terça-feira, 3 de junho de 2014

IMBR Florianópolis 2014 - Relato de prova



Sem choro nem vela
Simples assim.

Desculpas como...

- Tive lesões.
- O trabalho e outros compromissos me atrapalharam.
- Não consegui treinar adequadamente.
- Todas as opções acima.

...nada disso tem relação com o resultado.
Resultado que, aliás, embora possa não parecer, me deixou super feliz.

Resultado e expectativas
Qual foi o resultado?
15, 14, 13, 12, 11 horas?
Não.
O resultado foi ter completado meu quinto Ironman saudável (dentro do que é possível considerar saudável completar um Ironman).

Tinha expectativas de fazer determinado tempo?
Tinha!
Qual tempo?
Não interessa.
Ou, melhor, só interessa a mim.

Já possuía certa percepção de que não sou competitivo nessa distância.
Mas, competitivo contra quem?

É desafiante, doloroso, desgastante, e muitas outras coisas, o processo todo de preparação para o Ironman, que deveria ser apenas a cereja no bolo.

No meu caso não é assim.
Em todos, sofri como gente grande.
Até então, achava que, tirando os imprevistos que ocorrem em cada um deles (e tenha certeza de que há 99,9% de chances de acontecer algum imprevisto), seria capaz de fazer uma prova, digamos, competitiva.

Houve sim imprevistos (pneu furado) e erros, os quais (abaixo) ficarão evidentes.

Mas, fico com a impressão de que, independentemente de imprevistos e erros, esta não é a melhor distância para mim.

Mas eu gostcho muitcho!!!

Aprendizado
Até mesmo pelo aprendizado decorrente do longo período dedicado aos treinos, acordando de madrugada, saindo para pedalar e vendo dualidades pelo caminho, como a playboyzada voltando da night, de cara cheia, colocando em risco a vida alheia (além da própria), em contraposição a uma legião de trabalhadores indo à luta.

Esse período, se bem interiorizado, nos trás fortalecimento em todos os aspectos que serão úteis em todas as áreas de nossas vidas.

Não digo que não farei outros, mas, no dia que abrirem as inscrições para 2015 (se não me engano dia 04/06), pretendo estar longe do computador.
Depois disso, não me responsabilizo... rsrsrs

Em Floripa (e... frio chegando)
Chegamos (Neuza e eu) na quarta-feira à noitinha e, pela primeira vez, consegui dar um trotezinho para soltar as pernas da viagem.

Quinta e sexta, procurei não me cansar muito nas idas e vindas, feira, simpósio, etc.

Sábado, 16:00h em ponto, estava já na fila para entrega da bike e numeração.

Todos sabiam que, apesar da entrada de uma frente fria com chuva (sábado à tarde já não chovia), deveria esfriar ainda mais.

Dia de prova (e... frio)
Domingo, dia da prova, acordamos às 4:00h, tomamos o café de madrugada, subimos para o quarto, arrumamos as tralhas e... grande Cláudio Garbi já estava nos aguardando para uma carona extremamente bem-vinda, até o local da prova.

Já saí da Pousada dos Chás (excelente local) com frio e agasalhado, com a roupa de prova por baixo, meias e sandálias.

Não sei exatamente a temperatura que fazia nessa hora, mas a sensação era de algo próximo a 8oC ou menos.

Chegamos à transição e cumpri a rotina de deixar o que deveria na bike, ir para a tenda, colocar a roupa de borracha de manga (não gosto de roupa com manga para nadar, mas era inevitável) e começar a me preparar para ir para a largada.

Esses momentos são de apreensão, nervosismo, ansiedade e muita, mas muita felicidade pelo encontro inesperado com vários atletas amigos, conversas rápidas, desejos de boa prova, etc.

Alceu ficou conversando comigo e me aguardando, até sairmos juntos da tenda.

Logo encontramos o Vagnão (Vagner Bessa), a Neuza, mais alguns atletas, e fomos indo juntos pela calçada até a largada.

Descalço e gelando
As pedras da calçada incomodavam meus pés.
Alceu me perguntou por que eu estava descalço.
Respondi que estava acostumado a andar descalço... e seguimos.

Chegamos cedão à área de largada.
Despedi-me da Neuza e entramos na baia de largada.

A areia estava tremendamente gelada.
Ficamos conversando, Alceu, Vagnão e eu, sobre estratégias de natação, de largada, do frio que fazia.

De repente, o Vagnão olha pra mim e fala:
- Marcão, tu tá tremendo!

Respondo:
- Tô nada.

Aí, percebi que realmente estava tremendo.
Vagnão me convidou para aquecer no mar.
Respondi que "nem f...... !" Que iria sofrer só uma vez.

Que análise errada.
A temperatura da água estava com certeza bem acima da temperatura do ar.
Em vez de entrar no mar, me aquecer, pegar ritmo de prova etc., fiquei ali, parado na areia, passando frio e conversando com o Alceu, e tendo breves contatos com atletas amigos que passavam.

Nesse ponto comecei a pensar que havia errado em não ter ido até a largada e ficado lá, com uma meia e um chinelo descartável.

Lembrei do que me disseram há uns 15 anos atrás ou mais em uma prova na USP (não lembro se foi o Cláudio Miler ou o Vilela), mas era algo do tipo:

- Em uma prova com temperatura muito baixa, vê se aguarda a larga com os pés aquecidos.
Meias e sandálias velhas ajudam a não ficar perdendo calorias que farão falta durante a prova"

Faltavam 5 minutos para a largada.
Descolei um pouco do pessoal e fiz uma oração pedindo proteção para mim e para todos.

Finalmente, Largada, Natação (e... frio)
Pelo pouco que deu para ver da correnteza (penso até que, se houve, foi muito fraca), sugeri ao Alceu e ao Vagnão que nos posicionássemos pelo lado interno (esquerdo) da largada.

Tomara tenha dado certo para eles.
Pelos tempos que fizeram na natação, presumo que sim.
Para mim também.
Nadei tranqüilo, percebendo que podia acelerar bem mais o ritmo, mas me contendo bastante.

A água, como previa, estava muito gostosa em comparação com a temperatura ambiente.

Fiz a natação no tempo que pretendia, sem nenhum sofrimento.
Ao contrário, continuava sentindo que podia forçar um pouco mais.
E foi o que fiz ao contornar a última bóia.
Dei uma acelerada rumo à praia e saí bem de boa, contente com a performance.

Mas alguma coisa não estava batendo: sentia frio apesar de ter forçado um pouco na última perna do percurso.

Transição (e... frio)
Bom... corrida pela areia fofa... subida da rampa... abaixando a roupa de borracha... me preparando para achar um staff que ajudasse a retirá-la...

Grande idéia
Olho para o lado direito e vejo uma piscina (nem sabia que ela existia) com alguns atletas dentro, com água pelos joelhos, tirando suas roupas ali.
Naquela surpresa, tive um lapso genial e concluí que seria uma excelente estratégia aquela.
Mas, não adentrar a piscina e tirar a roupa aos poucos.
Do jeito que vinha correndo (ou tentando), me "pinchei" de cabeça na piscina.

Como eu previa, a roupa saiu quase toda pelos pés... e eu saí do outro lado, como um iceberg... duro... ereto... roxo... ah! icebergs não são roxos.

Saí travado dali, pensando na besteira que havia cometido.

Nunca pensei que o percurso da área de chegada da natação até as tendas de troca fosse tão longo.
Deviam descontar esse trajeto da maratona... rsrsrs

Mãos desobedientes
Entrei na tenda e lembro de ter cruzado com um atleta que saiu junto comigo da natação.
Ele me perguntou:
- Tudo bem ? Você tá tremendo muito !

Respondi rapidamente:
- Brrrrrr....fdsfhsx....brrrrr.....hjghhkj....brrrrrr!

E fui pegar minhas sacolas...

Ao tentar pegá-las, percebi que realmente não estava bem.
Minhas mãos não conseguiam pegar as "minhas" sacolas.
Elas iam das sacolas 1094 a 1096, sem parar na 1095.

Concentrei-me e com as duas mãos juntas peguei-as finalmente.

Corri (ou tentei) até a zona de troca de roupas, sentei em uma cadeira e simplesmente não conseguia pegar minhas coisas.
Tremia tanto que a cadeira começou a tremer comigo.

Fizemos um pequeno passeio trêmulo pela área de transição.

Controlando a hipotermia
Tive que me enrolar na toalha, me dobrar sobre minhas pernas e ficar, creio eu, por uns 15 minutos tentando me aquecer.

Havia colocado na sacola de ciclismo, por mera precaução, manguito, pernito (que comprei na Kona Bikes e com a ajuda do Max fui instruído sobre como usá-lo, já que em Santos é raro usarmos) e agasalho de ciclismo.
Não pensei duas vezes. Vesti tudo que podia. E se mais roupas houvesse, mais teria usado, tanto era o frio que sentia.

Mudança de perspectiva
Quando os neurônios começaram a interagir novamente uns com os outros, pensei que dali em diante começaria uma outra prova.

Sem neuras com tempo, com performance.
Apenas com a vontade chegar bem (entenda-se saudavelmente) ao Pórtico de Chegada.

Ciclismo (e frio...)
Saí para pedalar andando com a bike ao lado e, ainda assim, havia muitas delas na transição.

Em minha primeira volta na bike, não conseguia pegar no aerobar.
Tinha a impressão de que iria tomar um capote, de tanto que ainda tremia.
Depois, soube que vários atletas sofreram com o frio.

Pensei apenas em fazer um pedal tranqüilo, para tentar me poupar para a maratona.
Minha musculatura estava incrivelmente travada, talvez pelo frio, talvez sei lá porque.

Pneu furado
Na segunda volta, perto do Special Needs, percebi que meu pneu dianteiro estava furado, resultado de uma tentativa de pegar alimentos, sem a devida atenção, e me defrontar com um daqueles "cagalhões" que dividem as pistas e quase voar por cima da bike.

Devia estar a uns 500m, se tanto, do Special Needs e também com vontade de urinar (porque nos preocupamos tanto com expressões politicamente corretas na hora de redigir, se no dia-a-dia ninguém fala: urinar?)
Aí andei esse tantinho com o pneu furado mesmo e entrei na baia, saí da bike, fui ao banheiro MIJAR, aproveitei a parada e me alimentei com calma.

Gaiatos
Ainda, fiquei observando um gaiato que entrou comigo nessa área.

Pena que não peguei o número dele, caso contrário não faria a menor cerimônia em mencioná-lo.

O cara-dura entrou ali, mexeu em sua sacola, não fez porra nenhuma e saiu de lá, ficou olhando para a pista e, na primeira oportunidade, atravessou de lado a lado.

Colocou a bike na outra pista, encostada no canteiro, deu uma mexida na roda traseira e partiu... VOLTANDO.

Deve ter comido uns 10km de percurso.

Pausa
Fico pensando... O que faz um imbecil enganar aos outros e a si mesmo?

Vi outra pessoa cortar percurso de corrida.
Vi pelotões, pelotes e pelotinhos.
Já existem fóruns nas redes sociais (principalmente sobre vácuo) suficientes para que não me estenda no assunto.

Sai pra lá, vaqueiros, roubalheiros e afins!
Qualquer hora faço um post específico a respeito.

Terminei meu percurso de ciclismo razoavelmente bem.

Corrida (e... frio)
Pensei que seria possível fazer uma maratona razoável.
Não foi.

Fiquei novamente uns 20 minutos na zona de transição com calafrios, me trocando com muita calma e pensando que em algum momento o corpo iria reagir normalmente.

Mas, o esforço acumulado (mesmo com intensidade muito moderada) não deixava que a musculatura se soltasse.

Ainda não sei se foi erro na alimentação pré-prova (nos dias anteriores, não fiz uma reposição muito grande de carboidratos), se foi a perda de calorias pré-largada, se foi o mergulho na piscina, ou se tudo-junto-ao-mesmo tempo-agora.

Só sei que, como quase sempre, algo não deu certo.

Logo, desestressei e levei a primeira volta da corrida da melhor forma (até que fui bem).
Depois, passei a me confraternizar com todos e com tudo que encontrava pela frente.
Só faltou abraçar uma árvore. Mas quase... rsrsrs

Encontrei o Maluf (não o político) que estava com uma costela f.... depois de 2 tombos na bike.
Recordista.
Não contente em cair uma vez, caiu logo duas.

Em todos os postos de alimentação/hidratação, conversava com os staffs (um dos pontos altos da prova).

Na última volta de corrida, adivinhem: ainda não tinha passado frio suficiente...
Começou a chover... primeiro uns pingos... depois mais constante e, por último, um dilúvio.
Acho que vi Noé chegando na minha frente.
MAS EU NÃO PEGUEI O DILÚVIO (Não confundam com o Delúbio, pelamordeDeus).
Cheguei 30 segundos antes dele.

Falando do clima...
Isso tudo deve ter sido para pagar pela minha língua, pois lembro de ter reclamado pra caramba em 2012, por ter feito calor durante a prova.
Nunca mais reclamo do tempo.
Vejam este post, por exemplo... kkk

Chegada
Apesar de ser a 5ª vez que cruzo o Pórtico de Chegada, continuo tendo a mesma sensação forte nos últimos quilômetros, que me deixa meio embriagado e anestesia todas as dores quando finalmente entro na reta de chegada.
Não, não tomei nenhuma bebida durante o percurso... rsrsrs

Missão cumprida
Depois, como sempre, é só alegria.

Tenda de massagem... tenda de alimentação... pegar todas as tralhas...voltar para o hotel/pousada (quem disse que é só alegria?)... conseguir tomar alguns pratos das sopas maravilhosas da Pousada dos Chás, conversar (mesmo que por pouco tempo) com os Irons da Pousada (inclusive a grande campeã do Ironman Brasil 2014 Ariane Monticelli – sim, ela foi a campeã), tomar banho mega-quente (tremendo), deitar em uma cama extra confortável (tremendo), dormir (tremendo), acordar às 5 da matina chacoalhando a Neuza e perguntando as horas, porque estava morrendo de fome.
Não tem preço.
Isso tudo aliado àquela sensação de mais um Iron feito.

Voltando ao racional
(Já começava a me incomodar alguma coisa querendo escorrer dos olhos.)

Não sei se o frio aliado às besteiras grandes e/ou pequenas influenciaram muito ou pouco na prova, assim como a extrema dificuldade de achar o ponto ideal de hidratação/alimentação, e outras coisas tão ou mais importantes, que me fizeram mais uma vez ter o sentimento ambíguo de muita felicidade e de certa decepção com a performance.

Juro que já desencanei.
Analisar erros e acertos, estratégias, "Go for it", espírito Ironman.
Realmente não preciso provar nada a ninguém a não ser àqueles que apostam em mim não como atleta Ironman, mas como um ser humano que procura evoluir.
Entendam como queiram.

Talvez minha melhor distância seja algo intermediário como, um ½ Iron ou os Olímpicos.

Só sei que continuarei me dedicando àquilo que me dá prazer, mesmo com sofrimento.

Grato
Não precisaria (até porque todos sabem), mas quero externar meus profundos agradecimentos a todos que direta ou indiretamente sempre participam dessas empreitadas.

Sejam eles amigos (muitos, graças a Deus – pelo menos de minha parte), profissionais (médico, fisioterapeuta, nutricionista, técnico de musculação, entre outros) e principalmente família.

Esses eu faço questão de mencionar um a um, ainda assim correndo o risco de não lembrar de todos:

- Minha mulher, amante, companheira, incentivadora (por ela eu faria todas as provas que aparecessem), staff oficial, personal isso e aquilo, etc.: NEUZA

- Meus queridos e amados pais que já fizeram sua passagem e, com certeza, estão zelando por mim e pelos meus irmãos em outro plano: ALFREDO E ODETTE

- Meus também queridos e amados irmãos (por ordem cronológica apenas): ALFREDO, JOSÉ ROBERTO E FÁTIMA APARECIDA.

- Minhas cunhadas: SARA E LIA

- Meus sobrinhos: JUNIOR (JOSÉ ROBERTO), TATIANA.

- As irmãs e irmão da NEUZA: ROSÂNGELA, ROSAURA, ANSELMO.

- Toda a família da NEUZA: (aí, vou me esquecer de alguém), Tias OLGA, OFÉLIA e LÚCIA, primas: SIMONE  e seu marido LUIZ e seu filho Henrique, SUELI e seu marido GOUVEIA, SANDRA e seu marido CARLOS, SILVIA, ELIZABETH e seu marido JOÃO, PATRÍCIA e seu marido VANDI, entre outros. Seus sobrinhos: Flávia (Carlos – filhas Victória e Isabella), Tel (Josi – filho Heitor), Loiro, Alexandre (filha Melissa), Felipe (Natasha – filhos Manú e João Guilherme, chegando), Andréia (Gustavo – filhos Vitor Hugo e Maria Eduarda), Gabriel (Eva), Flaviana (Rodrigo – filhos Rodriguinho e Julia), Érica (Jonath), Ana Paula (Nega Maluca – Afro Descendente com distúrbio mental), Roberta (marido gringo), Renato (esposa e filho), Célia, André, Áurea (homenagem à progenitora da Neuza) e, com certeza, como já disse, devo ter me esquecido de alguém... que me perdoem.

É isso!
Até o próximo Ironman, se Deus quiser.
Aloha!

3AV
Marco Cyrino

28 comentários:

  1. Você não ta feliz com seu tempo? EU ESTOU É COM INVEJA DELE! Vai lá e termina essa PORRA! Parabéns Cyrino! Ainda chego lá!

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    1. Felíz é pouco, Claudião. São apenas constatações que não tiram um milímetro da felicidade de completar essa prova e de ter camaradas como você torcendo e dando uma força.

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  2. Grande Marcão, é isso mais um iron completado. Não importa se fez apenas 1 ou 10 prova, o que importa é o respeito pelas distâncias e curtir a prova, o dia, o momento. Sigo o lema de curtir a viagem e não apenas o destino (linha chegada). Ah, detalhe, faltou agradecer o Pit! Se ele ler que aqui não tem o nome dele, vai morder novamente seu pé! Abração e parabéns ao casal Ironman.

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    1. Puts....é verdade...logo pela manhã ele recebeu o e-mail com a divulgação do post e já veio tirar satisfação comigo. Tive que prometer leva-lo no Tertúlia...kkk
      Valeu, Fernando.

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  3. Cara, você tem uma coisa que é rara: você escreve exatamente do jeito que você é!!!!

    Porque, né Marcão, a gente pode rir da gente mesmo porque somos livres e não temos compromisso com "a imagem".

    Ri demais lembrando daquela largada lendo o texto!!!

    Se a água foi importante para eu me aquecer, mais importante ainda foi ter ficado perto de vocês. Eu nem vi o tempo passar e me tirou a ansiedade.

    Só livre dela pude me concentrar, pensar no que ia fazer...

    E parabéns cara! Parabéns não apenas pela prova, mas pela vida que você construiu para você mesmo.

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    1. Vagnão,
      De todos os comentários que já recebi neste Blog o que vc fez (...você escreve exatamente do jeito que você é!!!! ) foi um dos que mais me deixou lisonjeado.
      Sério. É bom ver que as pessoas percebem quem somos mesmo através de um simples texto.
      Valeu mesmo, Vagnão.

      Fica quieto aí, Joka !!!

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  4. ULTRA PARABÉNS MARCÃO...IRADOOO !!!!

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    1. É parceiro, agora vai lá e faz tua segunda. Vai ser de boa, tenho certeza.
      Abração

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    2. Esse pangaré poderia ter feito abaixo de 11 horas, Marcão, se levasse a sério o treinamento .... me acabei pra montar treino pra ele e ele acordava de madrugada pra correr porque tava fazendo falta !!1 huahauahuahuahuaha ...... Se liga, Joka "nonsense" Fernandes ... hauhauahauahuah

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    3. Esse bicho, se fizer as coisas certas, vai pra Kona.
      Nem que seja como turista....hahahaha

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  5. Marcão ... para de tremer que o teu prédio é novo e as vigas ainda estão secando !!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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    1. N~~aaaaaoooo t~ôô mmmaiiisss brrbbrbr trtrtremendddoooo.....!!!!

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  6. Muito legal o relato. Sei o que é passar frio.....já passei num 70.3, em Oceanside. Muito frio. O que me deixa triste, no seu relato é

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  7. Que além dos vaqueiros exstem os que cortam km de provas na maior cara de pau

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    1. Obrigado, Pandelo.
      Infelizmente esse tipo de ser humano existe em todas as áreas, inclusive no esporte e agora no triathlon. Gente que se acha esperta e que não tem a mínima noção de que o maior enganado é ele próprio.
      Abração e estamos esperando teu retorno que, se Deus quiser...e ele há de querer, será muito em breve.

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  8. Alceu Cremonesi Junior3 de junho de 2014 12:30

    Grande Marcão, companheiro de início de prova pela segunda vez consecutiva. Parabéns pelo resultado e pelo "Penta". Gostei muito da sua narrativa de prova.
    E lembre-se: Life is a journey, not a destination.
    Abraços.

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    1. É verdade, Alceu.
      Em 2012 também ficamos juntos na largada.
      Pode deixar que sempre me lembro de que "life is a journey, not a destination.
      Abração

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  9. Parabéns Marcão! Grande e emocionante relato. Você é o cara! Grande abraço.

    Fernando Moncorvo.

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    1. Grande Moncorvo,
      Feliz em te ver (ler) por aqui.
      Volta ao triathlon ?
      Obrigado e abração.

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  10. Querido Marcolino.
    Falando bem sinceramente, acho que a maior cobrança por "resultados" vem do próprio atleta.
    Você imagine uma pessoa "normal", que pratica atividade física regularmente, ou seja, que não está tão distante do mundo do esforço e da superação, pois por menor o esforço que se faça, ele exige que você se supere, sempre, na medida em que lhe é possível e tolerável.
    Então, imagine essa pessoa olhando para outra "anormal (rsrssr)" que se propõe a um esforço sobrehumano, com dias e dias (meses na verdade) incontáveis e infindáveis de esforço, dedicação, perseverança, para que num único dia possa estar entre os atletas mais "iron" e compartilhar da alegria de simplesmente estar ali e colher a recompensa da sua determinação.
    Apenas a iniciativa de se propor a tudo isso, passar por tudo isso, assim como Mastercard, "não tem preço" ! Esse é o verdadeiro tesouro colhido, a certeza de ter feito o que queria fazer, acerteza de que úma pessoa especial pelo seu coração e determinação, não pelo tempo ou colocação na prova. Querer e estar nesta prova tantas vezes é que é a sua grande e perene vitória...você já é um campeão há muito tempo e tenho muito orgulho quando penso e me refiro a sua pessoa, tenha certeza !
    Não tenho por hábito dizer coisas para "agradar" as pessoas, acho que você me conhece, falo exatamente o que penso. Tenho muito orgulho de ser sua amiga e sempre vou torcer muito por você, indo novamente para o Iron ou não, não importa. O seu legado já foi construído e a sua alma mais repleta e iluminada. Um grande beijo para você e para a Neusolina, companheira dessa batalha. Inté!

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    1. Ana,
      Você está certíssima com relação à cobrança que nos fazemos. É uma espécie de incentivo à evolução"

      Sei que vc é hosnestíssima com o que fala. Aliás não conheço muita gente que tenha esse perfil...rsrsrs
      Assim, fico mais contente ainda com tuas palavras.
      Ah...e o orgulho de sermos amigos é mútuo. Mesmo.
      Té !

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  11. Perae, neguinho pegar vácuo é foda. Mas cortar caminho?? Bom, ano que vem tem cara nadando de pé de pato, pedalando com bike elétrica e usando patins na corrida!

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    1. Verdade, Fernando.
      Mas tenho impressão de que se f...... !
      Depois falo sobre isso.

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  12. Parabéns Marcão... Algumas provas são mais fáceis...outras mais duras. Eu também nunca corri bem um Ironman (pelo menos não bem como distâncias menores), mas... parte boa disso é que, sendo nosso objetivo simplesmente realização pessoal... quanto mais duro melhor.
    Vamos lá...bola pra frente...

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    1. Verdade verdadeira, Ivan.
      Próxima meta: Challenger - novembro - Floripa de novo.

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  13. Parabéns cara, que relato bacana, até revivi o frio que estava sentindo lá! Abraço

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