sexta-feira, 14 de junho de 2024

Santos - Ponta da Praia em extinção - Documentação fotográfica - Parte VII-A


Iniciamos aqui a documentação fotográfica sobre o estado atual do problema, ilustrando o que foi descrito e analisado em nosso artigo anterior Santos - Ponta da Praia em extinção - Cronologia e Análise - Parte VI.
 
Por questão de tempo disponível para as "jornadas fotográficas", as imagens foram obtidas em duas sessões.
 
Portanto, esta postagem será dividida em ""Parte VII-A""  e  ""Parte VII-B"".
 
Agora, percorreremos as Praias de Santos, caminhando da esquerda para a direita (olhando do oceano para a praia).
 
Incluímos também "mapas de localização", marcando em vermelho os locais em que cada série de fotos foi feita.
 
 
(Clique em qualquer imagem para ver em tamanho original. Use Esc para retornar)
 
 
Localização: Emissário – lado direito
 
 
Nível da areia perto do Emissário, já igualando o nível das calçadas do jardim.
 
 
Localização: Canal 1

 
Canal 1... Cadê as muretas?
A mureta do lado de cá (ponto de vista da câmera) está enterrada na areia.
A mureta do lado oposto mostra a sua face interna ao canal.

 
Canal 1... Ponte em primeiro plano, e dunas de areia removida.

 
Canal 1, em outro ângulo.


Canal 1... Operação enxuga-gelo.


Enxugando gelo.

 
Caminhões da operação enxuga-gelo, vazios,  indo buscar areia da região do Canal 1.
 
 
Localização: Canal 2

 
Chegando ao Canal 2... Cadê o canal?

 
Canal 2
Reparem nos degraus formados pela remoção de areia em ambos os lados do canal.

 
Localização: Canal 3

 
Canal 3.... Ainda existem muretas.

 
Elas existem e não existem.

 
Canal 3... Vejam o nível da areia em ambos os lados.

 
Ainda Canal 3.

 
Canal 3 sendo assoreado como os Canais 2 e 1.

 
Localização: Canal 4

 
Canal 4, com suas belas muretas adentrando o mar.

 
Canal 4... Extremidade da ponte para pedestres, quase submersa (mesmo com maré baixa).

 
Canal 4... Extremidade da ponte para pedestres, mais de perto.
Apareço parcialmente na foto.
A fotógrafa Neuza aparece na sombra na areia.

 
Canal 4... Erosão da faixa de areia em direção ao Canal 5 (já muito estreita).

 
As imagens falam por si mesmas.
 
Até aqui, mostramos o assoreamento das praias, desde o Canal 1 até além do Canal 3.
 
E mostramos também o Canal 4, onde o processo passa a se inverter, de assoreamento para erosão.
 
Na próxima postagem (Parte VII-B), continuaremos esta caminhada até a extremidade direita das Praias de Santos.
 
Aguardem...
 
3AV
Marco Cyrino
 
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domingo, 26 de maio de 2024

Ironman Brasil 2024

Estamos praticamente às vésperas do Ironman Brasil - Florianópolis 2024.
 
Viajei!
 
Pensei que, como sempre, o Iron iria ser no último domingo de maio.
Daí, conversando com meu irmão e Editor deste Blog, descobrimos que o Iron, já foi... dia 19.05.2024.
 
Não muda em nada o abaixo escrivinhado.
 
E me vieram do nada (do nada ?) as imagens e as recordações de minhas chegadas nessa prova.
 
Nada a ver com tempos e resultados, os quais nunca obtive dentro de minhas expectativas.
 
Relembrei as emoções, as labutas, os perrengues, a briga comigo mesmo, a resiliência, a dedicação, o amor e apoio familiar, o incentivo deles e dos meus amigos, dos meus técnicos.
 
Enfim, uma bagunça grande na cabeça deste cabeçudo.
 
Mas uma bagunça boa.
Daquelas que, depois de ter concluído “com sucesso” 7 Irons, sem sequer imaginar que completaria apenas um, a gente lembra:
 
- MARCO CYRINO, VOCÊ É UM IRONMAN”.
- MARCO CYRINO, VOCÊ É UM IRONMAN”.
- MARCO CYRINO, VOCÊ É UM IRONMAN”.
- MARCO CYRINO, VOCÊ É UM IRONMAN”.
- MARCO CYRINO, VOCÊ É UM IRONMAN”.
- MARCO CYRINO, VOCÊ É UM IRONMAN”.
- MARCO CYRINO, VOCÊ É UM IRONMAN”.
 
É... Graças a Deus, ouvi essa frase 7 vezes.
 
Ainda vou fazer um resumo disso tudo.
Quer dizer, não consigo fazer resumo porque falo mais que a boca... kkk
 
Só quero desejar que todos os participantes do Ironman Brasil tenham tido a melhor prova possível, dentro dos seus merecimentos, e a tenham concluído com muita saúde, como eu consegui terminar as minhas.
 
Só tenho a agradecer por haver completado todas elas e ter aproveitado esses eventos da melhor forma possível.
 
Como disse, em breve pretendo fazer um compilado das minhas provas.
 
Que Deus tenha acompanhado a todos e os tenha livrado de problemas sérios.
 
BOM IRON A TODOS, ONTEM HOJE E SEMPRE.
 
3AV
Marco Cyrino
 
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terça-feira, 21 de maio de 2024

Santos - Ponta da Praia em extinção - Cronologia e Análise - Parte VI


Finalmente, conforme proposto ao início desta Cronologia ( Santos - Ponta da Praia em extinção - Cronologia - Parte I ), terminamos a reapresentação da nossa série de 5 artigos sobre este assunto (originalmente publicados entre novembro/2012 e julho/2022).
 
Neles, aplicamos nossos melhores esforços em documentação fotográfica, gráficos, análises, sugestões de soluções baseadas em minha vivência e meu conhecimento destas praias.
 
Este artigo contém as nossas impressões sobre as intervenções implementadas e sobre o estado atual do problema.
 
Infelizmente, o assunto parece ter sido abandonado quanto ao seguimento dos resultados das intervenções realizadas, como se o problema houvesse sido resolvido e revertido.
 
 
Com relação à erosão na Ponta da Praia
 
Podemos dizer que a solução foi tímida, resultando na diminuição (quando muito, estabilização) da erosão e não na sua reversão.
 
Já evidenciamos que seria necessário melhorar o desenho e a dimensão dos bloqueios e/ou desvios dos fluxos de água que entram e saem do Canal do Estuário durante as marés-enchentes e marés-vazantes, quer esses bloqueios e/ou desvios sejam feitos por bags, quebra-mares, ou ambos.
 
 
Com relação ao assoreamento dos Canais 1 a 3
 
Podemos dizer que a solução foi incompleta.
 
Não resolveu o grave problema dos canais sendo progressivamente assoreados.
 
Lembramos que esse assoreamento afeta os Canais 1 a 3, desde o nosso primeiro artigo, em novembro de 2012.
 
 
 
Uma análise abrangente
 
(Clique em qualquer imagem para ver em tamanho original. Use Esc para retornar)
 
Praias de Santos – Comparação 1971 x 2024
 
Ao longo de décadas, as intervenções humanas interferiram com a dinâmica natural das marés na Baía de Santos.
 
Em especial a implantação do enrocamento / quebra-mar do Emissário Submarino e o aprofundamento do canal do Estuário do Porto, este último causando aumento de velocidade dos fluxos de maré-enchente e maré-vazante nesse canal.
 
Esta imagem de 1971, portanto anterior a tais intervenções, mostra como era a Praia de Santos, quando estava sujeita apenas à dinâmica natural das marés.
 
 Imagem publicada no site Memória Santista
 
 
Numa simples comparação com a foto anterior, esta imagem de fevereiro de 2024 (tomada aproximadamente a partir do mesmo ponto, ou seja, Ponta da Praia em primeiro plano) evidencia de forma inquestionável os efeitos das citadas intervenções humanas.
 
A linha tracejada vermelha mostra aproximadamente a faixa de praia perdida.
Imagem obtida com o Google Earth.
Gráficos ©2024 3athlonnaveia.com.br
 
 
Efeitos das intervenções humanas na dinâmica natural da Baía de Santos
 
Vamos lá, novamente...
Olhando do oceano para a praia, como já ilustramos várias vezes...
 
Na maré-enchente
 
·    A maré "chega" praticamente "de frente" para a Praia de Santos, desde a Ponta da Praia até a Praia do Itararé.
 
·    Para a direita, a água flui pelo canal do estuário, indo "encher" o Estuário do Porto.
 
·    Para a esquerda, a água flui para a Baía de São Vicente (Praia do Gonzaguinha) e flui também (através do estreito em frente ao Morro dos Barbosas, onde está a Ponte Pênsil) para "encher" o Mar Pequeno, que contorna a nossa Ilha pela esquerda.
 
Imagem obtida com o Google Earth.
Gráficos ©2024 3athlonnaveia.com.br
 
 
·    Sem o quebra-mar do Emissário Submarino
 
As ondas chegando à Praia do José Menino e à Praia do Itararé "se dividiam" ao encontrar a Ilha de Urubuqueçaba e se espraiavam após passar pela ilha, atingindo as areias de forma uniforme para a esquerda e para a direita.
 
Imagem obtida com o Google Earth.
Edição & Gráficos ©2024 3athlonnaveia.com.br
 
 
·    Com o quebra-mar
 
O espraiamento das ondas para a direita foi alterado e prejudicado, o que fica evidente pelo maior assoreamento (setas vermelhas) à esquerda do quebra-mar (olhando do mar para a praia).
 
Imagem obtida com o Google Earth.
Edição & Gráficos ©2024 3athlonnaveia.com.br
 
 
Na maré-vazante

Imagem obtida com o Google Earth.
Edição & Gráficos ©2024 3athlonnaveia.com.br
 
·    Pela direita, a água retorna pelo canal do Estuário do Porto, "varrendo" tangencialmente a praia, com velocidade decrescente desde a Ponta da Praia até o extremo esquerdo da baía.
 
·    Sem o quebra-mar do Emissário Submarino, essa varredura chegava, embora atenuada, até a Praia do Itararé.
 
Imagem obtida com o Google Earth.
Edição & Gráficos ©2024 3athlonnaveia.com.br
 
 
·    Com o quebra-mar, a varredura para a esquerda é estancada no próprio quebra-mar e, em seguida, na Ilha Urubuqueçaba, cuja conexão com a Praia do José Menino tornou-se também bastante assoreada, devido a uma espécie de gargalo (v. círculo vermelho) formado entre a extremidade Sul do quebra-mar e a face proximal dessa ilha.
 
Mais uma evidência desse efeito é a grande diferença de assoreamento à esquerda e à direita do quebra-mar (v. setas vermelhas).
 
Imagem obtida com o Google Earth.
Edição & Gráficos ©2024 3athlonnaveia.com.br
 
·    Pela esquerda, a água retorna do Mar Pequeno e da Baía de São Vicente, passando ao lado esquerdo da Ilha Porchat e rumando para o centro da Baía de Santos.
 
·    Portanto, como a corrente proveniente da Baía de São Vicente passa ao lado da Ilha Porchat (longe das praias de Santos), concluímos que somente a corrente procedente da direita é capaz de "varrer" tangencialmente as praias de Santos.
 
·    Pelos dois extremos opostos da Baía de Santos, essas duas correntes confluem para a sua região central, rumo ao mar aberto.
 
 
Dinâmica natural da Baía de Santos, antes das intervenções humanas
 
·    Na maré-enchente, as ondas quebravam nas praias de um extremo ao outro, de forma praticamente uniforme, e simultaneamente os fluxos de água se bifurcavam para contornar a Ilha de Santos e "encher" o Canal do Estuário e o Mar Pequeno.
 
·    Na maré-vazante,  as ondas "lambiam" as praias de um extremo ao outro, de forma praticamente uniforme, e simultaneamente os fluxos de água retornavam pela direita e pela esquerda, voltando a se unir na região central da baía e rumando para mar aberto.
 
·    O acúmulo, a distribuição e a retirada de areia ocorriam naturalmente, de maneira constante, uniforme e estabilizada, em toda a Praia de Santos.
 
·    Simples assim!
 
 
Como completar a solução?
 
Não saberíamos o que acrescentar a tudo o que já escrevemos e descrevemos em nossos artigos.
 
Podemos apenas reprisar as nossas sugestões anteriores que, caso sejam consideradas pelas partes interessadas, evidentemente precisariam ser estudadas, equacionadas, projetadas e executadas por oceanógrafos, engenheiros, arquitetos, paisagistas, financistas, economistas etc.
 
Ponta da Praia
 
·    Mais bags? Maiores do que os atuais?
 
·    Um (ou mais) quebra-mar(es) pequeno(s) ou um pouco maior(es), localizado(s) na região indicada em nosso 4º artigo?
 
·    Deixar como está, para ver como é que fica?
 
Assoreamento dos Canais 1 a 3
 
·    Criar uma ou mais passagens transversais (dutos? galerias?) no quebra-mar do Emissário Submarino, para que as águas possam voltar a fluir e refluir entre as praias de Santos e a Praia do Itararé?
 
·    Qual o posicionamento? Em quais níveis? Quais as dimensões?
 
·    Sistema de segurança (gradeamento...) para que não se torne um sugador de pessoas e animais?
 
·    Sistema de limpeza automática, para manter tais passagens desimpedidas?
 
·    Deixar como está, para ver como é que fica?
 
 
Um olhar humilde
 
A Natureza reage persistentemente às intervenções humanas, como um organismo vivo que procura se restabelecer das "lesões".
 
Será que o nosso conhecimento e a nossa capacidade de realização nos permitem continuar causando alterações e depois tentando remediá-las para que não se tornem lesões maiores?
 
Para colocar em perspectiva a nossa pequenez diante da Natureza e das suas forças, preparamos esta sequência de imagens do Google Earth, mais expressivas do que quaisquer palavras.
 
Por favor, clique na primeira imagem à esquerda, para ver a sequência em tamanho original.
 
 


 
 
 
Nada mais a dizer, por enquanto...
 
3AV
Marco Cyrino
 
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