segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Relembrando os motivos deste Blog


Ao contrário do que alguns podem pensar, o intuito principal deste Blog é compartilhar as informações que tive o privilégio de obter, seja através de aprendizado teórico (formação na área), ou prático (através das experiências duramente aprendidas em provas e treinos).

Professor que sou, com toda a honra que é possível ter, o primordial é transferir conhecimentos. E nisso, modéstia à parte, meu esforço tem sido reconhecido. Por poucos, é certo, mas, o suficiente para continuar me motivando a seguir nessa batalha.

É, realmente, um prazer inenarrável. Só quem pratica a divulgação de seus conhecimentos, por menores que sejam, sabe sobre o que estou falando.


Talvez imaginem que tenho obtido lucro financeiro (o que não desprezo e não descarto para o futuro...).

Erraram redondamente.

Como bom Triathleta que me esforço para ser, tenho tido apenas despesas... rsrsrs


Talvez imaginem que o objetivo seja o "Ego".

Erraram novamente.

Ego se relaciona a orgulho. E tenho muito orgulho, não pelo que conquistei e, se Deus, Nosso Pai Oxalá, quiser, continuarei conquistando.

Orgulho da possibilidade de ter conduzido, com este Blog, apenas uma criança ou adolescente ao rumo do esporte.

Orgulho de poder mostrar que, por mais difíceis que tenham sido as provas, e com todos os perrengues, nunca desisti de nenhuma delas. Completei honradamente todas as provas de que participei.
Pode ser que desista de alguma. Mas, farei sempre meu melhor para que isso não ocorra.

O esporte me ensinou a ter resiliência, perseverança, dedicação, até mesmo fé, coisa que já tinha.

O esporte me ensinou que os atletas de minha categoria não são meus inimigos, são apenas concorrentes, e que os resultados vêm de acordo com o merecimento de cada um.

O esporte me ensinou tanta coisa...

Mas não tenho aquele orgulho de dizer que sou melhor do que quem chegou atrás de mim em determinada prova.
Não sou melhor, nem pior. Só ele e Deus sabem o porquê.


Gostaria de lembrar que a Seção "Sobre", deste Blog, contém muitas informações que são pouco lidas.

Entre elas, resumos sobre o Autor (no caso, eu... rsrsrs), sobre a Proposta do Blog, sobre o Triathlon (História, Visão Geral, A Competição) e sobre os "Verdadeiros Ironmans" (recomendo fortemente a leitura).

Ainda, através do canal "Publique"...

Você pode e deve nos encaminhar qualquer matéria autoral que deseje que publiquemos (respeitados os objetivos e as regras editorias do Blog).

E pode também encaminhar quaisquer questionamentos sobre o esporte. Mesmo que não tenhamos a resposta na "ponta da língua", nos esforçaremos para dirimir suas dúvidas com quem quer que seja habilitado, e responderemos, claro, dando os devidos créditos a quem nos auxiliou.


Tenham uma ótima navegação pelo que já foi e será publicado!

3AV
Marco Cyrino


sábado, 6 de outubro de 2018

Organizações de Triathlon x Atletas


Este post, sei de antemão, será polêmico.

Muitos vão olhar torto pra ele e, posteriormente, pra mim.
Mas, o objetivo é provocar.

Pra começar, sou crítico contumaz de tudo o que pago.
Seja lá o que for!
Desde um pingado na padoca (para quem não sabe, pingado é um copo americano, com mais leite do que café), um pão na chapa com manteiga, até um equipamento mais caro para a prática do Triathlon.

Sempre procuro avaliar a relação custo x benefício do que compro.
E isso embute a questão de lucratividade da empresa que produz ou promove determinado produto.

O Triathlon é só mais um desses produtos.
Tenho participado, propositalmente calado, de grupos em redes sociais, nos quais mais de 90% dos atletas (ganhariam uma eleição em primeiro turno) criticam de forma exagerada (pelo menos a mim parece) todas as organizações de provas de Triathlon.

Vou fazer aqui uma defesa dessas organizações (não todas).
Existem algumas, principalmente as maiores, multinacionais, para as quais o objetivo MAIOR é o lucro.
Mas existem muitas, acreditem, cujo maior objetivo são o incentivo e a manutenção desse esporte.


Triathlon é um esporte caro.
Creio que isto seja ponto pacífico.

Para nadar, o atleta precisa de touca e óculos de natação.

Para fazer ciclismo (já bem mais caro), o atleta precisa de uma bike condizente com a sua performance, capacete, sapatilhas, e roupas apropriadas.

Para correr, o atleta necessita de tênis e praticamente mais nada.

Agora, para o Triathlon, o atleta (em geral, mas sem generalizar) necessita, além de touca e óculos de natação, de palmar, nadadeiras, roupa de borracha, uma bike TT e outra Speed, capacete aero, sapatilhas específicas, macacão de competição, óculos Oakley, tênis importado, bonés de marca, rodas de competição, monitores cardíacos, GPS, pneus de competição, suplementos, suplementos proibidos etc. etc.
Isto para não falar de meias de compressão, polainas, luvas e mais outro montão de etc.

O custo disso?
Ah... deve ser uma mixaria.

Por quê? Porque se tudo isso custasse muito, não iriam ficar detonando o preço das inscrições para a realização das provas de Triathlon.

E, já fazendo um adendo, também não iriam questionar o preço de uma assessoria especializada, para treiná-los.

Muitos devem acreditar que uma bike de mais de R$ 40.000,00 irá resolver o problema de falta de motor (pernas e coração) para fazer um bom pedal.

Muitos devem acreditar que um tênis de mais de R$ 1.500,00 irá resolver o problema de não conseguir correr bem.

Muitos devem acreditar que uma roupa de borracha de mais de R$ 4.000,00, para a natação, irá fazê-los nadar como os profissionais.

Assim como um capacete aero irá diminuir em 10 minutos seu tempo no ciclismo, no Ironman.

E por aí vai...

Difícil encontrar alguém que dê valor ao (pequeno) preço pago por uma boa assessoria técnica de treinamentos.


Já, quanto às inscrições para provas de Triathlon, o rumo da prosa vai no mesmo embalo.

O cara pode gastar sei lá quantos mil reais numa bike, uns trocentos reais num macacão de prova de última geração, mas, na hora de se inscrever:

"Ah! Ladrões... querem enriquecer às nossas custas!"


Aí, o caboclo vai e se inscreve:

- "Porra! Que kit vagabundo. Não tem mochila, toalha, suplementos, barrinhas, géis, relógios, meias..."

O atleta quer fazer uma prova ou ganhar agrados?
Claro que todos nós gostamos de brindes.
Faz parte do nosso "ser inferior".


Então, na prova:

O atleta tem segurança na natação (staffs, bombeiros, bóias, demarcações, chip, touca etc.).

Sai da água  e vai pra transição (que tem baia, local fechado etc.)...

Pega sua bike e vai pedalar, sabe-se lá quantos km, tendo as vias fechadas no percurso (a cidade inteira reclamando), polícia, CET (ou equivalente) domando o trânsito que quer passar por cima dos atletas e, por milagre (claro que isto é uma ironia), chega são e salvo à sua transição...

E sai para fazer o percurso de corrida... que exige o fechamento de mais trocentas vias públicas, novamente com o apoio das entidades públicas...

Depois disso tudo, o atleta tem direito a medalha de conclusão da prova, camiseta de Finisher, tendas de frutas, de hidratação, às vezes de massagem, ducha, alimentação...

Os privilegiados, que conseguiram um lugar ao pódio, ainda receberão um bonito troféu, fotos etc.


Depois, no conforto de suas casas ou hotéis, nem irão presenciar o desmonte de toda a estrutura instalada para a prova.


Pois é, meus amigos, o bagulho é punk!
Mas é punk elevado à décima potência.

Há uns anos, Silvão me convidou para promover o Rústico de Santos, sem muita infra e com a colaboração de muitos atletas daqui de Santos.

Só quem participou da organização sabe o quanto foi difícil e deficitário o evento.
Foi maravilhoso. Mas, não me envolveria novamente.
Não vou me alongar sobre esse evento sensacional, mas a experiência é doida e doída... (vejam os links abaixo)

28 de junho de 2014

24 de outubro de 2014

27 de outubro de 2014

29 de outubro de 2014

31 de outubro de 2014


Por que estou escrevendo sobre isso?

Pela segunda vez consecutiva, participei do Insano Triathlon, em Guaratuba – PR.
Prova excelente, sob todos os aspectos.

Antes da premiação, a Juliana pegou o microfone e comunicou a todos que a Organização estaria se retirando do Triathlon em 2019.
Por motivos óbvios...
Ninguém quer pagar o que vale esse tipo de organização.
As despesas não batem com o faturamento.

Em vez de ganharmos, estamos perdendo.


Voltando ao início da postagem...

Crítico que sou, reconheço o esforço de quem se dedica ao esporte.
E também critico muito, caso eu possa fazer melhor e por um preço menor.
Caso contrário, é a lei do "quero tudo de graça".

Um enorme salve para os que insistem na organização de provas desse esporte:

Salve Nubio, salve Juliana Belache, salve Célio...

Nestes tempos de crise financeira, recrutar patrôs deve ser difícil.
Eu, particularmente, nem tento.

Claro que algumas organizações multinacionais, como Ironman, Challenge, entre outras, devem ter um bom lucro.
Mas, são exceções. E, pior, acabam matando as demais.

Mas, o capitalismo é assim...

Não sou capitalista, tampouco socialista (apenas para não misturar política com este post).


Não me julguem.
Reflitam...


3AV
Marco Cyrino


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Insano 2018 - Elas... as fotos

Fotos

(Clique em qualquer imagem para ver em tamanho original e/ou slide show. Retorne com Esc.) 

1-Véspera - Montagem.

2-Local.

3-Nosso quarto - Na cara do gol.

4-Ela... a Lua.

5-Corrida noturna... dormir pra quê.

6-Alvorada.

7-Preparando a transição.

8-Foto tradicional.

9-Vou aquecer.

10-Já deu.

11-Meditando.

12-Largando.

13-Fomos.

14-Sobrevivi.

15-Acho que o pior já passou.

16-Bóra pedalar.

17-Fui-me.

18-Iniciando a 2ª volta.

19-Terminando o pedal.

20-Ô Dificuldade... kkk

21-Bóra correr...

22-Neuzita me esperando na 1ª subida da 2ª volta.

23-Subida sussa... kkk

24-E não é que eu apareci...

25-E não é que consegui subir correndo... Já de final.

26-E não é que deu de novo...

27-Feliz em ver o Kuma chegando... Prova dura.

28-Obrigado Kuma... despinçou.

29-Já saindo, indo embora...

30-Pódio.

31-Amizades... é o que levamos do esporte.

32-Estrutura sendo desmontada.

33-Felizes no Hotel.

34-Mais um dos nossos amigos verdadeiros.

35-Ela novamente... Veio brindar conosco.

36-Mais uma que é sua.

37-Dia seguinte... de descanso.

38-Sem legendas.

Vídeos

Vídeo 1


Vídeo 2


Vídeo 3

Vídeo 4

Vídeo 5

Vídeo 6



3AV
Marco Cyrino


sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Insano 2018 - Relato de Prova


Este relato não será muito longo porque, provavelmente, farei mais uns dois complementares, sobre assuntos conexos.

Viajamos na sexta-feira, antevéspera da prova, coisa que normalmente não fazemos, uma vez que optamos por viajar de carro de Santos para Guaratuba-PR, ou mesmo para Floripa, em provas como Insano, Challenge ou Ironman.

Mas, desta vez, nossos compromissos em Santos fizeram com que decidíssemos viajar na sexta-feira mesmo.

Pegamos um "puta" perrengue de 2h30m para percorrer apenas 10 km na BR, devido a obras na estrada.
A viagem, que já é longa (umas 6h30m), levou quase 9 horas.
Haja lombar.

Sábado, foi a "correria" de sempre...

Acordar, tomar café no excelente Villa Real Hotel (literalmente, "na cara" da prova), voltar para o quarto, começar a organizar as coisas e desorganizar as malas, checar onde seria a entrega dos kits etc.

Surpresa positiva, a entrega dos kits foi no local da prova, ou seja, descer do quarto e atravessar a avenida da praia.

Do nada, já tá chegando o horário de dormir pra fazer a prova na manhã seguinte.
Bóra preparar material de prova, alimentação de prova, hidratação de prova, etc.

Ufa! Consegui deitar para dormir, ou apenas descansar, por volta das 21:00h.
Largada às 08:05h, fechamento da transição às 07:15h... Dá pra dormir um pouco.

Acordei, me alimentei, cumpri os demais compromissos... E fui!

Entrei na transição às 6:45h.


Não estava (e não estou) na minha melhor forma (se é que um dia voltarei a ela... rsrsrs).
Voltando de lesões que tive, fazendo uma programação de treinos muito discutida e estudada com o meu técnico Silvão.
Dando muito trabalho a ele, por conta dos compromissos pessoais etc. e tal.

Aprontei minhas coisas na transição, analisei minha posição nela (a transição) para decidir se deixava as sapatilhas clipadas na bike ou se as deixava ao lado da bike.
Decidi deixá-las ao lado da bike.
Boa decisão. Minha posição era muito próxima da saída. Valeria a pena.

Havia feito bons treinos de natação, pois havia tido alguns perrengues nessa etapa, nas últimas provas. Estava confiante.

Vesti a roupa de borracha, dei uma aquecida, uma alongada...
Uns 40 min. antes de minha largada, entrei no mar para verificar as condições...
Água fria (não vou dizer gelada, mas bem fria), arrebentação chata.

Natação em losango... Segunda bóia lá na "Casa do C..." kkk
Pensei: -

Caraca! Tem mais de 2.000 m de água!


Soou a sirene...


Natação

Bóra correr pro mar.
Entrei da forma como pensei, mantendo a FC baixa, correndo leve até a primeira série de ondas.

Primeira onda quebrando... Mergulhei, passei por baixo de boa, já ultrapassando uns atletas que, na entrada da água, estavam bem na minha frente.
Tomei um sacode, mas nada demais.

Segunda onda, maior, veio quebrando... Mergulhei, tomei o "sacode" e... Taquepareo! Parecia que havia tomado um tiro no músculo da lombar, aliás, acima da lombar, lado direito, altura do rim.

Tentava respirar e parecia que ia me afogar. Respiração curta. A roupa de borracha parecia apertar tanto na região afetada, que tive a nítida impressão de que, pela primeira vez, iria desistir de uma prova.

Realmente não sabia o que fazer.
Aliás, sabia. Chamei o caiaque da segurança da prova.
Pra falar a verdade, nem lembro se era um caiaque ou alguém em um Stand Up.
Só pedi para ele ficar ao meu lado, porque, experiente que estou ficando nessas situações, já sabia que, se usasse auxilio da segurança, estaria fora da prova.

Preciso ficar bem esperto na natação! Cada prova é um perrengue!

Enfim, boiei de costas (depois da prova, o Kuma me perguntou se era eu que estava nadando de costas, ao lado dele).

Tentei nadar normal e não conseguia, tamanha a dor.
Decidi tentar abrir a roupa de borracha, para descomprimir a musculatura que estava pinçada.
Depois de várias tentativas, tomando mais algumas ondas na cabeça, mais alguns sacodes, finalmente consegui.
Parecia que havia me libertado de uma camisa de força.
Ainda assim, só consegui ganhar algum ritmo de natação naquela bóia lá na "Casa do C...".

Dali para a praia, foi até sussa, já nadando quase normal, porém com a roupa de borracha cheia de água. kkk

Pronto, o pior já passou, porém, com um desgaste físico além do previsto, muito além.


Ciclismo

Transição normal para o pedal, sem intercorrências.

Saí para pedalar tentando aumentar a diferença para o Kuma, meu "adversário" na prova, que corre pra cacete.

Note-se que "adversário" não é inimigo, tá?

Aos poucos, fui aumentado minha diferença para ele, nas 3 voltas de 20 km cada.

Ao chegar à transição, sabia que a minha diferença para ele não era confortável.
E minhas costas estavam "me matando".


Corrida

Ah... Agora 16 km de corrida, com 8 subidas.

Bom, o Kuma vai me passar, mas vou dar trabalho pra ele. kkk

Em nosso primeiro encontro na corrida, já percebi que a diferença não era grande... Uns 4 minutos, para uns 12 km de corrida que ainda faltavam.

Em nosso segundo encontro na corrida, a diferença havia caído para menos de 2 minutos. E o cara vinha forte, sendo que eu já estava sentindo o desgaste.

Pensei:

- Não vou olhar pra trás.
Vou fazer a melhor corrida possível, sabendo que ele vai me ultrapassar antes das 4 últimas subidas. E, se isso não ocorrer, vou continuar não olhando pra trás.

Retão da praia... Nada de ele me alcançar.
Chegando perto das subidas... Nada!
Subidas... Neuzita no meio da primeira subida.
Passei por ela e disse:

- O Kuma tá vindo babando aí.

Desci as serras pensando:

- Saiu um sol pra cada um. Eu tô quebrado, mas consegui treinar várias subidas. Não é possível que ele também não esteja sentindo. Acho que, se ele me ultrapassar, vai ser no retão final.

Fiz o retorno para as duas últimas subidas e, quando nos encontramos de novo, percebi que a distância já me permitia diminuir o ritmo, antes que eu tivesse um "piripaque"... kkk

Daí pra frente, olhava pra trás o tempo todo. kkk

Melhor surpresa, consegui chegar na frente, sem achar que conseguiria.
Mas, a prova foi dura para todos.


Parabéns Carlos Kumakola!

Eu não teria conseguido uma performance boa, se você não estivesse na prova. Certeza.

Eu o vi chegando cheio de câimbras (e depois confraternizamos).  

Depois, conversando sobre o meu problema na natação, ele me mandou virar de costas (ôps... kkk) e me deu mais um sacode (já não bastaram os do mar?) que me aliviaram imediatamente as dores nas costas.

Pô! Havia esquecido que o cara é Quiropraxista.

Aí fiquei bravo, briguei com ele:

- Grande amigo, hein?
Viu que eu passava perrengue no mar e nem pra me ajustar a coluna lá mesmo?


Na premiação, recebemos uma péssima notícia da organização.
A Juliana anunciou que não haverá Triathlons promovidos por eles, em 2019.
Motivo para um post especifico.

No próximo, que será bem próximo, publicarei as imagens da prova.

Parafraseando Datena:

-BI DÊ IBAGENS!



Aloha!

3AV
Marco Cyrino