sábado, 16 de abril de 2022

Ensinamentos do esporte - Update


Chegando finalmente e novamente o Ironman Brasil Full, em Floripa, depois de um longo período de reclusão devido à pandemia, resolvi publicar minha opinião sobre o que o esporte nos ensina, através deste update do meu post 
Ensinamentos do Esporte.

Como diz o título, um dos ensinamentos do esporte é priorizar o mais importante.

Pode parecer óbvio.

Mas a prática é que nos conduz a saber o que é ou não prioritário.

Os principais ensinamentos

O esporte, e principalmente o Triathlon, se praticado seriamente, nos dá inúmeros ensinamentos que serão válidos para todos os aspectos de nossa vida.

E temos também de estar preparados para as críticas de quem não pratica e, portanto, não nos entende.

Os ensinamentos são principalmente: organização, persistência, perseverança, resiliência e superação, força de vontade.

Em nossa Língua Portuguesa, alguns têm o mesmo significado, como Persistência e Perseverança, e até mesmo Força de Vontade.

Na prática, cada um tem o seu significado específico:

Persistência no esporte = Não desistir, independentemente de resultados.

Perseverança no esporte = Saber que nada vem do dia para a noite. É necessário ter perseverança para dar continuidade e ver a evolução aos poucos.

Força de Vontade no esporte = Saber que será necessário tê-la de forma suficiente, para se manter focado(a) em seu objetivo.

Como disse, são palavras com significados "iguais" ou muito parecidos. 
Mas, coloquei em minha mente que cada um tem seu significado maior.

Resiliência, entretanto, é um dos maiores ensinamentos do esporte. 

Tecnicamente, Resiliência é a característica dos materiais que podem ser deformados por agentes externos e que retornam sempre ao estado e à forma originais.

Na prática esportiva, Resiliência funde-se, de certa forma, com o conceito de Superação, pois, à medida que adquirimos Resiliência, aumenta a nossa consciência de que temos (ou podemos adquirir) a força necessária para superar todos e quaisquer obstáculos... a consciência de que conseguimos sofrer e assimilar o sofrimento, fazendo dele uma força maior para atingir o objetivo.

Isto vale (por exemplo) para aqueles treinos de endurance (longuíssimos) e/ou de velocidade (curtíssimos e intensos), nos quais pensamos que não seremos capazes.


O esporte dirá...

Imagine-se, sem nunca ter treinado, digamos, uns 40 km de bike, ter de treinar 200 km para fazer seu primeiro Ironman.

Claro que a evolução será gradativa.

Você, por melhor assessorado que esteja, vai errar muito no progresso dos treinos; irá passar do seu limite de velocidade; irá falhar na hidratação e na alimentação... Até chegar ao ponto de terminar um treino de 90 km, largar a bike, cair deitado no chão e dizer:  - "Que merda! Eu não consigo pedalar 90 km! Como vou completar um Ironman?"

E isso é só o começo, porque a pressa é inimiga da perfeição.
Você vai, sim, conseguir fazer o seu Ironman. 
Mas, o próprio esporte vai te ensinar como.

Ao conseguirmos completar esses treinos, nos sentimos extremamente gratificados.
E isso será levado para o resto da vida.

Nossas atividades normais, sejam no trabalho, na vida pessoal, enfim... serão todas afetadas positivamente por essas capacidades que desenvolvemos.

Hoje em dia, em todos os perrengues que acontecem em nossas vidas e, inevitáveis que são, sou imensamente grato aos ensinamentos que o esporte me deu e ainda continua dando.

Quanto às críticas... 

Ah! Essas não valem nada!

Críticas sempre existirão.
Negocie com quem convive com você.

E, aquelas feitas por pessoas que não são próximas, delete-as. 
Simples assim.

Já ouvi coisas do tipo "você só pensa nisso", "você vive pra isso", "você isso e aquilo"...

Já "maldaram" muito a minha vida, em função da vida que levamos.
Daí que tenho um pequeno conselho...

Como disse Zeca Pagodinho:

""
Se eu quiser fumar eu fumo
Se eu quiser beber eu bebo
Pago tudo que eu consumo 
Com o suor do meu emprego

Confusão eu não arrumo
Mas também não peço arrego
Eu um dia me aprumo
Tenho fé no apego
""

Keep sporting !!!

3AV
Marco Cyrino
 
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sábado, 2 de abril de 2022

Percursos x Percursos



Vendo postagens sobre os percursos da prova que houve aqui, na Base Aérea da Baixada Santista:

Um monte de gente reclamando sobre o percurso de bike.
Que era travado
Que tinha muitos cotovelos.
Que a pista era ruim.

Também vi comentários sobre a prova, por diversos motivos, ter sido, digamos, lenta... e que, por isso, não seria uma boa prova. 

Isto porque alguns atletas queriam melhorar seus tempos na distância e não conseguiram.

Li também que a natação do TB, no Olímpico, deveria ser feita em uma única volta, porque melhoraria os tempos de natação.
E que, no mesmo TB, o pedal poderia ser feito na Anchieta.
E que a corrida, lá na Base Aérea, não tem o mesmo visual das praias de Santos.

Bom... 
Vou falar pra todos vocês um bagulho.

Cada prova é uma prova.
Comparar uma prova com outra é nocivo.

Apenas para fundamentar...

Já fiz provas de Long Distance, Meio-Ironman, Challenge, enfim, provas com as mesmas distâncias (1,9 km de natação, 90 km de pedal e 21,1 km de corrida) em vários locais e circuitos.

Não dá para comparar o tempo que fiz em uma com o tempo que fiz em outra.

Os tempos em Pirassununga foram bem melhores do que os tempos em Jurerê, no Challenge.

Embora a natação em Pira seja mais desafiadora (água doce, pesada) do que a do Challenge em Jurerê, ela não tem correnteza, ou ventos de 70 km/h como uma das que fiz em Jurerê.

Embora em Pira o ciclismo seja melhor para obter tempos (4 voltas com subidas bem suaves)... as duas voltas de 45 km cada, em Floripa, são mais desafiadoras com as subidas das serrinhas.

Embora a corrida em Jurerê seja toda no plano, em 3 voltas de 7 km cada, a corrida de Pira é bem punk, com 2 voltas, com um sol pra cada um, sem sombras, e com um trecho de areião em cada volta.

Se quiséssemos apenas competir com nossos melhores tempos, teríamos que escolher uma prova em que cada modalidade fosse feita em nosso melhor ambiente. Tipo assim...

Os melhores nadadores de piscina fariam essa modalidade numa piscina olímpica. 

Os melhores nadadores de águas abertas fariam no seu melhor cenário, tipo Canal 6 aqui em Santos.

Os melhores ciclistas iriam pedalar apenas na Anchieta, com o trânsito totalmente parado para eles.

E os melhores corredores iriam correr pelas belas paisagens da nossa avenida da praia.


Fui para o Mundial de Challenge, na Eslováquia, achando que o percurso seria ótimo, uma expectativa que considerava a natação no Rio Danúbio, o pedal direto e reto, com pouquíssimas curvas, em asfalto de Fórmula 1, a corrida dentro do X-Bionic, um lugar muito legal.

Ao chegar lá, vi que a natação no Rio Danúbio ia ser punk. 
E assim foi. Correnteza (rio corre, né? e se corre tem correnteza, né?), muito vento contra. Marolas na cara, enfim...

Pedal direto e reto.
Só não sabia que lá é uma região de ventos. 
Pra todo lado se olhasse havia uma usina eólica.
Foram 45 km com vento a favor, pedalando pra 40 km/h ou mais e, na volta, fazendo uma puta força para manter uns 25 km/h. 

Resultado, acabei com minha corrida, que também achava que seria fácil. 
Corremos num circuito de corrida de cavalos.
Parte no plano, parte em pequenas subidas, parte em grama baixa, parte em grama alta, parte em areia batida, parte em areia fofa.

Links sobre o Challenge Championship Samorin 2018

·         Relato de Pré-Prova
·         Relato de Prova
·         Relato de Viagem 


Também, já fiz duas vezes o Insano, cujo mote derivou das subidas na corrida, em Guaratuba.

Ganhei nas duas vezes. 
Mas, me preparei para isso.
Treinei que nem um doido as subidas de corrida, aqui em Santos, em Balneário Camburiú. Enfim, treinei pra caramba.
 
 Links sobre o Insano - Guaratuba
 
 
 
O que quero dizer com isto?
Quero dizer que existem provas desafiadoras pra todos.

A prova mais fácil que fiz (em termos de tempo no Olímpico) foi o Internacional de Santos, com o ciclismo na Anchieta. 
É ótimo.
Permite nos sentirmos o melhor Triathleta de todos os tempos da última semana.
Natação com apenas uma volta de 1.500 m, direto e reto.
Pedal no melhor circuito possível, em minha opinião. 
E corrida também no melhor circuito.

Como posso comparar o tempo que fiz nessa prova com outras Olímpicas?
Por exemplo, TB na USP.
Natação em água doce, pesada e gelada, em duas voltas (porém sem sair da raia olímpica).
Ciclismo com 2 voltas travadas e com subidas.
Corrida também com 2 voltas e com subidas.

BH, RJ, cada uma com suas facilidades e dificuldades.


Esta publicação vale principalmente como estímulo para que não fiquem tentando obter o melhor tempo de sua vida.

Tentem, ou melhor, tentemos, melhorar nossa performance a cada treino, a cada prova, seja ela onde for e sob quais condições forem.

Muitos acham que é fácil organizar e realizar uma prova no melhor circuito possível.
Não é fácil, viu? 

Imaginem, numa cidade como Santos, fazer 5 provas (4 TB e 1 Internacional), fechando a Via Anchieta, principal estrada de chegada ao maior porto da América Latina. 

Facinho, né?
Bora lá, parar a cidade inteira, etc.
Ain.......mas a inscrição está cara.
Ain.......mas o circuito é travado.
Ain.......mas a corrida não tem um visual legal.
Ain.......mas a natação é difícil.


Queremos ser Triathletas, ou apenas realizar a melhor prova de nossas vidas da última semana?

Na real, a competição de cada um deve ser principalmente consigo mesmo, pois, ainda que pudéssemos comparar nossos tempos na mesma prova e no mesmo circuito, as condições (sob todos os aspectos) jamais serão exatamente as mesmas, nem mesmo para cada um de nós... 

Então, que possamos treinar especificamente para fazer a nossa prova alvo e nos alegrar com os resultados, sabendo que fizemos o nosso melhor.


3AV
Marco Cyrino
 
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sábado, 5 de março de 2022

Do lado de fora



Texto original: Neuza Luciane

Começou a temporada de novas competições.

Então, fico lembrando.....

Para gostar de acompanhar uma prova, de qualquer modalidade, precisa amar o(a) atleta.
São vários meses de preparação e muitos treinos.
Costumo dizer que a prova é a "cereja do bolo".

Sou fiel parceira de treinos.
Não vou junto fazer o treino, só fico na retaguarda. Preparo os suplementos, garrafas de água, às vezes vou levar ou buscar a bike na revisão e amo fazer tudo isso.

Algumas provas são longe de casa (já fomos até a Eslováquia) e outras no nosso quintal (Santos). 
Mas todas têm o mesmo ritual, só muda o tempo da viagem.

Ah! A cereja do bolo: 

Assistir às provas é muito bom.
Eu particularmente adoro.

Enquanto meu atleta está lá, fico me distraindo na fila do gargarejo.
Sim, chego na largada e saio de lá com a medalha, ou algumas vezes com troféu.

Nestes anos todos, conheci muita gente interessante, pessoas que naquele momento tinham algo em comum comigo.
Tem esposas, como eu, mães, irmãos, filhos, técnicos, amigos, todos torcendo e vibrando. A energia é tão contagiante, que a gente acaba torcendo por quem nem conhecemos.

Fico o tempo todo, não importa a duração da prova. 
Entre uma olhadinha e outra, vou comer, fazer compras na feirinha, conversar com amigos que encontramos nestes eventos. Fico tricotando com outros torcedores, o tempo passa e não percebemos.

E também tiro fotos.

Vou falar mais especificamente do Triathlon:

Na natação, primeira etapa, fico tentando enxergar ao longe onde está, pela cor da touca ou pela ordem da largada... às vezes eu acho rsrsrsrs. 
Bate uma preocupação quando acontece de passar do tempo de costume na natação, mas até hoje, graças a Deus, tudo ficou bem depois.

A segunda etapa, o percurso de bike, é o mais difícil de esperar.
Fico muito apreensiva, pois são muitas variáveis como o trânsito mesmo bloqueado, pedestres, os outros ciclistas, a condição do tempo e o equipamento (bike) que mesmo revisado pode dar algum problema.

A parte final, a corrida, dá um grande alívio, pois depende exclusivamente do atleta, do seu preparo físico e das etapas anteriores.

Na corrida é hora de relaxar, olhar os códigos marcados nas panturrilhas dos adversários, para tentar saber se é da categoria do seu atleta e em qual posição está... rsrsrsrs 
É muito divertido.

E, finalmente, aguardar a chegada!

Comentei com o Marco que um dia nós deveríamos ir só para assistir.
É muito bom!

Bora lá? Pro lado de fora?

3AV
IronWife - Neuza Luciane


 
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sábado, 19 de fevereiro de 2022

Tenha Fé, mas, faça a sua parte.


 
Sou muito religioso.
Sempre tive muita fé, mesmo antes de exercer minha religião.
E respeito a religião de todos, com todos os seus Deuses, que em meu aprendizado e minha convicção são um só.

Mas, não entendo porque, principalmente no esporte, quando algum atleta ganha uma prova, marca um gol etc., aponta para Ele e agradece a Ele, como se Ele fosse o responsável único por aquela sua vitória pessoal.

Como se Ele não se ocupasse de coisas muito mais relevantes do que privilegiar um atleta, em detrimento dos outros.

Já disseram uma vez que, se macumba ganhasse jogo, o Campeonato Baiano terminaria empatado.

Também tem o Romário (neste caso, um atleta que já nasceu com talento), que certa vez afirmou que, quando nasceu, Papai do Céu apontou o dedo pra ele e disse: 
 
- "Esse aí vai ser o cara."  kkkk.
 
Tem também a estória do sujeito tão fervoroso, que achava que Deus faria tudo por ele.
 
Daí, um dia, o prédio em que ele morava pegou fogo.
Todo mundo desceu e ele subiu, chegou ao terraço do prédio e ficou lá. 
Recusando todas as tentativas de salvá-lo (bombeiros com escada Magirus, helicóptero com aquela escada de cordas, etc.), ele dizia:

- Não! Vou ficar aqui. Deus vai me salvar.

Daí o prédio caiu e ele "marreu".
Chegando ao Céu, perguntou a Deus:

- Sempre tive tanta fé em que o Senhor iria me salvar. 
- Porque não me salvou ?

E Deus lhe disse:

- Avisei você pra descer, mandei bombeiros, mandei até um helicóptero!
- Você não se salvou porque realmente não quis.

Eu rezo, sim. 

E sempre rezei antes de entrar no mar para surfar ou nadar. 
Antes de jogar o "jogo da vida" no futebol. 
Antes da largada numa prova de Triathlon. 
Antes dos treinos. 
Enfim, sempre rezei e rezo pra caramba.

Porém, nunca pedi a Deus para que eu fosse o "cara" do surf, da natação, do futebol, do Triathlon.

Sempre pedi muito com relação a saúde, segurança e proteção, para mim e para todos que estivessem juntos.

O mesmo Deus que me protege e ajuda, também protege e ajuda os milhões de atletas.
Logo, nunca vou pedir a ele que me dê um privilégio em detrimento de quem está concorrendo comigo, independente de sua fé.

A fé ajuda pra caramba, podem ter certeza. 

Mas, se ficar parado, esperando os resultados caírem do céu, sem cuidar da saúde e sem investir esforço, determinação, resiliência e tudo o mais necessário para o sucesso... 

Ah! Pode crer que não vai rolar, nem mesmo para aqueles que já nasceram com talento.


3AV
Marco Cyrino

 
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domingo, 16 de janeiro de 2022

O que é Ironman...

O que é?

Só quem já fez uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete vezes ou mais, sabe realmente o que é.

Tanto faz ganhar, chegar ao pódio, pegar vaga para o Hawaii, chegar em último...

Fiz 7 vezes. 
E sequer cheguei perto da minha meta, quanto mais de uma vaga para o Hawaii.

Não sei se terei obstinação para fazer meu oitavo.
É muita obstinação.

Talvez, para quem queira fazer apenas uma, para obter o título de Ironman ou de Fodaman, possa ser mais fácil.

Vai se abster de tudo e de todos por apenas uma vez.
Mesmo assim vai ser punk.

Não posso dizer que estejam totalmente errados...

Porém, para aqueles que pensam em evoluir no Ironman, o buraco é mais embaixo.

Pequeno resumo: 

• Em meu primeiro Iron, terminei bem detonado, mas bem melhor do que imaginava, embora o tempo de prova tenha sido alto: 14 horas e pouco.

• Em meu segundo, esperava fazer um tempo bem melhor. Não deu. Nem lembro a merda que deu... Mas deu.

• Em meu terceiro, quarto, quinto, sexto e sétimo..... também.

Enfim, o Ironman é uma prova tão longa que, mesmo que o atleta tenha treinado tudo certo, a possibilidade de dar alguma merda é altíssima.

Já tive, principalmente, falta de hidratação e de ingestão de calorias.

Já tive também hipotermia, por não me preparar para a temperatura da água e do clima, principalmente para o ciclismo.

Já tive também (no Ironman em que estava mais bem preparado) problemas de bolhas nas solas dos pés, porque não quis perder tempo na transição.

Já tive também problema de pneu furado. 

Enfim, só tive problemas... kkkkk


Mas, isso é o que menos importa.
O que importa é a gente chegar à reta final e ouvir o locutor dizendo:

- Marco Cyrino, you are an Ironman!


Só não recomendo chegar como chegaram alguns, neste vídeo.




Ótimos treinos e provas a todos, principalmente com saúde.

3AV
Marco Cyrino
 
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Desejos de Ano Novo

Querem saber realmente o que eu desejo para este e todos os próximos e longínquos anos?

Então vamos como o “esquartejador”, por partes (piada tétrica kkkk)...

Comecemos pelo mais importante entre os menos importantes.

Futebol 

Que possamos voltar a ter uma seleção nacional que realmente represente nosso futebol. 
E que o meu time de coração ganhe tudo e se arrume financeiramente, sem precisar de nenhum auxílio político.

Esporte em geral

Que possamos continuar produzindo excelentes atletas em todos os esportes, como surf, skate, natação (indoor e águas abertas), tênis, atletismo, vela, remo, ginástica etc.

Em especial, no Triathlon, que possamos dar todas as condições e a estrutura para revelar novos atletas.

Vida profissional 

Que todos possam se doar e ter, em todas as áreas, tudo aquilo de que precisam.

Família 

Que todos possam usufruir daquela união familiar tão necessária para cultivar valores que, bem melhor do que na escola, são assimilados quando transmitidos e aprimorados "de avós para pais e de pais para filhos"... 

Amor e respeito ao próximo e a todos os seres vivos, solidariedade, proatividade, civilidade, perseverança, senso de justiça etc. etc. 

Política e Relações Sociais

Que tenhamos discernimento para não fazer delas motivos de ódio, disso e daquilo....
Racismo, homofobia, transfobia...
Ah! Um monte de "ismos" e "fobias"!
Que tenhamos bom senso para aceitar todas as nossas diferenças.

Religião 

Que tenhamos consciência de que religião significa Fé.
E a Fé está conosco em tudo o que fazemos, especialmente nos momentos mais difíceis, né ?
Portanto, respeitemos a Fé dos outros, seja em Oxalá, Deus, Jesus, Buda, Jeová, enfim... Desculpem se não mencionei todos.

Saúde

Chegamos aos finalmente. 
Que todos nós, incluindo familiares, amigos e próximos, tenhamos muita saúde.

Com saúde, Fé, perseverança, resiliência, muito trabalho, muito amor ao próximo, muitos treinos (no nosso caso)... o resto está resolvido. 


3AV
Marco Cyrino

 
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domingo, 2 de janeiro de 2022

Minhas expectativas para 2022


Anos velhos que se findam... 2019, 2020 e 2021.
Anos novos que se iniciam... 2022, 2023, 2024...

Ao final de 2018, tomei uma decisão muito difícil.

Dar um tempo no Triathlon em 2019.
Muito difícil mesmo, depois de tantos anos me dedicando muito.
Quem é (ou já foi) Triathleta, sabe bem o quanto de dedicação precisamos ter.
Nadar e pedalar ou, nadar e correr, ou pedalar e correr, sempre duas coisas no mesmo dia, afora os afazeres normais.
Ainda, cuidar da nutrição, hidratação, fortalecimento muscular, alongamentos, enfim....

2017 e 2018 foram anos maravilhosos quanto a resultados.

Ganhei isso, ganhei aquilo, ganhei o Challenge, o Internacional de Santos, 2 vezes o Insano em Guaratuba, fui para o Mundial do Challenge, na Eslováquia.
Mas, paguei um preço.

2019 foi muito bom. 

Já com meus 62 anos, me recuperando do desgaste, fiz apenas o que queria.
Não deixei de correr, nem de nadar.
Pedalar foi só por prazer.

Veio 2020 e resolvi que já estava na hora de voltar ao velho ritmo.

Primeiro erro, achar que a gente vai voltar no mesmo ritmo em que parou.
Ah.... foi só um ano.
Ah, tá !
Bom.... depois da primeira desilusão, bóra botar os pés no chão e cair na real.
Estou um pangaré...
Então, bóra recomeçar do zero.
Recomeçar com uma nataçãozinha, uma corridinha, um pedalzinho...
E por aí foi.

Já estava começando a me empolgar quando.....
Aconteceu sapôrra toda que todos sabem.

P (Potaquepareo)
A (Ai, caraio)
N (Não é possível)
D (Desafiador)
E (E de onde veio isso ?)
M (Merda)
I (Impossível)
A (Avassalador)

Parei tudo.
Usei máscaras, "álquingel", saí apenas para comprar nossos suprimentos, higienizei o que já estava higienizado, tomei um monte de tiros de termômetros na testa...
Fiquei quase deprimido diante de tudo...
Fiquei preso em meu apartamento por um bom tempo...
Olhava embaixo dos meus calçados para ver se eu via o tal do coronga... 

E, a partir de uma certa data, comecei a tomar coragem e sair escondido e "mascarado" para umas corridinhas pelo meu bairro, me sentindo um verdadeiro marginal.

Aos poucos fui me soltando e, finalmente, veio 2021.

Aleluia !!!
Novo ano, vida nova, ou antiga.
Vamos que vamos !!!
É agora...
Bóra lá !

Mas... veio, foi e voltou.
Veio a 2ª, 3ª, 4ª, sei lá.... perdi a contagem de qual onda estamos.

Pára tudo de novo e bóra tomar vacina.
Quer dizer, vacinas.
Já foram a 1ª, a 2ª e a 3ª.
Daqui a pouco, com certeza, virão a 4ª, 5ª... a enésima.

Em meio a isso tudo, consegui continuar a participar dos trabalhos espirituais, sem ter, graças a Deus, nenhum problema sério de saúde.

Concluindo, minhas expectativas para este ano:

Continuar participando dos trabalhos espirituais e conseguir, finalmente, voltar aos treinos e às competições.

Vai levar um tempinho... mas voltarei. 


3AV
Marco Cyrino
 
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Menos e Mais para 2022


Menos gente do contra, de quaisquer lados.

Mais gente a favor de tudo o que for construtivo.

Menos protagonismo de figuras encapetadas.

Mais poder àqueles que escolhemos.

Menos lockdowns, falências, desalento.

Mais empregos e oportunidades de empreender.
As pessoas querem e necessitam de trabalho, estudo, lazer, esporte e tantas outras atividades relevantes para a saúde física, psicológica e emocional.

Menos narrativas.

Mais honestidade para com a realidade.

Menos influencers. 

Mais seres pensantes não influenciáveis.

Menos lacração.

Mais reflexão. 

Menos mimimi.

Mais proatividade.

Menos ênfase em diferenças que alimentam discriminação e divisão.

Mais percepção das similaridades, independendo de etnias, gêneros, aparências, capacidades, deficiências, credos religiosos, opções políticas, condições sociais, econômicas, culturais.
Somos todos, irrestritamente, apenas seres humanos imperfeitos.


São os nossos votos para 2022, 2023, 2024, 2025... 

E que todos tenhamos um Natal e uma Passagem de Ano de confraternização harmoniosa, no convívio das nossas famílias.

 
Equipe 3AV
 
 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Troféu Brasil de Triathlon 2021 - 2ª Etapa - Relato de Prova



Renê Pascoali Junior, via Publique!

(O dia em que nadei 25.750 metros pelas ruas de Santos)

Sábado pré-prova

Acordei cedo e fui nadar no mesmo local da prova, em um "esquenta" promovido por um dos patrocinadores da prova. 
Coloquei a roupa de borracha e fui. 
Nadei tranqüilo todo o percurso e, quando saí da água, para minha surpresa, tinha nadado pouco mais de 1000 metros. 

Água na temperatura boa, um sol forte das 10:00 da manhã, e bora pra casa descansar.

À tarde, logo após o almoço, fui buscar o kit da prova.
Para minha sorte, foi do lado de casa. 
Kit na mão, preparar a tralha, colocar o número na bike, separar tênis, capacete, óculos de natação, óculos de sol, e tudo o que seria necessário na prova.

Domingo, dia de prova

Acordei às 5:00, tomei café, e comecei a arrumar a mochila. 

Coloquei os números de identificação nos braços (é quase tomar um banho para aquela tranqueira ficar direito), peguei meu relógio, esse que seria protagonista mais uma vez e, depois de atender alguns chamados do nosso ser interior, tô pronto. 

Saí de casa pedalando às 6:10.

Cheguei à área de transição, identificado e liberado, fui procurar meu canto e, quando encontrei minha fileira correta, de cara já vi que tinha algo errado. 
A placa dizia do 877 até o 902, ou seja, 25 bikes, mas, o ultimo espaço seria para a 892.  E as outras 10 bikes? Onde ficariam?

Deu-se o tumulto. Atletas chegando e não encontrando o seu lugar. 
O problema foi rapidamente resolvido pela organização, que providenciou novos lugares. 
Por um momento pensei que estaria presenciando o primeiro overbooking no Triathlon. 

Tudo arrumado, bora aquecer. De leve, aquela nadada marota, que na verdade é só pra fazer aquele xixi mesmo.

Natação

Com mais atletas desta vez, em comparação com a etapa anterior, a largada foi dada, e sim, consegui ligar meu relógio desta vez. 

Só que a primeira besteira que fiz foi sair correndo junto com a galera, coisa que não posso fazer. Depois de 100 metros nadando, começou a me dar falta de ar, e até a metade da natação era dar algumas braçadas e parar para me recuperar. Só consegui nadar bem após a segunda bóia. 

Saí da água (puto) e vi que os 15 min. que normalmente faço tinham virado 18 min.

Transição 1

Fiquei surpreso em ver a quantidade de gente que estava na praia e ao longo da transição. Fazia muito tempo que não via um corredor de gente tão grande. 

Na corrida pela areia, lembrei de encerrar a natação e iniciar a T1 no relógio, e aí que fiz a segunda besteira: em vez de apertar o split, apertei o stop (sem perceber), e vida que segue. 

Peguei a bike, coloquei o capacete, e bora fazer força. 
E de novo apertei o start para o relógio recomeçar a marcar (para ele eu ainda estava nadando)

Ciclismo

Já longe das referências de amigos que haviam saído da água bem antes, fiz o meu pedalzinho de sempre, aqueles 30 km/h de média. 

Na Portuária sempre tem vento contra e, às vezes, ele faz sacanagem e espera você fazer o retorno e muda de direção. 
Este é o vento sempre do contra.  

Fiquei preocupado de fazer força além do que tinha treinado e prejudicar minha corrida; então cozinhei o galo os 20 km.

Transição 2

Desci da bike, e insistindo nessa brincadeira apertei o stop novamente, parando o relógio. 
Achei fácil a minha baia, pois era uma que só tinha um lugar sobrando para pôr a bike. 
Coloquei o tênis e fui correr atrás do prejuízo. 
Apertei o botão start e voltei a nadar, digo correr. 

Corrida

Estava quente, o sol já estava alto, mas, como a corrida eu tinha treinado direitinho, passei muita gente, o que deu uma animada. 
Cheguei no Ricardinho e fomos juntos até o final. 
Cruzei a linha, peguei minha medalha, e fui pra resenha com os amigos.

No fim, fiquei com um RP de natação, por nadar 25.750 metros em 1:29:00. 
Nem Ana Marcela chegaria perto. 


Meus tempos
Natação: 0:18:24
T1 0:03:00
Bike: 0:39:23
T2 0:01:54
Corrida: 0:27:03

Classificação 
17 de 30, na categoria 50-54


 
Agradecimentos ao Renê, por contribuir com este relato de prova!
 
3AV
Marco Cyrino

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