sábado, 30 de maio de 2026

Treinos longos de natação


Bom, já escrevi quase tudo sobre treinos longos de Ciclismo e de Corrida.
 
Agora, vou escrever sobre os longos de Natação.
 
Treinar natação para Shorts
 
Apenas 750 m de natação nas provas.
Fácil.
Fácil pourra nenhuma.
São curtos, mas muito intensos.
Tipo tiros de 50 m com o coração na boca o tempo todo.
São treinos de velocidade.
 
Treinar natação para Olímpicos
 
Já são treinos para uma prova com 1.500 m de natação.
São, então, treinos objetivando bom desempenho, mas também pensando nas próximas etapas de ciclismo e corrida.
 
Treinar natação para provas longas
 
Normalmente essas provas têm 1.900 m de natação.
Não muda muito com relação às provas Olímpicas.
Muda muito sobre onde vai ser a prova Longa.
 
Falando apenas daquelas que eu fiz...
 
Prova Longa em Pirassununga.
Uma lagoa com água pesada.
 
Prova Longa em Floripa.
Mar sereno, mar hostil, mar com correnteza, mar com muito vento.
Já teve de tudo lá.
Inclusive uma prova cancelada.
 
Bom, para essas provas, os treinos já têm que considerar o que vem depois.
 
Treinar natação para provas de Ironman
 
Ironman já é uma prova com 3.800 m, ou mais, de natação.
Digo que pode ser mais devido às correntezas.
Logo na minha primeira prova, nadei mais de 4.200m, segundo meu Garmin. Mas isso é conversa pra outra hora.
 
 
Vamos ao assunto principal: treinar para essa distância.
 
Chegava um momento em que meu técnico me passava um treino de 4.000 m.
 
Treinar em piscina para essa prova é punk.
 
Nadar 4.000 m em uma piscina Olímpica (de 50 m) não é tão punk.
Ainda assim é punk.
São 40 idas e voltas.
 
Agora, nadar em uma piscina de 25 m é phoda.
Nadar 80 idas e voltas, contando azulejos, voltas, enfim...
 
Chega uma hora em que a gente se perdia na contagem.
Não sabia mais se estava na 70ª ou na 80ª... kkk
 
Quando raramente me perdia na contagem, sempre optei por fazer mais voltas.
 
Mas vou dizer que é uma ótima terapia pra gente dormir depois desses treinos.
Eu, que desde o surf tenho problemas em minha lombar, não fazia a “virada olímpica”.
Batia a mão na piscina, virava (quase sempre para o mesmo lado), mergulhava e vamos para mais 25 m.
 
Saía da piscina praticamente bêbado de tantas viradas (160).
Era só deitar na cama, ver o quarto girando e dormir contando carneirinhos, quer dizer, azulejos... kkk
 
Meus melhores treinos nessa distância foram 3 ou 4 que fiz no mar.
 
Consegui fazer entre o Emissário e o Canal 3, ida e volta, paralelamente à praia.
Muito bom, inclusive para nos conectar com o mar.
E isso, em minha humilde opinião. é imprescindível.
Quem só nada e piscinas e vai fazer um Iron, com natação no mar, vai ter problemas com navegação, com correntezas, com um “cardume” de gente se batendo, etc.
 
Bom, é assim.
Graças a Deus tive sempre um desempenho razoável nos treinos e nas provas.
 
Para finalizar com relação à natação.

Roupas de borracha
 
Equipamento relevante para treinos e provas...
 
Essas roupas, geralmente feitas de neoprene revestido, nos ajudam a flutuar em águas pesadas e também a “deslizar”.
 
Nos treinos...
 
O recomendado seria usá-las para se habituar, mas não em todos eles, para não criar uma falsa sensação de evolução técnica.
 
Nas provas...
 
Só são permitidas em determinadas situações.
Para os profissionais, são permitidas caso a temperatura da água esteja abaixo de certo limite.
 
Para os simples mortais, no caso eu, independente da temperatura da água, normalmente são liberadas.
 
Nas provas em que participei, exceto em Pirassununga (novamente – água doce e pesada – lagoa), as roupas de borracha eram liberadas.
 
Segurança
 
Quero enfatizar que a natação é a parte mais perigosa do Triathlon, seja ele em qualquer distância.
 
Nunca soube de algum Triathleta ter morrido no ciclismo ou na corrida, embora alguns tenham chegado perto disso.
 
Na natação, qualquer perrengue é risco de vida.
 
Então, tenhamos em mente a importância de todas as medidas de segurança, antes e ao longo dos treinos e provas, incluindo avaliarmos muito bem: as condições da água; as nossas condições físicas, mentais e emocionais; o nosso plano de largada e percurso; a quantidade e a qualidade dos recursos de acompanhamento do(s) atleta(s) etc. etc.
 
 
Agora sobre as provas
 
Lá por 1.900 e bolinha, houve uma prova em que o mar estava muito bravo.
Daí, eu tiro lições dos meus treinos e convivência com o mar.
Lembro que era um Internacional de Santos e o mar não estava para brincadeira.
 
Porém, minha categoria foi a única que nadou naquele dia.
Depois, a etapa de natação foi cancelada, graças a Deus, em favor daqueles que não estavam habituados com aquelas condições.
 
Eu, por minha experiência com o surf, com minha praia, fiz uma natação limpa, inclusive passando pelas ondas por baixo, como temos que fazer.
 
Nem falo mais nada...
Só algumas imagens.
 
1 - Largada Amador

2 - Natação Punk
 
3 - Ó a série entrando

 
3AV
Marco Cyrino
 
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sábado, 25 de abril de 2026

Treinos longos de corrida


Com os Treinos de Corrida foi mais ou menos a "lesma lerda", mas vai ficar para outra postagem.
 
Essa foi a frase com a qual encerrei meu último post.
E assim vai ser, afinal promessa é dívida.
E eu pago sempre minhas dívidas.
Pelo menos até hoje... kkk
 
Portanto, vamos lá:
 
Treinar corrida para Shorts (5 km nas provas)
 
Mesmo sabendo que temos que nadar 750 m e pedalar 20 km antes.
Fácil com relação à distância.
Difícil com relação à intensidade.
É tudo na base do coração na boca o tempo todo.
Portanto os treinos de corrida serão, digamos, curtos porém intensos.
 
Treinar corrida para Olímpicos (10 km nas provas)
 
Já precisamos ter um discernimento de que nadaremos 1,5km e teremos que pedalar 40 km, antes de sairmos para correr.
Os treinos de corrida para essas provas já têm que levar em consideração o desgaste nas 2 modalidades anteriores e também a necessidade de repor calorias e de hidratação.
 
Treinar corrida para provas Longas (70.3, Long Distance, Meio Ironman ou como quiserem chamar)
 
Serão 21 km de corrida.
Os treinos de corrida para essas provas, em minha opinião já são diferenciados.
Antes da corrida, serão praticamente 2 km de natação, mais 90 km de ciclismo.
Portanto, teremos que ter ainda muito mais atenção ao consumo de calorias e à hidratação, antes e durante a corrida.
 
Nessas provas, eu sempre procurei, com a orientação dos meus técnicos, treinar até um volume um pouco maior de corrida. para me sentir confiante.
Digamos, uns 22 km.
 
Antes de falar sobre os treinos para Ironman...
 
Existem umas provas diferentes.
Por exemplo, o Insano de Guaratuba, onde venci as duas provas de que participei.
 
Essa prova tem 1,5 km de natação, 60 km de ciclismo em ótimas condições e 16 km de corrida.
Só que boa parte desses 16 km de corrida ocorre em subidas e descidas muito íngremes.
Daí o nome: INSANO.
 
As duas provas de que participei, ganhei basicamente na corrida.
Fiz muitos, muitíssimos treinos de subida, aqui em Santos.
Subidas na Ilha Porchat, no morro do Marapé, no morro da Nova Cintra, e até mesmo subidas em Balneário Camburiú, quando fomos para lá.
Enfim, cheguei lá muito confiante na corrida e assim foi.
Foi na corrida, nas serras de lá, que consegui obter os resultados.
 
Agora vamos aos finalmentes...
 
Treinar corrida para Ironman (42,1 km)
 
Bom, aí é que o bicho pega realmente.
Correr uma maratona, depois de ter nadado quase 4 km e pedalado 180 km, não é mole não.
 
Eu digo correr depois disso, porém, nós, simples mortais, praticamente trotamos, caminhamos, ou até mesmos rastejamos em parte desse percurso.
 
Os Profissionais, os Tops Amadores, não sei como, eles realmente correm nessa etapa do Ironman.
 
Já vou me repetir...
É aí que os treinos têm que ser muito bem elaborados com relação a intensidade, hidratação e consumo de calorias.
 
Agora vamos ao que interessa, com relação aos treinos longos para Ironman.
Apenas de minha parte, né?
 
Posso estar enganado, mas, desde o meu primeiro Iron, os maiores treinos de corrida foram de 32, 33, ou até mesmo 35 km.
 
Meu percurso para cumprir esses treinos:
 
·   Saía  da minha residência (morava no 4º andar de um prédio, a uns 50 m da avenida da praia), na Pompéia, entre o canal 1 e o canal 2;
·   Corria até o Ferry-Boat (as balsas aqui de Santos), uns 6km;
·   Contornava a praça dos peixes e entrava na Av Portuária, mais 3 km;
·   Voltava, passava em frente à rua em que eu morava, ia até o pé da Ilha Porchat, mais uns 3 km;
·   Subia e descia a Ilha, mais 2 km;
·   Ia até a Biquinha em São Vicente, mais uns 2,5 km;
·   Passava pela Ponte Pênsil e ia até a Rua Japão, mais uns 2 km;
·   Seguia por ela até o fim, pegava umas quebradas só para aumentar a distância;
·   Voltava, passava pela Ponte Pênsil, voltava por ela novamente, e voltava em direção à minha casa.
 
Não vou fazer as contas agora.
Só sei que quando estava quase chegando, olhava o meu Garmin e ainda estava marcando uns 30 km.
 
Daí comecei a inventar outros percursos.
Antes de começar a correr, já computava a descida da escada do prédio onde eu morava, o trotezinho de 50 m até a praia, enfim.
Comecei a fazer umas voltas de aquecimento na pista do Emissário, uns 650 m cada volta, também já computando na distância.
 
Um tempo depois, não tinha mais saco para fazer o percurso inicial:
 
·   Ponta da Praia – Ferry-Boat – Av Portuária – Retorno – Ilha Porchat – Rua Japão – Retorno – etc.
 
Resolvi fazer os treinos em percurso menor e mais perto de casa:
 
·   Casa - Ferry-Boat - Retorno.
·   Praticamente 13 km cada ida e volta.
·   Duas idas e voltas = 26 km.
 
Mais fácil.
Mais fácil o caramba, pra não falar outra coisa... kkk
Cada vez que passava em frente à "minha rua", a vontade de parar era imensa.
Só no ódio mesmo que eu passava batido.
 
Incluindo que, em todos os treinos, mesmo levando um cinto de hidratação e suplementação, tinha que parar algumas vezes para me abastecer com água.
 
Juro que até hoje não entendo como os Tops, os Picas da Galáxias, conseguem fazer isso, Ironmans, com tanta exigência física e com os tempos que eles fazem.
Não devem ser deste planeta.
 
3AV
Marco Cyrino
 
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sábado, 11 de abril de 2026

Sobre treinos longos de ciclismo

 
Há alguns dias, encontrei com meu brother, ex-ciclista profissional, Johnny Evangelista.
 
Ciclista das antigas e dos bons.
Sei que é redundante porque, para ser ciclista profissional aqui, tem que ser bom mesmo.
 
Em uma rapidíssima troca de palavras, ele me perguntou sobre quantos Irons eu fiz (mesmo ele já sabendo... rsrsrs), sobre eu voltar aos treinos, sobre querer passar por tudo de novo etc.
 
Mas, ele fez também umas perguntas que ficaram, depois dos meus afazeres, na minha cabeça cabeçuda:
 
Ele...
Qual foi o treino mais longo de ciclismo que você fez?
 
Eu...
Johnny, acho que foram um ou dois de 200 Km.
 
Ele...
Nos Irons, qual foi a parte mais difícil pra você?
 
Eu...
Com certeza, a corrida.
Não por ela, mas por ter que fazer a maratona depois de nadar quase 4 km e pedalar 180 km.
 
Ele...
E nos treinos? Em qual modalidade você sentia mais dificuldade?
 
Ele...
Por último, como você conseguiu resultados tão bons, sendo que, pelo que me disse, não era o top em nada?
 
Eu...
Johnny, preciso parar por aqui, porque tenho coisas rápidas e urgentes pra fazer.
 
Bom, devido à pressa, a conversa terminou, mas, agora, depois desta baita introdução, vou ver se consigo responder as perguntas restantes.
 
Triathlon, Natação e Corrida
Já escrevi sobre isso algumas vezes, mas, vamos em frente.
 
Entrei no Triathlon meio por acaso e já com idade avançada para começar.
Não vou me estender sobre isso.
 
Nadar e correr não eram coisas desconhecidas.
Nadava para me salvar no surf e sempre corri devido minha "aptidão futebolística", embora sejam coisas totalmente diferentes de competições de Triathlon.
 
Porém, sempre senti afinidade com essas modalidades.
 
Ciclismo
Minha experiência com o ciclismo era saber que conseguia pedalar levando um amigo "no cano" da bike emprestada (bike de rua), com duas pranchas embaixo dos braços, para irmos surfar no Guarujá.
 
Ele, o amigo, levando uma e eu a outra, pedalando contra o vento (sempre o vento estava contra....rs) e com as pranchas servindo de freios.
 
Isso por uns 15 km até a Praia de Pernambuco – Guarujá, ou uns km a menos até a Praia do Tombo, também Guarujá. Só de ida, porque na volta os 15 km até a praia de Pernambuco se tornavam 100 km, depois de horas de surf.
 
 
Daí, vieram todas as coisas...
Lesões futebolísticas, rompimento de tendão de Aquiles, aprender a nadar em piscina (nadar mesmo e não apenas me salvar), correr sem ser para jogar futebol, enfim...
 
Coisas que me levaram para o Biathlon e depois para o Triathlon, onde fiz minha primeira prova com minha bike de rua.
 
Depois, fiz o Internacional de Santos com uma bike "estradeira" emprestada pelo grande amigo Felipe Cidral, da Pizzaria Kokimbos e seu irmão Fred Cidral.
 
 
Agora, e só agora, respondendo as perguntas do Johnny que ficaram na minha cabeça.
 
A modalidade em que mais senti dificuldade para treinar foram os longuíssimos de bike.
 
Não tenho absoluta certeza, mas, acho que nos 7 Irons que fiz, para 5 deles pedalei no máximo 140 km (sendo que, por motivo de muita chuva, fiz um deles em casa no rolo, o que não recomendo... kkk) e para os 2 últimos pedalei 200 km.
 
Os longos de bike são phoda elevada a 10ª potência.
 
No meu caso, 200 km pedalando sozinho, eu tinha duas opções:
 
1ª) Sair de casa sozinho, pegar a balsa para Guarujá às 07:00h (acordando às 04:30h), fazer a travessia, atravessar Guarujá, pegar a Piaçaguera (Faixa de Gaza) com risco de ser assaltado etc., entrar na Rio-Santos, ir até Juqueí (vejam as serrinhas, no Google Maps) e voltar.
 
2ª) Sair de casa sozinho também, colocar a bike no carro, subir até a Estrada Velha de Santos e lá fazer várias voltas, onde ida e volta são aproximadamente 16 km.
Logo, para fazer 200 km de pedal lá, são 12 voltas e meia. Com várias subidinhas, nenhuma delas com muito aclive, ao contrário da Rio/Santos. Quem conhece a subida da Bica e da Petrobrás, na Rio-Santos, saberá do que estou falando.
 
Coisas boas e coisas ruins lá e cá...
 
Coisas boas na Rio-Santos
Paisagens lindas, pedal de apenas uma ida e uma volta.
 
Encontrar no caminho vários amigos treinando e segui-los, ou eles me seguirem.
 
Caraio! Acho que é só. kkk
 
Coisas ruins na Rio-Santos
* Passar pela Faixa de Gaza sem ser assaltado. Estresse total.
 
* Risco de acidentes na estrada.
 
* Ir até Juqueí sem saber onde eu iria me abastecer.
 
Obs.: Para um treino de 200 km de bike e, principalmente para depois correr uma maratona no Ironman, a gente tem que se acostumar a ingerir muitas calorias.
 
Daí, o próximo posto de abastecimento, no pedal, a gente (eu pelo menos) não sabe onde será.
E a gente sai com uma garrafinha de água, uma de isotônico, um monte de gel de carbo...
Mas, chega uma hora que a gente tem que abastecer.
Vai saber se é em Bertioga, se é na Riviera de São Lourenço, se é em sei lá onde.
Pior é na volta... kkk.
 
Coisas boas no Riacho Grande (Estrada Velha de Santos)
* Paisagem também linda.
 
* Encontrar no caminho uma multidão pedalando, correndo, etc. Parece que sempre está tendo uma prova de Triathlon lá.
 
* Risco pequeno de assaltos ou acidentes graves.
 
* Possibilidade de se abastecer em várias voltas, com o carro estacionado em um local apropriado.
 
* Possibilidade de encontrar alguma ajuda em caso de necessidade. Como são muitas voltas, embora as subidas não sejam íngremes, serão muitas.
 
 
Coisas ruins no Riacho Grande (Estrada Velha de Santos)
* Multidão correndo pelos acostamentos, mas também pelo meio da pista, como se não houvesse ciclistas treinando lá.
 
* Depois de 7 horas de treino a gente já nem sabe mais em que volta está... rsrsrs.
 
* Depois das 14:00h, começam a chegar os baladeiros e a coisa fica meio punk. Ninguém respeita mais ninguém.
 
Resumo
Falando apenas sobre a minha preferência entre treinar 200 km na Rio-Santos, direto e reto, ou treinar 200 km no Riacho Grande – Estrada Velha de Santos:
 
Rio-Santos direto e reto
É punk mas, caso eu chegue em Juqueí, só tenho uma opção: voltar.
 
Logo tenho que concluir o treino.
Onde eu vou parar para descansar ou me abastecer é problema meu... kkk
 
Riacho Grande (Estrada Velha de Santos)
Também é punk.
Porém, tenho 12 voltas para fazer e cumprir o compromisso.
Isso é bom e é ruim.
É bom porque a cada 16 km tenho oportunidade de me abastecer.
É ruim porque a cada 16 km, depois de umas 8 voltas, tenho uma baita vontade de parar... kkkkkkkk
Só a sofrência mesmo é que me levou a fazer isso.
 
Com os Treinos de Corrida foi mais ou menos a "lesma lerda", mas vai ficar para outra postagem.
 
3AV
Marco Cyrino
 
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sábado, 14 de março de 2026

Vida após o Triathlon - Atualização

Em março de 2024, publiquei Vida após o Triathlon, compartilhando minha decisão de encerrar o ciclo de competições.

Hoje, quase dois anos depois, faço uma breve atualização, para lhes contar que as coisas estão caminhando conforme o previsto e esperado por mim.

Posso dizer que a transição foi muito positiva.

Aquele "vazio" que alguns temem, de fato não apareceu.

Pelo contrário, preenchi meu tempo com o que, hoje, realmente importa:

·       Atividade física sem pressão

·   Mantenho minhas caminhadas e algumas corridas na praia, além de musculação na academia.

·   Não tenho mais aquela regularidade rígida de atleta, mas me movimento com freqüência, para manter a saúde e o bem-estar.

·       Foco no social e na família

·   Como planejei, estou mais presente nas atividades sociais, religiosas, e no convívio familiar.

·   Ter essa disponibilidade mental e de tempo tem sido muito gratificante.

·       Equilíbrio

·   A vida segue bem, fora do mundo das competições.

·   A disciplina que o Triathlon me deu continua aqui, mas agora aplicada a uma rotina mais leve e equilibrada.

Estou feliz com o caminho que escolhi.

Como disse naquele post, o Triathlon cumpriu o seu papel, deixando lições valiosas e a vida continua sendo uma jornada de aprendizado, agora com mais tempo para apreciar o percurso.

 
3AV
Marco Cyrino
 
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quinta-feira, 5 de março de 2026

Treinar sem estar motivado

Ciclistas pedalando em estrada molhada, sob chuva leve e neblina.
Nem vou dizer quantas vezes briguei comigo mesmo, por não estar disposto a madrugar e ir treinar.
 
Não só madrugar.
 
Muitas vezes, depois do expediente de trabalho.
Fosse por qual motivo, cansaço, stress, problemas pessoais, enfim...
Depois do trampo, muitas vezes tive que lutar para ter motivação.
Dia estressante, calor, frio, resenhas, reuniões, torcicolo por conta de ficar muito tempo no computador, dores lombares por ficar muito tempo sentado etc. e tal.
 
Não nego que madrugar sempre foi minha maior dificuldade.
 
Sabadão e domingão... madrugar logo nesses dias?
Sim, era nesses dias que tinha de madrugar para poder fazer treinos longos.
 
Também não vou negar que em algumas semanas, um desses dias era o dia de relaxar, de dormir até acordar.
Ah! Que felicidade... rsrsrs
 
Mas, a batalha para acordar de madruga era punk.
Tipo acordar 4:40h da matina de sábado (depois de trabalhar e treinar na sexta-feira), para poder pedalar na estrada com os amigos.
 
Eu queria jogar o despertador na parede.
Só que o meu despertador sempre foi o meu amor, a Neuzita.
Não podia jogá-la na parede....kkk
 
Mesmo meu cérebro me dizendo que “não”, eu conversava com ele respondendo:
Borá!
Vamos só até ali.
Depois eu prometo que volto e a gente descansa.
 
Bom, para abreviar, sempre saía sonâmbulo.
E, depois de uns quilômetros, a motivação vinha surgindo.
Devagar mas vinha.
E o melhor... frequentemente, eu acabava fazendo os meus melhores treinos.
 
Então, a melhor motivação é começar a fazer.
 
3AV
Marco Cyrino
 
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