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terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Desapegando de competir


 
É meio assim...
 
Não queria, mas vou ter que fazer um preâmbulo, introdução, ou seja lá o que for.
 
Caso procurem em minhas postagens, irão conhecer "minha vida atlética”, seja no futebol, no surf e principalmente no Triathlon, esse esporte que adotei, ou fui por ele adotado.
 
 
Início da peregrinação esportiva
 
Minha peregrinação nos esportes teve inúmeros percalços, mas, insistente que sempre fui, consegui superar um a um.
Concorrência de tempo com o trabalho (futebol), falta de talento competitivo (surf), lesões (principalmente no futebol), entre tantos outros.
 
Isso tudo me levou à natação.
Até hoje, sou exímio nadador (para me salvar..... rsrsrs).
 
Depois ao Biathlon e, por último, ao Triathlon, no qual, sem nenhuma expectativa que não fosse a de fazer atividade, acabei, como disse, sendo adotado e tive meus melhores desempenhos.
 
Pra quem não nasceu em berço de ouro, ter feito Triathlon com bike de pedalar na rua, correndo descalço, sem saber nadar direito, posso dizer que sou um vencedor.
 
 
Colegas, técnicos, amigos, provas e mais provas...
 
Aos poucos, já com certa idade, uns 40 e poucos anos, fui evoluindo.
Fui fazendo amizades com tantos atletas tops que nem vou mencionar.
Todos me dando incentivo.
 
Nunca pensei que teria um técnico.
E tive pouquíssimos.
 
Meu primeiro, Fábio Matos, ainda quando a UNIMONTE tinha um CT absolutamente ótimo na Vila Mathias.
 
Treinei com Polyana, com Galindez, com Carla Moreno e com uma porrada de atletas tops.
 
Mas, principalmente, treinei com amigos: Cláudio Miller, Cleber (vagabundo... piada interna... kkk), Rubão e outros mais que, espero, não fiquem chateados por não mencioná-los aqui.
 
Depois que fiz meu 1º Triathlon Olímpico no TB e ganhei (não por ter talento, mas por sorte mesmo), resolvi levar um pouco mais a sério este esporte.
 
Memórias tatuadas
Quando digo que treinei entre amigos, queria fazer uma menção ao Cleber Celino.
 
Uns dias depois de meu pai ter feito a sua passagem, fui ao CT da UNIMONTE e nem queria cair na água.
 
Fiquei sentado por quase uma hora na borda da piscina.
 
O Cleber nadava e acho que ainda nada melhor que eu.
Ele, mesmo sem saber de nada, não caiu na piscina.
Ficou ao meu lado, me olhando e, do nada, me jogou na água.
 
Falei:
- “Tá doido, vagabundo?”
 
Ele:
- “Bora nadar, Marcão”.
 
Coloquei os óculos e começamos a nadar.
E ele o tempo todo na raia do lado, junto comigo, sem querer me ultrapassar.
 
Nadamos uns 2.000 m e quando paramos ele me olhou e disse.
 
- “Ele está bem. Fica tranquilo”
 
Nunca esqueci isso e nunca lhe perguntei a respeito.
Tem coisas que ficam tatuadas em nossa mente.
 
Voltando...
Depois disso, como o Fabinho era apenas um “técnico” disposto a me dar dicas (porque eu não contratei ninguém... rsrsrs), meus amigos resolveram que eu ia fazer a pourra do Ironman.
 
Já tinha feito uns trocentos TB, alguns meios Long Distance de Pirassununga etc.
 
Entrei na turma do Fernando Rocha e seus amigos, Guto, etc.
Daí, fui para meu 1º técnico contratado, Ivan Yague.
Meu objetivo era conseguir completar um único Ironman.
E assim o fiz.
 
Depois, por obra do destino, encontrei meu irmãozão Silvão.
E ele me levou até onde nunca imaginei que chegaria no Triathlon.
Completei  7 provas de Ironman Full.
Ganhei várias provas como as 2 de Guaratuba – Insano.
Ganhei algumas do TB Olímpico e inclusive 2 campeonatos.
Ganhei 2 provas do Challenge, inclusive uma delas me dando vaga para o mundial na Eslováquia em 2.018.
Também em 2.018 ganhei pela 1ª e única vez minha categoria no Internacional de Santos.
Mas.........
 
 
Decisão e motivos
 
Acho que foi um pequeno preâmbulo, né?
 
Bom, agora a decisão mais difícil.
Estou desapegando de competições.
 
Por inúmeros motivos, sendo estes os principais.
 
- Em 2019, resolvi tirar um ano sabático (kkk... adoro essa expressão).
Mas, na real, depois de mais de 20 anos de Triathlon e indo para 62 anos de idade, já estava exausto de seguir planilhas de treinos, com tudo o que isso envolve.
E assim foi.
Conversei com o Silvão, que entendeu tudo, e passei a fazer somente aquilo que tinha vontade, para preservar minha saúde mental e física.
Nadar o quanto e quando queria.
Pedalar e correr também.
Sem compromisso com competições.
 
- Veio 2020 e a “pourra da pandemia”.
 
- Vieram 2.021 e 2.022.
A “pourra da pandemia" passou, mas a preguiça ficou... kkk
 
- Veio 2.023 e minha vida já estava focada em outras coisas não competitivas.
Em paralelo, para nadar já não tinha mais o local onde eu pudesse fazer da forma que queria.
 
Para pedalar, amigos meus sofreram ataques de vagabundos para roubarem suas bikes.
Fora a mão-de-obra para pedalar em lugar “mais ou menos” seguro.
 
Para correr, sem problemas.
Ôps! Nem tanto.
Ainda ontem, sofri uma tentativa de assalto nas calçadas da orla de Santos.
Na verdade, depois descobri que não era comigo.
Era com uma menina atrás de mim, que estava falando ao celular.
Mas o “coitado”, em sua bike, foi parar de volta na ciclovia após eu o derrubar, pois pensei que fosse comigo.
E assim caminha a desumanidade.
 
 
Resumo bem resumido
 
Sabe quando a gente perde o tesão por algo ?
É assim.
Estou nessa vibe.
 
Mas o Blog vai continuar, como sempre, com as minhas publicações sobre tudo aquilo que eu puder tentar passar para quem quiser.
 
Irei vender muitos itens e doar muitos outros.
 
Claro que vários itens de competição, caros que são, irei vender:
 
Bike de competição
Rodas de competição
Capacete de competição
Roupas de natação de competição
Enfim, tudo de competição.
 
Dentre muitos itens, como roupas de treino e prova, capacete de “não competição”, vou doar.
 
Quanto a me manter ativo.
 
Sim.
E muito.
Mas apenas pela saúde física e mental.
 
Quando estiver muito a fim de dar umas braçadas, graças a Deus, tenho o mar aqui bem perto de casa.
 
Quando estiver muito a fim de dar umas pedaladas, pretendo manter (ainda não tenho certeza) meu rolo e minha bike de treinos para pedalar aqui em casa mesmo.
 
Quando estiver muito a fim de correr, correrei.
 
Acho que, por enquanto, é isso.
 
 
3AV
Marco Cyrino
 
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domingo, 2 de janeiro de 2022

Minhas expectativas para 2022


Anos velhos que se findam... 2019, 2020 e 2021.
Anos novos que se iniciam... 2022, 2023, 2024...

Ao final de 2018, tomei uma decisão muito difícil.

Dar um tempo no Triathlon em 2019.
Muito difícil mesmo, depois de tantos anos me dedicando muito.
Quem é (ou já foi) Triathleta, sabe bem o quanto de dedicação precisamos ter.
Nadar e pedalar ou, nadar e correr, ou pedalar e correr, sempre duas coisas no mesmo dia, afora os afazeres normais.
Ainda, cuidar da nutrição, hidratação, fortalecimento muscular, alongamentos, enfim....

2017 e 2018 foram anos maravilhosos quanto a resultados.

Ganhei isso, ganhei aquilo, ganhei o Challenge, o Internacional de Santos, 2 vezes o Insano em Guaratuba, fui para o Mundial do Challenge, na Eslováquia.
Mas, paguei um preço.

2019 foi muito bom. 

Já com meus 62 anos, me recuperando do desgaste, fiz apenas o que queria.
Não deixei de correr, nem de nadar.
Pedalar foi só por prazer.

Veio 2020 e resolvi que já estava na hora de voltar ao velho ritmo.

Primeiro erro, achar que a gente vai voltar no mesmo ritmo em que parou.
Ah.... foi só um ano.
Ah, tá !
Bom.... depois da primeira desilusão, bóra botar os pés no chão e cair na real.
Estou um pangaré...
Então, bóra recomeçar do zero.
Recomeçar com uma nataçãozinha, uma corridinha, um pedalzinho...
E por aí foi.

Já estava começando a me empolgar quando.....
Aconteceu sapôrra toda que todos sabem.

P (Potaquepareo)
A (Ai, caraio)
N (Não é possível)
D (Desafiador)
E (E de onde veio isso ?)
M (Merda)
I (Impossível)
A (Avassalador)

Parei tudo.
Usei máscaras, "álquingel", saí apenas para comprar nossos suprimentos, higienizei o que já estava higienizado, tomei um monte de tiros de termômetros na testa...
Fiquei quase deprimido diante de tudo...
Fiquei preso em meu apartamento por um bom tempo...
Olhava embaixo dos meus calçados para ver se eu via o tal do coronga... 

E, a partir de uma certa data, comecei a tomar coragem e sair escondido e "mascarado" para umas corridinhas pelo meu bairro, me sentindo um verdadeiro marginal.

Aos poucos fui me soltando e, finalmente, veio 2021.

Aleluia !!!
Novo ano, vida nova, ou antiga.
Vamos que vamos !!!
É agora...
Bóra lá !

Mas... veio, foi e voltou.
Veio a 2ª, 3ª, 4ª, sei lá.... perdi a contagem de qual onda estamos.

Pára tudo de novo e bóra tomar vacina.
Quer dizer, vacinas.
Já foram a 1ª, a 2ª e a 3ª.
Daqui a pouco, com certeza, virão a 4ª, 5ª... a enésima.

Em meio a isso tudo, consegui continuar a participar dos trabalhos espirituais, sem ter, graças a Deus, nenhum problema sério de saúde.

Concluindo, minhas expectativas para este ano:

Continuar participando dos trabalhos espirituais e conseguir, finalmente, voltar aos treinos e às competições.

Vai levar um tempinho... mas voltarei. 


3AV
Marco Cyrino
 
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quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Troféu Brasil de Triathlon 2021 - Relato de Prova

Imagery ©2021 Google

 
Renê Pascoali Junior, via Publique!

Feliz “qui nem pinto no lixo”.
Depois de 2 anos sem participar de uma prova de Triathlon, neste domingo 03/10, pude sentir o prazer de cruzar aquela linha de chagada mais uma vez.
 
A preparação
 
Destes 2 anos, foram praticamente 6 meses no ócio.
Muito preocupado com a pandemia, me isolei completamente do mundo fora da minha casa.
Tentei no início as aulas on-line, mas para mim não rolou.
Já cansado do tédio, e vendo minha pressão chegar a 16/09, resolvi que já era hora de me mexer.

Comecei com a corrida.
Sempre às 21:00h, aqui pelas ruas do meu bairro, e de máscara.
A primeira corrida com a máscara foi horrível, 3 km que pareceram 30 km, mas, aos poucos, fui acostumando e aumentando a quilometragem.

Comprei um rolo smart, que levou uns 3 meses para chegar, e pude voltar a pedalar.

Quando achei que já estava bem (minha pressão havia retornado aos 12/08), pedi ao meu técnico que me mandasse as planilhas de treino, que eu já estava pronto para fazer força.(nem tanta força assim).

Com as liberações acontecendo aos poucos, comecei a correr na praia (sempre à noite), também aumentando os treinos no rolo (não fui para a rua nenhuma vez com a bike).

Comecei a nadar no clube onde sou sócio, em horários que sabia que a piscina estaria vazia. E assim foi minha preparação.


Sábado - véspera de prova
 
Como não usava minha roupa de borracha ha muito tempo, para não ter nenhum imprevisto, fui até o local da prova, aproveitar a estrutura que montaram para a natação, com as boias na mesma distância da prova (muito bom pra quem vem de fora, e não tem contato com o mar, aproveitar para fazer amizade com Netuno).

Cheguei cedo e, assim que liberaram, caí na água e nadei o percurso da prova sem stress (mentira, parecia prova... kkk).
Fiz os 750 metros em 15 minutos e fui embora. (guardem este tempo).

À tarde, fui pegar o kit da prova e lá a gente já começa a sentir aquele friozinho na barriga.

 
Domingo - dia de prova

Acordei cedo, tomei café da manhã, terminei de arrumar as tralhas e... Partiu!

Cheguei à área de transição e, de cara, muitas caras conhecidas.
Que saudade que eu tava daquela vibe de uma transição.

Muitos amigos que o esporte me deu.
Muita gente ali pela primeira vez, fazendo perguntas que, para quem tem mais de 30 anos de Triathlon, poderiam parecer óbvias. Mas, já tendo passado por isso antes, ajudamos com o maior prazer.

Coloquei a bike no caixote, arrumei capacete, tênis, óculos, coloquei a roupa de borracha, fiz o último checklist e fui pro mar aquecer.
(Tudo isso de máscara).

Fiz um rápido aquecimento, nadei até quase a bóia, parei pra ver se tinha correnteza: nada, uma piscina.

De volta pra areia, aguardar a largada.


Natação

Entramos na área de largada, máscaras descartadas, posicionados com distanciamento uns dos outros e, enfim, chegou a hora.
Enfim vou ouvir aquela buzina de novo.

Póóóóóóóóóóóóóóó!!!
Tome adrenalina e vamo que vamo.

Comecei na boa, em velocidade de cruzeiro, tentando acompanhar um amigo.

Quando estava quase na primeira bóia, senti meu relógio vibrar, tentando me avisar "Ae burrão... não iniciou o cronômetro, tô indo pro modo relógio". Eu sabia, mas me fiz de desentendido e segui em frente.

Passei a primeira bóia, a segunda e, como sempre faço, apertei o ritmo na última perna.

Saí da água, olhei para o relógio que mostrava 8:00 horas.... respirei, e parece que eu ouvia um “eu te avisei”, mas resolvi contar a partir daquele momento. Startei o relógio, pulei a natação e entramos na T1.


Transição 1

Entrei com aquela corridinha marota, procurando a referência de onde estava a bike, mas não adianta ter uma referência se o indivíduo entra duas baias antes.
Rota corrigida, coloquei capacete, óculos, bike e bora pedalar.


Ciclismo

Saí girando, sentindo a bike, afinal era a primeira vez com ela nas ruas.
Mantive um ritmo constante, dentro do que eu podia fazer, pensando que o meu melhor seria a corrida, então não queria travar as pernas.

Quando entrei na Avenida Portuária, lembrei que meu relógio ainda marcava a T1.
Pra quem já ficou sem o tempo da natação... dane-se.
Asfalto novo, o ciclismo foi top.

 
Transição 2

Desci da bike, e já fui apertando o relógio (achei até que ele riu de mim), corri até a referência que eu tinha, e tive a certeza de que era péssima. Entrei antes de novo!

Coloquei a bike no caixote, coloquei o tênis, boné, o tradicional beijinho na esposa, minha staff de ouro.
E fui !
 
Corrida

Relógio acionado, passei para a corrida.
Minhas pernas me perguntavam: - Já não deu por hoje?

Saí travado e demorei pra soltar, mas consegui fazer uma corrida progressiva e soltando aos poucos.

Ainda consegui buscar dois amigos da mesma categoria, e cruzar novamente aquela linha de chegada.

Tempos
•    Natação.......16:26  (lembra do tempo da rodagem do sábado?)
•    T1.................2:38  
•    Ciclismo.......39:55
•    T2.................2:01
•    Corrida........26:46
•    Total........1:27:46

Classificação
•    Categoria....11/17
•    Geral.............149
 
Medalha no peito, máscara novinha na cara, e muito feliz de poder voltar a fazer o que a gente ama, o que nos dá prazer.
 


Agradecimentos ao Renê, por contribuir com este relato de prova!


3AV 
Marco Cyrino 
 
 

Retorno do Triathlon em Santos - II

Imagery ©2021 Google
 

Feliz, muito feliz, com o retorno do Triathlon em Santos.

Pouco pude acompanhar, mas soube que deu tudo certo.

É muito legal ver a felicidade dos 700 participantes que, depois de mais de um ano e alguns meses, puderam voltar a fazer uma prova.
Seja Short, seja Olímpico.
Protocolos cumpridos, provas cumpridas, pessoal feliz, eu felizaço.

Vendo nas redes sociais (aquelas mesmas que caíram ontem...kkkk) as fotos da prova, da premiação, do pós-prova, das confraternizações, juro que bateu uma invejinha.
Mas daquelas invejinhas de boa.

Sei que já estavam acontecendo alguns eventos pelo Brasil, de provas de Duathlon, Aquathlon, Triathlon.
Parabéns aos organizadores!
Enormes parabéns aos atletas que conseguiram fazer essas provas.

Os tempos e resultados?
Isso é o que menos importa agora.
O que importa é irmos voltando ao normal.
Não ao "novo normal", mas sim ao normal mesmo.

Ainda, quero deixar registrado os maiores e melhores parabéns ao Núbio que, durante todo esse período, nunca esmoreceu para que esse retorno ocorresse com saúde, segurança e proteção a todos os envolvidos.

Um "Salve!" ao Troféu Brasil de Triathlon, a prova mais longeva do mundo, com 30 anos ininterruptos (exceto durante a pandemia que, se Deus quiser, está chegando ao fim).

Um "Salve!" às próximas que virão.


3AV 
Marco Cyrino

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sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Retorno do Triathlon em Santos

Imagery ©2021 Google



















Depois de muito tempo, eis que, no próximo domingo, acontecerá a tão sonhada retomada do Triathlon em Santos.

Dia 03/10/2021.
Guardem essa data.
Porque será a retomada.
E será com o percurso antigo de ciclismo, na Av. Portuária, totalmente asfaltada.


Expectativas 

Penso que todos os Triathletas estavam aguardando essa prova. 
E creio que vai dar tudo certo. 
Infelizmente, ainda não estou preparado fisicamente para fazê-la. 
Mas, minhas orações estarão com todos.

Toda a sorte do mundo aos organizadores e aos atletas que treinaram para poder competir.


A propósito...

Eu nem sabia que hoje é meu dia.
Dia do Idoso..........
Acima de 60 anos já é considerado idoso.

Idoso, porra nenhuma.
Vejo adolescentes, jovens, marmanjos e marmanjas, muito mais idosos do que eu.

Completarei 64 primaveras no dia 10/10 (sim, em plena primavera).
Óbvio que o tempo vai cobrando seu preço.
Algumas partes do corpo já não funcionam tão bem como quando eu tinha 15, 25, 35, 45, 55 anos.
Mas ainda funcionam.
E muitas dessas partes funcionam bemmmmm, viu?
Por exemplo, o cérebro.
Pensaram o que?  kkkk

Não me furto aos prazeres da vida, mas tampouco me excedo neles.
Não deixo de cuidar da minha saúde física, mas principalmente da minha saúde espiritual.

O dia do Idoso deve ser comemorado sim.
Com muito entusiasmo, muita vontade, muito vigor físico e mental.

Um enorme "Salve!" ao Dia do Idoso, aos nossos irmãos sexagenários, que ainda estão na labuta.


E outro "Salve!" aos "Triathletas idosos" que,  no próximo domingo, participarão novamente da competição, aqui em Santos --- a retomada do Troféu Brasil de Triathlon.

Voltarei.
Podem ter certeza!
 
3AV
Marco Cyrino


terça-feira, 17 de agosto de 2021

Ele, o período de treinos.



Para quem não fez ainda um Triathlon, vou dizer, logo de cara, que o pior não é a prova.
O pior é o antes, é o tomar a decisão.

É decidir levar uma vida totalmente diferente da que você teve até então.

É arrumar tempo para treinar pelo menos duas modalidades por dia:

De segunda-feira a sábado. 
De terça-feira a domingo.
Ou em outros 6 dias, para descansar apenas um.

Para quem trabalha e/ou estuda, é acordar às 04:00h da manhã para treinar ciclismo, natação ou corrida.

E depois ir trabalhar, estudar e treinar o 2º turno diário, seja de natação, ciclismo ou corrida.

Ainda tem outras coisas, como musculação, alongamentos, pilates, fisioterapia, massagens, etc.

E mais outras, tão ou mais importantes quanto:

Fazer avaliações físicas e médicas; ter um bom conhecimento do seu potencial; ter uma boa orientação para treinar; obter informações precisas sobre sua alimentação; hidratação (antes e durante as provas); descanso.

Não vai dar.
Ah! Dá sim!

Podemos realizar tudo o que quisermos e tivermos condições.

Só que não é tão fácil como acordar e fazer uma caminhada.

Nas provas mais curtas, as de Short Triathlon (estamos falando sobre nadar 750 m, pedalar 20 km e correr 5 km), existe uma demanda muito alta sobre a nossa capacidade física.

E não estou falando sobre quem pretende ter um ótimo resultado.
Estou falando sobre seres normais.

Para realizar esse tipo de prova (Short) você já vai ter que treinar muito para poder concluí-la saudavelmente.

Porém a recompensa vem.

Caso você tenha feito uma periodização de treinos bem feita, estando clinicamente apto, pode ficar confiante. 
E a prova será apenas a cereja do bolo, independente de resultado.

No meu caso, experiente que sou (acho que posso dizer isto), a retomada de treinos está sendo mais difícil do que para quem nunca treinou.

Isto porque o meu cérebro quer retomar as performances a partir do ponto em que parei.

Por fim, o período de treinos é muito mais trabalhoso do que a prova.
É nele que temos de nos dedicar para obter aquilo que almejamos.

Como diria um amigo meu:

- "Treino duro, alcance fácil."

Quem tiver cabeça, apoio familiar, persistência, perseverança, vai atingir seu objetivo no Triathlon, seja ele qual for.

3AV

Marco Cyrino

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quinta-feira, 17 de junho de 2021

Finalmente, meu 8º Ironman



Depois daquele longo período de treinos, consegui chegar às vésperas da prova em Jurerê, "nas pontas dos cascos".

Acho que nunca estive tão bem treinado e confiante.

Agora, era torcer para que, ao contrário das 7 vezes anteriores, tudo corresse totalmente bem durante a prova. Inclusive, e principalmente eu mesmo... rsrsrs.

Bom... 
Viagem boa, hospedagem idem, como sempre.
Pousada dos Chás.
Vou abreviar para não cansar leitores e leitoras.

Vamos direto para a prova. 
Nem vou falar sobre a colocação dos materiais na transição e outros detalhes, até mesmo porque não me lembro.
Vocês entenderão.

Momentos antes da largada...
Fiz as minhas orações.
Mal acabei, e já estava na hora de largar.
No meio da "multidão", me acomodei como pude. 
Nem me lembro de traçar alguma estratégia para a natação, como sempre fiz.
Foi largar de onde deu mesmo.

Natação
Lembro que fiz de boa a primeira perna de ida, conseguindo manter um ritmo legal, sem sentir muito a água fria.
Usava a minha roupa de natação nova (que ainda não havia estreado) e ela estava bem confortável.

A perna da natação de volta à praia, não me recordo muito. 
Deve ter sido boa, porque olhei o tempo no Garmin e estava um pouco abaixo do que imaginava.

A segunda perna, ida e volta, foi no mesmo ritmo, ou seja, terminei a natação uns 5 minutos antes do previsto.

T1
Deve ter sido rápida, ao contrário de todas as vezes anteriores, porque só me recordo de já estar montando na bike para o longo percurso de 180 km de pedal.

Ciclismo
Pedalei como nunca, mas mantendo a estratégia de não passar do limite, para me preservar para a parte final, a corrida.

Até mesmo nas subidas (muitas) e falsos planos, me sentia bem e conseguindo manter um ritmo bom.

Procurei me manter focado nos tempos para me alimentar e hidratar. 
Consegui fazer tudo certinho, finalmente.

Cheguei "quase" inteiro. 
Não há como chegar "inteiro" dessa etapa.
Fui ver meu tempo e estava ligeiramente abaixo do meu melhor pedal até então.

Somado com o ganho de tempo na natação e na T1, pensei que tinha tudo para conseguir meu tão almejado record pessoal.

T2
Também pouco me recordo. 
Deve ter sido rápida como a T1, pois, quando dei por mim, já estava iniciando a corrida. 

Corrida
Nem sei como peguei meus suplementos, géis.... enfim. 
Só sei que já estava começando a maratona.

Nunca tinha feito o circuito novo, sem a ida para Canasvieiras, com suas subidas íngremes.
O circuito atual é de 4 voltas dentro de Jurerê.
Pensei que deveria ser um pouco mais rápido.
E assim foi...
Andei poucas vezes, apenas para me alimentar e hidratar adequadamente.

A 4ª volta foi naquele sofrimento, mas, pela 1ª vez, estava completando o Ironman do jeito que sempre pensei.

Faltando 1 km, as lágrimas rolaram abundantemente, relembrando toda a jornada para chegar até ali.

Chegada
Na reta final, consegui ainda correr batendo nas mãos de todos os que, com seu entusiasmo, nos empurram nessas provas, nos dando forças que não sabemos de onde tiramos. E isso é durante a prova inteira, desde o início.

Como não poderia deixar de ser, Neuzita, Silvão e muitos outros amigos estavam na chegada comemorando comigo.

Pena que, novamente, Neuzita não pôde entrar comigo no tapete da chegada.
Regras são regras.

Daí, ouço o locutor me dizendo:

- "Marco Cyrino... You are an Ironman!"

E ainda tive forças para gritar:

- "Wrong, man! I am eight times Ironman!".


Logo após, encontrei Neuzita lá dentro (lá, eles deixam) e nos abraçamos, nos beijamos, nos tudo....

Fui pra tenda de massagens.
Também não lembro se foi boa ou não.
Depois, pra tenda de alimentação, onde tinha de tudo. 
Como no último Iron que havia feito, tinha Coca-cola, tinha Hot-Dog, tinha Pipoca doce e salgada, tinha até Chopp.

Depois, só me lembro de estarmos na Pousada, confraternizando, e eu com uma garrafa de Heineken na mão.

Só sei que, hoje, mesmo não tendo feito tudo isso, acordei cansado bagarayo.

Será que foi um insight?

Aguardemos...

3AV

Marco Cyrino 

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