terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Desapegando de competir


 
É meio assim...
 
Não queria, mas vou ter que fazer um preâmbulo, introdução, ou seja lá o que for.
 
Caso procurem em minhas postagens, irão conhecer "minha vida atlética”, seja no futebol, no surf e principalmente no Triathlon, esse esporte que adotei, ou fui por ele adotado.
 
 
Início da peregrinação esportiva
 
Minha peregrinação nos esportes teve inúmeros percalços, mas, insistente que sempre fui, consegui superar um a um.
Concorrência de tempo com o trabalho (futebol), falta de talento competitivo (surf), lesões (principalmente no futebol), entre tantos outros.
 
Isso tudo me levou à natação.
Até hoje, sou exímio nadador (para me salvar..... rsrsrs).
 
Depois ao Biathlon e, por último, ao Triathlon, no qual, sem nenhuma expectativa que não fosse a de fazer atividade, acabei, como disse, sendo adotado e tive meus melhores desempenhos.
 
Pra quem não nasceu em berço de ouro, ter feito Triathlon com bike de pedalar na rua, correndo descalço, sem saber nadar direito, posso dizer que sou um vencedor.
 
 
Colegas, técnicos, amigos, provas e mais provas...
 
Aos poucos, já com certa idade, uns 40 e poucos anos, fui evoluindo.
Fui fazendo amizades com tantos atletas tops que nem vou mencionar.
Todos me dando incentivo.
 
Nunca pensei que teria um técnico.
E tive pouquíssimos.
 
Meu primeiro, Fábio Matos, ainda quando a UNIMONTE tinha um CT absolutamente ótimo na Vila Mathias.
 
Treinei com Polyana, com Galindez, com Carla Moreno e com uma porrada de atletas tops.
 
Mas, principalmente, treinei com amigos: Cláudio Miller, Cleber (vagabundo... piada interna... kkk), Rubão e outros mais que, espero, não fiquem chateados por não mencioná-los aqui.
 
Depois que fiz meu 1º Triathlon Olímpico no TB e ganhei (não por ter talento, mas por sorte mesmo), resolvi levar um pouco mais a sério este esporte.
 
Memórias tatuadas
Quando digo que treinei entre amigos, queria fazer uma menção ao Cleber Celino.
 
Uns dias depois de meu pai ter feito a sua passagem, fui ao CT da UNIMONTE e nem queria cair na água.
 
Fiquei sentado por quase uma hora na borda da piscina.
 
O Cleber nadava e acho que ainda nada melhor que eu.
Ele, mesmo sem saber de nada, não caiu na piscina.
Ficou ao meu lado, me olhando e, do nada, me jogou na água.
 
Falei:
- “Tá doido, vagabundo?”
 
Ele:
- “Bora nadar, Marcão”.
 
Coloquei os óculos e começamos a nadar.
E ele o tempo todo na raia do lado, junto comigo, sem querer me ultrapassar.
 
Nadamos uns 2.000 m e quando paramos ele me olhou e disse.
 
- “Ele está bem. Fica tranquilo”
 
Nunca esqueci isso e nunca lhe perguntei a respeito.
Tem coisas que ficam tatuadas em nossa mente.
 
Voltando...
Depois disso, como o Fabinho era apenas um “técnico” disposto a me dar dicas (porque eu não contratei ninguém... rsrsrs), meus amigos resolveram que eu ia fazer a pourra do Ironman.
 
Já tinha feito uns trocentos TB, alguns meios Long Distance de Pirassununga etc.
 
Entrei na turma do Fernando Rocha e seus amigos, Guto, etc.
Daí, fui para meu 1º técnico contratado, Ivan Yague.
Meu objetivo era conseguir completar um único Ironman.
E assim o fiz.
 
Depois, por obra do destino, encontrei meu irmãozão Silvão.
E ele me levou até onde nunca imaginei que chegaria no Triathlon.
Completei  7 provas de Ironman Full.
Ganhei várias provas como as 2 de Guaratuba – Insano.
Ganhei algumas do TB Olímpico e inclusive 2 campeonatos.
Ganhei 2 provas do Challenge, inclusive uma delas me dando vaga para o mundial na Eslováquia em 2.018.
Também em 2.018 ganhei pela 1ª e única vez minha categoria no Internacional de Santos.
Mas.........
 
 
Decisão e motivos
 
Acho que foi um pequeno preâmbulo, né?
 
Bom, agora a decisão mais difícil.
Estou desapegando de competições.
 
Por inúmeros motivos, sendo estes os principais.
 
- Em 2019, resolvi tirar um ano sabático (kkk... adoro essa expressão).
Mas, na real, depois de mais de 20 anos de Triathlon e indo para 62 anos de idade, já estava exausto de seguir planilhas de treinos, com tudo o que isso envolve.
E assim foi.
Conversei com o Silvão, que entendeu tudo, e passei a fazer somente aquilo que tinha vontade, para preservar minha saúde mental e física.
Nadar o quanto e quando queria.
Pedalar e correr também.
Sem compromisso com competições.
 
- Veio 2020 e a “pourra da pandemia”.
 
- Vieram 2.021 e 2.022.
A “pourra da pandemia" passou, mas a preguiça ficou... kkk
 
- Veio 2.023 e minha vida já estava focada em outras coisas não competitivas.
Em paralelo, para nadar já não tinha mais o local onde eu pudesse fazer da forma que queria.
 
Para pedalar, amigos meus sofreram ataques de vagabundos para roubarem suas bikes.
Fora a mão-de-obra para pedalar em lugar “mais ou menos” seguro.
 
Para correr, sem problemas.
Ôps! Nem tanto.
Ainda ontem, sofri uma tentativa de assalto nas calçadas da orla de Santos.
Na verdade, depois descobri que não era comigo.
Era com uma menina atrás de mim, que estava falando ao celular.
Mas o “coitado”, em sua bike, foi parar de volta na ciclovia após eu o derrubar, pois pensei que fosse comigo.
E assim caminha a desumanidade.
 
 
Resumo bem resumido
 
Sabe quando a gente perde o tesão por algo ?
É assim.
Estou nessa vibe.
 
Mas o Blog vai continuar, como sempre, com as minhas publicações sobre tudo aquilo que eu puder tentar passar para quem quiser.
 
Irei vender muitos itens e doar muitos outros.
 
Claro que vários itens de competição, caros que são, irei vender:
 
Bike de competição
Rodas de competição
Capacete de competição
Roupas de natação de competição
Enfim, tudo de competição.
 
Dentre muitos itens, como roupas de treino e prova, capacete de “não competição”, vou doar.
 
Quanto a me manter ativo.
 
Sim.
E muito.
Mas apenas pela saúde física e mental.
 
Quando estiver muito a fim de dar umas braçadas, graças a Deus, tenho o mar aqui bem perto de casa.
 
Quando estiver muito a fim de dar umas pedaladas, pretendo manter (ainda não tenho certeza) meu rolo e minha bike de treinos para pedalar aqui em casa mesmo.
 
Quando estiver muito a fim de correr, correrei.
 
Acho que, por enquanto, é isso.
 
 
3AV
Marco Cyrino
 
*** Por favor, faça login antes de escrever seu comentário.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2024

Corridas na praia


Não sou a melhor pessoa para indicar algo sobre isso.
Só sei sobre o que eu fiz até hoje.
Um monte de coisas erradas, mas também um pouco de coisas certas.
 
Já fui o corredor das cavernas, correndo descalço em tudo o que é lugar que possam imaginar.
 
Nas areias, nas pedras, no asfalto, em treinos, em provas.
 
Sim, em provas.
De corrida e em várias de Triathlons.
Me chamavam de “Pé-de-Pedra”........kkk
 
Por incrível que pareça, meu melhor tempo nos 10 km da Tribuna, foi correndo descalço, já com meus 40 e muitos anos.
 
Não lembro o tempo, mas foi o melhor, até porque estava chovendo.
Também já fiz meu primeiro Triathlon correndo de tênis e o retirei no 2º km, para continuar correndo descalço.
 
 
Mas o assunto é sobre correr nas areias da praia.
 
Simplesmente adoro andar e correr descalço, nas areias das praias.
 
Mas, para quem não tem costume, a prática pode acarretar problemas.
Desde torções nos pés e tornozelos, bolhas nas solas, enfim...
Recomendo ter acompanhamento profissional.
 
Por outro lado, correr nas areias, calçado ou descalço, agrega muito condicionamento por vários fatores.
 
As areias, sejam de beira-mar ou areias fofas, exigem mais da parte muscular, o que ajuda a fortalecer toda a musculatura exigida em corridas.
 
Cheguei a fazer 10 km nas areias fofas de Santos (quem conhece sabe o que é isso) correndo descalço e com muito esforço.
 
Meus músculos dos pés doeram bastante, mas meu condicionamento físico foi excelente.
 
Ganhei também o aprendizado sobre as necessidades de hidratação e nutrição específicas para este tipo de treino.
 
E aumentando as possibilidades, em corridas na praia o mar também faz parte.
 
Já fiz várias incursões, caminhando, trotando e até mesmo correndo dentro d'água.
 
Com água até as canelas, com água até os joelhos e com água até o abdômen.
 
Apenas um resumo da minha experiência.
Recomendo que só façam isto contando com uma assessoria muito responsável.
O corpo responde, viu?
 
É muito legal a gente poder variar os treinos!

Especialmente quando podemos estar em um ambiente natural que, sim, exige foco, mas nos estimula de maneira única, favorece muito o sensorial e o emocional, trazendo benefícios para além dos treinos convencionais.
 
Abaixo deste post, um texto bastante relacionado, sobre treinos de velocidade (sim, na praia) de um atleta que conheço há muitos, muitos anos.
 
 
3AV
Marco Cyrino
 
*** Por favor, faça login antes de escrever seu comentário.
 
 
Velocista
 
Correndo na praia. 
Mental focalizado. 
O sol incentiva.
O mar observa...
 
Sob as passadas, 
areia ficando para trás,  
ressurgindo infinita 
à minha frente.
 
Acelerando mais e mais.
transmutando brisa em ventania, 
cândida esperança de flutuar.
 
Sou somente 
força em sincronismo, 
furioso movimento rítmico, 
vencendo inércia e gravidade. 
 
Toda a energia
em sprint interminável, 
libertando alma, 
até que o corpo implore 
por alívio, descanso, sono,
talvez eterno vôo.
...
Memórias de um velocista - 1974
Publicado no Jornal (do Grêmio) da Poli,
em substituição ao meu artigo "cortado" 
por ser discordante do "pensamento guevariano"
então prevalente no meio estudantil. 
...
©Alfredo Cyrino / Indigo Virgo®

sábado, 23 de dezembro de 2023

Mensagem de Natal e Ano Novo

 
Que o Natal de todos seja de muito amor ao próximo,
mesmo que o próximo não seja tão próximo.
 
Porque é ele, amor ao próximo, que nos deixa felizes.
 
Amor, Fé e Caridade.
Quem já praticou sabe o quanto isso nos deixa felizes
e com mais amor ainda no coração.
Amor para dar, não para vender.
 
É mais ou menos como o Triathlon,
quanto mais praticamos mais queremos.
Mas... é necessário treinar.
 
Que o próximo ano seja repleto desse espírito amoroso.
 
Que tenhamos saúde
para podermos continuar treinando
e praticando isso todos os dias.
 
 
3AV
Marco Cyrino

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Competidores, não adversários


 
Conhecimento é uma poderosa ferramenta de transformação e evolução.
 
Para que Deus me deu a faculdade de aprender com os outros e comigo mesmo, se eu não puder transmitir isso adiante?
 
Desde os meus primeiros dias no Triathlon, minha jornada nesse mundo desafiador e recompensador tem sido não apenas uma busca pessoal de convívio e superação, mas também uma oportunidade de adquirir e compartilhar conhecimento ao longo dos anos.
 
Portanto, mais do que um diário pessoal de treinamentos, perrengues e conquistas, este Blog foi criado com a missão de ser um espaço dedicado a transmitir a paixão pelo Triathlon e oferecer insights a todos os Triathletas interessados, de todos os níveis, iniciantes, calejados, enfim...
 
Se não fosse por este motivo, não estaria mais “escrevinhando” sobre isso.
 
A comunidade do Triathlon é única, uma irmandade de indivíduos impulsionados pela busca de desafios pessoais e pelo amor ao esporte.
 
E cada postagem --- independendo de conter relatos, análises, opiniões, conselhos sobre aspectos físicos, mentais e emocionais, altos e baixos da vida e do esporte, problemas ambientais, comportamento cívico e desportivo etc. --- é uma oportunidade de conexão com essa comunidade.
 
O título deste texto não se aplica apenas a competições.
 
É praticamente um mantra presente nas competições das quais participo e na abordagem que trago às minhas publicações.
 
Em relação a todas as nossas atividades cotidianas, ele reflete a mentalidade que busco instigar em cada leitor, encorajando a camaradagem, o fair play, o apoio mútuo e o respeito.
 
E em relação ao nosso esporte, significa que participamos das provas, aprendemos uns com os outros e celebramos as conquistas individuais e coletivas, porque somos competidores sempre, adversários nunca.
 
 
3AV
Marco Cyrino
 
*** Por favor, faça login antes de escrever seu comentário.
 

domingo, 12 de novembro de 2023

Metáforas da vida no esporte


 
Imagine-se na linha de partida de um Ironman.
 
Com um desafio de 3.8 km de natação, 180 km de ciclismo e uma maratona de 42.2 km pela frente.
 
Multiplique essa experiência por sete.
 
Como já detalhei em algumas postagens deste Blog, provas de Ironman foram apenas uma parte da minha jornada como Triathleta.
 
A outra parte inclui incontáveis participações (as conquistas não vêm ao caso) em provas de diversas distâncias, comoTriathlon Olímpico, Long Distance, Challenge, Short Distance etc. etc.
 
Aos 66 anos, continuo trabalhando calmamente para retornar à prática esportiva, da qual me afastei (como já disse) para atender a inúmeras responsabilidades familiares e religiosas.
 
De qualquer modo, meu retorno ao Triathlon não é apenas uma busca de superação pessoal.
 
Hoje, retomo este tema procurando estabelecer paralelos entre o Triathlon e a vida, para, quem sabe, levar alguma inspiração, não somente àqueles que enfrentam situações similares, mas também àqueles que ainda estão assimilando o verdadeiro sentido deste esporte.
 
Independendo da distância, cada prova de Triathlon (incluindo preparação, execução e até recuperação) é uma epopéia.
 
Cada etapa traz consigo desafios únicos.
Mas, todas têm algo em comum: elas testam os limites do corpo e da mente.
 
A natação
 
Atravessar o percurso na água é como enfrentar as turbulências da vida.
 
Pode ser em águas espelhadas, ou em uma sucessão de ondas, marolas, desafios...
 
Mesmo em momentos caóticos, é possível encontrar tranqüilidade para não perder de vista a sinalização (objetivos), traçar os melhores rumos, mobilizar a força para seguir em frente.
 
Olha a série entrando!

O ciclismo
 
Pode nos levar a trilhas e estradas com subidas íngremes e descidas emocionantes.
 
Cada curva e cada aclive são metáforas para situações inesperadas (ou mesmo esperadas) da vida.
 
Equilíbrio, habilidade e adaptação são essenciais...
 
Depois da hipotermia, pedalando bem agasalhado.

A corrida

Vem para testar a verdadeira determinação.
 
Com músculos doloridos e a exaustão à espreita, é o espírito que nos empurra adiante, numa jornada de autodescoberta e resiliência.
 
Nos percursos mais difíceis, cada passo nos lembra de que precisamos de autoconhecimento, inteligência para definir estratégias para usar nossos recursos o melhor possível, e força interior para prosseguir.
 
Agora só faltam mais 10 km...

 

Assim, se considerarmos ainda as variações de localidades, topografias, fatores ambientais e climáticos, diferentes estruturas de suporte, temos que cada prova é um desafio físico e mental.

 
Sim, cada prova completada é uma conquista que nos faz sentir mais vivos.
 
Mas, a verdadeira vitória está na transformação e no crescimento pessoal que ocorrem ao longo do caminho.
 
 
O Triathlon (e eu poderia estar falando também de outros esportes completos e desafiadores) nos presenteia com lições sobre os valores da preparação cuidadosa, da aceitação das incertezas e imprevistos, da perseverança para encarar as adversidades e nunca desistir, da gratidão a profissionais e familiares que nos estimulam e apóiam.
 
 
3AV
Marco Cyrino
 

*** Por favor, faça login antes de escrever seu comentário.

 

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Triathlon muito caro

 

O Triathlon é um dos esportes mais caros do mundo.
Sim.
Não.
Puts.... buguei.
Buguei nada.
Vou provar que sim, pode ser caro...  e que não, não é.
 
Em primeiro lugar, depende dos recursos que temos e de até onde pretendemos chegar.
 
Vou começar pelo início.
 
Sim.
Ele é um dos esportes mais caros do mundo.
 
Assim sendo, para você ser competitivo, terá que investir em:
 
Equipamentos que te ofereçam uma super performance
 
·      Natação: roupa de borracha, óculos de natação.
 
·      Ciclismo: bike, capacete, óculos de pedal, sapatilhas, meias, roupa específica, entre outros itens, como acessórios para hidratação e alimentação, manutenção da bike.
 
·      Corrida: tênis, roupa apropriada, meias específicas, boné ou viseira, óculos apropriados, entre outros itens.
 
Exames clínicos e físicos
 
·      Todos os exames necessários para que você tenha a segurança de estar bem de saúde e poder realizar essa empreitada.
 
Nutrição
 
·      Acompanhamento de profissionais.
 
Treinamento
 
·      Acompanhamento de profissionais.
 
Suporte familiar e de próximos
 
·      Sem dúvida, um dos itens mais importantes.
 
 
 
Agora, para fins de comparação, faremos duas estimativas de custos mensais.
Itens que representam investimento (bike, por exemplo), embora devam durar (bem) mais do que um ano,  serão calculados simplesmente dividindo o seu valor por 12.
Faremos desta forma para simplificar e poder comparar coisas similares.
 
 
Uma pequena estimativa para "custos altos"
 
Suporte familiar e de próximos
 
·      Este valor não será incluído na somatória, mas é bom ter em mente que familiares e pessoas próximas também acabarão despendendo recursos financeiros para dedicarem seu tempo à empreitada do Triathleta.
No mínimo uns R$ 300,00/mês para colaborar com a empreitada.
 
Treinamento
 
·      No mínimo uns R$ 500,00/mês para colaborar na empreitada.
 
Nutrição
 
·      No mínimo uns R$ 500,00/mês para ajudar na empreitada, contando com o mínimo possível para a compra dos ingredientes corretos.
 
Exames clínicos e físicos
 
·      Depende de quem tem plano de saúde ou não. Vou estimar em R$ 1.200,00, o que daria R$ 100,00/mês.
 
A partir daqui o bicho pega...
 
Natação
 
·      Roupa de borracha. Uns R$ 3.000,00 uma roupa top de natação.
 
·      Nem vou computar o preço dos óculos de natação.
Ah! Vou sim computar. Até porque ninguém vai fazer um período de treinos para Ironman, sem ter que comprar pelo menos 2 óculos de natação, daqueles bons. Uns R$ 150,00 cada.
Custo de R$ 275,00/mês.
 
Ciclismo
 
·      Bike: Aquela Top = R$ 50.000,00. Custo de R$ 4.200,00/mês.
 
Existem outras mais caras e disponíveis no Brasil, como a Trek Émonda SLR9, por R$ 95.000,00 (Pesquisa Preços - Trek Émonda), ou a Scott Plasma RC Ultimate, por R$ 124.680,00 (Pesquisa Preços - Scott Plasma).
 
·      Capacete: Existem de todos os tipos, mas o Top está por volta de R$ 5.000,00. Custo de R$ 415,00/mês.
 
·      Óculos de pedal: Existem também de todos os tipos, mas o Top está por volta de R$ 2.000,00. Custo de R$ 167,00/mês.
 
·      Sapatilhas: Uma Top, de carbono, por volta de R$ 4.000,00. Custo de R$ 333,00/mês
 
·      Roupa específica, meias, entre outros itens, como acessórios para hidratação e alimentação, manutenção da bike. Nossa! Isso dá uma baita despesa. Vou estimar em algo próximo de R$ 3.000,00. Custo de R$ 250,00/mês.
 
·      Ainda, existem mais itens para este grupo, como rodas fechadas de carbono, rodas abertas de carbono de perfil alto, demais acessórios de bike. Bom.. Como eu sei que, quem está a fim de gastar muito e comprar as rodas de competição, achando que isso é que vai fazê-lo “ganhar” a prova (e não as suas pernas), tenho que computar aqui um provável gasto de R$ 10.000,00 a R$ 30.000,00 – na média R$ 20.000,00. Custo de R$ 1.667,00/mês.
 
Corrida
 
·      Tênis: Existem os mais caros, que custam em torno de R$ 1.500,00 e com prazo de validade. Logo, você precisará de 3 a 4 pares. Supondo apenas 3 pares... Custo de R$ 375,00/mês.
 
·      Roupa apropriada, meias específicas, boné ou viseira, óculos apropriados, entre outros itens – Também nem vou computar isso.
 
Ah! Vou, sim! Macacão top profissa... uns R$ 500,00. Boné ou viseira... uns R$ 200,00. Óculos apropriados... uns R$ 500,00. Meias de compressão, cinto de hidratação, porta-numeral, entre outros itens... mais uns R$ 300,00.
Custo de R$ 125,00/mês.
 
Bom a conta sai em aproximadamente: R$ 8.907,00/mês.
 
Muito caro, né ???
 
 
Uma estimativa com abordagem parcimoniosa
 
Suporte familiar e de próximos
 
·      Repetindo, este valor não será incluído na somatória, mas é bom ter em mente que familiares e pessoas próximas também acabarão despendendo recursos financeiros para dedicarem seu tempo à empreitada do Triathleta.
No mínimo uns R$ 50,00/mês para colaborar com a empreitada.
 
Treinamento
 
·      No mínimo uns R$ 200,00/mês para colaborar na empreitada.
 
Nutrição
 
·      No mínimo uns R$ 10,00/mês (apenas para não zerar, levando em consideração que você já tenha uma nutrição saudável), contando com o mínimo possível para a compra dos ingredientes corretos.
 
Exames clínicos e físicos
 
·      Depende de quem tem plano de saúde ou não. Vou estimar em R$ 1.200,00 reais o que daria R$ 100,00/mês.
 
A partir daqui o bicho pega.
 
Natação
 
·      Roupa de borracha, óculos de natação. Uns R$ 500,00 uma boa roupa de natação usada. Nem vou computar o preço dos óculos. Mesmo que compute não muda muito. Custo de R$ 42,00/mês.
 
Ciclismo
 
·      Bike: Aquela não-Top = R$ 3.000,00 (existem outras por menos do que isto). Custo de R$ 250,00/mês.
 
·      Capacete: Existem também de todos os tipos, mas um bom e não-Top está por volta de R$ 300,00. Custo de R$ 25,00/mês.
 
·      Óculos de pedal: Existem também de todos os tipos, mas um bom e não-Top está por volta de R$ 150,00. Custo de R$ 12,50/mês.
 
·      Sapatilhas: Você pode até mesmo pedalar sem sapatilhas e com o mesmo tênis que vai usar para correr. Custo zero. Ou comprar sapatilhas simples por uns R$ 300,00. Custo de R$ 25,00/mês.
 
·      Roupa específica, meias, entre outros itens, como acessórios para hidratação e alimentação, manutenção da bike. Nossa! Isso dá uma baita despesa. Vou estimar em algo próximo de R$ 3.000,00 (R$ 250,00/mês). Mas... Pode-se também gastar uns R$ 100,00/mês.
 
Corrida
 
·      Tênis: Existem os mais caros, que custam em torno de R$ 1.500,00 e com prazo de validade (R$ 125,00/mês). Ou, pode-se usar os bons que custam R$ 200,00 no máximo. Utilizando o mesmo raciocínio dos itens caros, colocarei 3 pares de tênis. Custo de R$ 50,00/mês.
 
·      Roupa apropriada, meias específicas, boné ou viseira, óculos apropriados, entre outros itens. Também nem vou computar isso.
 
 
Isso tudo, já contando o custo dos suplementos de nutrição, hidratação, etc.
 
Os custos não incluídos acima podem chegar a zero, levando em consideração que o atleta já tenha, entre outras coisas, uma nutrição e hidratação saudáveis.
 
Roupas e acessórios?
 
Bike, capacete, roupas, óculos, entre outras coisas apenas materiais, vão ajudar caso você já esteja no estágio Top dos Tops.
 
 
Comparação
 
  • Com quase tudo Top : R$ 8.907,00/mês.
 
  • Com parcimônia: R$ 814,50/mês.
 
 
É caro ??? É sim!
É barato ???
Comparando com qual esporte?
Não esqueçam que o Triathlon reúne 3 esportes, tudo junto ao mesmo tempo.
 
Meu primeiro Triathlon, não gastei absolutamente nada.
Nadei usando sunga; pedalei com a minha bike de rua; corri descalço, de sunga e camiseta, como corria antes.
Simples assim.
 
Agora, pesquisem sobre tênis, golf, polo aquático, esqui, windsurfe, canoagem, esgrima, hipismo, enfim...
 
ALOHA !!!
 
3AV
Marco Cyrino
 
*** Por favor, faça login antes de escrever seu comentário.