quinta-feira, 4 de agosto de 2022

500 Mil Pageviews!


Em 21/06/2011, abrimos este website ao público, divulgando nosso primeiro post, sobre o assustador Triathleta da Idade da Pedra. 
 
Ao completar 1 ano, o 3AV atingiu mais de 24 mil visitas individuais (Aniversário do 3AV).
 
Aos 4 anos, atingimos 100 mil pageviews, sem jamais haver recorrido a serviços de divulgação massiva.
 
Hoje, pouco depois do nosso aniversário de 12 anos, estamos na marca dos 500 mil pageviews, ainda contando apenas com:
 
·  nosso pequeno e seleto mailing list;

·  compartilhamento dos posts em nossas redes sociais;

  • visitantes externos que nos encontram por meio da nossa conceituada posição nos resultados de pesquisas dos mecanismos de busca da Internet.
 
Isto significa que o nosso público se constitui principalmente de leitores interessados nas matérias relativas ao Triathlon e esportes em geral e (por que não?) nas histórias que temos contado e opiniões que temos externado.
 
Com este post comemorativo, queremos agradecer a todos os leitores, em especial àqueles dedicados, que nos acompanham desde o início.
 
3AV
Marco Cyrino 
 
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sexta-feira, 15 de julho de 2022

Ponta da Praia em extinção - Parte V



Bom.......

Apenas para constar que não sou doido.

Penso eu que, através desse projeto piloto para "amainar" a retirada de areia da Ponta da Praia, fica devidamente e cientificamente constatado:

Que a dragagem do porto nada tem a ver com isso.

Que a culpa é realmente das marés.

Que os bags estão dando resultados.

Que esses resultados poderiam ser melhores.

Leiam as matérias dos links abaixo e tirem suas conclusões.

Em minha opinião, apenas reafirmando o que já escrevi, se não dá mais pra retirar o Quebra-Mar do Emissário Submarino, que se faça outro menor na Ponta da Praia.

Os resultados serão bem mais promissores do que os dos bags.


Links, em ordem cronológica decrescente:

Matérias pós instalação dos bags 
 
05.06.2022 - Balanço positivo dos bags na Ponta da Praia, após 4 anos (A Tribuna)

 
21.07.2021 - Redução da erosão na Ponta da Praia, pós-instalação dos bags (G1.Globo)
 

segunda-feira, 20 de junho de 2022

Ironman 2047

 



Dentro de uns 25 anos, que todos estejamos lá para provar que não será assim.

Por enquanto, estive divagando sobre o meu provável estado atlético aos 90 anos quando serei "um pouquinho" mais velho do que Hiromu Inada que, em 2018, no vigor dos seus quase 86 anos, tornou-se o atleta mais idoso a completar um Ironman.

Como seria o meu IronMan em 2047?

Em dia com todos planos vacinais implementados até então, já haverei tomado a 79ª vacina contra Covid, a 29ª vacina contra varíola do macaco, a enésima vacina contra gripes aviária, suína, símia, canina, felina, eqüina e bovina, e a 13ª contra isbriquelite severa causada pelo vírus da cauda do canguru... 

Precavidamente, além de me ajudar a seguir a habitual checklist, minha esposa estará instruída a sempre me responder (pacientemente) quando eu perguntar:

"O que é que eu estou fazendo aqui? "

Caso, até lá, as regras da competição não tenham sido aprimoradas para "facilitar a vida" de um super-hiper IronSênior como eu, minhas "exigências" serão estas:

Tiro de largada

O canhão  deverá produzir estrondo de  270 decibéis, para que eu ouça, ou ao menos sinta a vibração.  

Natação 

Acessórios permitidos
Conforme o peso que eu apresentar na época: 
Acima de 120 kg................... bóia de pneu de trator
De 50 a até 120 kg................ pato inflável gigante
Abaixo de 50 (esquelético)... pedalinho

Óculos de grau sob os óculos de natação. 
Aparelho auditivo, dentadura e outros apetrechos. 

Proibições 
Será proibido portar objetos que possam perfurar bóias ou travar pedalinhos...
Fiscalização & Suporte
Nenhum competidor poderá alegar "prejuízo" resultante de "gases nocivos" eventualmente liberados por mim.

Para evitar entorses, deslocamentos de ombros, fraturas de cabeça de fêmur, travamentos de coluna, poderei requisitar 5 staffs para ajudar a retirar a roupa de borracha. 

Não será obrigatória a retirada da roupa de borracha, caso eu decida concluir a prova inteira com ela vestida.

Ciclismo

Veículos permitidos 
Bike com ou sem rodinhas de apoio
Triciclo comum
Triciclo de padeiro (competidor no selim)
Triciclo de padeiro (competidor no baú, condutor habilitado pela Organização)
Patinete (não motorizado)
Skate (se me der na telha...)
Vácuo 
Em face das velocidades esperadas, inferiores a 10 km/h, a direção de prova  desconsiderará a possibilidade de vácuo.

Pelotões 
Considerando os acidentes catastróficos que poderiam ocorrer, a direção de prova  não permitirá que competidores "como eu" (super-hiper IronSêniores) formem pelotões.

Por precaução, deverá estar disponível uma grua para remoção dos eventuais escombros dos equipamentos daqueles que não cumprirem esta regra.

Corrida 

Acessórios permitidos
Bengala e similares
Andador com ou sem rodinhas
 
Será desclassificado quem utilizar estes acessórios para atropelar ou derrubar algum competidor.

Hidratação, alimentação, special needs 

Itens permitidos
Gelol, Diclofenaco sódico, Xylocaína  e similares
Cetoprofeno, Ibuprofeno, Naproxeno, Aicarácafeno...
Aspirina, Paracetamol, Dipirona etc. 
Cafeína, Maca peruana, Ginseng etc. 
Bombinha para dificuldades respiratórias 
Cilindros e máscaras de oxigênio 
Soro glicosado intravenoso
Todos e quaisquer alimentos e bebidas não alcoólicas
Mediante prescrição médica: bebidas alcoólicas e outros itens especiais 

Suporte adicional a ser exigido da Organização

Pessoal de staff treinado em massagem cardíaca, uso de desfibrilador, imobilização decorrente de fraturas acidentais ou espontâneas. 

Postos de hidratação e suplementação providos cadeiras, macas, ventiladores, mantas térmicas etc. etc.

Tempos de corte 

3 (três) dias, sendo:
1º dia - apenas natação 
2º dia - apenas ciclismo 
3º dia - apenas corrida.

Vencido o tempo de corte, deverá ser iniciado o processo de recolha, por meio de caminhões cata-véio especialmente equipados para este evento.

Pódium

Na hipótese de pódium, a Organização será responsável por levar o atleta ao seu devido e honrado lugar, por quaisquer meios (dignos) necessários: escadinha rolante, grua, no colo, etc.


Será?
Não importa muito.
Não parar é mais importante do que saber como será.

Keep going!
Keep training!
Keep striving!
Keep aging gracefully!

3AV
Marco Cyrino


 
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segunda-feira, 13 de junho de 2022

O doping jamais será silencioso



Silvio Marques, via Publique!

Tento aqui reproduzir um pensamento que tenho sobre as consequências sociais que um atleta flagrado positivamente em um exame antidoping irá sofrer no que seguirá após a divulgação de seu delito.

Serve como alerta para você, que se submete a esses ilícitos, que julga de menor potencial moral e que acha que sempre estará cercado de pessoas que te apoiarão.

Ainda que algumas poucas pessoas continuem ao seu lado, veja que, assim como um político descoberto praticando falcatruas e crimes, você ficará SOZINHO.
Será descartado.

Observe...

Das várias escolhas e ofertas que você, ao longo de sua jornada esportiva, seja ela amadora ou profissional, escolher, nenhuma te excluirá da solidão e da execração pública.

Primeiro, que ninguém chega até os substratos dopantes enriquecedores de performance, sem ser apresentado a eles por alguém. 
Invariavelmente é por intermédio de um "amigo".

Sim, você pode estar cercado de "amigos" que também utilizam substâncias ilícitas e que te mostrarão os caminhos para dar uma "turbinada" nos seus treinos, performances e resultados.

Pode ser que você chegue até essas substâncias através do seu médico, do seu nutricionista, do seu treinador, do seu fisiologista.

Calma.

Tudo estará sempre bem, afinal de contas, você incrementou resultados e todas essas pessoas fazem sempre parte do seu grupo comum e isso é um "segredo" que vocês guardam muito bem.

Na verdade, no grupo, "todos tomam". 
Mas "ninguém toma", se é que consegue me entender.

No seu grupo, todo mundo é forte, treina bem, se alimenta bem, descansa e dorme adequadamente, faz tudo direitinho e por isso todos são "bons".

Mas aí, em um belo dia, você inadvertidamente é "flagrado" em um exame surpresa.
Agora, meu amigo atleta, é entre você, Deus e sua família decepcionada e MAIS NINGUÉM.
Porque no código de conduta daquele seu grupo, "ninguém toma". 
E, por ninguém tomar, ninguém jamais virá a público admitir que sabia sobre você. 
NINGUÉM. 

Você estará sozinho, meu amigo.

Não espere solidariedade dos seus "amigos" fiéis.
Não espere que seu médico, seu nutricionista, seu treinador ou qualquer outro membro da sua equipe admita que sabia que você usava substâncias proibidas. 
TODOS IRÃO NEGAR.

Nenhum vendedor de drogas admite que vende, se não for preso em flagrante.
Ninguém produz provas contra si.
É a sua palavra contra a da sua equipe multidisciplinar.
E ninguém vai admitir.
A frase de todos será "para mim foi uma grande surpresa".
Você estará SOZINHO.

Vai receber críticas pesadas das pessoas que confiaram nas suas qualidades e apostaram que você sempre competiu limpo, afinal de contas, você traiu a confiança daqueles que eram seus fãs.

Os jornais e mídias especializadas, que antes te colocavam no Olimpo do esporte, irão te defenestrar.
Mais do que qualquer coisa, você é apenas mais um assunto, bom ou ruim.
E, se vender, vira notícia.

Você perderá tudo o que conquistou em função dos "resultados" que colaboraram para que você incrementasse dinheiro e equipamentos na sua carreira, seja ela amadora ou profissional.

Se tiver algum contrato assinado com patrocinadores, é capaz de ser processado por danos morais e ainda ter de indenizá-los.
Ninguém gosta de ter o nome de sua empresa associado a quem trapaceia.
Você ficará SOZINHO.

Não, sozinho não.
Tem a sua família, afinal de contas, a família nunca abandona.
Será entre você, sua família e o ostracismo social.

Pode até ser que todo esse cenário retratado acima não se reproduza nessa intensidade caso algo parecido aconteça com você.

Mas, e se acontecer?
Você está preparado para enfrentar o mundo de peito aberto, pronto para os ataques que te lançarão, a maioria deles verdadeiros?

Daí eu pergunto:

Vale a pena correr os riscos e precisar passar por tudo isso caso sua vida mentirosa caia por terra?

Vale a pena largar mão dos princípios morais ensinados no seio da sua família, por causa de algumas moedas a mais, fama e ego?

Vale a pena enfrentar a ira da vida real, se seu sonho desmoronar e virar pesadelo?

Se o caminho que você escolher for esse do mundo moderno e canalha, te desejo boa sorte.

Mas fica o alerta.
Serão dias bastante difíceis e cinzentos que virão pela frente.

E os amigos, hein?
Ah, os amigos, que te deixaram sozinho, sem te dar um ombro para chorar.
Os amigos que você sabe que usam as mesmas coisas que você, e você não poderá acusá-los de nada, a não ser de traidores.

Como diz um amigo meu, 
"Eles não estão errados. Só mudaram as prioridades".

Tanta gente legal no mundo e olha os "amigos" que você escolheu pra sua vida esperta.

Boa sorte nas suas escolhas.
E não esqueça.
VOCÊ VAI FICAR SOZINHO.

A maior vitória de um ser humano é poder andar de cabeça erguida de dia e poder ter uma noite tranquila de sono.

Até a próxima!

Silvio Marques


Agradecimentos ao Silvão, meu Treinador, por esta contribuição.

3AV
Marco Cyrino


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sábado, 16 de abril de 2022

Ensinamentos do esporte - Update


Chegando finalmente e novamente o Ironman Brasil Full, em Floripa, depois de um longo período de reclusão devido à pandemia, resolvi publicar minha opinião sobre o que o esporte nos ensina, através deste update do meu post 
Ensinamentos do Esporte.

Como diz o título, um dos ensinamentos do esporte é priorizar o mais importante.

Pode parecer óbvio.

Mas a prática é que nos conduz a saber o que é ou não prioritário.

Os principais ensinamentos

O esporte, e principalmente o Triathlon, se praticado seriamente, nos dá inúmeros ensinamentos que serão válidos para todos os aspectos de nossa vida.

E temos também de estar preparados para as críticas de quem não pratica e, portanto, não nos entende.

Os ensinamentos são principalmente: organização, persistência, perseverança, resiliência e superação, força de vontade.

Em nossa Língua Portuguesa, alguns têm o mesmo significado, como Persistência e Perseverança, e até mesmo Força de Vontade.

Na prática, cada um tem o seu significado específico:

Persistência no esporte = Não desistir, independentemente de resultados.

Perseverança no esporte = Saber que nada vem do dia para a noite. É necessário ter perseverança para dar continuidade e ver a evolução aos poucos.

Força de Vontade no esporte = Saber que será necessário tê-la de forma suficiente, para se manter focado(a) em seu objetivo.

Como disse, são palavras com significados "iguais" ou muito parecidos. 
Mas, coloquei em minha mente que cada um tem seu significado maior.

Resiliência, entretanto, é um dos maiores ensinamentos do esporte. 

Tecnicamente, Resiliência é a característica dos materiais que podem ser deformados por agentes externos e que retornam sempre ao estado e à forma originais.

Na prática esportiva, Resiliência funde-se, de certa forma, com o conceito de Superação, pois, à medida que adquirimos Resiliência, aumenta a nossa consciência de que temos (ou podemos adquirir) a força necessária para superar todos e quaisquer obstáculos... a consciência de que conseguimos sofrer e assimilar o sofrimento, fazendo dele uma força maior para atingir o objetivo.

Isto vale (por exemplo) para aqueles treinos de endurance (longuíssimos) e/ou de velocidade (curtíssimos e intensos), nos quais pensamos que não seremos capazes.


O esporte dirá...

Imagine-se, sem nunca ter treinado, digamos, uns 40 km de bike, ter de treinar 200 km para fazer seu primeiro Ironman.

Claro que a evolução será gradativa.

Você, por melhor assessorado que esteja, vai errar muito no progresso dos treinos; irá passar do seu limite de velocidade; irá falhar na hidratação e na alimentação... Até chegar ao ponto de terminar um treino de 90 km, largar a bike, cair deitado no chão e dizer:  - "Que merda! Eu não consigo pedalar 90 km! Como vou completar um Ironman?"

E isso é só o começo, porque a pressa é inimiga da perfeição.
Você vai, sim, conseguir fazer o seu Ironman. 
Mas, o próprio esporte vai te ensinar como.

Ao conseguirmos completar esses treinos, nos sentimos extremamente gratificados.
E isso será levado para o resto da vida.

Nossas atividades normais, sejam no trabalho, na vida pessoal, enfim... serão todas afetadas positivamente por essas capacidades que desenvolvemos.

Hoje em dia, em todos os perrengues que acontecem em nossas vidas e, inevitáveis que são, sou imensamente grato aos ensinamentos que o esporte me deu e ainda continua dando.

Quanto às críticas... 

Ah! Essas não valem nada!

Críticas sempre existirão.
Negocie com quem convive com você.

E, aquelas feitas por pessoas que não são próximas, delete-as. 
Simples assim.

Já ouvi coisas do tipo "você só pensa nisso", "você vive pra isso", "você isso e aquilo"...

Já "maldaram" muito a minha vida, em função da vida que levamos.
Daí que tenho um pequeno conselho...

Como disse Zeca Pagodinho:

""
Se eu quiser fumar eu fumo
Se eu quiser beber eu bebo
Pago tudo que eu consumo 
Com o suor do meu emprego

Confusão eu não arrumo
Mas também não peço arrego
Eu um dia me aprumo
Tenho fé no apego
""

Keep sporting !!!

3AV
Marco Cyrino
 
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sábado, 2 de abril de 2022

Percursos x Percursos



Vendo postagens sobre os percursos da prova que houve aqui, na Base Aérea da Baixada Santista:

Um monte de gente reclamando sobre o percurso de bike.
Que era travado
Que tinha muitos cotovelos.
Que a pista era ruim.

Também vi comentários sobre a prova, por diversos motivos, ter sido, digamos, lenta... e que, por isso, não seria uma boa prova. 

Isto porque alguns atletas queriam melhorar seus tempos na distância e não conseguiram.

Li também que a natação do TB, no Olímpico, deveria ser feita em uma única volta, porque melhoraria os tempos de natação.
E que, no mesmo TB, o pedal poderia ser feito na Anchieta.
E que a corrida, lá na Base Aérea, não tem o mesmo visual das praias de Santos.

Bom... 
Vou falar pra todos vocês um bagulho.

Cada prova é uma prova.
Comparar uma prova com outra é nocivo.

Apenas para fundamentar...

Já fiz provas de Long Distance, Meio-Ironman, Challenge, enfim, provas com as mesmas distâncias (1,9 km de natação, 90 km de pedal e 21,1 km de corrida) em vários locais e circuitos.

Não dá para comparar o tempo que fiz em uma com o tempo que fiz em outra.

Os tempos em Pirassununga foram bem melhores do que os tempos em Jurerê, no Challenge.

Embora a natação em Pira seja mais desafiadora (água doce, pesada) do que a do Challenge em Jurerê, ela não tem correnteza, ou ventos de 70 km/h como uma das que fiz em Jurerê.

Embora em Pira o ciclismo seja melhor para obter tempos (4 voltas com subidas bem suaves)... as duas voltas de 45 km cada, em Floripa, são mais desafiadoras com as subidas das serrinhas.

Embora a corrida em Jurerê seja toda no plano, em 3 voltas de 7 km cada, a corrida de Pira é bem punk, com 2 voltas, com um sol pra cada um, sem sombras, e com um trecho de areião em cada volta.

Se quiséssemos apenas competir com nossos melhores tempos, teríamos que escolher uma prova em que cada modalidade fosse feita em nosso melhor ambiente. Tipo assim...

Os melhores nadadores de piscina fariam essa modalidade numa piscina olímpica. 

Os melhores nadadores de águas abertas fariam no seu melhor cenário, tipo Canal 6 aqui em Santos.

Os melhores ciclistas iriam pedalar apenas na Anchieta, com o trânsito totalmente parado para eles.

E os melhores corredores iriam correr pelas belas paisagens da nossa avenida da praia.


Fui para o Mundial de Challenge, na Eslováquia, achando que o percurso seria ótimo, uma expectativa que considerava a natação no Rio Danúbio, o pedal direto e reto, com pouquíssimas curvas, em asfalto de Fórmula 1, a corrida dentro do X-Bionic, um lugar muito legal.

Ao chegar lá, vi que a natação no Rio Danúbio ia ser punk. 
E assim foi. Correnteza (rio corre, né? e se corre tem correnteza, né?), muito vento contra. Marolas na cara, enfim...

Pedal direto e reto.
Só não sabia que lá é uma região de ventos. 
Pra todo lado se olhasse havia uma usina eólica.
Foram 45 km com vento a favor, pedalando pra 40 km/h ou mais e, na volta, fazendo uma puta força para manter uns 25 km/h. 

Resultado, acabei com minha corrida, que também achava que seria fácil. 
Corremos num circuito de corrida de cavalos.
Parte no plano, parte em pequenas subidas, parte em grama baixa, parte em grama alta, parte em areia batida, parte em areia fofa.

Links sobre o Challenge Championship Samorin 2018

·         Relato de Pré-Prova
·         Relato de Prova
·         Relato de Viagem 


Também, já fiz duas vezes o Insano, cujo mote derivou das subidas na corrida, em Guaratuba.

Ganhei nas duas vezes. 
Mas, me preparei para isso.
Treinei que nem um doido as subidas de corrida, aqui em Santos, em Balneário Camburiú. Enfim, treinei pra caramba.
 
 Links sobre o Insano - Guaratuba
 
 
 
O que quero dizer com isto?
Quero dizer que existem provas desafiadoras pra todos.

A prova mais fácil que fiz (em termos de tempo no Olímpico) foi o Internacional de Santos, com o ciclismo na Anchieta. 
É ótimo.
Permite nos sentirmos o melhor Triathleta de todos os tempos da última semana.
Natação com apenas uma volta de 1.500 m, direto e reto.
Pedal no melhor circuito possível, em minha opinião. 
E corrida também no melhor circuito.

Como posso comparar o tempo que fiz nessa prova com outras Olímpicas?
Por exemplo, TB na USP.
Natação em água doce, pesada e gelada, em duas voltas (porém sem sair da raia olímpica).
Ciclismo com 2 voltas travadas e com subidas.
Corrida também com 2 voltas e com subidas.

BH, RJ, cada uma com suas facilidades e dificuldades.


Esta publicação vale principalmente como estímulo para que não fiquem tentando obter o melhor tempo de sua vida.

Tentem, ou melhor, tentemos, melhorar nossa performance a cada treino, a cada prova, seja ela onde for e sob quais condições forem.

Muitos acham que é fácil organizar e realizar uma prova no melhor circuito possível.
Não é fácil, viu? 

Imaginem, numa cidade como Santos, fazer 5 provas (4 TB e 1 Internacional), fechando a Via Anchieta, principal estrada de chegada ao maior porto da América Latina. 

Facinho, né?
Bora lá, parar a cidade inteira, etc.
Ain.......mas a inscrição está cara.
Ain.......mas o circuito é travado.
Ain.......mas a corrida não tem um visual legal.
Ain.......mas a natação é difícil.


Queremos ser Triathletas, ou apenas realizar a melhor prova de nossas vidas da última semana?

Na real, a competição de cada um deve ser principalmente consigo mesmo, pois, ainda que pudéssemos comparar nossos tempos na mesma prova e no mesmo circuito, as condições (sob todos os aspectos) jamais serão exatamente as mesmas, nem mesmo para cada um de nós... 

Então, que possamos treinar especificamente para fazer a nossa prova alvo e nos alegrar com os resultados, sabendo que fizemos o nosso melhor.


3AV
Marco Cyrino
 
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