Mostrando postagens com marcador 4.2. Ciclismo - Treinamento Indoor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 4.2. Ciclismo - Treinamento Indoor. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de junho de 2026

Pedalar e correr - Ciclismo e Triathlon


Há poucos dias, conversando com "meu" dentista, fiquei com isso na cabeça.
Cabeçudo que sou, as coisas só saem dela quando as escrevo.
 
É um cara sensacional (o dentista, não eu.... rs).
E adora ver tudo sobre esportes, assim como eu.
Seja futebol, surf, vôlei, basquete, pedestrianismo, ciclismo, natação, enfim...
 
Sabendo que já "fui" surfista e Triathleta (sim, já fui... rs), sempre em nossas consultas para procedimentos de praxe, ele fica comentando comigo e querendo saber sobre tudo.
 
Enquanto faz os procedimentos, mesmo eu estando de boca aberta, ele fala comigo, como se eu pudesse responder.
 
Daí que, na última consulta, ele me perguntou sobre algumas coisas de ciclismo.
 
Não fui um bom ciclista, mas, de tanto assistir as provas internacionais (Tour de France, La Vuelta, etc.), aprendi algumas coisas.
 
Também aprendi pedalando com parceiros de Triathlon, pois, antes de fazer essa coisa doida (Triathlon), eu era expert em ciclismo para ir de Santos ao Guarujá, com uma bike de rua emprestada, levando no cano um amigo, com duas pranchas, para surfar no Tombo ou em Pernambuco (Guarujá).
Já contei isso.
 
Bom, o que ficou em minha cabeça cabeçuda foi o seguinte.
 
Ciclismo competitivo
Eles e elas aprendem desde cedo a pedalar "redondo".
O que isso significa?
Pedalar empurrando com uma perna e puxando com a outra.
Para isso, precisamos ter os 2 pés presos aos pedais.
Para quem, como eu, aprendeu a pedalar apenas empurrando o pedal, fica meio difícil fazer isso.
Mas, podemos melhorar treinando.
 
Só que o ciclista profissional e/ou competitivo (amador) vai somente pedalar.
Então, vale muito fazer o pedal "redondo".
 
Ciclismo no Triathlon
No meu caso, juro que tentei treinar para pedalar "redondo".
Si phodí... kkk
 
Isto porque, no Triathlon, depois de pedalar, a gente tem que correr, né?
 
O músculo que usamos para "puxar" o pedal no ciclismo é o mesmo que utilizamos na corrida.
Aquele famoso posterior da coxa.
E o que usamos para "empurrar" o pedal é o antagônico dele, o anterior da coxa, o qual não usamos tanto na corrida.
 
Portanto, senti que ganhava rendimento no pedal, mas perdia na corrida, devido à fadiga muscular.
 
Em meu 3º ou 4º Ironman (não lembro), fiz o meu melhor pedal utilizando a técnica de empurrar e puxar.
E fiz a minha pior corrida.
 
Em um outro Ironman, fiz meu pior pedal, não por conta disso, mas fiz minha melhor corrida.
 
Resumo
CICLISMO É UMA COISA.
CORRIDA É OUTRA COISA.
E TRIATHLON SÃO 3 COISAS.
 
Observação importantíssima
Como o Blog tem apenas a intenção de passar minhas experiências e opiniões, espero que isto sirva para, principalmente os iniciantes, se informarem.
 
Em outras palavras, são opiniões baseadas nos aprendizados da minha experiência atlética e não em estudos científicos.
 
 
3AV
Marco Cyrino
 
*** Por favor, faça login antes de escrever seu comentário.
 
 

sábado, 11 de abril de 2026

Sobre treinos longos de ciclismo

 
Há alguns dias, encontrei com meu brother, ex-ciclista profissional, Johnny Evangelista.
 
Ciclista das antigas e dos bons.
Sei que é redundante porque, para ser ciclista profissional aqui, tem que ser bom mesmo.
 
Em uma rapidíssima troca de palavras, ele me perguntou sobre quantos Irons eu fiz (mesmo ele já sabendo... rsrsrs), sobre eu voltar aos treinos, sobre querer passar por tudo de novo etc.
 
Mas, ele fez também umas perguntas que ficaram, depois dos meus afazeres, na minha cabeça cabeçuda:
 
Ele...
Qual foi o treino mais longo de ciclismo que você fez?
 
Eu...
Johnny, acho que foram um ou dois de 200 Km.
 
Ele...
Nos Irons, qual foi a parte mais difícil pra você?
 
Eu...
Com certeza, a corrida.
Não por ela, mas por ter que fazer a maratona depois de nadar quase 4 km e pedalar 180 km.
 
Ele...
E nos treinos? Em qual modalidade você sentia mais dificuldade?
 
Ele...
Por último, como você conseguiu resultados tão bons, sendo que, pelo que me disse, não era o top em nada?
 
Eu...
Johnny, preciso parar por aqui, porque tenho coisas rápidas e urgentes pra fazer.
 
Bom, devido à pressa, a conversa terminou, mas, agora, depois desta baita introdução, vou ver se consigo responder as perguntas restantes.
 
Triathlon, Natação e Corrida
Já escrevi sobre isso algumas vezes, mas, vamos em frente.
 
Entrei no Triathlon meio por acaso e já com idade avançada para começar.
Não vou me estender sobre isso.
 
Nadar e correr não eram coisas desconhecidas.
Nadava para me salvar no surf e sempre corri devido minha "aptidão futebolística", embora sejam coisas totalmente diferentes de competições de Triathlon.
 
Porém, sempre senti afinidade com essas modalidades.
 
Ciclismo
Minha experiência com o ciclismo era saber que conseguia pedalar levando um amigo "no cano" da bike emprestada (bike de rua), com duas pranchas embaixo dos braços, para irmos surfar no Guarujá.
 
Ele, o amigo, levando uma e eu a outra, pedalando contra o vento (sempre o vento estava contra....rs) e com as pranchas servindo de freios.
 
Isso por uns 15 km até a Praia de Pernambuco – Guarujá, ou uns km a menos até a Praia do Tombo, também Guarujá. Só de ida, porque na volta os 15 km até a praia de Pernambuco se tornavam 100 km, depois de horas de surf.
 
 
Daí, vieram todas as coisas...
Lesões futebolísticas, rompimento de tendão de Aquiles, aprender a nadar em piscina (nadar mesmo e não apenas me salvar), correr sem ser para jogar futebol, enfim...
 
Coisas que me levaram para o Biathlon e depois para o Triathlon, onde fiz minha primeira prova com minha bike de rua.
 
Depois, fiz o Internacional de Santos com uma bike "estradeira" emprestada pelo grande amigo Felipe Cidral, da Pizzaria Kokimbos e seu irmão Fred Cidral.
 
 
Agora, e só agora, respondendo as perguntas do Johnny que ficaram na minha cabeça.
 
A modalidade em que mais senti dificuldade para treinar foram os longuíssimos de bike.
 
Não tenho absoluta certeza, mas, acho que nos 7 Irons que fiz, para 5 deles pedalei no máximo 140 km (sendo que, por motivo de muita chuva, fiz um deles em casa no rolo, o que não recomendo... kkk) e para os 2 últimos pedalei 200 km.
 
Os longos de bike são phoda elevada a 10ª potência.
 
No meu caso, 200 km pedalando sozinho, eu tinha duas opções:
 
1ª) Sair de casa sozinho, pegar a balsa para Guarujá às 07:00h (acordando às 04:30h), fazer a travessia, atravessar Guarujá, pegar a Piaçaguera (Faixa de Gaza) com risco de ser assaltado etc., entrar na Rio-Santos, ir até Juqueí (vejam as serrinhas, no Google Maps) e voltar.
 
2ª) Sair de casa sozinho também, colocar a bike no carro, subir até a Estrada Velha de Santos e lá fazer várias voltas, onde ida e volta são aproximadamente 16 km.
Logo, para fazer 200 km de pedal lá, são 12 voltas e meia. Com várias subidinhas, nenhuma delas com muito aclive, ao contrário da Rio/Santos. Quem conhece a subida da Bica e da Petrobrás, na Rio-Santos, saberá do que estou falando.
 
Coisas boas e coisas ruins lá e cá...
 
Coisas boas na Rio-Santos
Paisagens lindas, pedal de apenas uma ida e uma volta.
 
Encontrar no caminho vários amigos treinando e segui-los, ou eles me seguirem.
 
Caraio! Acho que é só. kkk
 
Coisas ruins na Rio-Santos
* Passar pela Faixa de Gaza sem ser assaltado. Estresse total.
 
* Risco de acidentes na estrada.
 
* Ir até Juqueí sem saber onde eu iria me abastecer.
 
Obs.: Para um treino de 200 km de bike e, principalmente para depois correr uma maratona no Ironman, a gente tem que se acostumar a ingerir muitas calorias.
 
Daí, o próximo posto de abastecimento, no pedal, a gente (eu pelo menos) não sabe onde será.
E a gente sai com uma garrafinha de água, uma de isotônico, um monte de gel de carbo...
Mas, chega uma hora que a gente tem que abastecer.
Vai saber se é em Bertioga, se é na Riviera de São Lourenço, se é em sei lá onde.
Pior é na volta... kkk.
 
Coisas boas no Riacho Grande (Estrada Velha de Santos)
* Paisagem também linda.
 
* Encontrar no caminho uma multidão pedalando, correndo, etc. Parece que sempre está tendo uma prova de Triathlon lá.
 
* Risco pequeno de assaltos ou acidentes graves.
 
* Possibilidade de se abastecer em várias voltas, com o carro estacionado em um local apropriado.
 
* Possibilidade de encontrar alguma ajuda em caso de necessidade. Como são muitas voltas, embora as subidas não sejam íngremes, serão muitas.
 
 
Coisas ruins no Riacho Grande (Estrada Velha de Santos)
* Multidão correndo pelos acostamentos, mas também pelo meio da pista, como se não houvesse ciclistas treinando lá.
 
* Depois de 7 horas de treino a gente já nem sabe mais em que volta está... rsrsrs.
 
* Depois das 14:00h, começam a chegar os baladeiros e a coisa fica meio punk. Ninguém respeita mais ninguém.
 
Resumo
Falando apenas sobre a minha preferência entre treinar 200 km na Rio-Santos, direto e reto, ou treinar 200 km no Riacho Grande – Estrada Velha de Santos:
 
Rio-Santos direto e reto
É punk mas, caso eu chegue em Juqueí, só tenho uma opção: voltar.
 
Logo tenho que concluir o treino.
Onde eu vou parar para descansar ou me abastecer é problema meu... kkk
 
Riacho Grande (Estrada Velha de Santos)
Também é punk.
Porém, tenho 12 voltas para fazer e cumprir o compromisso.
Isso é bom e é ruim.
É bom porque a cada 16 km tenho oportunidade de me abastecer.
É ruim porque a cada 16 km, depois de umas 8 voltas, tenho uma baita vontade de parar... kkkkkkkk
Só a sofrência mesmo é que me levou a fazer isso.
 
Com os Treinos de Corrida foi mais ou menos a "lesma lerda", mas vai ficar para outra postagem.
 
3AV
Marco Cyrino
 
*** Por favor, faça login antes de escrever seu comentário.

domingo, 21 de novembro de 2021

Treinamento de ciclismo - Equilíbrio e Simetria


Silvio Marques, via Publique!

Existem algumas propostas que vemos nas prescrições de treinamentos, as quais podemos classificar como ERRADAS. Outras tantas classificamos como CONTRAINDICADAS. 

Tudo depende das convicções de quem prescreve, das EXPERIÊNCIAS ESPECÍFICAS que o prescritor tem com a modalidade e, principalmente, da quantidade de estudos de teoria e prática do contexto. 

O que é preciso sempre é avaliarmos previamente o que uma proposta pode gerar de riscos a quem irá praticá-la. Ou, no português comum, o tal do bom senso.

Não vou me alongar não. Mas posso, do alto da minha larga experiência com o ciclismo de estrada em todas as suas vertentes (MTB, Road Bike e Time Trial), expressar com convicção que o equipamento mostrado na foto é o ÚNICO que deve ser utilizado nos dias atuais, para que deficiências de equilíbrio e assimetrias de pedalada sejam corrigidas. 

Acho por demais arriscado propor determinadas situações para serem realizadas em estradas e em treinamentos externos e urbanos. 

Enfim... 
É apenas uma sugestão por simples SEGURANÇA. 
Nada além de SEGURANÇA ! 

Técnicas de aprimoramento de cadências e tudo o mais podem, sim, ser trabalhadas em estradas. Mas, melhor que não sejam. 

Já vi muita coisa ruim acontecer em pelotões em estradas, tanto em treinos como em corridas de ciclismo, principalmente, por perceber APENAS falta de habilidade de gente treinando ou competindo dentro de pelotões. 

Pelotão não é o melhor lugar para se estar se o ciclista não possuir habilidades e destrezas para a situação. 

Aprendi a andar em pelotão quando humildemente passei a andar no fundo da equipe Memorial junto com Hernandes Quadri Junior, Daniel Rogelin, Douglas Nunes, Fred Longhin e Marcio May. 
 
Ficava quietinho ali no fundo, só aprendendo. 
E por ali fiquei muito tempo e só botava a cara na frente do pelotão em corridas. 
Respeito total pelos ciclistas que elevaram o nível do meu pedal no Triathlon.

Ficarei muito triste se lá na frente alguém postar uma foto todo ralado um dia e disser: "Silvão, você estava certo". 

Invistam em um rolo solto
É difícil de aprender mesmo.
Requer muitas vezes ajuda de alguém com habilidade ou experiência, mas, tão logo você consiga treinar, perceberá rapidamente a evolução do seu "pedal". 

Bons treinos! 

E lembrem-se:
Técnicas que envolvam destreza e equilíbrio, de preferência, treinem em casa. 
No ROLO SOLTO.

Até a próxima !
Silvio Marques


 
Agradecimentos ao Silvão, meu Treinador, por esta contribuição.
 
 
3AV
Marco Cyrino

*** Por favor, faça login antes de escrever seu comentário.


sábado, 30 de outubro de 2021

Posicionamento nas provas de contra-relógio, no ciclismo


Silvio Marques, via Publique!

O que vemos atualmente nas provas de ciclismo e Triathlon são profissionais atacando a parte dianteira da bicicleta, em um posicionamento extremamente agressivo.
Tendência ou não, todos com a extensão quase completa do joelho na fase descendente do ciclo da pedalada com a regulagem da altura do banco limitada pela neutralidade entre a dorsiflexão e a flexão plantar dos pés na fase máxima descendente dos pedais.

Avançam o banco em sua máxima possibilidade, alcançando angulações acima dos 80 graus em relação ao eixo do pedal, o que possibilita que, quando em sua extensão máxima de joelho ajustada, a outra perna em sua máxima flexão de joelho ajustada coloca o dorso do pé atrás da linha máxima posterior do quadril, aumentando em eficiência a produção de potência no último quarto descendente da pedalada, direcionando o eixo do ciclo da pedalada não apenas para a frente mas angulando-o também para baixo, diminuindo o arrasto aerodinâmico.

A diminuição da flexão do joelho na extensão máxima do pedal na fase descendente proporciona menor utilização de carga sobre a musculatura dos glúteos, preservando-a em grande parte para a corrida.
O segredo está em equilibrar a diminuição da área de contato da parte traseira da bike com o solo no início do ciclo ascendente da pedalada, com a pressão máxima na frente da mesma na fase final descendente, gerando deslocamento máximo com a potência utilizada, principalmente sobre o centro da bike.

Aos Triathletas é necessário e fundamental considerarem a neutralidade da posição do pé sobre os pedais na máxima fase descendente, vez que aumentar a altura do banco além dessa neutralidade irá gerar flexão ou hiperflexão plantar, que irá gerar contração isométrica da musculatura de panturrilhas, principalmente dos gastrocnêmios em sua cabeça medial, durante todos os ciclos de pedalada. Esse posicionamento, potencializado em horas em cima da bicicleta em provas de longa distância, poderá interferir na qualidade e desempenho da corrida posteriormente, já que são músculos de grande importância usados na corrida. 

Aqueles que têm a possibilidade de treinar adequadamente para uma prova de longa distância devem privilegiar SIM as regulagens na bike com uma abordagem agressiva no período final de treinamentos longos.

Deve-se treinar o fortalecimento e estabilização central (Core), que envolve a musculatura abdominal na parte anterior e a musculatura estabilizadora de coluna e glúteos na parte posterior desse segmento, durante todo o período de preparação para provas de longas distâncias.
Estudos apontam que as lombalgias afetam até 80% da população mundial e é preciso preservar as estruturas envolvidas em todo o esforço da pedalada.

Regulagem com base no conforto apenas para quem não consegue treinar adequadamente os longos braços de cada modalidade durante a fase de preparação.

Hoje em dia é possível ajustar a sua bicicleta adequadamente através de programas e profissionais especializados para se maximizar a eficiência da pedalada e/ou conforto/performance.

E lembre-se.
Com o advento e “moda” das otimizações de performance através de medidores de potência, é muito comum os profissionais cometerem equívocos ao considerarem os padrões médios limiares de produção de potência (FTP) em protocolos de uma hora para ajustes em fases finais de treinamentos.

Considere com o seu treinador fazer os ajustes iniciais através dos protocolos padrões e ir mudando sua abordagem de pedalada após a evolução da performance durante o período dos seus treinos para alguma competição.

Grande abraço e até a próxima !
Silvio Marques

 

 
Agradecimentos ao Silvão, meu Treinador, por esta contribuição.
 
3AV
Marco Cyrino

*** Por favor, faça login antes de escrever seu comentário.

Textos relacionados:



terça-feira, 17 de agosto de 2021

Ele, o período de treinos.



Para quem não fez ainda um Triathlon, vou dizer, logo de cara, que o pior não é a prova.
O pior é o antes, é o tomar a decisão.

É decidir levar uma vida totalmente diferente da que você teve até então.

É arrumar tempo para treinar pelo menos duas modalidades por dia:

De segunda-feira a sábado. 
De terça-feira a domingo.
Ou em outros 6 dias, para descansar apenas um.

Para quem trabalha e/ou estuda, é acordar às 04:00h da manhã para treinar ciclismo, natação ou corrida.

E depois ir trabalhar, estudar e treinar o 2º turno diário, seja de natação, ciclismo ou corrida.

Ainda tem outras coisas, como musculação, alongamentos, pilates, fisioterapia, massagens, etc.

E mais outras, tão ou mais importantes quanto:

Fazer avaliações físicas e médicas; ter um bom conhecimento do seu potencial; ter uma boa orientação para treinar; obter informações precisas sobre sua alimentação; hidratação (antes e durante as provas); descanso.

Não vai dar.
Ah! Dá sim!

Podemos realizar tudo o que quisermos e tivermos condições.

Só que não é tão fácil como acordar e fazer uma caminhada.

Nas provas mais curtas, as de Short Triathlon (estamos falando sobre nadar 750 m, pedalar 20 km e correr 5 km), existe uma demanda muito alta sobre a nossa capacidade física.

E não estou falando sobre quem pretende ter um ótimo resultado.
Estou falando sobre seres normais.

Para realizar esse tipo de prova (Short) você já vai ter que treinar muito para poder concluí-la saudavelmente.

Porém a recompensa vem.

Caso você tenha feito uma periodização de treinos bem feita, estando clinicamente apto, pode ficar confiante. 
E a prova será apenas a cereja do bolo, independente de resultado.

No meu caso, experiente que sou (acho que posso dizer isto), a retomada de treinos está sendo mais difícil do que para quem nunca treinou.

Isto porque o meu cérebro quer retomar as performances a partir do ponto em que parei.

Por fim, o período de treinos é muito mais trabalhoso do que a prova.
É nele que temos de nos dedicar para obter aquilo que almejamos.

Como diria um amigo meu:

- "Treino duro, alcance fácil."

Quem tiver cabeça, apoio familiar, persistência, perseverança, vai atingir seu objetivo no Triathlon, seja ele qual for.

3AV

Marco Cyrino

 Receba por email 

 

sábado, 1 de maio de 2021

O retorno não é fácil

Depois de ter dado um tempo no Triathlon em 2019, por problemas pessoais...

Depois de ter tentado voltar a treinar em 2020 e...  
Ah! Vocês sabem, veio a pandemia.

Depois de praticamente dois anos só fazendo uns biro-biros, tipo pedalar meia hora no rolo, correr pelas escadarias do meu prédio, nadar... 

Nadar? Onde?
Ah... Pra nadar, tenho o mar praticamente na minha porta. 
Bom, não tem desculpinhas.

Perdi 99% do meu condicionamento físico.

Recomecei a treinar no início deste ano de 2021.
E veio o tsunami... TSUNAMI mesmo, porque não foi 2ª onda.

Parou tudo de novo. 
Só que desta vez parou tudo mesmo.

Agora, caindo novamente o número de contaminados e de mortes, com mais vagas de UTIs, aumentando o número de vacinados (incluindo eu, na faixa etária de 63+), estou me dispondo a voltar aos treinos.

Orando muito para que não venha a 3ª onda dessa desgraça.

Daqui pra frente, é pura ficção combinada com o que sei que vai acontecer.

As academias ainda não estão com horários disponíveis para musculação e natação nos horários que posso ir.
Bora nadar no mar.

Saio de casa cedo, visto a minha roupa de borracha para natação (porque sem ela acho que não conseguiria nadar no mar), entro no reino sagrado do mar (depois de orar pedindo proteção) e consigo finalmente nadar 1.000m.
E saio do mar como quem nadou 10.000m.

No outro dia, faço um treino de bike no rolo.
Trinta minutos e estou exausto como quem fez 180km.

Vamos correr no outro dia.

Faço 1 hora de corre, caminha, trota, pára, senta, espera baixar a FC, volta a trotar...
E deu 7km em 1 hora. 
Pace de mais ou menos 8:20 min/km.

Vamos insistir na corrida, que é o que está mais fácil pra realizar.

Deu 8:10 min/km de pace.
Depois 8:00 min/km...
Depois 7:40 min/km...
Depois 7:30 min/km. 
Depois 7:20 min/km...
Depois 7:10 min/km...
Ontem 7:14 min/km...

Nosso corpo tem memória. Tem mesmo!
Mas acho que o meu está com problemas....... kkkk.

Só sei que tenho resiliência e estou voltando.

Pra quem, há 3 anos, corria 10km para 50min... está longe. 
Mas, aos poucos vamos voltando.

Não estranhem caso eu volte no TB deste ano e faça mais de 3 horas na distância Olímpica.
Vai ser apenas um retorno. 
Sem preocupação com o tempo e sim com minha saúde.

Espero encontrar muitos amigos lá.

3AV

Marco Cyrino

 Receba por email 


sábado, 13 de março de 2021

Até quando?

Santos, SP — Foto: Rodrigo Nardelli/G1

Até quando, meu Deus?

Sinceramente não tenho tido tesão pra treinar.

E, por motivos particulares, já não tenho uma prova alvo pra treinar.

 

Daí, a gente tenta entrar num ritmo de treino, pelo menos para voltar a ter um condicionamento físico compatível com "depois eu vou ter uma prova alvo".

  • Tenho feito meus biro-biros, tipo correr e caminhar, ou caminhar e correr.
  • Alguns treininhos no rolo, sem nenhuma vontade.
  • Alguns treinos de musculação, na academia do edifício onde resido.
  • Para não permanecer inerte, tenho até mesmo descido e subido pelas escadarias com grande freqüência (moro no 8º andar).
  • E venho nadando algumas poucas centenas de metros no mar da minha querida cidade de Santos.
  • Tudo meia-boca...

Vejo muitos atletas, alguns deles amigos mesmo, como o Cláudio Miller, fazendo de tudo.

Vejo outros, que são mais amigos virtuais, treinando até o talo para realizar determinada prova alvo.

Não os invejo.

Só que (sem entrar aqui em aspectos políticos) tudo pára novamente.

Tudo fecha novamente.

As praias, aqui em Santos, voltaram a fechar, desde já, até o dia 30/03. 

 

E as mídias televisivas botando pressão...

Ah!!!  Parei por aqui.

 

Só consigo perguntar:

Até quando, meu Deus?

 

Quando penso que não pode piorar, a barata voa.

Vamos em frente, que um dia a gente se apruma novamente.

Se falar mais a respeito, vou politizar até mesmo o teor deste post.

 

Que o Nosso Pai Oxalá continue nos protegendo de tudo e de todos.

 

3AV 

Marco Cyrino

 Receba por email 

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

Triathlon pós-pandemia - O Retorno


Texto de ficção...
Ou não...

A pandemia já passou.
Ou está a passar.

Acompanhando daqui de casa os números caindo.
De contaminados, de mortos.
Acompanhando a evolução dos testes das vacinas.

Enfim...
Se Deus, Nosso Pai Oxalá, quiser, estamos perto de nos livrar dessa praga, em definitivo.

Acompanhando também os meus amigos Triathletas, em suas postagens.

Uns, como eu, panguando,  tentando nos manter o máximo possível em atividade, tipo lavar louças, descer e subir escadas para atividades do dia-a-dia, caminhar, trotar, pedalar um pouco no rolo, ir à padoca, ao mercado.
Enfim... Treinos "intensos".

Outros, desde o início da pandemia, mantendo-se em plena forma.
Sabe Deus como.


Este post é apenas uma perspectiva de como estarei ao voltar ao normal.
Não ao "novo normal", mas sim ao normal mesmo, quando poderei fazer tudo aquilo que fazia antes dessa "eternatena".


Vamos lá...

Acabou!
Hoje o mundo volta ao normal.

Indo nadar

Academia ainda com horários restritos, com agendamentos, com isso e aquilo.
Puts! Vou adiar um pouco a volta à natação na academia.

Mas, tenho um marzão aqui em frente para nadar.
A água está gelada, mas, tenho roupa de borracha, nova, ainda não usada.

Bora nadar no mar.

Chego à praia com a roupa a tira-colo.
Coloco os sacos plásticos nos pés para vesti-la.
Com muito custo, consigo colocá-la até a cintura.
Depois, um braço... e o outro... Ufa!... Entrou.
Agora, a parte mais difícil.
Fechar o zíper atrás.
Pego a cordinha pra puxar o zíper pra cima e puxo... puxo... puxo de novo e... Cadê que o bagulho fecha?
Não fechou, não!
Tento a tática de esvaziar todo o ar dos pulmões.
Fechou!
Só que não consigo mais respirar.
Consigo puxar o zíper para baixo antes de morrer sufocado.

Natação cancelada por enquanto.


Indo pedalar

Durante a "eternatena", consegui fazer uns 3 treinos no rolo.
Ainda consegui ir para o Riacho Grande fazer 2 treinos de pedal de 40 km.
Todos com a bike road.

Agora, com a vida normal, vou treinar com a minha TT.

Antes de perder tempo acordando às 5:00h para pedalar novamente no Riacho Grande, desta vez com a TT, tenho que testar minha habilidade com ela.
Monto o rolo na sala.
Preparo a TT para o rolo.
Visto uma bermuda de treino.
Visto uma camiseta de ciclismo...
Ufa! Tá muito apertada.

Subo na bike e começo a pedalar sem estar clipado.

Pareço um Urso de Circo, em cima da bicicleta.

Tento "deitar" no clip.
A pança não deixa.
Os joelhos batem na minha barriga.
Desisto.
Voltarei a pedalar nela, depois de perder algumas arrobas.
O melhor para isso é correr.


Indo correr

Não nego, foi a única coisa que consegui fazer durante a pandemia.
Correr.... quer dizer... tentar...
Mais caminhei do que corri.
No máximo trotei.
Mas, agora vai.

Vamos recomeçar por onde?
De onde parei?
Claro que não.
Vou ser bem precavido.
Que tal começar por um treino de 10 km, correndo para 5 min/km ?
Ou, um mais longo e mais leve, tipo 21 km para 6 min/km ?
Ah! Vou sair e ver no que dá.
...
...
...
...
...
Voltei!
Morri, mas passo bem.
Deu 7 km, sendo 100 m correndo e 300 m caminhando, a cada km.
Vai demorar, viu?


Isso tudo vai passar.
Tudo na vida é passageiro.

Fui!
Daqui a pouco volto.
Mas, se Deus quiser, volto com tudo.


3AV
Marco Cyrino