quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O seca pimenteira da natação


Rememorando...

Conversando aqui em casa com a Neuzita, e recordando os locais onde treinei natação (e outras modalidades), nós choramos de rir, lembrando dos locais onde treinei e que se finaram.

Ela, a Neuzita, é co-autora deste post, me lembrando de tudo.

Chegamos à conclusão de que devo ser o Seca Pimenteira das academias, clubes, enfim, dos locais em que treinei natação.

Depois de ser obrigado a parar de jogar futebol (por conta de lesão séria no tendão de Aquiles) e passar mais de um ano tentando me recuperar, só me restava surfar.

Por conta disso, resolvi investir na natação, mesmo porque, no caratê já havia chegado à faixa verde e vi que não ia rolar mais.


* A primeira piscina em que fui treinar foi a novíssima do Olimpic Center.
Lá conheci muitos amigos. Inclusive e, principalmente, os que depois me incentivariam a fazer essa coisa toda de nadar, pedalar e correr.
Uns 2 anos depois, começaram os boatos de que ela iria fechar, por conta de problemas financeiros.
Fechou... simples assim.


* Meio que parei de nadar... mas, aí apareceu uma prova na Multisport... de natação... nem lembro por que, mas fui participar.
Participei e, pouco tempo depois, soube que ela fechou.
Caraca! Só fiz uma presença lá!


* Nisso, o Olimpic Center virou G4 (Galpão 4).
Voltamos pra lá...
Não teve vida longa!


* Aí, fui treinar no Santa Cecília (UniSanta)...
Treinei apenas um mês, se tanto... ótima piscina olímpica.
Com essa aí não aconteceu nadica de nada.
Os Teixeiras são f... kkkk


* Do nada, no local do antigo Olimpic Center, abriu a Unique... maravilha.
Fui pra lá.
E aí fechou de novo.
Só que, dessa vez, fechou de vez. Virou loja de materiais de construção.


* Entre um período e outro, me tornei sócio do Cube de Regatas Santista.
Excelente, ótimo, maravilhoso...
Podia ir em qualquer dia e em qualquer hora e nadar numa  piscina semi-olímpica muito boa.


* Em paralelo, conheci o CTU – Centro de Teinamento da Unimonte.
Todos os tops treinavam ali. Galindez, Fabinho Carvalho, Família Miyashiro, Família Garcia, Marcelo Ruas, Carla Moreno, Polyana Okimoto, Fabinho Carvalho, entre outros.
Veio o show dos Raimundos no Clube. Deu a merda que deu.
Veio a Universidade de BH e deu a merda que deu.


* O Clube de Regatas Santista ainda está "na chão".
A melhor piscina olímpica que tivemos, a do CTU, virou concessionária de autos, depois virou outra concessionária... e hoje não faço a menor idéia do que seja.

* Enfim, de uma vez só, fechei o CTU e o Clube de Regatas Santista.


* Fui treinar na Unisantos – na Rua da Constituição.
Ótima estrutura, com uma equipe ótima.
Do nada, virou a faculdade de fisioterapia e botaram a piscina com 31ºC.
Ainda levou uns 6 meses para sairmos de lá... a maioria com problemas de pressão... kkk


* Nisso, a Krato (antigo CT da Unimonte) havia mudado para a faculdade de Educação Física, no campus em outro prédio... com uma piscina de 25 m, abafada.
Treinei ali por 2 meses e vazei para a Fit, uma academia no Macuco (bairro) aqui em Santos.


* Um ano e meio treinando na Fit, com uma bela estrutura, e eis que o dono deu um passa-fora em todo mundo. Um calote, na real.
Quem pagou perdeu.
Virou Igreja Bola de Neve.
Mais uma na conta.


* Voltei para a Krato, já no prédio da Unimonte, com a piscininha abafada.
Daí, a Unimonte resolveu acabar também com essa piscininha, pra fazer mais salas de aula.
E lá fiquei eu novamente sem academia pra treinar.


* Apostei na recuperação da Krato, que locou um espaço no Portuários.
E até hoje lá está... e eu estou também.


Orando para que eu não seja o seca pimenteira.

Embora, hoje em dia, nadando muitas vezes na Ponta da Praia, já esteja com um pé atrás, devido aos problemas que estão ocorrendo... kkkk


Só falta eu fechar a Krato e a Ponta da Praia!
Aí sim, vou achar que sou o verdadeiro Seca Pimenteira.


3AV
Marco Cyrino


sábado, 3 de fevereiro de 2018

Primeira prova


Tava hoje aqui, depois de um dia ótimo de treino, pensando em como fui me meter nisso... Nesse tal de Triathlon.

Provavelmente, tudo o que vou escrever neste post  já esteja fragmentado pelos "n" posts já fiz, fazedor de posts que sou... mas, vamos a mais um.

Vou abreviar o relato de como fui me meter nesse negócio de Triathlon e vou direto à minha primeira prova. Na real, vou falar sobre minhas duas primeiras provas.
Porque uma delas foi no Short e a outra foi no Olímpico.


Nadar, já nadava. Apenas o suficiente para sair do mar quando acontecia de quebrar a cordinha surfando.

Correr, sempre corri. Fosse jogando bola, fosse correndo por correr.

Pedalar, pedalava, sempre levando alguém no cano, para surfar. Até porque o cara que ia no cano era o dono da bike (tipo Barraforte, uma vez que não tive bikes quando "jovem").

Já tinha uma certa experiência de Biathlon, levado que fui por amigos, depois de parar de jogar futebol por conta de um rompimento quase total do tendão de Aquiles e ficar praticamente um ano "sacizando" (andando quase que numa perna só).


Um dia, no antiguíssimo Olimpic Center, hoje loja de materiais de construção (me recuso a dizer o nome), fui conhecendo o Stephan, o Mineiro (Paulo Roberto), o Paulão (quase homônimo do Mineiro), o Eugênio (ele próprio, o Malavasi), o inigualável Baltazar, o Sauro (Sidney Maia), o Robson (professor de natação), os irmãos Naslauski (Jorge e Sílvio), todos ligados à natação... E eu, simplesmente, tentando aprender a nadar com o mínimo de técnica, sem ficar o tempo todo com a cabeça pra fora da água... kkkk

Num determinado momento, o Stephan, o Mineiro, o Eugênio e outros começaram a me botar pilha para fazer Short Triathlon.
Nessa época, eu já tinha uma bike.
E corria descalço, fosse na areia, na calçada, ou mesmo no asfalto.

Tanto me incentivaram, que acabei fazendo.

Diga-se de passagem, minha bike (sem marchas) custou, em dinheiro de hoje, no máximo uns R$ 200,00... e a usava basicamente para me locomover .


Bom, vamos à prova...

Troféu Brasil de 1.900 e bolinha... Short... 750 m x 20 km x 5 km.

Nem sabia que já existiam roupas de borracha pra nadar.  
Aliás, nem sabia que existiam roupas adequadas pra fazer Triathlon.
Na época, usavam-se sunga e camiseta, ou top... kkkkkk... top é bãodimaisdaconta...!

Só sei que, quando fiz meus primeiros Biathlons, achava que quem fazia Triathlon eram doidos, Super-Homens ou Super-Girls, etc.

Meu único objetivo era concluir e não ser o último.

Nessa época, com uns 40 anos, não tinha a menor noção de ritmo, de nada enfim.
Só ficava olhando os outros atletas e queria copiá-los.


Fuóóóóó... deu a largada.
Saiu todo mundo, como se estivessem correndo de um atentado.
Saí atrás... (se todo mundo tá fazendo isso, vou fazer também...)

100 m de natação e eu já estava "afogado"... tentando sobreviver aos tapas, socos, pernadas e, principalmente, a mim mesmo. Cadê que o ar não entrava?
Sobrevivi! Graças a Nosso Pai Oxalá!!!

Saí da natação totalmente bêbado. Não... não bebi nada alcoólico. Era só o efeito de fazer esses 750 m a milhão, sem nenhum preparo para isso.

O TB era realizado no Gonzaga, em Santos. Uma faixa de areia enorme até chegar à transição.

Chegueeeeiiiii... E agora?

Pedalar... O trajeto, se não me engano, era apenas uma volta, saindo do Gonzaga pela avenida da praia, sentido Canal 6, entrando por ele, entrando na Avenida Portuária e fazendo as 4 faixas dessa avenida, depois retornando pelo mesmo caminho.

Botei meu capacete de doce (assim são chamados os capacetes Tabajaras), coloquei um tênis (provavelmente o único que tinha e que era de passeio), uns óculos escuros, também de passeio e... bóra pedalar!!!

Não me lembro de como foi, só lembro que sofri como um condenado (se bem que condenados, hoje em dia, não sofrem muito).

Cheguei do ciclismo e... e?

Ah... agora vem a corrida...

Tirei o capacete, o tênis e saí... Pra onde eu vou???

Ôôôô... vai pra lá... fui... não, não, não, vem pra cá... ôôôô... prondequeuvô?

Ah... já vi!

Tava com o numeral preso com alfinetes na camiseta.
Isso incomodava muito! Bem no meio do peito. Cada passada uma espetada. É... não fechei direito um dos alfinetes e a ponta dele ficava "catucando".

Bom... logo na saída para correr, veio alguém da organização, correndo do meu lado, dizendo:

- "Eiiii... Você esqueceu de colocar os tênis"
Respondi:
- "Esqueci não"
Ele:
- "Esqueceu sim".
Eu:
- "Me deixa..."
Kkkkkkkkk


Resumo da ópera....

Terminei não faço a menor idéia em qual colocação na minha categoria. E também era o que menos importava.
O melhor de tudo foi a confraternização com os amigos, camaradas, colegas, etc., depois da prova.

E ainda melhor foi saber que, sim, eu fui capaz de completar aquilo.
Com toda a falta de conhecimento e estrutura, tinha o apoio da Neuzita e dos outros companheiros do esporte.
Bons tempos... assim como bons tempos são os de hoje.

Lá se vão mais de 20 anos e depois conto a história do meu primeiro Olímpico, minha primeira prova feita com uma bike speed.

Como diria a Dory, de "Procurando Nemo":

- "Essa história vai ser boa"

Aguardem o novo capítulo... rsrsrs


3AV
Marco Cyrino


terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Aos Pipocas ou Pipoqueiros


Talvez eu pegue um pouco pesado em relação ao que penso daqueles que vão na "pipoca" em provas, principalmente e talvez apenas, de corridas de rua.
Não sei se existem, mas devem existir, os "pipocas" em outras modalidades.
Talvez natação (travessias).
Talvez ciclismo (provavelmente não).

Enfim...

Já fui um pipoqueiro.
Uma única vez.
Nos "10 km A Tribuna", aqui em Santos.
Eu e o .........., amigão meu.

Fomos acompanhar nossas digníssimas esposas que se inscreveram oficialmente.
Aguardamos a largada e, num ponto estratégico, entramos na corrida, sem inscrição, sem numeração, sem chip, sem nada.
Nosso objetivo era apenas dar guarida, incentivo, etc. a elas, que não estavam habituadas a correr em provas.
E isso, para nós, era um baita motivo de orgulho. Orgulho de poder participar da prova delas, como elas sempre fazem com as nossas, e ajudá-las, na medida do possível, com aquilo que pudéssemos fazer.

Não "pipocamos" por falta de recursos, graças a Deus. Mas porque as inscrições já haviam terminado.
Durante o percurso, dava uma acelerada perto dos postos de hidratação, pegava 2 copos de água e desacelerava. Aguardava ela chegar perto e dava os copos para ela, orientando-a sobre a forma correta de se hidratar, se refrescar, etc.
Apenas isso.
Não tive coragem de ingerir sequer um gole de água da prova.
Depois, conversando com o .........., soube que ele fez exatamente o mesmo.

Ah... elas não estavam concorrendo com ninguém, mas com elas próprias.

A uns 500 m da chegada, nos retiramos da prova voluntariamente, sem necessidade de passar a vergonha de os fiscais nos retirarem.

Ainda assim, hoje me penitencio.
Errei e errei feio.

Passaram-se vários anos e a gente vai evoluindo. Senão, pra que estaríamos ainda aqui?

Lembrei deste tema, devido aos últimos (e pior, recorrentes) acontecimentos da São Silvestre.

Sem acusar um ou outro, por que "pipocar"?

Tem gente que "pipoca" no Triathlon, de outras formas. Seja roubando nas distâncias, seja se dopando, seja isso, ou seja aquilo.

Falando seriamente, NÃO façam isso!

Forjar números, chips, cortar percursos, "pipocar", consumir o que não lhe é de direito, em detrimento de outros atletas que pagaram (sabe-se lá em que condições) para competirem honestamente... ah... pensem.

Depois, queremos cobrar sobre a impunidade de políticos, juízes, empresários e qualquer um que seja corrupto.

Despipoquem, como eu já despipoquei há tempos.

Despipocação total e irrestrita, já.

Aloha, sem pipocar!


3AV
Marco Cyrino


sábado, 30 de dezembro de 2017

Feliz 2018

Que o pequeno ciclo que se encerra nos tenha permitido tirar muitos aprendizados sobre tudo.
Sobre nossa espiritualidade.
Sobre nossos relacionamentos.
Sobre nossa saúde.
Sobre nossos atos.
Enfim, sobre tudo.
Porque assim é que é.

A cada pequeno ciclo que chamamos de ano, renovam-se as esperanças para um novo ciclo melhor. Mas ele será ainda melhor se tivermos conseguido extrair, daquele que se encerra, as lições de vida.

Desejamos sempre muita saúde, felicidade, realizações e mais uma tonelada de coisas boas aos próximos e mesmo aos não tão próximos.

Momento de comemoração... de felicidade... de contabilizar o que recebemos e o que entregamos aos nossos irmãos.
Ôps...
O que entregamos aos nossos irmãos?
Principalmente aos mais necessitados?

Então, vamos renovar nossos votos de Feliz Ano Novo de uma maneira um pouco diferente, nunca esquecendo que cada pequeno ciclo faz parte do ciclo maior, aquele que, quando terminar, nos permitirá fazer o "Balanço Geral" entre o que recebemos e o que doamos:

MUITA SAÚDE, FELICIDADE E REALIZAÇÕES PRA NÓS TODOS E NOSSAS FAMÍLIAS E QUE, PRINCIPALMENTE, POSSAMOS COLABORAR PARA A SAÚDE, FELICIDADE E REALIZAÇÕES DE MUITAS PESSOAS!



3AV
Marco Cyrino


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Mensagem de Natal - 2017


Que tenhamos consciência do que é o Natal.
Apenas comemorar o nascimento de Jesus.

Não é necessário presentear ninguém. Mas, faça-o, se isto te faz feliz.
Também não é necessário enfiar o pé na jaca. Mas, faça-o, com moderação, se isto te faz feliz.

Abrace com carinho teu pai, tua mãe, tua avó, teu avô, teus filhos e filhas, teus tios e tias e até mesmo cunhados e cunhadas.

Faça o mesmo com teus conhecidos, teus próximos, teus amigos e, principalmente, com teus "adversários" de provas (do esporte e da vida).

Necessário mesmo é tornar esse espírito, que toma conta de nossos corações, uma coisa constante durante os próximos 12 meses, para que possamos renová-lo continuamente pelos outros 12 + 12 + 12... meses e, assim, infinitamente.

UM FELIZ E ALEGRE NATAL A TODOS!


3AV
Marco Cyrino


domingo, 17 de dezembro de 2017

Challenge - Floripa 2017 - FOTOS

Seguem as fotos do Challenge - Floripa - 2017...

(Clique em qualquer imagem, para ver em tamanho original)

1-Chegando no bike checkin

2-Encontrando amigos... Jorge Herbert...

3-Cobrindo a bike

4-Mais amigos... Bento Trindade

5-Chegando à transição com a Lívia.

6-Coisas prontas... ainda de noite...

7-Vamos aguardar o amanhecer...

8-Aguardando e me escondendo do vento.

9-Amanheceu...

10-Com meu mais novo amigo, Leandro, quase largando.

11-Ele novamente... o campeão... há anos me acompanhando.

12-Vai largar...

13-Largou...

14-Mar pouquinho balançado... e bóia um pouquinho longe... rsrsrs

15-Ôpa... 1ª etapa já foi... bóra pedalar...

16-Fui... só 90 km...

17-Partiu 2ª volta...

18-Hora da dureza... bóra correr...

19-Primeiro km sempre duro... aliás, como os demais...

20-Depois a gente vai se acostumando...

21-Quando vê... já está acabando...

22-Última volta...

23-Vai acabar...

24-Cabô, car......

25-Juntos... sempre !

26-Olha a premiação aí...

27-Olha o troféu e a camiseta aí...

28-Grande exemplo de atleta... Leandro.

29-Já em Jaraguá do Sul... nosso amigão... o Bob Esponja.

30-E a gata forgada...


31-E, por último, o vídeo gravado pela Neuza, me acompanhando na linha de chegada...




Aloha !!!

3AV
Marco Cyrino


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Challenge Woman - Floripa 2017 - FOTOS

Gostaria de colocar um pequeno texto nesta postagem de fotos.

Ela está sempre cuidando de mim. Não que eu não cuide dela.
Mas é uma enorme dedicação, sem que eu exija, peça, solicite, enfim... ela lê meus pensamentos... "cigana" que é... kkkk

Se penso em fazer uma determinada prova e apenas comento com ela, normalmente a primeira resposta é dissílaba: - "Borá!"

Quando aparece uma oportunidade de, no mesmo evento, fazermos uma prova cada um, ela tá dentro.

Não teve tempo de treinar nada de nadica.
Aliás o treino dela, penso eu, é mais punk do que os meus...
Ela sabe do que estou falando.

Parabéns gigante, minha guerreira.


Seguem as fotos do Challenge Woman (os comentários sobre o evento já publiquei).


(Clique em qualquer imagem, para ver em tamanho original) 

1-A caminho do Woman.

2-Neuzita modelando.

3-Aguardando o ínicio.

4-Preparando para a largada.

5-O espião vendo tudo.

6-Agora vai...

7-Novas amizades, como sempre.

8-Partiu... vai lá, Neuzita !

9-E não é que lá vem ela... toda faceira...

10-Mandando muito bem...

11-Olha o funil de chegada, que tinha uns 400m... rsrsrs

12-Chegoooouuuuu... congratulations, woman !

13-Medalha merecidíssima... sem treinar... só na força de vontade.




3AV
Marco Cyrino


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Challenge Floripa 2017 - Considerações


Este post é apenas a "minha" avaliação isenta, creiam-me,  sobre a organização do Challenge Floripa 2017.

Não me julgo acima de ninguém para fazer críticas depreciativas com relação a nada.
As poucas críticas serão apenas na intenção de melhorar aquilo que já foi bom.

Além disso, vou comentar sobre algumas outras coisas pessoais.


Compensação pelo cancelamento de 2016
Em primeiríssimo lugar quero dar um Hiper-parabéns ao Challenge, pela decisão de "contemplar" os participantes do evento do ano passado com a inscrição para alguma prova no Brasil neste ano.

Como todos souberam, creio eu, a prova do ano passado teve de ser cancelada, devido simplesmente a um ciclone que passou por Floripa, entre a noite da véspera da prova e a madrugada e manhã do dia da prova.

No meu caso, o calendário só me permitia fazer novamente a prova em Floripa. Nada contra. Mas gostaria de ter podido conciliar meu calendário para fazer a prova em outra localidade.


Retirada e material do kit
Normal. Sem nenhum problema, exceto uma certa falta de traquejo dos staffs, para orientar a respeito de algumas informações. Mas nada sério.

Quanto ao material do kit, também nada contra. Uma mochila da prova (que é muito útil para as nossas atividades de treinos), camiseta da prova, tatuagens, adesivos de números e... só.

O chip e a touca de natação foram entregues no Bike Checkin.

Tá bão.


Expo Feira
Bem simplesinha.
Poucas lojas, poucas opções.
Se bem que, na minha concepção, não é a melhor oportunidade de comprar.
Mas, quem deixa pra comprar as coisas nessas feiras, se ferra.
Vi muitos atletas reclamando de preços.
Nem posso reclamar. Acho que não comprei nada e nem fucei nada.
Ah... tinha uma loja vendendo bikes a partir de R$ 50.000,00... kkkk


Simpósio
Importantíssimo.
Até porque as informações a respeito da prova só foram realmente destrinchadas nele, o simpósio.
Volto ao assunto "informações" mais à frente.

Gosto de ver as pessoas participarem de um simpósio e ficarem empenhadas em suas selfies, filmagens, comentários sobre seus desempenhos nos treinos, entre outros assuntos não pertinentes ao simpósio.

E, quanto maior o número de pessoas, mais alto o tom de voz de cada um, enquanto o expositor passa informações importantes a respeito da prova.

CDF que sou nesse tópico, sentei-me na 2ª fila, junto com a Neuza, para poder me compenetrar nas informações. E olha que, ainda assim, quase não consigo, tamanho o falatório da galera.


Challenge Women
Posso falar besteira neste tópico.
Falta pelo menos um incentivo maior para quem faz a prova.
Tipo uma cronometragem mais apurada, embora as atletas tenham feito com chip.
Só que não há, não houve, ou, vai saber haverá, algum monitoramento.

Neuzita relatou atletas retornando antes do ponto de retorno, para acompanharem suas amigas.
Ela realizou o percurso todo.

Existe tatuagem, chip, "pagamento de inscrição", etc.
Deveriam também fazer uma premiação, por menor que fosse, por categoria de idade.
Seria uma forma de aumentar o incentivo a essa prova.


Bike Checkin
No simpósio, foi dito que as "ondas" estavam divulgadas no site do evento. E estavam. E ainda estão.
Só que agora corrigidas.
Voltarei ao assunto também.
De resto, tudo bem.
Inclusive com distribuição de capas de chuva para as bikes.
Muito bom.
Parabéns novamente.


Largada
Bem organizada.
Não me lembro de nada que tenha atrapalhado.
Tampouco de nada de excepcional.


Natação
Bem organizada também. Staffs competentes indicando o percurso, inclusive a mim quando necessário.

Tive um pequeno problema com meus óculos, quando eu mesmo, ao tentar sair do pé de um atleta, bati nele (óculos) e entrou muita água.
Ao parar rapidamente para tirar a água e colocá-lo, imediatamente um caiaque chegou ao meu lado me indicando a direção.
Agradeci e... segue a natação...

Percurso excelente, mesmo com o mar meio mexido pelo vento.


T1
No problem!


Ciclismo
Farta distribuição de água e isotônico, em caramanholas razoavelmente boas para levarmos na bike.
Muito bom.
Parabéns!

Percurso excelente.
Fiscalização tipo... nem vi!
Sinalização e segurança: Top!


T2
Uma das raríssimas provas de que participei, com a T2 em lugar diverso da T1.
Pensei que ia dar ruim.
Deu bom.
Tudo muito eficiente.
Inclusive com relação às sacolas com nossos materiais.
Não ouvi nenhuma reclamação.


Corrida
Primeiramente, não havia entendido absolutamente nada a respeito do percurso.
Voltarei a falar disto também.
Gostei. Simples assim. Gostei bastante.
Hidratação perfeita.
Surpresa: distribuição de gels de carboidrato, a cada volta.
Show!!!


Chegada
Muito boa a decisão de permitir e incentivar a chegada dos atletas acompanhados por seus entes queridos.

No post sobre o relato de prova, disse que tenho coisas contra e a favor.

A favor: TUDO, ou quase.

Contra: ABUSO. Tem gente que quer entrar com a família toda (até cunhados), amigos, cachorro, papagaio, etc.
Dá pra imaginar o quanto isso pode atrapalhar quem vem atrás.
Mas, é muito bom poder entrar com alguém que nos acompanha ou é muito importante pra gente.

A rampa, após a chegada, poderia ser menos íngreme.
Não falo por mim, mas pelos atletas que chegaram bem exaustos e, ao passar pelo pórtico de chegada, se depararam com uma pequena ladeira.
Mas, nada muito importante.


Pós-prova
Nenhuma reclamação. Ao contrário.
Linda medalha e lindos troféus para quem os conseguiu.
Boa alimentação. Boa hidratação.


Informações
Aqui residem minhas críticas.
Penso que, em um mundo totalmente informatizado como o de hoje, a rapidez com informações confiáveis é tudo.

Apenas para registro:

* Exatamente agora: 6ª feira – 08/12/2017 – 21:00h, os resultados das provas ainda não estão disponíveis no site do evento.

* Na informação sobre a natação, ainda consta que será uma volta no sentido anti-horário. Foi, e o mapa mostra, no sentido horário.

* O percurso da corrida está totalmente inconsistente, na parte escrita da descrição.

* No Bike Checkin, fui levar a minha bike às 18:00h e quase perco o horário, que foi alterado no site já no mesmo dia.

Enfim...
Não é só no Challenge.
Fico puto ao ver, nas provas do Ironman (sejam Full, 70.3 e até mesmo Olímpico), a demora e a imprecisão nas informações.


Considerações pessoais
Na minha viagem de ida, tomei uma pedrada no vidro, que fez com que ele começasse a trincar ao longo da viagem.
Como resultado, para organizar a troca do pára-brisas, perdi um tempo valioso na estadia antes da prova.
Tudo deu certo, graças a Deus.
Mas este foi um dos perrengues que me impediram de checar as condições do mar e da bike.

Tive o enorme prazer de fazer novas amizades, como o Leandro Bartulic, garotão da categoria 25/29, que ficou hospedado com sua esposa e sua mãe na Pousada dos Chás, junto conosco.

Também tive o enorme prazer de rever antigas amizades, mesmo que não tão próximas, como o grande Bento Trindade e o Jorge Hebert, além de alguns outros atletas que por lá estavam.


No próximo post, vou colocar algumas imagens.
Tomara que encontre as fotos dessas amizades que, no fundo no fundo, são o que levaremos daqui para a eternidade.


Aloha !!!

3AV
Marco Cyrino

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