terça-feira, 27 de setembro de 2016

O preço da ignorância


Quem me conhece há muito tempo sabe que nunca fui afeito a aparatos demasiadamente tecnológicos, embora reconheça o valor deles.

No futebol não há muito que dizer, pois qualquer tênis, calção, camiseta serviam. Isso quando necessário, porque na praia era apenas com calção mesmo.

No surf, até hoje, minha 6’0” não é da linhagem internacional, embora seja de uma marca de renome.
Isso hoje, porque na maior parte da minha vida foram pranchas de 2ª, 3ª, 4ª mãos.

No Triathlon, comecei correndo descalço (vejam as fotos aqui), bike emprestada (fotos abaixo), capacete de doce (de plástico, um mero enfeite), sunga e camiseta.

Bike emprestada, com seu legítimo dono, Felipe Cidral – Kokimbos

Bike emprestada, com rodas atuais, de competição. 
Na época eram rodas normais.



Para ficar apenas no Triathlon...

Aos poucos fui evoluindo.
Comprei minhas primeiras bikes para o esporte, de 2ª mão também (fotos abaixo).






Comprei meus primeiros tênis para correr (valeu aí, Edney Batista... deixei de ser chamado de "pé-de-pedra").
Usei pela primeira vez um Top com sunga para Triathlon.

Um capacete bom, no quesito segurança.
Penei para me convencer e me adaptar a utilizar sapatilhas na bike.

Penei também a me adaptar aos selins, relógios, posição aero, etc.

Até que me adeqüei às roupas e demais equipamentos e acessórios que auxiliam no esporte.

Confesso que usei muita coisa sem nenhuma comprovação científica, muito mais por influência do que por convicção.

Ah... tenho a bike que queria (Cervélo P3) comprada zerada (foto abaixo).


Apanhei muito com os tênis, até chegar ao(s) modelo(s) mais apropriados ao meu perfil e necessidades. Por incrível que pareça, são aqueles com nem tanta tecnologia, como amortecimentos enormes.

Apanhei com selins competitivos, que não me permitiam pedalar com o mínimo de conforto por 40 km, quanto mais por 180 km. E me achei no Specialized Sitero (fotos abaixo)




Usei capacete aero que quase me fritou o cérebro por falta de ventilação e devo ter ganho 1 (um) segundo numa prova olímpica, saindo pra correr com os miolos fervendo.

Investi em aparelhos GPS para bike, que me faziam perder o foco do treino, querendo monitorar altimetria entre outras coisas, além de me deixar puto toda vez que tinha de baixar atualizações, toda vez que perdia o sinal e toda vez que eu fazia merda querendo mexer no danado.

Usei polainas e meias de compressão, até perceber que, no meu caso, só perdia tempo e dinheiro.

Fiquei tentado a investir num Power Meter (Medidor de Potência), mas desisti.


Hoje em dia, apenas para falar o básico, faço o seguinte...

- Uso uma excelente bike, depois de penar com bikes bonitas que não eram ou estavam adequadas a mim.

- Uso ótimos tênis, de preços acessíveis, após ter tido muitos problemas com tênis errados para a minha pisada e para a minha fisiologia de corrida. Agradeço pela assessoria do Rodrigo Roehniss, que me mostrou o caminho correto.

- Uso um ótimo selim, novamente para o meu caso. Grande dica do Fernando Rocha.

- Voltei ao bom e velho velocímetro de bike, no meu caso Cateye.

- Uso GPS sim. Mas só para treinar corrida. O velho Garmin Forerunner 310xt, do qual já troquei duas vezes a pulseira... por pulseiras de camelô.

- Uso sim roupas apropriadas, tipo macacão, ou bermuda com compressão adequada, viseiras, óculos, etc.

- Ainda penso no Power Meter porque sei exatamente sua eficácia. O problema aí é comigo.

- Sapatilhas boas... confortáveis e de fácil calçamento.

- Invisto em local adequado de treinamento, sem que os fatores primordiais sejam a distância e/ou o preço, mas sim a qualidade.

- Invisto em fisioterapeuta confiável, para dizer o mínimo.

- Invisto em fits (bike fit, principalmente).

- Invisto em check-ups e consultas clínicas e médicas necessárias.

- E, por último, invisto em coachs (Silvão e André – Triathlon e musculação, respectivamente) nos quais eu possa depositar toda a confiança.


Evito divulgar mais marcas. (Bom... a não ser que role um patrô... kkkkkkk)

Recomendo que não sigam pelo caminho da moda ou do poder aquisitivo.
Como em tudo na vida, recomendo que pensem, avaliem, aceitem sim sugestões, questionem e testem essas sugestões e sejam felizes e saudáveis.

Errei e vou errar muito. Hoje menos que ontem. Muito por ignorância, algumas vezes por soberba. Não caiam nesse erro.


3AV
Marco Cyrino


terça-feira, 13 de setembro de 2016

A percepção do tempo



Quando eu era criança, menino, adolescente, o tempo compreendido entre um Natal e outro, na minha percepção, era uma eternidade.
Assim também com outras datas e períodos legais, como férias escolares e férias do trabalho, apenas para citar dois eventos.

Levei uns 25 anos para chegar aos 18 e finalmente passar a ser "dimaió".
Num guentava mais ser "dimenó".

Os finais de semana tinham uns 15 dias entre um e outro.

Os anos vão passando e parece que a nossa percepção do tempo vai mudando.
Os dias começam e acabam em pouquíssimas horas.
As semanas voam.
Os meses se atropelam para ver qual chega primeiro.
E os anos ?
Ah... esses fiudiumamãe começam a juntar os meses dos impostos com os meses dos impostos.
Janeiro começa a ficar junto com o janeiro do próximo ano, e assim sucessivamente.
Não dá nem tempo de nos acostumarmos a preencher qualquer formulário que contenha data. Quando vamos escrever 2015, já é 2016.
Quando vamos escrever janeiro já é maio.
Não à toa vivemos perguntando:
- Quidiéoji ???

Efeito de nossa idade.
Será ?

Na minha infância e adolescência, as férias escolares de 30 dias demoravam apenas uns 15.
Uma partida de futebol tinha apenas 45 minutos.
Uma sessão de surf muito bem feita tinha apenas 1 hora, embora as pessoas que usavam relógios dissessem que fiquei entre 3 a 4 horas dentro d'água.
Minhas férias de trabalho não tinham 30 dias. Não tinham mesmo.
Isso não era problema de percepção e sim de necessidade. Sempre tiveram 20 dias que se transformavam em 10, no máximo.
Os finais de semana começavam na sexta-feira à noite e terminavam 24 horas depois, com o sábado e domingo tendo 12 horas cada.

Logo, na minha avaliação, a idade tem sim um certo peso em nossa percepção de tempo. Mas, a maneira como ele é usado pesa mais.

Quem já fez um ou mais Ironmans vai concordar que, seja qual for nossa idade, depois de uma temporada de treinos longos essa percepção vai embora.
Após um Ironman, quando nosso coach diz para fazermos, digamos, 15 km de corrida ou 70 km de pedal ou 2.500 m de natação, qual é o nosso pensamento?
- "Sóóóóóóóó ?????"

Outra coisa que muda essa percepção são os perrengues que enfrentamos em diversas situações.
Por exemplo, nadar em água muito gelada, pedalar com vento contra, correr com algum incômodo, mesmo em provas.
O tempo que levamos para completar o percurso parece dobrar, embora provavelmente ocorra realmente um aumento talvez até significativo.

Contrariamente, ainda hoje, ao participarmos de algum evento que estejamos curtindo, sejam finais de semana com a família ou amigos, surf em boas condições (para quem gosta), bater uma bolinha, treinar adequadamente, enfim, uma porrada de situações, o que percebemos?
Isso mesmo.... que o tempo voou.

Um exemplo que inclui as duas situações é uma lesão.
Qual a nossa percepção sobre o tempo que levou para que nos lesionássemos?
Um pentelhésimo de segundo, né? Embora provavelmente nosso corpo já estivesse enviando avisos já há tempos.
Quanto tempo irá levar para curarmos essa mesma lesão?
15 dias... 30 dias.... 60, 90.
Ah.... mas a sensação que teremos é de que será no mínimo um ano.

Portanto, caro amigo e amiga, caro colega e cara colega, caro brother e cara sister (pensaram que ia escrever brothar né?), caro presidente e cara presidente, mesmo correndo o risco de cair em velhos e surrados chavões, não esqueçamos de algumas coisas:

- O tempo é único.
- O tempo que foi não volta. É realmente passado.
- O tempo que virá ainda não veio. É futuro.
- O tempo presente é, como a própria expressão, um presente.

Façamos dele o máximo possível para que ele passe rápido, pois será sinal de que estaremos fazendo aquilo que nos dá prazer.
E, tomara que naquilo que nos dê prazer se incluam:

- nos esforçarmos para nunca fazer o mal...
- nos esforçarmos para sempre fazer o bem...

a nós mesmos e ao próximo, mesmo que ele não seja tão próximo.


Aloha & good vibrations!

3AV
Marco Cyrino


domingo, 14 de agosto de 2016

Desenvolvimento psicológico


O Desenvolvimento Psicológico positivo é um conceito simples do esporte (e demais áreas de nossas vidas), porém um dos mais difíceis de dominar.

Normalmente, durante várias tarefas diárias, nos confrontamos com nossos pensamentos questionando se somos ou não capazes de realizar essas tarefas. E se sim, se as realizaremos mal, meia-bola ou muito bem.

Se você estiver, por exemplo, em uma corrida de 10 km e um atleta de sua categoria o ultrapassar como se estivesse passeando, você vai se deixar levar para baixo ou para cima?

Por incrível que pareça é normal que você se deixe levar para baixo.
Por quê?
Porque é o normal... simples assim.
Porém, esteja preparado para reagir.

Procure substituir as reações negativas por positivas.

Dando um exemplo:
Você é um jogador de futebol e vai bater um pênalti.
Se o jogo estiver 4x0 para o seu time, esqueça...
Você vai bater bem e a bola vai entrar no gol.

E se o jogo estiver em uma decisão por pênaltis, para ganhar o campeonato, e você for o último cobrador?

Mudou tudo...
O tamanho do gol passará de 7 metros para 1 metro e o goleiro, que mede 1,80 m, você o verá com 3,50 m.
É assim.

Mas, à medida que você trabalhar seu lado psicológico, tanto o tamanho do gol quanto o do goleiro voltarão às suas medidas originais. Nem mais nem menos. Até porque o excesso também é prejudicial.

Evidentemente o fator psicológico tem que estar aliado à sua confiança adquirida durante os treinamentos. Uma coisa não substitui a outra.

Se você estiver devidamente treinado, consciente de suas habilidades, não haverá situação que possa impedi-lo de executar bem a cobrança do pênalti, a não ser uma das duas (ou as duas):

- O goleiro fez melhor o seu trabalho.
- Você se deixou influenciar pelo "Desenvolvimento Psicológico" negativo.


O Desenvolvimento Psicológico deve conter objetivos críveis.

Não adianta eu trabalhar minha cabeça para pegar uma vaga em Kona, no Ironman, se a diferença de tempo entre a minha realidade e o tempo da vaga for de 2 horas.

Por mais otimista que eu seja, tenho que investir em outros fatores para chegar perto desse objetivo.

Porém, chegando perto desse objetivo, o Desenvolvimento Psicológico pode e fará toda a diferença.


Hoje, embora nunca tenha tido resultados animadores em Ironmans, posso me orgulhar de ter completado todos aqueles de que participei (aliás, completei todas as provas em todas as distâncias em que participei). Boa parte delas enfrentando obstáculos que me fariam desistir, caso não tivesse praticado muito um Desenvolvimento Psicológico positivo.

Quando falo em tornar o objetivo crível, do meu ponto de vista, é estabelecer metas possíveis dentro daquilo que você pôde investir em seus treinamentos.

Se eu pude treinar para completar um Ironman para 12 horas, não adianta eu estabelecer como meta o tempo de 10 horas. Mas tenho o direito de, durante a prova, me desafiar a fazê-lo para baixo desse tempo, monitorando meu lado físico e principalmente psicológico. Isso não exclui, ao contrário, os percalços que acontecem durante uma prova longa.

Você pode e deve desenvolver sempre vários cenários para sua tão almejada prova.

Uns muito positivos e outros muito negativos.

Ao fazer isso você estará se preparando psicologicamente para enfrentá-los.

Se, numa determinada etapa da prova, as coisas não acontecerem como o planejado, pense positivamente. Estabeleça metas parciais. Vá de micro-etapas em micro-etapas.

Já houve prova em que, não interessa o problema, me senti absolutamente sem condições de terminar a natação (1ª etapa de um Long Distance).
Relutei, quase abandonei, e depois resolvi seguir nadando peito, "cachorrinho", boiando, até o final da natação, estabelecendo como meta apenas a próxima bóia.

Como resultado, acabei em 4º lugar na categoria, ao final da prova.

Pensava... já que "fu...", vou chegar até a próxima bóia. Depois vejo o que faço. Sei que lá eu vou chegar.
E assim foi.
Isso é praticamente escolher e praticar um mantra.
"Não vou me entregar assim facilmente".
ou
"Sou forte... consigo chegar à próxima meta".


Em treinos também tenho aprendido a utilizar um pensamento positivo.

Correndo séries de 1 km, recentemente, pós Iron, imaginava ser muito difícil correr abaixo de x,yy/km.
Fiz o primeiro tiro de 1 km muito acima do que pretendia.
No intervalo, fiquei mentalizando que, sem muitos riscos, seria sim capaz de fazer dentro do tempo imaginado.

Trabalhando isso mentalmente terminei as séries com tempo melhor do que imaginava.


Quero dizer com isso que o treinamento psicológico é tão importante quanto o físico.
Que um não substitui o outro.

E que, para termos condicionamento psicológico, nada melhor do que acreditar em nós mesmos... e para isso temos que ter autoconfiança... e por último... isso só será atingido com muito treino.

A ordem cronológica é esta:

Viver saudavelmente
Treinar consistentemente.
Treinar adequadamente.
Obter autoconfiança.
Treinar o Desenvolvimento Psicológico.

Este último entra em todas as etapas anteriores.


3AV
Marco Cyrino


terça-feira, 19 de julho de 2016

Uma reflexão sobre o "ir além"


Ir além...

Em todas as áreas de atividade humana, há pessoas que fazem apenas o "mínimo necessário", contentam-se em cumprir aquilo que seria "o exigível".

E existem aquelas que não se contentam com tão pouco.
Em tudo o que fazem, perseguem "fazer o melhor", inclusive naquelas coisas que dizem respeito somente a elas mesmas, coisas que "não aparecem para quem as observa".

Neste exemplo simples, note-se que o conceito não se restringe a aspectos somente materiais.

Pensemos em duas cafeterias.
Uma delas nos ofereceria um café expresso bem feito, e apenas isto.
A outra nos ofereceria um café expresso bem feito, porém acompanhado de um copinho de água e uma bala de menta, ou um tabletinho de chocolate, ou um cookie.

Não se trata simplesmente de "entregar mais" aos clientes.

Trata-se de todo o caminho percorrido até se chegar à conclusão de que entregar aqueles "adicionais" juntamente com o café agregaria valor ao produto, "seria melhor" para o cliente.

Trata-se de oferecer aquilo que se gostaria de receber, e procurar realizar a entrega com a melhor qualidade possível, o que inclui, não apenas "o que se entrega", mas também "como se entrega" (disposição, atenção, cordialidade etc.).


Exemplificando

"Ir além" envolve preocupar-se não somente com os resultados de um serviço, um produto, uma atitude, um modo de ser.

Envolve preocupar-se também com a permanência desses resultados (quando cabível) e com o melhor aproveitamento possível dos mesmos.

É o funcionário que, ao sair de férias ou deixar a empresa, não somente põe o seu serviço em dia, mas preocupa-se também em deixar instruções para que o seu substituto, temporário ou definitivo, se saia o melhor possível.

É o estudante que estuda criteriosamente a matéria, antes da prova. E depois reestuda os temas em que errou.

É o médico que sempre se desdobra para ter certeza de que o paciente compreendeu bem as suas orientações, conversando inclusive com os parentes, quando necessário.

É o chefe que sempre reconhece quando cada funcionário fez um bom trabalho e procura ajudá-los em seu crescimento profissional.

É o jovem que auxilia uma pessoa idosa a atravessar a rua e se preocupa em saber se ela precisa de mais alguma ajuda.

É a empresa que luta para ser a melhor em sua área, deseja saber realisticamente se os seus produtos ou serviços atendem bem aos seus clientes... e aplica esse conhecimento ao próprio aperfeiçoamento.

É o instrumentista que estuda e pratica milhares de vezes a mesma obra, para sempre oferecer uma execução perfeita.

É o escritor que reformula as frases até estar certo de que foi claro e objetivo.

É o atleta que se aplica centenas (ou milhares) de vezes aos mesmos treinos, buscando aprimoramento, autodeterminação, superação de marcas pessoais.

É o treinador que procura conhecer todas as características de cada um dos seus atletas e se esmera em suas prescrições, para ajudá-los a obter o melhor de si mesmos.

É a pessoa que, mesmo sem dispor de tempo ou outros recursos, consegue se dedicar constantemente a algum trabalho voluntário.

Os exemplos são infinitos...


Analisando

O "ir além" decorre de certos traços individuais de personalidade, inatos ou adquiridos e desenvolvidos, que terminam por imprimir características especiais aos atos e atitudes das pessoas, às suas atividades particulares ou profissionais, aos grupos e às organizações em que elas atuam.

Esses traços funcionam como uma espécie de controle de qualidade interior, levando cada um a analisar, em tempo real, aquilo que estiver realizando, quer se trate de algo único e pessoal, para si mesmo, quer se trate de algo abrangente, que se refletirá nas vidas de outros, individualmente ou coletivamente, num grupo, numa organização etc.

Interiormente, a pessoa sabe (ou sente) que está procurando "ir além" e, freqüentemente, encara esse "diferencial" simplesmente como um modo de ser, talvez somente uma maneira de estar sempre com a consciência tranqüila.

Exteriormente, nas interações com as demais pessoas, esse modo de ser e agir poderá motivar equipes ou grupos a também "irem além", ou poderá gerar resistências e contrariedades, caso sejam maioria aquelas que "fazem apenas o mínimo o necessário".

Os resultados dependerão bastante da motivação, da perseverança e da diligência daquele que pretende "ir além".

Alguém que "vai além" tem o seu real valor reconhecido não somente quando "chega", mas também quando deixa um grupo, uma equipe, uma empresa etc.
Ou porque conseguiu motivar os demais com seu modo de fazer as coisas, incentivando mais pessoas a "irem além", ou porque não o conseguiu, caso em que um enorme vácuo restará após a sua saída...

                  
Excelência

Pessoas que "vão além" perseguem um atributo que talvez possamos tratar por "excelência", algo que aprimora e distingue positivamente tudo o que fazem.

Pode-se dizer que tais pessoas estejam destinadas a atingir a excelência.


Aplicando

Este texto não pretende exaurir o assunto e constitui uma simples reflexão sobre "ir além", com o propósito de estimular as pessoas a fazer sempre mais e melhor, em quaisquer atividades.

É possível ampliar a abrangência destes conceitos e aplicá-los a todas as nossas atividades cotidianas.

É possível mesmo enxergar outras formas de "ir além", as quais extrapolam estes conceitos.

Importante que consigamos fazer uma avaliação constante daquilo que realizamos, procurando sempre "o que" é possível aprimorar e "como" fazê-lo.

Não se trata de uma prática fácil, demanda maior esforço em quase tudo, mas acrescenta valor ao tempo e à energia que despendemos realizando as coisas, algo que se traduz em benefícios tanto para as pessoas que recebem aquilo que realizamos, quanto para nós mesmos, no mínimo pela consciência de estarmos "indo além".


Alfredo Cyrino
Editor 3AV


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Pequeno Dicionário 3AV - I



Não sei se virão o II, III, IV...
Mas, por enquanto, esta é a versão I do Pequeno Dicionário 3AV.

Pretendemos desmistificar o significado de termos complexos (ou nem tanto) usados em nossas vidas e indicar o significado real no esporte, principalmente no Triathlon.
Isso.
Apenas isso.

E aproveitamos para pedir perdão por qualquer termo mal utilizado.
O post pretende ser 50% informativo e 50% bem humorado.


Termo
Significado
Uso no esporte
Aquecimento
 Esquentamento, produção de calor
 Procedimento de preparação do corpo para atividades mais exigentes.
Bilateral
 Que tem dois lados
 Normalmente utilizado na natação, para que o atleta respire e tenha equalização de nado para ambos os lados.
Bóra
 Forma sincopada de se referir às Ilhas da Polinésia Francesa denominadas Bora-Bora
 Chamamento universal (porém brasileiro) para ir treinar de madrugada.
Brrrrrrr
 Brrrrrrazil zil zil
 Friaca da pôrra, sô.
Descanso
 Aposentadoria
 Intervalo para recuperação entre séries e/ou provas.
Educativos
 Escolas, Famílias, Universidades, etc.
 Exercícios elaborados para melhorar a técnica dos movimentos a serem executados.
Esteira
 Equipamento para se torrar debaixo do sol, na praia
 Equipamento para corrida indoor; nadar no rastro (vácuo) do atleta da frente.
Estilo
 Stile, figurino, conjunto de cabelos / tatuagens / roupas, etc., objetivando criar uma figura estilosa
 Nado borboleta, peito ou costas.
FC
 Futebol Clube; Fernando Cardoso
 Freqüência Cardíaca
Fit
 Carro da Honda
 Metodologia de treinamento e/ou de ajuste de um equipamento ao corpo e fisiologia do atleta (Ex: Bike-fit)
Foco
 Enquadramento para foto ou filmagem
 Manutenção de um objetivo
Inclinação
 Tendência a assumir uma determinada forma (seja de qual gênero for)
 Aumento gradativo de ângulo da esteira ou da pista, em treinos de corrida ou bike.
KM
 Kingdon Morreu (União Européia)
Medida de distância muito utilizada em treinos e em provas = 1.000 metros
Leve
 Pena, algodão, etc.
 Treinamento realizado para recuperação e/ou início de programação. Também pode e deve ser utilizado em treinos com variação de ritmo.
Longo
Comprido, ou fica a interpretação a seu critério
Treino maior de natação, corrida ou bike.
Longão
Compridão, ou ficão ão interpretação ão seuzão critériozão 
Treinão maior ainda, de natação, corrida ou bike.
Moderado
 Político em cima do muro
 Treinamento realizado em ritmo de cruzeiro.
Palmar
 Relativo à palma da mão
 Equipamento utilizado nos treinos de natação visando a melhorar técnica, performance e força.
Palmateio
 Castigo utilizado antigamente nas palmas das mãos das crianças
 Técnica de treinamento de natação apenas com as pernas e sem utilização de prancha.
Perna
 Membro inferior do ser humano
 Indicativo de treino de natação utilizando apenas os membros inferiores do ser humano.
Plano
 Reto, sem desnível
 Local para realização de treinos de corrida e/ou bike. Muitos treinos, principalmente períodos específicos, devem ser realizados no plano, sem desníveis.
PM (MP)
  Polícia Militar (Ministério Público)
Power Meeter (Medidor de Potência), equipamento utilizado em bikes, para verificar a melhor potência a ser utilizada em provas.
Râmutrená
Fonema sincopado, do latin arcaico, conjugado no gerúndio do pretérito futuro
Vamos treinar (bóra treinar, cambada!)
Recuperação
 Resgatar o que se perdeu
 Resgatar o que se perdeu
Road
 Estrada
Estrada
Rolo
 Barganha
 Equipamento utilizado para treinamento de bike indoor.
Série
 Obra (literária, cinematográfica, etc.) publicada em diversas partes
 Explicação mais objetiva: conjunto de tiros (v. "tiro") curtos, médios, longos, objetivando melhorar e/ou adaptar o esforço por tempo maior.
Soltar
 Desprender, desencanar, liberar, habeas corpus, ôps
 Normalmente é a parte final dos treinos, objetivando recuperação muscular e respiratória gradativa.
Submerso
 Submergido, que está afundado em água
 Idem, só que em movimento.
Tiro
 Disparo de arma de fogo
 Parte do treinamento normalmente realizada em velocidade máxima ou próxima de, cujo objetivo primário é desenvolver velocidade, entre outros.
Transição
 Mutação. Característica de Mutantes. Ex: Rita Lee, Michael Jackson, etc.
 Mudança de modalidade. Local onde se faz a troca de vestimentas, equipamentos, etc.
Trote
 Porrada nos calouros; corrida elegante dos equinos
 Correr levemente
Volantão
 Direção de carro muito utilizada nas décadas de 60 e 70 (sem que as trocassem por volantinhos)
 Engrenagem dianteira maior, nas bikes (bicicletas), para uso em velocidades maiores e esforços maiores também.
Volantinho
 Direção de carro muito utilizada nas décadas de 60 e 70
 Engrenagem dianteira menor, utilizada nas bikes (bicicletas), para uso em velocidades menores e esforços menores. Recomendo este pequeno dicionário voltado ao tema: http://www.bikedica.com.br/girias-e-termos-usados-pelos-bikers/
Zona
 Região de prostíbulos
 Treinamento baseado em zonas de freqüência cardíaca previamente definidas.


Então, já fazendo uso dos verbetes acima...
Râmutrená!
Borá treinar, cambada!


3AV
Marco Cyrino