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quarta-feira, 23 de julho de 2025

Estrada Velha de Santos - Triathlon, Aquathlon e Natação


Divulgando...
 
A Estrada Velha te espera!
Inscrições abertas para o BLUE Special Edition Estrada Velha!
 
No dia 5 de outubro, a icônica Estrada Velha de Santos te espera com uma etapa BLUE como você nunca viu.
 
  • Triathlon Sprint
  • Triathlon Standard
  • Aquathlon Standard (distâncias oficiais de 1000m de natação e 5km de corrida)
  • Natação em Águas Abertas (400m, 1000m e 2000m)
 
Lote de lançamento só até a próxima terça-feira, 29/07/2025.

 
 
3AV
Marco Cyrino
 
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terça-feira, 6 de agosto de 2024

Esporte, religião, competição, adversários, inimigos.

Dando uma pequena analisada nas Olimpíadas chego a uma conclusão.  
Eu estou certo.
Sempre estive certo, embora não soubesse.
 
Independentemente de religião, nunca rezei para que algum competidor se desse mal para que eu obtivesse um melhor resultado.
Tenho minha crença e ninguém, nunca, em nenhum lugar, vai conseguir me contestar.
Caso queiram, estou a postos.
 
Sempre rezei, rezo e rezarei apenas para uma coisa:
 
Que o Ser Supremo (seja Ele de qual religião for) dê proteção a todos.
Que todos consigam atingir os seus objetivos, dentro dos merecimentos de cada um.
Pois não somos inimigos e sim amigos do esporte.
 
Muitas vezes, dentro de determinado esporte, vejo alguns merecedores de vencer numa competição importante, como nas Olimpíadas.
 
Como o Medina... A onda não veio.
E ele ficou muito feliz com a medalha de bronze.
É assim que se faz.
Se ele fez tudo certo e não veio, não era pra ser.
 
Mas o mote desta postagem é:
 
Ah! Que bonito ver a Rebeca Andrade, durante a premiação, ser reverenciada por suas maiores concorrentes, entre elas Simone Biles, a maior até hoje no mundo.
 
Sinônimo de que há esperança entre nós humanos.
 
São, além de competidoras, amigas, e torcem umas para as outras.
 
Assim como no Skate.
 
Assim como, espero eu, em outros esportes.
 
ESPORTE... RELIGIÃO... COMPETIÇÃO... ADVERSÁRIOS.
INIMIGOS NUNCA!
 
 
3AV
Marco Cyrino
 
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sexta-feira, 3 de março de 2023

Retrospecto, análises e conselhos - Pós-Provas - OS FINALMENTES


Como disse nas postagens anteriores, não pretendia seguir exatamente a ordem.
E assim foi.
Esta postagem é o final da série.
 
Relembrando, estamos falando sobre:
 
  • A preparação - treinamentos, orientações técnicas, nutrição, hidratação (enfim, tudo o que diz respeito ao período pré-prova);
  •  Como fazer checklists; 
  • Como se organizar nas baias da prova; 
  • Como agir nas largadas e chegadas da natação, nas transições para o pedal, no ciclismo, nas transições do ciclismo para a corrida, nas corridas em si e, finalmente  nas chegadas e nos períodos pós-provas.
 
Hoje, vou escrever sobre os “Períodos Pós-Provas”.
Chegamos aos “finalmentes”.
 
Como já mencionado, existem provas:
 
  • Curtas (Short): Natação 750m  - Ciclismo 20km – Corrida 5km; 
  • Médias (Olímpicos e alguns outros): Natação 1500m - Ciclismo 40km – Corrida 10km,  ou 60km de Ciclismo e 16km de Corrida, como o “finado” Insano, que tinha subidas e descidas insanas; 
  • Longas (Meio Iron, Long Distance, Challenge, entre outras): Natação 1900m – Ciclismo 90km - Corrida 21km; 
  • IronMan Full – Natação 3800m - Ciclismo 180km - Corrida 42,2km; 
  • Isso para não falar sobre outras intermediárias, ou as realmente insanas, como o Ultraman.
 
Como o objetivo é escrever apenas sobre provas nas quais tenho experiência, vou me ater aos tipos acima.
 
 
Vamos às minhas recomendações
 
Em primeiríssimo lugar
 
Treinos e orientação técnica
Treine muita natação, ciclismo, corrida e transições, especificamente para o tipo de prova que vai fazer, levando em consideração principalmente a distância, a alimentação e a hidratação.
  
Aconselho muito estar sendo orientado(a) por um(a) profissional que conheça o seu objetivo.
 
Conhecer o percurso
Também muito importante é considerar o percurso em que ocorrerá a prova:
 
Percurso plano ou com muita altimetria?
São percursos muito distintos, realizados em locais com características também muito distintas.
Dependendo da distância da prova, isso interfere, inclusive, no tipo de treino que terá que ser realizado.
 
 
Disclaimer
Antes de dar meus “pitacos” sobre os pós-provas, vou lhes dizer que, o período de recuperação e/ou comemoração é fundamental.
 
Não colocarei informações técnicas a respeito, pois não sou habilitado para isso.
 
Quem os ajudará nisso, com certeza, serão os profissionais das áreas de nutrição, preparação física e técnica, etc.
 
Vou apenas mencionar minhas experiências em cada tipo de prova e respectivos períodos pós-provas.
 
        
Pós-provas Curtas
 
Uma prova curta exige que todas as etapas do Triathlon sejam feitas em, digamos, intensidade máxima.
 
Portanto, caso seu objetivo seja resultado, não adianta começar a prova muito devagar.
 
E não sou eu quem vai dizer como treinar para isso.
Será o seu técnico.
 
Pode parecer fácil, mas o desgaste físico nesse tipo de prova é enorme.
Mesmo a prova sendo curta, o ritmo intenso com que ela é feita requer alguns cuidados no pós.
 
Descanso, hidratação e alimentação adequados são imprescindíveis para todas as distâncias.
 
Obviamente, cada uma com suas peculiaridades, em decorrência do desgaste físico e até mesmo mental.
 
 
Pós-provas Médias
 
Daqui para frente, você deverá ter muito mais dedicação à sua preparação e também à recuperação. 
 
Recomendo muito lerem o item sobre nutrição e hidratação, nos posts anteriores desta série.
 
Como dito no item anterior, os cuidados com descanso, hidratação e alimentação deverão ser adequados ao desgaste ocasionado pela prova.
 
 
Pós-provas Longas & Ironman Full
 
Aí o bicho pega......kkk.
 
Para concluir a prova, serão...
1.900m de natação + 90km de ciclismo + 21km de corrida, ou...
3.800m de natação, 180km de ciclismo e 42,2km de corrida.
 
Há que se ter uma boa estratégia.
 
 
Minhas recomendações para essas provas
 
Nas provas longas, é aí que o filho chora e a mãe não está presente...
 
Você vai ver aquela distância de 1.900m ou 3.800m de natação se transformar em uma travessia do Canal da Mancha.
 
Você vai ver aquela distância de 90km ou 180km de ciclismo se transformar na Race Cross America, com quase 5.000km.
E, por último, você vai ver os 21,1km ou 42,2km de corrida se transformarem numa Ultramaratona de mais de 100km.
 
No dia seguinte você acordou (ainda "adrenalizado", principalmente se houver feito um Iron Full), tentou levantar da cama e sentiu suas pernas não quererem caminhar, de tão doloridas?
Normal.
 
Estando hospedado em algum lugar que tenha escadas, ficou meia hora parado, olhando para baixo, pensando em como seria possível descer (pior ainda, pensando em depois subir) com essas dores?
Normal.
 
Na hora de ir embora, ficou tentando entrar no carro (sem contar o “dirigir”) várias vezes, procurando a forma que doesse menos?
Normal.
 
É assim mesmo.
Aproveite!
Essas dores passarão em pouco tempo (dias ???....rsrsrs), mas a sensação de ter completado a prova ficará para sempre.
 
 
Orientações Específicas
 
Converse muito com o seu técnico a respeito de seus próximos objetivos, para saber o tempo necessário de recuperação e o momento adequado de recomeçar os treinos.
 
A não ser que você seja o seu próprio técnico, com conhecimentos específicos para isso, aceite e cumpra o que for determinado por esse profissional.
 
Caso você não seja o profissional qualificado acima, mas se ache o Ultraman, o Superman, o Phodaman, saiba que há uma “kriptonita” te esperando.
 
Sei do que falo.
Já fiz muitas coisas erradas.
O suficiente para me arrepender.
E um dos motivos deste Blog é passar as minhas experiências, para que ninguém incorra nos mesmos erros.
 
 
A série acabou, mas o Blog não.
Continuarei, insistente que sou.
 
Abraços, bons treinos e boas provas.
 
Ah! E boas recuperações também.
Ninguém é de ferro, nem mesmo os Ironmans.
 
3AV
Marco Cyrino
 
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Para ler esta série em sequência lógica:
 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

De office-boy a Triathleta, passando por futebolista e surfista

(Getty image)
 
Nem médico, nem engenheiro, nem advogado.
Na vida, eu só quis ser 3 coisas:
 
- Jogador de futebol
- Surfista
- Um bom profissional, fosse de qual área fosse.
 
 
A primeira, fui obrigado a desistir cedo
 
Tive que começar a trabalhar com 13 pra 14 anos de idade.
 
Joguei na Briosa, a Portuguesinha, depois fui recrutado para o Santos, embora o Papa, técnico da Briosa, não tenha querido me dispensar.
 
O Papa era o melhor técnico que já conheci.
Ele não falava palavrão.
Ele era o palavrão.
Só me chamava de “filho da pu..”, disso e daquilo...
Ele era phoda... e só estimulava a gente, sem faltar com o respeito... kkk
Coisa que, hoje em dia, seria impensável.
 
Mas, tive que trabalhar.
Office-boy na antiga Agência Marítima Sinárius.
 
 
Indo para o Surf...
 
Nessa fase da minha vida, estava começando a conviver com o Surf.
 
Convivi com o “Velha”, com o Saulo, com o Lequinho (falecido precocemente), com Almir e Picuruta (da família Salazar), com o Cisco, com Bolina e Molina, com o Pato Rouco (Cláudio), com o Jacuí, o Pardal e tantos outros que aqui vou ficar devendo.
 
Porém, eu era muito melhor jogador de futebol do que surfista.
Surfista que ainda sou.
Não tanto na prática, mas de alma.
E olhem... Ainda voltarei.
 
 
Entretantos profissionais
 
Esse período de transição entre surf, futebol e office-boy, me levou a pedir demissão da Sinárius, porque o dono, o Seu Ney, queria me obrigar a cortar meus longos cabelos, queimados de sol e água do mar.
 
Refuguei.
Preferi ser mandado embora a me sujeitar a cortar minhas madeixas, pois não entendia o que aquilo tinha a ver com os meus afazeres profissionais, que, modéstia à parte, realizava muito bem.
 
Nem um mês depois, já estava novamente trabalhando, agora na Rodrimar-Eurobrás, como office-boy.
 
Não me cobraram cortar os cabelos, mas não teria nenhuma chance de ascensão profissional lá.
 
Era ficar sentado em uma mesa, aguardando a chegada de uma porrada de envelopes para entregar nas 200 comissárias de despacho existentes no Centro de Santos.
 
Queria aprender algo e era simplesmente designado a voltar ao meu lugar para aguardar os envelopes.
 
E trabalhava de segunda a sábado, das 08:00h às 18:00h, inclusive aos sábados.
 
 
Bom, já escrevi sobre ser jogador de futebol e sobre ser surfista e até mesmo sobre o início de minha carreira profissional.
 
Agora estou começando a escrever sobre “Ser Triathleta”.
 
 
Distanciamento forçoso do futebol...
 
Continuei surfando bastante e jogando futebol em times de várzea da Baixada Santista, entre eles, o Bandeirantes de Santos e o de São Vicente, o Juventude etc.
 
Também fiquei jogando futebol de salão e de praia.
 
Como isso, o Triathlon começou?
Começou... e eu nem sabendo o que era isso.
 
Começou depois de eu sofrer uma lesão muito grave no Tendão de Aquiles, jogando futebol de salão em uma brincadeira de amigos.
 
Já relatei isto em outras publicações, em contextos diferentes, como neste post Maléficos profetas midiáticos.
 
Era tipo aquelas paradas de jogar um jogo de 10 minutos.
O time que perdesse saía.
O que ganhasse continuava e fazia outro jogo de 10 minutos.
 
Joguei, acho eu, uns 6 ou mais jogos consecutivos e, finalmente, perdemos.
Saí exausto e fui direto pro vestiário tomar um banho e colocar uma roupa para voltar para casa.
 
Ao voltar para me despedir dos amigos, um deles gritou:
 
- Marcão... entra no nosso time porque só temos 4 jogadores (os demais também estavam exaustos).
 
Fominha que sempre fui, entrei.
Na primeira arrancada com a bola, senti como se fosse um tiro no meu tendão.
 
Com o corpo frio, depois de já ter me banhado...
Enfim, fui burro, muito burro.
Coitados dos burros que são muito mais inteligentes do que fui.
Desnecessário relatar a dor.
 
Fui levado, pelo meu ex-sócio Waldir, a um renomado ortopedista que, na época, era o “Pica das Galáxias” do SFC.
 
E o cara me diz o seguinte:
 
- Volta aqui amanhã que vou te operar e tu vais voltar a ser um ótimo atleta.
Vais poder jogar baralho, sinuca, dominó...
Nunca mais vais ser o mesmo.
 
Tentando reduzir a odisséia:
 
Eu havia sofrido um rompimento parcial do Tendão de Aquiles.
Caso fizesse a cirurgia, poderia estar apto a voltar às atividades em 3 meses.
Caso não optasse pela cirurgia, demoraria aproximadamente um ano ou mais para me recuperar e, ainda assim, com restrições.
 
Cabeçudo que sou e por não ter gostado do “Pica das Galáxias”, optei por não fazer a cirurgia.
 
Daí, fiquei meses e meses manquitolando.
 
Depois de um bom tempo passei a nadar e conheci uns bons amigos, os quais mantenho até hoje.
 
Mineiro, Malavasi, Sidney, Baltazar, entre outros.
O Baltazar me chamava de coxo...kkk Só andava mancando.
 
Neuzita foi minha muleta e bengala, durante muito tempo.
 
Consegui, muito aos poucos, me recuperar dessa lesão, andando muito por dentro do mar, com a Neuzita me servindo de bengala.
 
Voltei a surfar e até mesmo a dar umas corridinhas, com muita precaução.
 
 
Entrando no Triathlon sem perceber
 
Daí veio o convite do Mineiro, para que a gente fizesse um Biathlon.
Apenas 500m de natação e 3km de corrida no Gonzaguinha, em São Vicente.
 
Aceitei o desafio.
Fiz.
Até porque, a corrida desse tipo de prova não colocaria em risco meu tendão.
 
Depois, vieram outros desafios, como fazer os 10km A Tribuna.
E mais outros.
 
Daí, veio o Triathlon.
 
Primeiro o Short Triathlon do Troféu Brasil.
Eu com a minha bike de pedalar na rua.
 
Depois de vários, veio o Olímpico, também do TB.
Ganhei na minha categoria e me empolguei.
Passei a treinar sério.
 
Depois de muitos Olímpicos, o Fernando Rocha me convenceu a fazer o meio de Pira.
Fiz e quase “marri”... kkk.
 
E ainda depois, o Cláudio Miller me convenceu a fazer o Iron.
Fiz só 7 desses... kkk.
Ele se orgulhava de ter feito 5.
Dei na cabeça dele com mais de 15 anos de diferença. kkk
Esse cara é meu amigão até hoje e sempre.
 
Vieram várias participações no Internacional de Santos.
Ganhei em minha categoria, em 2018.
 
Vieram também vários meios, do Challenge, o qual também ganhei em 2017 e pude ir para o Mundial na Eslováquia em 2018.
 
 
Um dia, nos idos de 2000 e pouco, encontrei o “Pica das Galáxias” e pude lhe dizer:
 
- Lembras de mim?
Aquele que tu dissestes que, mesmo depois de operado, iria ser um ótimo atleta de sinuca, dominó, baralho?
Então...
Só pra te dizer que, realmente, tu não me operastes, mas eu me tornei um ótimo atleta.
 
 
O mote desta postagem é...
 
Nunca desistam! 
Só isso.
 
 
(Inspirado em uma publicação de Renê de Moura).
 
3AV
Marco Cyrino
 
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