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sexta-feira, 13 de junho de 2025

Ironman Brasil 2025 - Relato de prova de um Amigo.

 
Em: Jurerê Internacional, Florianópolis
 
E assim foi meu 3º Ironman.
 
Ainda com dificuldade de expressar através de um texto o quanto isso significou e, mais uma vez, mudou minha vida.
 
Um ciclo adiado desde 2019, com bastante dificuldade de encaixar os treinos, pois, queira ou não, o Triathlon não é a prioridade.
 
Mesmo assim, ainda estou sem palavras para descrever todo o carinho que eu recebi antes, durante, e após a prova.
Mensagens de pessoas que sabem o quanto isso é importante para mim e me surpreendi que sim, se importam e fazem questão de demonstrar isso!
 
A vida nos surpreende de diversas maneiras, todos sabemos.
Dias bons e outros nem tanto, em momentos bons ou às vezes críticos, suavemente ou sorrateiramente.
Foi com esses altos e baixos me acompanhando o tempo todo que levei em frente, com equipamentos adaptados de última hora e com meu Timex Ironman no pulso direito, que fiz questão que me acompanhasse.
 
Ter meus pais comigo nesses momentos tão raros, a foto do meu filho comigo, um amigo querido me acompanhando na última volta, e toda a família nos últimos 500m através de uma vídeo chamada, realmente me fez repensar, entender e sentir muita coisa que eu havia esquecido como era.
 
Uma emoção diferente, que já deveria estar tomando conta na passagem do último posto de controle nos últimos 1,5km, mas que, até então, não havia chegado.
 
O pensamento era "termine, foi muito difícil, só termine!", ao invés do clássico "eu não acredito que vou conseguir!"
 
Mas óbvio que, como em todo Ironman, ela chegou.
Ao adentrar o funil de chegada, nos últimos metros da prova, com o pórtico de chegada se aproximando, meu número mágico veio à mente e, no exato momento em que os 226.195 metros foram vencidos por 1mm que foi, nesse exato momento, tudo fez sentido.
 
Uma avalanche de pensamentos diversos com uma energia tão boa e emoções que eu nem lembrava mais como era, e nem sabia que ainda era capaz de sentir.
A única coisa que eu conseguia falar era: "Eu não acredito QUE consegui!".
 
Não vou citar nomes, arrisco esquecer alguém.
Assim, a todos vocês, que sabem quem são: vocês são importantes em minha vida e para mim, e vou levar vocês para sempre dentro do meu coração.
 
Anything is Possible!
Giuliano Trindade
 
 
Publicado sob autorização do autor.
3AV
Marco Cyrino
 
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quinta-feira, 17 de junho de 2021

Finalmente, meu 8º Ironman



Depois daquele longo período de treinos, consegui chegar às vésperas da prova em Jurerê, "nas pontas dos cascos".

Acho que nunca estive tão bem treinado e confiante.

Agora, era torcer para que, ao contrário das 7 vezes anteriores, tudo corresse totalmente bem durante a prova. Inclusive, e principalmente eu mesmo... rsrsrs.

Bom... 
Viagem boa, hospedagem idem, como sempre.
Pousada dos Chás.
Vou abreviar para não cansar leitores e leitoras.

Vamos direto para a prova. 
Nem vou falar sobre a colocação dos materiais na transição e outros detalhes, até mesmo porque não me lembro.
Vocês entenderão.

Momentos antes da largada...
Fiz as minhas orações.
Mal acabei, e já estava na hora de largar.
No meio da "multidão", me acomodei como pude. 
Nem me lembro de traçar alguma estratégia para a natação, como sempre fiz.
Foi largar de onde deu mesmo.

Natação
Lembro que fiz de boa a primeira perna de ida, conseguindo manter um ritmo legal, sem sentir muito a água fria.
Usava a minha roupa de natação nova (que ainda não havia estreado) e ela estava bem confortável.

A perna da natação de volta à praia, não me recordo muito. 
Deve ter sido boa, porque olhei o tempo no Garmin e estava um pouco abaixo do que imaginava.

A segunda perna, ida e volta, foi no mesmo ritmo, ou seja, terminei a natação uns 5 minutos antes do previsto.

T1
Deve ter sido rápida, ao contrário de todas as vezes anteriores, porque só me recordo de já estar montando na bike para o longo percurso de 180 km de pedal.

Ciclismo
Pedalei como nunca, mas mantendo a estratégia de não passar do limite, para me preservar para a parte final, a corrida.

Até mesmo nas subidas (muitas) e falsos planos, me sentia bem e conseguindo manter um ritmo bom.

Procurei me manter focado nos tempos para me alimentar e hidratar. 
Consegui fazer tudo certinho, finalmente.

Cheguei "quase" inteiro. 
Não há como chegar "inteiro" dessa etapa.
Fui ver meu tempo e estava ligeiramente abaixo do meu melhor pedal até então.

Somado com o ganho de tempo na natação e na T1, pensei que tinha tudo para conseguir meu tão almejado record pessoal.

T2
Também pouco me recordo. 
Deve ter sido rápida como a T1, pois, quando dei por mim, já estava iniciando a corrida. 

Corrida
Nem sei como peguei meus suplementos, géis.... enfim. 
Só sei que já estava começando a maratona.

Nunca tinha feito o circuito novo, sem a ida para Canasvieiras, com suas subidas íngremes.
O circuito atual é de 4 voltas dentro de Jurerê.
Pensei que deveria ser um pouco mais rápido.
E assim foi...
Andei poucas vezes, apenas para me alimentar e hidratar adequadamente.

A 4ª volta foi naquele sofrimento, mas, pela 1ª vez, estava completando o Ironman do jeito que sempre pensei.

Faltando 1 km, as lágrimas rolaram abundantemente, relembrando toda a jornada para chegar até ali.

Chegada
Na reta final, consegui ainda correr batendo nas mãos de todos os que, com seu entusiasmo, nos empurram nessas provas, nos dando forças que não sabemos de onde tiramos. E isso é durante a prova inteira, desde o início.

Como não poderia deixar de ser, Neuzita, Silvão e muitos outros amigos estavam na chegada comemorando comigo.

Pena que, novamente, Neuzita não pôde entrar comigo no tapete da chegada.
Regras são regras.

Daí, ouço o locutor me dizendo:

- "Marco Cyrino... You are an Ironman!"

E ainda tive forças para gritar:

- "Wrong, man! I am eight times Ironman!".


Logo após, encontrei Neuzita lá dentro (lá, eles deixam) e nos abraçamos, nos beijamos, nos tudo....

Fui pra tenda de massagens.
Também não lembro se foi boa ou não.
Depois, pra tenda de alimentação, onde tinha de tudo. 
Como no último Iron que havia feito, tinha Coca-cola, tinha Hot-Dog, tinha Pipoca doce e salgada, tinha até Chopp.

Depois, só me lembro de estarmos na Pousada, confraternizando, e eu com uma garrafa de Heineken na mão.

Só sei que, hoje, mesmo não tendo feito tudo isso, acordei cansado bagarayo.

Será que foi um insight?

Aguardemos...

3AV

Marco Cyrino 

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quarta-feira, 3 de junho de 2020

Histórias e Lembranças de Irons


Semana passada, seria mais uma edição do Ironman Brasil.
Não houve.
Adiada para 08/11/2020, se houver...

Não a faria.
Fiz 7, já meio véio, ou bem véio.

Comecei em 2009, com 52 anos, após a passagem de minha mãe querida, durante o período de treinos.
Dediquei a ela.
Poucos acreditavam que eu conseguiria fazer.
E minha intenção era fazer apenas um.

Mas, já estava no Triathlon, há muuuuitos anos percorrendo todo o longo caminho.
Daí que vieram o 2º, 3º....... 7º...... enfim....

Sempre digo que, se for para fazer apenas um, ainda assim vai valer muito a pena.

Mas, para quem faz mais do que um, é porque os perrengues de todo o ciclo, desde o início até o pórtico, nos ensinaram muito.

Aprendizado de paciência, perseverança, resiliência, abdicação.
Tudo aquilo que pensávamos que não teríamos,
Principalmente por estar na labuta diária, ainda não aposentado.

Concatenar tudo isso com os treinos...

- de natação de 1.500m, 1700 m 1.900 m, e subindo até os 4.000 m;
- de ciclismo de 60 km, 80 km, 100 km, e subindo até os 200 km;
- de corrida de 15 km, 17 km, 19 km, 21 km, e subindo até os 35 km.

Quando chegamos ao dia da prova, acordar às 4:00h da manhã, tomar um café com o qual já estejamos acostumados, ir ao banheiro (fundamental kkk).

Nem vou falar agora sobre os dias anteriores, de preparação de tudo o que iríamos utilizar numa prova de 12 horas (ou mais, no meu caso), bike checkin, deixar tudo nos conformes.

Noite ainda e, depois de entrar nas tendas da transição, começamos a nos preparar para a primeira etapa de quase 4 km de natação.

Já começam aí as confraternizações com os demais atletas, conhecidos ou não.
Ou tentando obter ajuda, ou ajudando os outros.

Começamos a preparar as sacolas para as outras modalidades (ciclismo e corrida), começamos a vestir a roupa de borracha para a natação...
E o cérebro parece que ainda não acordou, ou sequer dormiu.

Saímos da tenda da transição e vamos para a praia, percorrendo um longo caminho. Areia gelada, ar gelado, roupa de borracha parecendo que não aquece nada.

Mega-hiper-super-ultra confraternização com muitos conhecidos, daqui e de lá, que irão fazer essa doideira.

Alguns atletas já na água, se aquecendo.
Aquecer dentro da água? Ah, tá! De minha parte, fico fora mesmo.

Quase que do nada, vem a convocação: todos no curral... em 5 minutos vai ser dada a largada.

Pataquepareo!
Parece sempre a primeira vez.
O "estromgo" vai parar na garganta.
Tudo que pensei sobre minha a posição de largada vai pra casa do garayo.

Nesses 5 minutos, entro no curral, vou tentando me posicionar no lugar em que penso que vai ser melhor.
Tento me aquecer girando os braços descoordenadamente, me ajoelho, me benzo, tento rezar pedindo proteção, olho para o meu relógio, vejo que ainda faltam 3 minutos, dirijo meus pensamentos a Deus, pedindo proteção para mim e todos os que farão essa merda... kkk
Acabo de fazer o sinal da cruz, me levanto, penso em colocar os óculos de natação e...

FUUUUUUUUUUÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ.
BUMMMMMMM !!!!!! (Tiro de canhão).
Foi !!!


Esclarecimento

O relato a seguir é uma mistura de todas as 7 provas que fiz.
Mistura de todos os sentimentos positivos e perrengues.
Enfim, vamos a eles.


Entro no mar procurando manter minha FC (freqüência cardíaca) o mais baixa possível.
Impossível.
Só o stress da largada faz minha FC subir absurdamente.
A água gelada, o mar calmo ou não, também.

O volume de atletas, cada um na sua vibe, uns querendo apenas chegar ao final, outros querendo quebrar o record mundial. Tem de tudo, creiam.


Natação

Já fiz o percurso com o mar storm, logo em meu primeiro Iron.
E já fiz com o mar muito calmo.
Na real, é sempre difícil, por tudo.

Por incrível que pareça, em minhas lembranças ficou a dificuldade do 1º Iron, quando eu esperava muito mais dificuldade.
Mas, com o mar storm e com muito vento, sobrevivi muito bem, treinado que estava.

Lembro que, na 1ª bóia, vi uma galera voltando em minha direção.
Era um "cardume" de atletas voltando antes de fazerem a 2ª bóia, pois ela tinha se soltado e os staffs estavam indo atrás para resgatá-la.

Pensei:
- Vou atrás dela até a África.
- Não quero ser desclassificado por cortar o percurso.

Resgataram a 2ª bóia, e eu e mais algumas centenas de atletas a contornamos, mesmo com um percurso maior.

Lembro que, após a 1ª perna da natação, a gente sai do mar para entrar nele de novo. No curralzinho onde a gente pode pegar um copinho d'água, já ouço a Neuzita gritando:

- "Vai amor"

E o Edney:

- "Marcão... entra mais pra esquerda..."


Transição 1

Já aconteceu de tudo comigo, na T1.

Já saí do mar congelado e nem conseguia me trocar.

Já saí muito bem e fui ajudar um outro atleta que não conseguia tirar a sua roupa de borracha. Daí, levei uma cabeçada (acidental) na boca, que ficou sangrando... e os fiscais não me deixavam sair para pedalar enquanto não parasse o sangramento.

Já fiz também uma bela cagada.
Tentei tirar a roupa de borracha na piscina "congelada" e fiquei com hipotermia.

Acho que minha melhor T1 durou no mínimo 2 horas. kkk


Ciclismo

Essa é a hora em que precisamos ter tudo absolutamente planejado.
Alimentação, hidratação e ritmo de prova.

Sabem aqueles erros que não podemos cometer?

Tem o de não se hidratar e/ou se alimentar direito.

Tem o de se achar, e querer pedalar acima do ritmo em que você treinou.

Tem aquele de querer ganhar do vento contra.

Tem o outro, de não entrar num pelotão.
Bom, isso não é erro, é honestidade, mesmo vendo que ninguém nos pelotões foi punido.
Xá prá lá...

E tem o erro de avaliar mal a situação climática, tipo chuva durante a prova inteira, e não me preocupar com água, terra, lama entrando em minhas meias (e o que isso poderia causar na corrida).

Erros de empolgação, erros de forçar muito em subidas e sentir uma lesão onde nunca tinha tido.

Bom, cometi todos.


Transição 2

Depois de tantos erros na natação, na T1 e no Ciclismo, como poderia acertar na T2 ?

Acertei uma vez...
Foi no Iron em que senti uma lesão na perna, durante o ciclismo, e tive que fazer os últimos 90 km usando apenas a outra para empurrar.
Depois de 45 km assim, comecei a sentir a mesma lesão na outra perna.
Enfim, pedalei os 90 km revezando entre uma perna e outra --- média de 25 km/h.
Só que tive todo o tempo do mundo para beber e comer de tudo, durante essa parte do ciclismo.

Cheguei à T2 inteiro.
Ôps! Mas, com uma penalização.
Yes, uma penalização.

Tive que ficar por 5 minutos no Penalty Box, na entrada da T2.
Isto, porque estava ao lado de uma menina, a uns 20 km/h, conversando com ela sobre os nossos perrengues.

Reclamação? Nenhuma!

Como diria o Arnaldo, "a regra é clara".
Não pode ficar lado a lado por um determinado tempo.

Só fui besta.

Esses 5 min. de penalização me recuperaram.
Já estava com a FC baixa, por não pedalar forte.
Parado por 5 minutos, a FC baixou ainda mais.

Quando, finalmente, consegui entrar na tenda para a T2, fiz tudo com calma, tudo certinho, com os neurônios funcionando perfeitamente.


Corrida

Coincidentemente, essa foi minha melhor maratona num Iron.

Talvez por ser obrigado a me preservar no ciclismo.
Talvez por ser obrigado a me alimentar e me hidratar bem.
Mas, certeza de que as lesões nas 2 pernas não me prejudicaram, por serem em músculos que não me afetariam na corrida.

Porém, em outra prova, saí da bike com um tempo ótimo, em relação às minhas expectativas.
E "morri" na corrida.

Em outra, estava tão bem treinado para correr, que não me contive na bike, achando que poderia quebrar meu record pessoal.

E, finalmente, quando achei que fiz tudo certo, muito bem treinado para corrida, inclusive para encarar as subidas (ida e volta) de Canasvieiras, veio a chuva durante o dia inteiro... e não tomei as precauções necessárias.

O resultado disso foi bater meu record pessoal na ida e subidas de Canasvieiras, e depois jogar minha prova fora, devido às bolhas nas solas dos pés.
Uma simples precaução ao sair para pedalar teria evitado isso.


Meu orgulho é ter conseguido terminar essas 7 provas com saúde, com apoio e incentivo da minha família.

Por último, quero enfatizar que qualquer um pode fazer um Ironman.
Precisará se programar, negociar com a sua família e seus próximos.
Precisará ter resiliência, força de vontade, persistência.
Mas conseguirá fazer.

Agora, uma pergunta:

Entrou na sua veia, no seu coração?



3AV
Marco Cyrino


PS: No menu do site (à esquerda), o item 7.6.1- Ironman Brasil - Relatos de Provas contém links para os meus relatos (texto, fotos, vídeos) sobre cada um destes 7 Ironmans, ordenados por data, do mais recente para o mais antigo.
Se preferir, clique no link acima.


terça-feira, 25 de julho de 2017

Ironman - Largadas em ondas

Realmente detesto as largadas em ondas no Ironman.


Penso que as largadas em ondas tenham seus méritos, principalmente em provas até no máximo Meio-Ironman, embora já nessas provas sejam, do meu ponto de vista, questionáveis.

Em provas de Short ou Triathlons Olímpicos, sou adepto total desse tipo de largada.

Em uma prova mais rápida e sem vácuo no ciclismo, não se pode dar oportunidade para que se ande "na roda". Em provas mais curtas, como essas, a largada em ondas faz uma puta diferença.

Mas, a partir do Long Distance, 70.3, Meio-Iron, ou qualquer outro nome que se dê às provas mais longas de Triathlon, já começo a questionar a funcionalidade desse tipo de largada.

No Ironman Full, passei a ser totalmente contra.
Acaba trazendo mais malefícios do que benefícios.
Espero que os organizadores do Ironman ponderem bastante a respeito do que vou dizer.

A intenção pode ser boa, mas os resultados não.

Penso que a única e primordial razão para esse tipo de largada seja quebrar pelotões no ciclismo. Bom, caso a principal razão seja essa, esqueçam... eles continuam... firmes e fortes.
Para os que não têm moral, tampouco caráter, e insistem em pedalar na roda dos outros, só existe um meio de coibi-los.  É puni-los. Exemplarmente! Simples assim.

Nos dois últimos Irons que fiz em Floripa (2016/2017), com largadas em ondas, os pelotes, pelotinhos e pelotões estavam lá... como sempre.
Um troca-troca de liderança em cada pelote, que dava gosto de ver...

Mas, vamos ao que importa... pelo menos nesta postagem...


LARGADA EM ONDAS NO IRONMAN
- Minha categoria... 60/64M... largada às 7:25h.
- Atualizado às vésperas da prova... largada às 7:20h.

O stress já começa por aí!

Ainda se pudesse descontar esse tempo do horário da primeira largada, talvez, apenas talvez, pudesse ter um período maior de descanso noturno, acordando digamos, meia hora mais tarde.

Que nada!
O horário de entrada e fechamento da transição é o mesmo para todos.
Pra que privilegiar uns e prejudicar outros?


FIZ  5 (CINCO) PROVAS COM LARGADA ÚNICA....
ADRENALINA NO TALO. LARGADA DA NATAÇÃO COM TODO GLAMOUR.
1.600, 1800, 2000 ATLETAS LARGANDO AO SOM DO TIRO DE CANHÃO.
PORRADARIA GERAL AO LONGO DOS PRIMEIROS 500m DE NATAÇÃO.


Voltando às letras minúsculas...

A largada única tem uma energia acumulada de mais de 2000 atletas.
A largada em ondas vai dissipando essa energia.


A porradaria...
A largada única, para quem tem seu timing de natação, pode ser uma experiência tranqüila... se cada um escolher criteriosamente seu lugar de largada.

Claro que nem todos têm esse discernimento.

Muitos largarão na primeira fila, sem o menor preparo para se manter ali. E pagarão o preço por isso.
Já paguei o meu.

Muitos outros largarão nas últimas filas, achando que não têm competência para fazer uma honesta natação. E também pagarão preço.
Também já paguei o meu.

Em largada única, você tem que se posicionar dentro de um grupo que tenha seu mesmo ritmo de natação.
Se assim o fizer, você fará uma natação razoavelmente tranqüila.

Como disse anteriormente, já errei nos 2 parâmetros.

Em meu 1º Iron, achava que todos os que iriam largar eram fodásticos na natação.
Fui o último a entrar no mar.
Depois de uns 5 minutos de natação, comecei a me deparar com vários "cardumes" bloqueando minha natação. Nadei em zig-zag muito tempo, até encontrar o "cardume" que estava no meu ritmo.
Erro meu.

No 2º Iron, estava me achando...
- Quer saber ? Vou sair na frente... afinal, nado muito melhor do que a maioria...
Sifudí!
Tomei porrada de tudo quanto é lado.

Mesmo assim, depois dos atropelamentos, me encaixei no grupo apropriado, com o mesmo nível de natação.

Nos outros 3 Irons, larguei sabendo do meu potencial nessa prova.
Nem nas primeiras fileiras, nem nas últimas.
E, aconselho aos que não tem a exata noção do seu ritmo: larguem nas laterais... fujam da pancadaria da largada, mesmo que nadem um pouco a mais. Vale a pena.


A largada em ondas no Ironman Full tira muito do tesão dessa prova.
Simples assim.
Acaba com o barato da largada.
Transforma esse barato em vários pequenos baratinhos.

Penso que até mesmo os acompanhantes, familiares, amigos, etc., que estão lá, perdem um pouco o tesão da largada.


Agora vamos à parte prática dessa metodologia...

Em todas as largadas em ondas existem os bons e os maus nadadores, além, claro, dos nadadores intermediários que são a maioria.

Em uma largada única...
Na pior das hipóteses, um mau nadador que largue na 1ª fila vai tomar um atropelamento gigante.
Só que, a partir daí, irá se encaixar no seu grupo.

E o bom nadador que largar atrás também passará por um sufoco, até encontrar seu grupo, nadando e se esquivando dos maus nadadores à sua frente.

Já, na largada em ondas...
Os bons nadadores da 1ª largada serão totalmente favorecidos.

Os da 2ª largada terão que brigar para ultrapassar o maus e intermediários nadadores da 1ª largada.

Já os bons nadadores da última largada terão que quebrar seu ritmo para ultrapassar os maus e intermediários nadadores de todas as largadas anteriores.

Vejamos pela ótica dos maus e intermediários nadadores...

Supondo que o mau nadador largue na 1ª largada.
Dá para imaginar quantos atropelamentos ele irá receber dos bons nadadores das largadas posteriores?

Prova disso é o verdadeiro "arco-íris" de toucas nas chegadas da natação.
Tudo junto e misturado !

Pois é.
Assim é que é.


Fora isso, ainda existem vários outros motivos que me levam a ser contra a largada em ondas....

O tempo de corte do ciclismo por exemplo...
É uma confusão do caraio.

Quem que larga 40 minutos depois da largada oficial (que já é 15 minutos antes do horário que seria tradicional, ou seja, às 7 da matina), fica perdido.
O Regulamento é claro. Está tudo lá. Sem contestação. Mas dá muito o que falar.

A chegada...
A tradição, no meu modo de ver, deveria ser um ítem primordial. Largada às 7 da matina e chegada até meia-noite.
Bem...agora, a chegada é até o horário de 17 horas depois da última largada.

Se a última largada for às 7:25hs....o término da prova será às 0:25hs do dia seguinte.

Pô....pra não falar "Porra"....
Cabô o "glamour" da chegada às 0:00 hs.

E a confusão durante as etapas de ciclismo e corrida...
Ninguém sabe exatamente em que situação está.
Se está na frente ou atrás de determinado conhecido, amigo, colega, enfim...


Acho que já falei muito.
Ativista que sou, convoco todos a fazer um panelaço, uma passeata em Kona, uma queima de ônibus em.... ôps..... viajei.

Pela volta da largada única...

Juntos somos fortes...

Xápralá...rsrsrs


ALOHA !

3AV
Marco Cyrino


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Ironman Floripa 2017 - Fotos

(Clique em qualquer imagem para ver em tamanho original)

1- Empulseirando

2- Registrando o Blog

3- Indo testar óculos novos 

4- Adaptação ao mar

5- A fotógrafa

6- Chega

7- Depois da água fria

8- Bike check-in chuvoso

9- Bike encapada

10- Pré-prova. Sentado na areia com Alceu. Ansiedade molhada.

11- Tá chegando a hora

12- Agora vou entrar

13- Largou. O dog participou de todas as largadas.

14- Chegando... To aí no meio

15- Sem a roupa de borracha tava bem frio... kkk

16- A longa espera... Neuza e Edna

17- Iniciando o ciclismo

18- Final da 1ª volta

19- Ufa... Falta correr, correr e correr.

20- Então vamos, que logo anoitece

21- Faltam 21 km ainda

22- Agora, só mais 11 km

23- Agora, só mais um metros...

24- Cheguei!

25- Chegueeeeiiii... pô...

26- Chegueeeeeiiiiii... cara...

27- A melhor hora... com a boca cheia

28- Pode me dar a medalha

29- Dois prêmios... medalha e um copo de breja

30- Já saindo, indo embora... e, sabe a chuva... continuava

31- Já na Pousada dos Chás... Acho que era o único local seco

32- Dia seguinte... grande Vagnão Bessa

33- Lembrança que fica por uns dias

34- Confraternização atletas da Pousada




3AV
Marco Cyrino