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domingo, 14 de junho de 2026

Pedalar e correr - Ciclismo e Triathlon


Há poucos dias, conversando com "meu" dentista, fiquei com isso na cabeça.
Cabeçudo que sou, as coisas só saem dela quando as escrevo.
 
É um cara sensacional (o dentista, não eu.... rs).
E adora ver tudo sobre esportes, assim como eu.
Seja futebol, surf, vôlei, basquete, pedestrianismo, ciclismo, natação, enfim...
 
Sabendo que já "fui" surfista e Triathleta (sim, já fui... rs), sempre em nossas consultas para procedimentos de praxe, ele fica comentando comigo e querendo saber sobre tudo.
 
Enquanto faz os procedimentos, mesmo eu estando de boca aberta, ele fala comigo, como se eu pudesse responder.
 
Daí que, na última consulta, ele me perguntou sobre algumas coisas de ciclismo.
 
Não fui um bom ciclista, mas, de tanto assistir as provas internacionais (Tour de France, La Vuelta, etc.), aprendi algumas coisas.
 
Também aprendi pedalando com parceiros de Triathlon, pois, antes de fazer essa coisa doida (Triathlon), eu era expert em ciclismo para ir de Santos ao Guarujá, com uma bike de rua emprestada, levando no cano um amigo, com duas pranchas, para surfar no Tombo ou em Pernambuco (Guarujá).
Já contei isso.
 
Bom, o que ficou em minha cabeça cabeçuda foi o seguinte.
 
Ciclismo competitivo
Eles e elas aprendem desde cedo a pedalar "redondo".
O que isso significa?
Pedalar empurrando com uma perna e puxando com a outra.
Para isso, precisamos ter os 2 pés presos aos pedais.
Para quem, como eu, aprendeu a pedalar apenas empurrando o pedal, fica meio difícil fazer isso.
Mas, podemos melhorar treinando.
 
Só que o ciclista profissional e/ou competitivo (amador) vai somente pedalar.
Então, vale muito fazer o pedal "redondo".
 
Ciclismo no Triathlon
No meu caso, juro que tentei treinar para pedalar "redondo".
Si phodí... kkk
 
Isto porque, no Triathlon, depois de pedalar, a gente tem que correr, né?
 
O músculo que usamos para "puxar" o pedal no ciclismo é o mesmo que utilizamos na corrida.
Aquele famoso posterior da coxa.
E o que usamos para "empurrar" o pedal é o antagônico dele, o anterior da coxa, o qual não usamos tanto na corrida.
 
Portanto, senti que ganhava rendimento no pedal, mas perdia na corrida, devido à fadiga muscular.
 
Em meu 3º ou 4º Ironman (não lembro), fiz o meu melhor pedal utilizando a técnica de empurrar e puxar.
E fiz a minha pior corrida.
 
Em um outro Ironman, fiz meu pior pedal, não por conta disso, mas fiz minha melhor corrida.
 
Resumo
CICLISMO É UMA COISA.
CORRIDA É OUTRA COISA.
E TRIATHLON SÃO 3 COISAS.
 
Observação importantíssima
Como o Blog tem apenas a intenção de passar minhas experiências e opiniões, espero que isto sirva para, principalmente os iniciantes, se informarem.
 
Em outras palavras, são opiniões baseadas nos aprendizados da minha experiência atlética e não em estudos científicos.
 
 
3AV
Marco Cyrino
 
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sábado, 11 de abril de 2026

Sobre treinos longos de ciclismo

 
Há alguns dias, encontrei com meu brother, ex-ciclista profissional, Johnny Evangelista.
 
Ciclista das antigas e dos bons.
Sei que é redundante porque, para ser ciclista profissional aqui, tem que ser bom mesmo.
 
Em uma rapidíssima troca de palavras, ele me perguntou sobre quantos Irons eu fiz (mesmo ele já sabendo... rsrsrs), sobre eu voltar aos treinos, sobre querer passar por tudo de novo etc.
 
Mas, ele fez também umas perguntas que ficaram, depois dos meus afazeres, na minha cabeça cabeçuda:
 
Ele...
Qual foi o treino mais longo de ciclismo que você fez?
 
Eu...
Johnny, acho que foram um ou dois de 200 Km.
 
Ele...
Nos Irons, qual foi a parte mais difícil pra você?
 
Eu...
Com certeza, a corrida.
Não por ela, mas por ter que fazer a maratona depois de nadar quase 4 km e pedalar 180 km.
 
Ele...
E nos treinos? Em qual modalidade você sentia mais dificuldade?
 
Ele...
Por último, como você conseguiu resultados tão bons, sendo que, pelo que me disse, não era o top em nada?
 
Eu...
Johnny, preciso parar por aqui, porque tenho coisas rápidas e urgentes pra fazer.
 
Bom, devido à pressa, a conversa terminou, mas, agora, depois desta baita introdução, vou ver se consigo responder as perguntas restantes.
 
Triathlon, Natação e Corrida
Já escrevi sobre isso algumas vezes, mas, vamos em frente.
 
Entrei no Triathlon meio por acaso e já com idade avançada para começar.
Não vou me estender sobre isso.
 
Nadar e correr não eram coisas desconhecidas.
Nadava para me salvar no surf e sempre corri devido minha "aptidão futebolística", embora sejam coisas totalmente diferentes de competições de Triathlon.
 
Porém, sempre senti afinidade com essas modalidades.
 
Ciclismo
Minha experiência com o ciclismo era saber que conseguia pedalar levando um amigo "no cano" da bike emprestada (bike de rua), com duas pranchas embaixo dos braços, para irmos surfar no Guarujá.
 
Ele, o amigo, levando uma e eu a outra, pedalando contra o vento (sempre o vento estava contra....rs) e com as pranchas servindo de freios.
 
Isso por uns 15 km até a Praia de Pernambuco – Guarujá, ou uns km a menos até a Praia do Tombo, também Guarujá. Só de ida, porque na volta os 15 km até a praia de Pernambuco se tornavam 100 km, depois de horas de surf.
 
 
Daí, vieram todas as coisas...
Lesões futebolísticas, rompimento de tendão de Aquiles, aprender a nadar em piscina (nadar mesmo e não apenas me salvar), correr sem ser para jogar futebol, enfim...
 
Coisas que me levaram para o Biathlon e depois para o Triathlon, onde fiz minha primeira prova com minha bike de rua.
 
Depois, fiz o Internacional de Santos com uma bike "estradeira" emprestada pelo grande amigo Felipe Cidral, da Pizzaria Kokimbos e seu irmão Fred Cidral.
 
 
Agora, e só agora, respondendo as perguntas do Johnny que ficaram na minha cabeça.
 
A modalidade em que mais senti dificuldade para treinar foram os longuíssimos de bike.
 
Não tenho absoluta certeza, mas, acho que nos 7 Irons que fiz, para 5 deles pedalei no máximo 140 km (sendo que, por motivo de muita chuva, fiz um deles em casa no rolo, o que não recomendo... kkk) e para os 2 últimos pedalei 200 km.
 
Os longos de bike são phoda elevada a 10ª potência.
 
No meu caso, 200 km pedalando sozinho, eu tinha duas opções:
 
1ª) Sair de casa sozinho, pegar a balsa para Guarujá às 07:00h (acordando às 04:30h), fazer a travessia, atravessar Guarujá, pegar a Piaçaguera (Faixa de Gaza) com risco de ser assaltado etc., entrar na Rio-Santos, ir até Juqueí (vejam as serrinhas, no Google Maps) e voltar.
 
2ª) Sair de casa sozinho também, colocar a bike no carro, subir até a Estrada Velha de Santos e lá fazer várias voltas, onde ida e volta são aproximadamente 16 km.
Logo, para fazer 200 km de pedal lá, são 12 voltas e meia. Com várias subidinhas, nenhuma delas com muito aclive, ao contrário da Rio/Santos. Quem conhece a subida da Bica e da Petrobrás, na Rio-Santos, saberá do que estou falando.
 
Coisas boas e coisas ruins lá e cá...
 
Coisas boas na Rio-Santos
Paisagens lindas, pedal de apenas uma ida e uma volta.
 
Encontrar no caminho vários amigos treinando e segui-los, ou eles me seguirem.
 
Caraio! Acho que é só. kkk
 
Coisas ruins na Rio-Santos
* Passar pela Faixa de Gaza sem ser assaltado. Estresse total.
 
* Risco de acidentes na estrada.
 
* Ir até Juqueí sem saber onde eu iria me abastecer.
 
Obs.: Para um treino de 200 km de bike e, principalmente para depois correr uma maratona no Ironman, a gente tem que se acostumar a ingerir muitas calorias.
 
Daí, o próximo posto de abastecimento, no pedal, a gente (eu pelo menos) não sabe onde será.
E a gente sai com uma garrafinha de água, uma de isotônico, um monte de gel de carbo...
Mas, chega uma hora que a gente tem que abastecer.
Vai saber se é em Bertioga, se é na Riviera de São Lourenço, se é em sei lá onde.
Pior é na volta... kkk.
 
Coisas boas no Riacho Grande (Estrada Velha de Santos)
* Paisagem também linda.
 
* Encontrar no caminho uma multidão pedalando, correndo, etc. Parece que sempre está tendo uma prova de Triathlon lá.
 
* Risco pequeno de assaltos ou acidentes graves.
 
* Possibilidade de se abastecer em várias voltas, com o carro estacionado em um local apropriado.
 
* Possibilidade de encontrar alguma ajuda em caso de necessidade. Como são muitas voltas, embora as subidas não sejam íngremes, serão muitas.
 
 
Coisas ruins no Riacho Grande (Estrada Velha de Santos)
* Multidão correndo pelos acostamentos, mas também pelo meio da pista, como se não houvesse ciclistas treinando lá.
 
* Depois de 7 horas de treino a gente já nem sabe mais em que volta está... rsrsrs.
 
* Depois das 14:00h, começam a chegar os baladeiros e a coisa fica meio punk. Ninguém respeita mais ninguém.
 
Resumo
Falando apenas sobre a minha preferência entre treinar 200 km na Rio-Santos, direto e reto, ou treinar 200 km no Riacho Grande – Estrada Velha de Santos:
 
Rio-Santos direto e reto
É punk mas, caso eu chegue em Juqueí, só tenho uma opção: voltar.
 
Logo tenho que concluir o treino.
Onde eu vou parar para descansar ou me abastecer é problema meu... kkk
 
Riacho Grande (Estrada Velha de Santos)
Também é punk.
Porém, tenho 12 voltas para fazer e cumprir o compromisso.
Isso é bom e é ruim.
É bom porque a cada 16 km tenho oportunidade de me abastecer.
É ruim porque a cada 16 km, depois de umas 8 voltas, tenho uma baita vontade de parar... kkkkkkkk
Só a sofrência mesmo é que me levou a fazer isso.
 
Com os Treinos de Corrida foi mais ou menos a "lesma lerda", mas vai ficar para outra postagem.
 
3AV
Marco Cyrino
 
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quinta-feira, 5 de março de 2026

Treinar sem estar motivado

Ciclistas pedalando em estrada molhada, sob chuva leve e neblina.
Nem vou dizer quantas vezes briguei comigo mesmo, por não estar disposto a madrugar e ir treinar.
 
Não só madrugar.
 
Muitas vezes, depois do expediente de trabalho.
Fosse por qual motivo, cansaço, stress, problemas pessoais, enfim...
Depois do trampo, muitas vezes tive que lutar para ter motivação.
Dia estressante, calor, frio, resenhas, reuniões, torcicolo por conta de ficar muito tempo no computador, dores lombares por ficar muito tempo sentado etc. e tal.
 
Não nego que madrugar sempre foi minha maior dificuldade.
 
Sabadão e domingão... madrugar logo nesses dias?
Sim, era nesses dias que tinha de madrugar para poder fazer treinos longos.
 
Também não vou negar que em algumas semanas, um desses dias era o dia de relaxar, de dormir até acordar.
Ah! Que felicidade... rsrsrs
 
Mas, a batalha para acordar de madruga era punk.
Tipo acordar 4:40h da matina de sábado (depois de trabalhar e treinar na sexta-feira), para poder pedalar na estrada com os amigos.
 
Eu queria jogar o despertador na parede.
Só que o meu despertador sempre foi o meu amor, a Neuzita.
Não podia jogá-la na parede....kkk
 
Mesmo meu cérebro me dizendo que “não”, eu conversava com ele respondendo:
Borá!
Vamos só até ali.
Depois eu prometo que volto e a gente descansa.
 
Bom, para abreviar, sempre saía sonâmbulo.
E, depois de uns quilômetros, a motivação vinha surgindo.
Devagar mas vinha.
E o melhor... frequentemente, eu acabava fazendo os meus melhores treinos.
 
Então, a melhor motivação é começar a fazer.
 
3AV
Marco Cyrino
 
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sábado, 12 de abril de 2025

Meu primeiro "capote" de bike


 
Já devo ter relatado em algum post, afinal já tenho tanta coisa publicada que não me lembro de tudo, algo sobre meus poucos, graças a Deus, acidentes de bike. Todos em treinos.
 
Meu primeiro "capote", acidente, tombo, perrengue, ou como quiserem nomear, foi, digamos, hilário e ao mesmo tempo um aprendizado.
 
Até por isso, estou relatando como foi o meu primeiro, com o intuito de orientar a quem começou a treinar em "pelotão" há pouco tempo.
 
Para quem não sabe, treinar em "pelotão" ou "pelote", no ciclismo, é seguir uma fila indiana, ou seja, um atrás do outro, às vezes em 2 ou até 3 filas lado a lado.
 
Os ciclistas mais experientes e preparados andam sempre na frente.
E usam um código para sinalizar algum eventual obstáculo à frente (tipo um buraco, uma pedra etc.), para que os demais, que vêm atrás, se previnam contra acidentes.
 
Só não dá pra avisar sobre um "eventual" assalto, quando meliantes invadem a "pista" de treino, seja ela ciclovia, ruas ou acostamentos de rodovias.
Esta é uma conversa para outro post.
 
Bom, voltando ao assunto do título.
 
Como sabem aqueles que me seguem, fiz meu primeiro Triathlon com uma bike de rua.
E treinando nas ruas literalmente.
De noite, subindo e descendo calçadas do José Menino até a Ponta da Praia.
 
Depois, no meu primeiro Internacional de Santos, fiz também minha primeira prova com uma bike de estrada, antiga, emprestada por meus amigos.
 
Daí, peguei gosto.
Consegui comprar a "minha" primeira bike  de estrada.
Nem lembro a marca.
Só sei que consegui comprá-la em várias prestações mensais... rsrsrs.
 
Tá ! E daí ? O que faço agora ?
Vou treinar onde, com quem ?
 
Meus amigos, que me levaram ao Triathlon, meio que impuseram treinos na estrada.
Beleza!
Já abracei o Triathlon, vou abraçar o que vem junto com ele.
 
Bóra dar a volta.
Isso significava sair de Santos, de um ponto de encontro no cruzamento da Av. Ana Costa com a Av. Francisco Glicério, em um posto de gasolina em que nos reuníamos.
 
Pegávamos a saída da cidade até a Rodovia Anchieta e...
 
  • Íamos até o pé da serra e pegávamos a Rodovia Piaçaguera-Guarujá, que hoje se chama Rodovia Cônego Domenico Rangoni;
  • Passávamos a linha do trem, em Cubatão (onde hoje existe um viaduto);
  • Subíamos o Quilombo (uma serra bem punk, pelo menos em minha avaliação);
  • Descíamos essa serra em velocidade extrema, uns 70 km/h (imaginem, eu, principiante, nisso);
  • E depois ... ufa! .... pegávamos um plano até completar a "volta" e irmos até o Ferry-Boat de Guarujá para Santos.
Dava mais ou menos uns 60 km de pedal.
 
Depois de fazer uns 3 ou 4 treinos desses, já estava me achando. rsrsrs.
 
Quando pedalamos no final do pelotão, fazemos bem menos força do que quem está lá na frente, com a cara no vento.
Eu só fazia muita força e rezava pra não "sobrar", ou seja, não perder o pelotão. Caso contrário, iria pedalar sozinho até o fim.
 
Nesses primeiros 3 ou 4 treinos, consegui (não me perguntem como) acompanhar o pelotão até a subida do Quilombo.
 
Já, no treino do meu capote...
 
Eu "se achei".
Disse eu pra mim mesmo: "Agora se consagro!"  kkkkk
 
Subi com o pelotão, bufando, babando, quase "marrendo", mas consegui chegar ao topo junto com eles.
 
Daí veio a descida.
Uns 70 km/h...
Eu... tremendo mais que minha máquina de lavar roupa.
Sobrevivi.
 
Chegamos ao plano, uns 30 atletas treinando.
Eu estava em um honroso 10º lugar no pelotão.
 
Dentre todos os atletas, era eu, claro, o mais inexperiente.
 
Os caras da frente pedalando numa média de 38 km/h no plano e eu os seguindo de boa. Só na roda.
 
Também pra quem não sabe, quanto mais estamos próximos do ciclista à frente, menos força fazemos, por conta do vácuo, assim como na Fórmula 1.
 
Resumo da ópera:
 
De 10º no pelotão, fui subindo.
Nono, oitavo, sétimo, sexto, quinto, quarto, terceiro...
Pourra! Tô bem pra caraio.
Vou assumir a ponta do pelotão logo.
 
O segundo no pelote nem sei quem era, mas fui chegando perto da roda traseira dele.
E, chegando perto, fui cada vez mais pensando em sair para o lado e ultrapassá-lo.
 
Do nada, encostei minha roda da frente na roda de trás dele.
 
Descobri um efeito da Física que nunca havia aprendido.
 
Dois veículos de duas rodas, andando na mesma direção, a partir de certa velocidade, o da frente tende a ter o peso maior apoiado em sua roda traseira.
 
Os veículos que vêm atrás também.
 
Logo o veículo que vem atrás tende a ter um menor peso na roda da frente.
 
A roda traseira do veículo da frente terá uma enorme força para catapultar a roda da frente do veículo que vem atrás, caso as rodas se encontrem.
 
Bom...
Não precisei ser um ganhador do Prêmio Nobel de Física, para descobrir que, ao encostar minha roda dianteira na roda traseira dele, com uma velocidade de aproximadamente uns 38/40 km/h, eu iria ser catapultado pra cima.
 
Mas fiz bonito, viu ?
Dei um salto duplo grupado, com um giro de 180 graus, com a bike ainda clipada nos pés, um Tsukahara e um Twister.  
Só não consegui cair em pé.
 
Meu capacete rachou, meus óculos voaram.
Caí de costas com a cabeça cabeçuda dando uma cabeçada no asfalto. Ainda bem que estava de capacete que, mesmo sendo um capacete "meia-bola", me salvou de lesões na cabeça.
 
Minha bike foi parar a uns 10 metros de onde capotei.
 
Ainda, dois atletas, que vinham atrás, caíram por conta do meu capote.
Graças a Deus, não tiveram nenhum problema.
 
Conclusão
 
  • Não se achem.
  • Aprendam, em primeiro lugar, o que podem e devem fazer.
  • Eu, graças a Deus, paguei um preço bem baixo.
  • Em pelotões, nunca pedalem "no clip", caso suas bikes sejam TT.
 
Por enquanto, é isto.
Bons treinos e boas provas a todos.
 
3AV
Marco Cyrino
 
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domingo, 21 de novembro de 2021

Treinamento de ciclismo - Equilíbrio e Simetria


Silvio Marques, via Publique!

Existem algumas propostas que vemos nas prescrições de treinamentos, as quais podemos classificar como ERRADAS. Outras tantas classificamos como CONTRAINDICADAS. 

Tudo depende das convicções de quem prescreve, das EXPERIÊNCIAS ESPECÍFICAS que o prescritor tem com a modalidade e, principalmente, da quantidade de estudos de teoria e prática do contexto. 

O que é preciso sempre é avaliarmos previamente o que uma proposta pode gerar de riscos a quem irá praticá-la. Ou, no português comum, o tal do bom senso.

Não vou me alongar não. Mas posso, do alto da minha larga experiência com o ciclismo de estrada em todas as suas vertentes (MTB, Road Bike e Time Trial), expressar com convicção que o equipamento mostrado na foto é o ÚNICO que deve ser utilizado nos dias atuais, para que deficiências de equilíbrio e assimetrias de pedalada sejam corrigidas. 

Acho por demais arriscado propor determinadas situações para serem realizadas em estradas e em treinamentos externos e urbanos. 

Enfim... 
É apenas uma sugestão por simples SEGURANÇA. 
Nada além de SEGURANÇA ! 

Técnicas de aprimoramento de cadências e tudo o mais podem, sim, ser trabalhadas em estradas. Mas, melhor que não sejam. 

Já vi muita coisa ruim acontecer em pelotões em estradas, tanto em treinos como em corridas de ciclismo, principalmente, por perceber APENAS falta de habilidade de gente treinando ou competindo dentro de pelotões. 

Pelotão não é o melhor lugar para se estar se o ciclista não possuir habilidades e destrezas para a situação. 

Aprendi a andar em pelotão quando humildemente passei a andar no fundo da equipe Memorial junto com Hernandes Quadri Junior, Daniel Rogelin, Douglas Nunes, Fred Longhin e Marcio May. 
 
Ficava quietinho ali no fundo, só aprendendo. 
E por ali fiquei muito tempo e só botava a cara na frente do pelotão em corridas. 
Respeito total pelos ciclistas que elevaram o nível do meu pedal no Triathlon.

Ficarei muito triste se lá na frente alguém postar uma foto todo ralado um dia e disser: "Silvão, você estava certo". 

Invistam em um rolo solto
É difícil de aprender mesmo.
Requer muitas vezes ajuda de alguém com habilidade ou experiência, mas, tão logo você consiga treinar, perceberá rapidamente a evolução do seu "pedal". 

Bons treinos! 

E lembrem-se:
Técnicas que envolvam destreza e equilíbrio, de preferência, treinem em casa. 
No ROLO SOLTO.

Até a próxima !
Silvio Marques


 
Agradecimentos ao Silvão, meu Treinador, por esta contribuição.
 
 
3AV
Marco Cyrino

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sábado, 30 de outubro de 2021

Posicionamento nas provas de contra-relógio, no ciclismo


Silvio Marques, via Publique!

O que vemos atualmente nas provas de ciclismo e Triathlon são profissionais atacando a parte dianteira da bicicleta, em um posicionamento extremamente agressivo.
Tendência ou não, todos com a extensão quase completa do joelho na fase descendente do ciclo da pedalada com a regulagem da altura do banco limitada pela neutralidade entre a dorsiflexão e a flexão plantar dos pés na fase máxima descendente dos pedais.

Avançam o banco em sua máxima possibilidade, alcançando angulações acima dos 80 graus em relação ao eixo do pedal, o que possibilita que, quando em sua extensão máxima de joelho ajustada, a outra perna em sua máxima flexão de joelho ajustada coloca o dorso do pé atrás da linha máxima posterior do quadril, aumentando em eficiência a produção de potência no último quarto descendente da pedalada, direcionando o eixo do ciclo da pedalada não apenas para a frente mas angulando-o também para baixo, diminuindo o arrasto aerodinâmico.

A diminuição da flexão do joelho na extensão máxima do pedal na fase descendente proporciona menor utilização de carga sobre a musculatura dos glúteos, preservando-a em grande parte para a corrida.
O segredo está em equilibrar a diminuição da área de contato da parte traseira da bike com o solo no início do ciclo ascendente da pedalada, com a pressão máxima na frente da mesma na fase final descendente, gerando deslocamento máximo com a potência utilizada, principalmente sobre o centro da bike.

Aos Triathletas é necessário e fundamental considerarem a neutralidade da posição do pé sobre os pedais na máxima fase descendente, vez que aumentar a altura do banco além dessa neutralidade irá gerar flexão ou hiperflexão plantar, que irá gerar contração isométrica da musculatura de panturrilhas, principalmente dos gastrocnêmios em sua cabeça medial, durante todos os ciclos de pedalada. Esse posicionamento, potencializado em horas em cima da bicicleta em provas de longa distância, poderá interferir na qualidade e desempenho da corrida posteriormente, já que são músculos de grande importância usados na corrida. 

Aqueles que têm a possibilidade de treinar adequadamente para uma prova de longa distância devem privilegiar SIM as regulagens na bike com uma abordagem agressiva no período final de treinamentos longos.

Deve-se treinar o fortalecimento e estabilização central (Core), que envolve a musculatura abdominal na parte anterior e a musculatura estabilizadora de coluna e glúteos na parte posterior desse segmento, durante todo o período de preparação para provas de longas distâncias.
Estudos apontam que as lombalgias afetam até 80% da população mundial e é preciso preservar as estruturas envolvidas em todo o esforço da pedalada.

Regulagem com base no conforto apenas para quem não consegue treinar adequadamente os longos braços de cada modalidade durante a fase de preparação.

Hoje em dia é possível ajustar a sua bicicleta adequadamente através de programas e profissionais especializados para se maximizar a eficiência da pedalada e/ou conforto/performance.

E lembre-se.
Com o advento e “moda” das otimizações de performance através de medidores de potência, é muito comum os profissionais cometerem equívocos ao considerarem os padrões médios limiares de produção de potência (FTP) em protocolos de uma hora para ajustes em fases finais de treinamentos.

Considere com o seu treinador fazer os ajustes iniciais através dos protocolos padrões e ir mudando sua abordagem de pedalada após a evolução da performance durante o período dos seus treinos para alguma competição.

Grande abraço e até a próxima !
Silvio Marques

 

 
Agradecimentos ao Silvão, meu Treinador, por esta contribuição.
 
3AV
Marco Cyrino

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terça-feira, 17 de agosto de 2021

Ele, o período de treinos.



Para quem não fez ainda um Triathlon, vou dizer, logo de cara, que o pior não é a prova.
O pior é o antes, é o tomar a decisão.

É decidir levar uma vida totalmente diferente da que você teve até então.

É arrumar tempo para treinar pelo menos duas modalidades por dia:

De segunda-feira a sábado. 
De terça-feira a domingo.
Ou em outros 6 dias, para descansar apenas um.

Para quem trabalha e/ou estuda, é acordar às 04:00h da manhã para treinar ciclismo, natação ou corrida.

E depois ir trabalhar, estudar e treinar o 2º turno diário, seja de natação, ciclismo ou corrida.

Ainda tem outras coisas, como musculação, alongamentos, pilates, fisioterapia, massagens, etc.

E mais outras, tão ou mais importantes quanto:

Fazer avaliações físicas e médicas; ter um bom conhecimento do seu potencial; ter uma boa orientação para treinar; obter informações precisas sobre sua alimentação; hidratação (antes e durante as provas); descanso.

Não vai dar.
Ah! Dá sim!

Podemos realizar tudo o que quisermos e tivermos condições.

Só que não é tão fácil como acordar e fazer uma caminhada.

Nas provas mais curtas, as de Short Triathlon (estamos falando sobre nadar 750 m, pedalar 20 km e correr 5 km), existe uma demanda muito alta sobre a nossa capacidade física.

E não estou falando sobre quem pretende ter um ótimo resultado.
Estou falando sobre seres normais.

Para realizar esse tipo de prova (Short) você já vai ter que treinar muito para poder concluí-la saudavelmente.

Porém a recompensa vem.

Caso você tenha feito uma periodização de treinos bem feita, estando clinicamente apto, pode ficar confiante. 
E a prova será apenas a cereja do bolo, independente de resultado.

No meu caso, experiente que sou (acho que posso dizer isto), a retomada de treinos está sendo mais difícil do que para quem nunca treinou.

Isto porque o meu cérebro quer retomar as performances a partir do ponto em que parei.

Por fim, o período de treinos é muito mais trabalhoso do que a prova.
É nele que temos de nos dedicar para obter aquilo que almejamos.

Como diria um amigo meu:

- "Treino duro, alcance fácil."

Quem tiver cabeça, apoio familiar, persistência, perseverança, vai atingir seu objetivo no Triathlon, seja ele qual for.

3AV

Marco Cyrino

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