (barragem).
Pedalar a 43 km/h estava bem fácil.

Depois, andamos 15 km com o vento contra, no nível do rio, com asfalto ruim (o asfalto ruim de lá é igual ao nosso bom de cá). Pedalávamos a 28, 29 km/h fazendo força.
Mas eu estava de boa, com a certeza de que, na volta desses 15 km, seria ajudado pelo vento.
Não contava com um detalhe. A gente vai com vento forte contra, por cima, no nível do rio. Só que a gente volta por baixo, protegido do vento, tanto contra quanto a favor.
Ah! Faça-me o favor.
Não poderia ser o inverso? kkk
Claro que fiz muito menos força nesses 15 km de volta.
Mas, nos últimos 30 km foi bem difícil.
A cabeça querendo economizar as pernas pra corrida.

Resumo: Ainda assim, terminei com um ótimo tempo para a minha expectativa. Abaixo de 3 horas. Só 2h59m... kkkk

31-Chegando do ciclismo.



T 2

É longa como a T1.
Larga a bike lá na casa do chapéu... corre de volta... entra no recinto das sacolas, pega a sacola de corrida, corre até a tenda, faz as trocas, corre por fora da transição e...


Corrida

Bora correr 21 km... 3 voltas de 7 km (mais ou menos).

A 1ª e 2ª volta são mais curtas.
A 3ª e última é maior, devido ao percurso para entrar na reta final e correr até o pórtico de chegada.

Corremos por lajotas (ótimas), asfalto, areia batida, areia meio fofa, grama baixa e grama alta.
Corremos boa parte do percurso na pista do Jóquei Club (corrida de cavalos).
Só faltou eu dar coices, porque relinchar eu relinchei... kkk

32-Corrida... Taís.

33-Eu mesmo... só faltam 20 km.

34-Passando, ou sendo ultrapassado... tanto faz.

35-Corrida na grama.

36-Corrida por calçadas.

Estrutura
Uma coisa que não posso deixar de enaltecer é a estrutura da prova.

Tanto na bike quanto na corrida, os postos de hidratação e/ou alimentação foram ótimos.
Fartura de água, isotônicos, frutas, gel, etc.
Na corrida, ainda havia uma tenda de energético. Essa tenda foi muito importante no meu caso.
Não pelo energético em si, mas sim pelas pedras de gelo, quando, na última volta da corrida, tive câimbras no músculo anterior da coxa esquerda.
Parecia que o staff sabia exatamente o que eu estava sentindo... rsrsrs


Corri a minha 2ª volta junto com a Taís, que já estava na sua última volta.
Corri a minha última volta junto com a Daniela, que também já estava terminando.
Só pra não ficar feio... as muierada largaram bem antes tá?  kkkk


Chegada

Na reta de chegada, a Neuzita estava lá me esperando para entrar comigo na reta do Pórtico de Chegada.
Até me filmou, correndo junto dela até a linha de chegada.
Tá legal que a filmagem não ficou lá muito prof... mas deu pro gasto... kkk


Pós-chegada, ainda fiz uma foto com o fotógrafo oficial, sozinho, como se estivesse chegando naquele momento.

Depois, fotos com amigos, medalha... medalha... medalha... camiseta de Finisher, tenda de alimentação, comer um pouco de carbo com sabe-se lá o que, confraternizar com a galera do Brasil Varonil e... pista...

37-Mordendo a medalha. 

38-Comendo um basicão com a brazucada.

39-Já saindo, indo embora... louco por você... rsrsrs


Considerações

Já sabia de antemão que não teria condições de estar entre os primeiros.
O nível dos atletas que fazem de sua vida o esporte é muuuuito diferente  do meu.
Eu me divirto praticando Triathlon e me surpreendo com os resultados, eventualmente.
Mas, não é a regra.

Passei vários perrengues no período em que poderia estar me preparando para fazer a melhor prova da minha vida nessa distância.
Não consegui, mas fiz o suficiente para ser o 13º melhor do mundo na prova dessa marca.
E me orgulho muito.

Também tenho o discernimento de que, caso não houvesse tido nenhuma ocorrência e houvesse treinado até o máximo, poderia ter colhido meu melhor resultado. Mas, nem de longe, me aproximaria dos melhores dos melhores do mundo. É outro nível.

Eu, particularmente, não tenho o objetivo de ser o melhor dos melhores.
Meu objetivo é praticar esportes (sim... esportes... não sou apenas Triathleta... o surf ainda está na veia... assim como o futebol, que não me arrisco mais a jogar, pelo menos não com intensidade) para manter o corpo e a mente saudáveis.

Resultados podem vir, dependendo de muitíssimos fatores.
Um deles é estar disposto a abdicar de tudo e todos para obtê-los.
Não é o meu caso.
  

Agradeço

Quero deixar um baita agradecimento a Meu Pai Oxalá, por ter me permitido alcançar, não sei como nem porque, as oportunidades de fazer o que faço, como faço e porque faço.

À minha família, que hoje em dia se resume a meus irmãos e irmã, cunhadas e sobrinho-afilhado, por todo apoio e conselhos que recebo deles, bem como pela energia que emanam para mim.

Meu irmão e Editor deste Blog, Alfredo, que parece que vive junto comigo todos os passos de minha caminhada no Triathlon, assim como minha cunhada Jussara.

Meu irmão Zé (Roberto), que me dá energia espiritual, juntamente com sua família.

Minha irmã Fátima, com suas extremas preocupações, mas sempre torcendo por mim.

Pandeló, que, além de um grande profissional nas análises de performance, me emprestou suas malas-bike para que tivéssemos uma viagem melhor.

Atef, quiropraxista, meu apoio nas horas de necessidade física.

Lucas Jankauskas, médico extremamente responsável, com seus checkups semestrais.

Meu irmãozão adotado e coach, Silvão, que, independentemente dos perrengues que passei, queimou alguns milhares ou milhões de neurônios para adequar meus treinos, para que pudesse completar essa prova da melhor e mais saudável forma possível.

Neuzita, minha isso e aquilo.
Além do mais importante, o amor, é companheira, staff, incentivadora, mãe, filha, enfim...

Ao pai e à mãe espirituais. Sequer preciso especificar o motivo.
Aos irmãos de caminhada espiritual. Ah...vocês todos sabem quem são.

Aos amigos do esporte.

Ainda assim, sei que devo ter esquecido de agradecer a todos.
Sintam-se, por favor, todos, imensamente reconhecidos por mim.


Aloha e até a próxima!
Até a próxima competição (não tenho a menor idéia de qual será) e até a próxima publicação, que será a parte final deste Mundial.
Será um relato de viagem e estadia.


Lar, doce lar...

40-Em casa...

41-Esta vai ser guardada com muito carinho.



Aloha novamente!


3AV
Marco Cyrino

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Chellenge Samorin Championship (Mundial de Meia Distância) - Relato Pré-Prova


Costumo, após uma prova, fazer um post apenas com o relato de prova e, posteriormente, outro complementar com as fotos.

Desta vez vou mudar um pouco.

São tantas coisas para contar e mostrar que, provavelmente, farei esta postagem com relato e imagens da pré-prova... e depois outra, também provavelmente com relato e imagens da prova, e mais uma das viagens de ida e volta.

E ainda faltará relatar e mostrar imagens da estadia. Talvez o faça em postagem específica, ou junto com alguma outra postagem... vai saber... kkk.


Relato pré-prova

Prova muitíssimo diferenciada, em relação às que estamos acostumados a fazer por aqui. Inclusive as da própria marca Challenge-Family.

Bom, trata-se de um campeonato mundial de meia distância, long distance, 70.3, meio Ironman, ou seja lá o nome que se dê a provas com a distância de 1.900 m de natação + 90 km de ciclismo + 21 km de corrida.

Campeonato mundial, penso eu, não é qualquer coisa. É coisa bastante.
Diria que é pra gente ficar coisando durante muito tempo.

Após nossa viagem de ida, mais de 30 e poucas horas direto e reto, entre saída de casa para a Rodoviária de Santos, dali pra Guarulhos by bus (ah... o idioma inglês-brasiliano tá me dominando... kkk), checkin de bagagem, embarque, viagem de umas 10 horas até Londres, tomar um perdido no aeroporto, embarcar para Viena, tomar outro perdido, catar bagagem, tomar outro perdido, pegar um bus para Bratislava (capital Eslovaca), pegar um taxi para Samorin (local da prova, a uns 25 km de Bratislava), levar 2 horas nesse pequeno trajeto, pagar uma fortuna, chegar finalmente ao excelentíssimo hotel oficial da prova (X-Bionic Hotel), conseguir fazer o checkin, nos instalarmos em nosso quarto, tentar nos achar no imenso complexo, comer algo, ajeitar as coisas (kkk... ajeitar é modo de falar), deitar... ufa!

Dia seguinte, acordamos, tomamos um belo café da manhã, saímos para conhecer o local, tiramos algumas fotos, entramos em contato com a Daniela, uma das brasileiras que já estavam por lá, e marcamos para fazer um treino de natação no Rio Danúbio, mais tarde.

(Clique em qualquer imagem para ver em tamanho original e/ou slide show. Retorne com Esc.)

1-Conhecendo o parque aquático.

2-O símbolo do X-Bionic

3-Vista da varanda do quarto

4-Na entrada do hotel



Enquanto isso, decidi tentar eu mesmo montar a minha bike, que viajou bastante desmontada, em duas malas-bike emprestadas pelo brother Pandeló.
E não é que consegui?

5-Aperto final

6-Tá montada

Depois, só tive que dar um grau nos pneus (calibragem) e na regulagem do câmbio, numa tenda de assessoria montada ao lado da entrada do Hotel.


Em nossa caminhada, na quarta-feira, fomos conhecendo um pouco do local e, ao chegarmos à parte que daria acesso ao Rio Danúbio, fomos barrados por um segurança, provavelmente porque a estrutura da prova estava sendo instalada.
Fomos orientados a ir conhecer o local da natação, pelo lado inverso, sem saber que esse lado nos levaria a um braço do rio que nada tinha a ver com o próprio Danúbio.
Era um braço calmo, estreito e sem vento.

Em pouco tempo a Daniela chegou e, depois de nos conhecermos, disse a ela que não iria nadar. Não estava nem um pouco animado para entrar no rio.

7-Daniela chegou



Fizemos uma corrida solta de uns 6 km, para dar uma "animada" na carcaça.
Ela chegou chegando. Preparada para correr e para nadar... ou, para nadar e correr.
E eu tentando ainda entrar em sintonia com o cansaço e com o fuso horário.

Depois da corrida, resolvi acompanhá-la, junto com a Neuza, até esse tal de Rio Danúbio, que na verdade era o filhotinho dele.

8-Reconhecendo o filhote do Rio Danúbio


Que beleza... que maravilha... meus medos acabaram.
Temperatura da água amena.

Mesmo sem ter levado material de natação, entramos no rio.
Logo veio um segurança local e nos mandou atravessar o rio, pois, onde estávamos, era proibido entrar nele.

9-Sendo expulsos do filhote


Atravessamos por uma ponte e entramos nele.
Nadamos no máximo uns 300 m, e confraternizamos.
Pagamos o maior sapo, dizendo que "atletas raiz" que éramos, daria até pra nadar sem roupa de borracha... kkkk
Mal sabíamos o que nos esperava.

10-Já do outro lado... permitido

11-Si achando...kkk

12-Depois do reconhecimento



Na volta ao hotel, passamos por um roseiral e fizemos várias fotos lindas do local.

13-As rosas não falam, simplesmente as rosas exalam...


Dia seguinte, marcamos de ir ao treino de ciclismo com os profissionais. Apenas para fazer um reconhecimento do percurso.

Treino marcado para 14:00h.
13:000h, nos encontramos na porta do hotel, e... nada...
14:00h e... nada!
14:30h e... nada ainda...
14:50h, apareceram alguns atletas, alguma estrutura e... lá pelas 15h e pouco, saímos para o treino (para o qual a minha meta seria no máximo uns 20 a 30 km, de boa).

Já nessa hora, conheci um grupo de atletas brasileiros, a maioria de Brasília, com os quais tivemos grande afinidade.

14-Cadê a galera...

15-Foto tradicional

16-Opa...olha a brazucada aí...


Saímos e... ventaca contra (me parece que na região venta todos os dias com ventos de no mínimo uns 30 km/h).
Existem na região muitíssimas usinas eólicas, o que, em minha opinião, demonstra o potencial de vento.

17-Vento

18-Ventoooo

19-Ventoooooooooo


Uns 30 atletas + 3 carros de apoio, sendo 1 na frente, 1 no meio e outro atrás.
Na ida, pedalamos 31 km com vento contra, fazendo força para não perder o pelotão.
Subimos a barragem do Rio Danúbio e paramos para os Staffs falarem bastante sobre o trajeto, a prova, dando excelentes conselhos, etc.
Particularmente, não entendi porríssima nenhuma.

Voltamos com vento a favor... estava fácil manter 39, 40, 41, 42 e até 43 km/h.

Pensei que a prova, no ciclismo, seria melhor assim.
Vento contra na ida e a favor na volta.
Sairia mais leve pra correr, depois de fazer força na ida.
No próximo post falo mais a respeito.


Na sexta-feira, no hotel, conhecemos a Taís e seu marido, o Guto, de Fernandópolis.

20-Taís e Guto conosco, pós-simpósio

Também conhecemos o Mauro e a Cristiane, de Santa Catarina.

21-Mauro e Cris conosco, no aeroporto de Viena


Viramos companheiros de hotel, de prova e de viagem e nos ajudamos mutuamente em várias coisas.

Taís me ensinou a mexer no Garmin e me emprestou um alicate de corte e fita isolante, para arrumar nossa mala de viagem que havia quebrado.
E me digam: como uma muié dessa leva um alicate de corte e fita isolante em sua bagagem, sendo que a maioria levaria um alicatinho de unha e uma mala de maquiagem.
Isso é "atleta raiz"... kkkk

E salvou nossa mala para a viagem de volta.


O Mauro e a Cris, depois de várias conversas, nos ajudaram a fretar uma van, direto de Samorin para Viena, nos poupando de mais gastos ou de uma volta via Bratislava novamente.


Aguardem o próximo capítulo: Relato de Prova.


3AV
Marco Cyrino