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quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Troféu Brasil de Triathlon 2021 - 2ª Etapa - Relato de Prova



Renê Pascoali Junior, via Publique!

(O dia em que nadei 25.750 metros pelas ruas de Santos)

Sábado pré-prova

Acordei cedo e fui nadar no mesmo local da prova, em um "esquenta" promovido por um dos patrocinadores da prova. 
Coloquei a roupa de borracha e fui. 
Nadei tranqüilo todo o percurso e, quando saí da água, para minha surpresa, tinha nadado pouco mais de 1000 metros. 

Água na temperatura boa, um sol forte das 10:00 da manhã, e bora pra casa descansar.

À tarde, logo após o almoço, fui buscar o kit da prova.
Para minha sorte, foi do lado de casa. 
Kit na mão, preparar a tralha, colocar o número na bike, separar tênis, capacete, óculos de natação, óculos de sol, e tudo o que seria necessário na prova.

Domingo, dia de prova

Acordei às 5:00, tomei café, e comecei a arrumar a mochila. 

Coloquei os números de identificação nos braços (é quase tomar um banho para aquela tranqueira ficar direito), peguei meu relógio, esse que seria protagonista mais uma vez e, depois de atender alguns chamados do nosso ser interior, tô pronto. 

Saí de casa pedalando às 6:10.

Cheguei à área de transição, identificado e liberado, fui procurar meu canto e, quando encontrei minha fileira correta, de cara já vi que tinha algo errado. 
A placa dizia do 877 até o 902, ou seja, 25 bikes, mas, o ultimo espaço seria para a 892.  E as outras 10 bikes? Onde ficariam?

Deu-se o tumulto. Atletas chegando e não encontrando o seu lugar. 
O problema foi rapidamente resolvido pela organização, que providenciou novos lugares. 
Por um momento pensei que estaria presenciando o primeiro overbooking no Triathlon. 

Tudo arrumado, bora aquecer. De leve, aquela nadada marota, que na verdade é só pra fazer aquele xixi mesmo.

Natação

Com mais atletas desta vez, em comparação com a etapa anterior, a largada foi dada, e sim, consegui ligar meu relógio desta vez. 

Só que a primeira besteira que fiz foi sair correndo junto com a galera, coisa que não posso fazer. Depois de 100 metros nadando, começou a me dar falta de ar, e até a metade da natação era dar algumas braçadas e parar para me recuperar. Só consegui nadar bem após a segunda bóia. 

Saí da água (puto) e vi que os 15 min. que normalmente faço tinham virado 18 min.

Transição 1

Fiquei surpreso em ver a quantidade de gente que estava na praia e ao longo da transição. Fazia muito tempo que não via um corredor de gente tão grande. 

Na corrida pela areia, lembrei de encerrar a natação e iniciar a T1 no relógio, e aí que fiz a segunda besteira: em vez de apertar o split, apertei o stop (sem perceber), e vida que segue. 

Peguei a bike, coloquei o capacete, e bora fazer força. 
E de novo apertei o start para o relógio recomeçar a marcar (para ele eu ainda estava nadando)

Ciclismo

Já longe das referências de amigos que haviam saído da água bem antes, fiz o meu pedalzinho de sempre, aqueles 30 km/h de média. 

Na Portuária sempre tem vento contra e, às vezes, ele faz sacanagem e espera você fazer o retorno e muda de direção. 
Este é o vento sempre do contra.  

Fiquei preocupado de fazer força além do que tinha treinado e prejudicar minha corrida; então cozinhei o galo os 20 km.

Transição 2

Desci da bike, e insistindo nessa brincadeira apertei o stop novamente, parando o relógio. 
Achei fácil a minha baia, pois era uma que só tinha um lugar sobrando para pôr a bike. 
Coloquei o tênis e fui correr atrás do prejuízo. 
Apertei o botão start e voltei a nadar, digo correr. 

Corrida

Estava quente, o sol já estava alto, mas, como a corrida eu tinha treinado direitinho, passei muita gente, o que deu uma animada. 
Cheguei no Ricardinho e fomos juntos até o final. 
Cruzei a linha, peguei minha medalha, e fui pra resenha com os amigos.

No fim, fiquei com um RP de natação, por nadar 25.750 metros em 1:29:00. 
Nem Ana Marcela chegaria perto. 


Meus tempos
• Natação: 0:18:24
• T1 0:03:00
• Bike: 0:39:23
• T2 0:01:54
• Corrida: 0:27:03

Classificação 
• 17 de 30, na categoria 50-54


 
Agradecimentos ao Renê, por contribuir com este relato de prova!
 
3AV
Marco Cyrino

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quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Troféu Brasil de Triathlon 2021 - Relato de Prova

Imagery ©2021 Google

 
Renê Pascoali Junior, via Publique!

Feliz “qui nem pinto no lixo”.
Depois de 2 anos sem participar de uma prova de Triathlon, neste domingo 03/10, pude sentir o prazer de cruzar aquela linha de chagada mais uma vez.
 
A preparação
 
Destes 2 anos, foram praticamente 6 meses no ócio.
Muito preocupado com a pandemia, me isolei completamente do mundo fora da minha casa.
Tentei no início as aulas on-line, mas para mim não rolou.
Já cansado do tédio, e vendo minha pressão chegar a 16/09, resolvi que já era hora de me mexer.

Comecei com a corrida.
Sempre às 21:00h, aqui pelas ruas do meu bairro, e de máscara.
A primeira corrida com a máscara foi horrível, 3 km que pareceram 30 km, mas, aos poucos, fui acostumando e aumentando a quilometragem.

Comprei um rolo smart, que levou uns 3 meses para chegar, e pude voltar a pedalar.

Quando achei que já estava bem (minha pressão havia retornado aos 12/08), pedi ao meu técnico que me mandasse as planilhas de treino, que eu já estava pronto para fazer força.(nem tanta força assim).

Com as liberações acontecendo aos poucos, comecei a correr na praia (sempre à noite), também aumentando os treinos no rolo (não fui para a rua nenhuma vez com a bike).

Comecei a nadar no clube onde sou sócio, em horários que sabia que a piscina estaria vazia. E assim foi minha preparação.


Sábado - véspera de prova
 
Como não usava minha roupa de borracha ha muito tempo, para não ter nenhum imprevisto, fui até o local da prova, aproveitar a estrutura que montaram para a natação, com as boias na mesma distância da prova (muito bom pra quem vem de fora, e não tem contato com o mar, aproveitar para fazer amizade com Netuno).

Cheguei cedo e, assim que liberaram, caí na água e nadei o percurso da prova sem stress (mentira, parecia prova... kkk).
Fiz os 750 metros em 15 minutos e fui embora. (guardem este tempo).

À tarde, fui pegar o kit da prova e lá a gente já começa a sentir aquele friozinho na barriga.

 
Domingo - dia de prova

Acordei cedo, tomei café da manhã, terminei de arrumar as tralhas e... Partiu!

Cheguei à área de transição e, de cara, muitas caras conhecidas.
Que saudade que eu tava daquela vibe de uma transição.

Muitos amigos que o esporte me deu.
Muita gente ali pela primeira vez, fazendo perguntas que, para quem tem mais de 30 anos de Triathlon, poderiam parecer óbvias. Mas, já tendo passado por isso antes, ajudamos com o maior prazer.

Coloquei a bike no caixote, arrumei capacete, tênis, óculos, coloquei a roupa de borracha, fiz o último checklist e fui pro mar aquecer.
(Tudo isso de máscara).

Fiz um rápido aquecimento, nadei até quase a bóia, parei pra ver se tinha correnteza: nada, uma piscina.

De volta pra areia, aguardar a largada.


Natação

Entramos na área de largada, máscaras descartadas, posicionados com distanciamento uns dos outros e, enfim, chegou a hora.
Enfim vou ouvir aquela buzina de novo.

Póóóóóóóóóóóóóóó!!!
Tome adrenalina e vamo que vamo.

Comecei na boa, em velocidade de cruzeiro, tentando acompanhar um amigo.

Quando estava quase na primeira bóia, senti meu relógio vibrar, tentando me avisar "Ae burrão... não iniciou o cronômetro, tô indo pro modo relógio". Eu sabia, mas me fiz de desentendido e segui em frente.

Passei a primeira bóia, a segunda e, como sempre faço, apertei o ritmo na última perna.

Saí da água, olhei para o relógio que mostrava 8:00 horas.... respirei, e parece que eu ouvia um “eu te avisei”, mas resolvi contar a partir daquele momento. Startei o relógio, pulei a natação e entramos na T1.


Transição 1

Entrei com aquela corridinha marota, procurando a referência de onde estava a bike, mas não adianta ter uma referência se o indivíduo entra duas baias antes.
Rota corrigida, coloquei capacete, óculos, bike e bora pedalar.


Ciclismo

Saí girando, sentindo a bike, afinal era a primeira vez com ela nas ruas.
Mantive um ritmo constante, dentro do que eu podia fazer, pensando que o meu melhor seria a corrida, então não queria travar as pernas.

Quando entrei na Avenida Portuária, lembrei que meu relógio ainda marcava a T1.
Pra quem já ficou sem o tempo da natação... dane-se.
Asfalto novo, o ciclismo foi top.

 
Transição 2

Desci da bike, e já fui apertando o relógio (achei até que ele riu de mim), corri até a referência que eu tinha, e tive a certeza de que era péssima. Entrei antes de novo!

Coloquei a bike no caixote, coloquei o tênis, boné, o tradicional beijinho na esposa, minha staff de ouro.
E fui !
 
Corrida

Relógio acionado, passei para a corrida.
Minhas pernas me perguntavam: - Já não deu por hoje?

Saí travado e demorei pra soltar, mas consegui fazer uma corrida progressiva e soltando aos poucos.

Ainda consegui buscar dois amigos da mesma categoria, e cruzar novamente aquela linha de chegada.

Tempos
•    Natação.......16:26  (lembra do tempo da rodagem do sábado?)
•    T1.................2:38  
•    Ciclismo.......39:55
•    T2.................2:01
•    Corrida........26:46
•    Total........1:27:46

Classificação
•    Categoria....11/17
•    Geral.............149
 
Medalha no peito, máscara novinha na cara, e muito feliz de poder voltar a fazer o que a gente ama, o que nos dá prazer.
 


Agradecimentos ao Renê, por contribuir com este relato de prova!


3AV 
Marco Cyrino 
 
 

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Os empurrões do destino


Já escrevi sobre tantos temas no Blog que, provavelmente, até devo ter abordado este, porém de forma diferente.

Talvez apenas como um Relato de Prova, ou outro tema que se relacionou com este.

Desta vez, o enfoque será outro.
Perdoem pela eventual recorrência de temas.

Vamos lá...


Antigamente...

O Troféu Brasil tinha suas provas de Profissionais Masculino e Feminino, Elite e Short.

A categoria Elite era apenas para Amadores que obtivessem determinados índices (tempos nas provas de Short), os quais eu não tinha a menor possibilidade de alcançar.

Os participantes da Elite faziam a Distância Olímpica.

Meus resultados no Short eram suficientes para me contentar, mas não para que eu me esforçasse para um melhor desempenho, face à diferença em relação aos demais da categoria.

Tipo assim... Eu fazia Triathlon (e ainda faço) apenas para mim.
Mas, não tinha nenhum empenho em treinar especificamente para o Triathlon.


Daí, em 2007...

O Núbio resolveu abrir a Elite ou Olímpico para todos.

Porém, em cada etapa da prova (natação, ciclismo e corrida), havia um tempo determinado para que o atleta completasse. Caso contrário, seria retirado da prova.

Essa prova, no meu caso, foi o divisor de águas.

Então, me inscrevi, treinei como um louco, sem assessoria, sem equipamentos adequados, sem pourra nenhuma.

Eu estava entrando na Categoria 50/54.

Meus objetivos eram:

1º - Terminar a prova dentro dos tempos programados.
Já havia feito algumas provas do Internacional de Santos (Olímpicos), porém, nem de longe minhas parciais correspondiam aos tempos de corte.

2º - Não ser o último de todos - aquele que vem com a moto da organização comboiando e, atrás dela, os staffs retirando os cavaletes, cones, etc.


Fiz a prova e...

Acabei a natação dentro do tempo.

Acabei a primeira volta do ciclismo (que era limitador de corte também) dentro do tempo.

Acabei o ciclismo, inteiro, dentro do tempo.

A corrida foi na base do phoda-se...

Era um circuito de duas voltas de corrida, como ainda é hoje.
Portanto, na primeira volta, a gente não sabe quem está à frente ou atrás.
Na segunda volta vem a certeza... que está atrás, está atrás... kkk

Depois de fazer o retorno para os últimos 2,5 km de corrida, comecei a nem me preocupar com o meu tempo, e sim ver se tinha alguém ainda indo para o retorno.

Contei 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7... 10...
Parei de contar e abri um sorriso que não cabia na cara.

Principalmente porque a maior parte dos que estavam atrás eram bem mais novos do que eu.

Acabei a prova e fui confraternizar com a Neuza e meus familiares,  que me esperavam na linha de chegada.... depois, tomar uma ducha e arrumar minhas coisas para irmos embora.

Estava satisfeitíssimo com minha a performance.
Pourra! Concluí uma prova na Categoria Elite Amador.

A Neuza, sempre ela, me convenceu a ficar para ver a premiação.
Eu nem tinha intenção, acostumado que estava com as minhas colocações.

Quando chegou a premiação da minha categoria, o locutor falou:

- Em segundo lugar, Fulano de Tal
(Sinceramente, que o segundo colocado me perdoe por não lembrar seu nome. Ainda vou procurar os resultados desse ano, para lhe dar os créditos).

Pensei e falei para Neuza, meu irmão e minha cunhada:

- Xiiii...... Deu ruim..... Devo ter extrapolado o tempo de alguma etapa.... (embora, na minha cabeça, soubesse que não)... rambóra...

Aí o locutor me interrompeu.... kkkk..... dizendo:

- E o grande campeão é Marco Antonio Pinheiro Cyrino.

Quase caí de cara no chão.

Imaginem minha alegria.


Indo para os finalmentes...

Essa prova foi o divisor de águas, porque, a partir dela, comecei a levar o Triathlon a sério, inclusive passando a procurar assessorias técnico-esportiva, nutricional e as demais necessárias.

Qualquer hora conto mais sobre minha trajetória de surfista e futebolista para Biathleta, Triathleta de Shorts, de Olímpicos, de Long Distance, de Ironman, etc.

Mas, o que apenas meus próximos sabem... e isto não poderia deixar de dizer aqui, é que, talvez, o maior responsável seja o Joachim Doeding.

Sim, ele mesmo, um ultra, mega, hiper campeão.

Se alguém quiser saber mais sobre ele, que pesquise.
O Cara é simplesmente o Cara.

E ele estava nessa prova, na minha categoria, e iria ganhar com um pé atrás.

Só que algum fiscal deu um amarelo pra ele e depois o desclassificou por um suposto xingamento.

Sinceramente e, sem querer depreciar algum fiscal de prova, eu nunca daria um amarelo para o Joachim, achando que ele estivesse no vácuo de alguém... Um cara que, em provas de Long Distance, pedala para 40 km/h de média...

E eu, na época, não sabia nada sobre quem era quem, nem sabia quantos e quais estavam em minha categoria.

Só sei que o Joachim fez muito bem em xingar o fiscal.....kkkkk

Talvez, se isso não tivesse acontecido, eu não houvesse feito o que já fiz.

Daí o tema Empurrões do destino.


Aloha !

3AV
Marco Cyrino



terça-feira, 5 de setembro de 2017

Troféu Brasil - Setembro/2017 - Relato - Fotos e pensamentos


RELATO

Troféu Brasil – Distância Olímpica.

Bem difícil sair do ritmo de Ironman para esta distância.
Recuperar velocidade. Sair do modo cruzeiro e ir para o modo pau-no-gato.

Toda prova é dura. Independente da distância. Se é longa, é dura por si só. Se é mais curta, é dura pela intensidade.
Isso é muito bom.


Natação
Nesta etapa, o mar estava bem chatinho. Volumoso. Sem ondas no local da prova, mas a gente se sente como um palito ao sabor das correntezas. Fracas, mas correntezas.
Água bem fria para o padrão de Santos.
Distância da natação bem adequada. Certeza de ter pelo menos os 1.500m.

Nadei o mais tranqüilo possível, para não passar nenhum perrengue. Não foi nenhuma maravilha. Mas foi do jeito que eu queria. Sussa.

Saí do mar como queria, ou seja, sem stress e com a FC bem baixa.


Ciclismo
O pedal foi naquele percurso que não deveria ser, de acordo com o publicado pela organização.
O prometido era o percurso de 2 voltas, com a extensão dele pela Av. Perimetral.
No simpósio, o Nubio me disse que não foi possível porque os órgãos públicos não conseguiram implantar a contenção de caminhões para liberar a avenida.
Prometeu que, para as 2 últimas etapas, será nesse formato que não foi.
A ver...

Percurso travadinho, de 4 voltas de 10 km cada. Honestíssimo. Ao final da etapa, ao pegar minha bike na transição, chequei a distância: 40,33 km.
O tempo vai lá pra cima. Não no caso dos ETs que pedalam pra mais de 40 km/h. No caso dos simples mortais, o tempo sobe bastante com as retomadas de velocidade.
Fora as coxas inchadas para correr. Mas, como sempre falo, é pra um, é pra todos.


Corrida
Corrida sem maiores problemas. Corri melhor do que esperava e pior do que podia.
Ao final, uma sensação estranha.

Campeão da categoria MV (Muito Velho) 60/64A

Vamos às Fotos e depois aos Pensamentos...



FOTOS

(Clique em qualquer foto, para ver em tamanho original)

1-Tradicional, antes da largada

2-Tô por aí

3-Largou

4-Primeira volta

5-Final natação

6-Uma duchinha, antes do pedal

7-Em uma das 4 voltas

8-Final do pedal

9-Bóra correr

10-Finalizando a primeira volta

11-Vamos acabar logo com isso

12-Cabô

13-Campeão, com pódio quase vazio

14-Feliz que nem pinto no lixo

15-Saúde

16-Troféu - Medalha



PENSAMENTOS

Triste por ver uma prova tão tradicional muito esvaziada.
Fazendo uma conta rápida, acho que não havia mais do que 250 atletas, contando Short e Olímpico.
Numa breve conversa com meu amigo Rubão, pela rede social, me veio à mente uma porrada de pensamentos a respeito disso.

Muitos criticam os organizadores pelo preço praticado, inclusive este aqui, que está pensando.
Não me julgo capacitado para fazer isso mais profundamente.
Penso que um cara que, há mais de 25 anos, organiza um campeonato como o TB e mais o Internacional de Santos tem know-how suficiente para saber o que está fazendo.

Como empresário bem sucedido que fui por um período um pouco maior, penso que, no lugar dele, eu optaria por reduzir bastante o valor das inscrições.
Fato é que, com menos atletas e preços altos, provavelmente a lucratividade é a mesma.
Porém, com preços baixos e muitos atletas, isso poderia atrair patrocinadores.
Mas, são apenas pensamentos.

Mesmo em minha vida de empresário bem sucedido, errei muito. E paguei um alto preço por isso. Mas tive que me reinventar.

Como reclamar de preços, se um Ironman em Floripa, cobrando US$ 800,00 mais taxas, ou R$ 3.000,00 mais taxas, demora mas preenche todas as 2.500 vagas ?

Triathleta é um bicho estranho.
Presenciei alguns atletas, na feirinha (feirinha mesmo) do TB, pagando uns R$ 800,00 num tênis Hoka.
R$ 1.750,00 num capacete.
R$ 300,00 num top.

Fora os que usam sapatilhas de um barão, roupas de 2 barões e bikes de 60 barões. É... na linguagem antiga, "barão" é mil reais.

Vocês não leram errado, não.
Vou soletrar: B + A + I + Q + U + E = Bike de R$ 60.000,00 (sessenta mil Reais).

Nada contra. Se o cara pode e isso o deixa feliz, táca-le pau.
Mas, às vezes, esse mesmo cara acha caríssimo pagar, digamos, uns R$ 200,00 para um treinador (coach) que vai dedicar todo o seu conhecimento adquirido em anos e anos de estudo e aperfeiçoamento de conhecimento, para tentar fazer do cara da bike de 60 paus um melhor atleta.

Imagino que, caso um dia acabe o TB, muitos dos que o recriminam vão choramingar.

Gostaria eu de ter competência para poder criticar quem organiza provas, sejam elas apenas de corrida, natação ou ciclismo, ou tudo junto e misturado.
Como não tenho, prefiro criticar naquilo que me cabe como atleta.

Antes que me recriminem...
Não, não tenho procuração para defender o Núbio, nem ninguém.
São apenas pensamentos... dos quais também me questiono.
Um pouco triste, mas sempre otimista.


ALOHA!

Próximo desafio... INSANO – GUARATUBA - PR


3AV
Marco Cyrino


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Troféu Brasil de Triathlon - 6ª Etapa 13.12.2015 - Santos - FOTOS

(Clique em qualquer imagem, para exibição em tamanho original)

1-Mais uma

2-Rotina pré-prova

3-Continuação da rotina

4-Com César

5-Melhor desembaçante de óculos

6-Largada cheia, finalmente

7-Primeira volta

8-Segunda volta

9-Uma das 4 voltas

10-Outra das 4 voltas

11-Última das 4 voltas

12-Transição

13-Calor infernal

14-Primeira volta

15-Bóra pra última

16-Tô chegando

17-Tô chegando

18-Bate aqui

19-Cheguei

20-Água gelada no côco

21-Sempre presentes e importantes

22-Aguardar premiação

23-Pódio da 6a. Etapa

24-Pódio do Campeonato

25-Dois em um


3AV
Marco Cyrino