sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Santos Triathlon Rústico de Longa Distância - Epílogo (Pessoal)


Este depoimento reflete exclusivamente a "minha" opinião a respeito desse evento.

Cheguei ao local do evento por volta das 06:00h.
Para complicar um pouco, era o primeiro dia de horário de verão, ou seja, uma hora a menos de sono.

O Silvão já estava pilhado há uma semana.
Ia de lá pra cá e de cá pra lá, coordenando e preocupado com tudo.

Arrumei minhas coisas no cavalete de bike gentilmente cedido pelo Paulinho da YPS, organizador do Circuito Santa Cecília, do Biathlon Solidário e muitos outros eventos.

Depois, fui confraternizar um pouco com os camaradas.
Aliás, a troupe era só de camaradas.

Em seguida, chegaram a Neuza e meu irmão José Roberto, que vieram dar uma força acompanhando não só a prova como um todo, mas também e principalmente acompanhando de carro a etapa de ciclismo, para qualquer eventual suporte.

Fomos para o local de largada, do outro lado do canal 6 (só atravessar a ponte). Antes da largada propriamente dita, fizemos um monte de fotos, sendo que uma delas acabou se tornando a foto oficial do evento.

Natação
Consistiria em 3 voltas até o Pirulitinho (antigo farol que está simplesmente detonado).

Dependendo da maré, alta ou baixa, ele fica a uns 250/300 m da areia. Portanto, a natação teria algo como 1.500/1.800 m para quem fizesse as 3 voltas.
Não havia a obrigatoriedade de se fazer 1, 2 ou 3 voltas.
Isso ficou a critério de cada um.

Entramos no mar às 6:50h.
A única obrigação era que às 7:30h  em ponto todos estivéssemos a postos, em nossas respectivas bikes, para dar início ao ciclismo.

Fiz as 3 voltas, mas não marquei a distância.
Não sei se alguém se preocupou com isso.

A natação estava simplesmente maravilhosa.
Sem nenhum stress.
Lógico que alguns "nadadores" socaram o braço.

De minha parte fui curtindo um nascer de sol absolutamente lindo, um mar totalmente liso, com apenas um pouco de correnteza para o lado direito de quem estava indo.

Praticamente as 3 voltas de natação fiz quase que lado a lado com o Fernando Rocha.
Muito bom, além de tudo, nadar ao lado de um "puta" amigão, imaginando que ele também estivesse curtindo aquilo como nunca.

Para o próximo evento (ainda a ser marcado e confirmado), será necessária a colocação de uma bóia, pelo menos para que o percurso fique triangular, evitando "encontrões" de quem está indo contra quem está voltado.

Ciclismo
Às 7:30h em ponto, estávamos todos prontos para o ciclismo.

A regra era simples e clara...
Tanto na ida quanto na volta, da transição até o início da estrada, ou seja, dentro do perímetro urbano, não haveria "treino".

Todos iríamos juntos, sem pressa, seguindo regras de trânsito e tudo o mais.

Na estrada, o pelotão único se quebraria em 2 ou 3, de acordo com o ritmo dos atletas. Esses 2 ou 3 pelotões já haviam sido definidos no simpósio realizado na véspera.

Todos os pelotões seriam comboiados por 2 seguranças em motos (uma à frente e outra atrás), além do carro da Neuza para apoio.

O ciclismo transcorreu exatamente da forma programada.
Na cidade, "no stress".

Na estrada, cada pelote adotou seu ritmo.
O primeiro pelotão "socou a bota" e sumiu em minutos.

O segundo (onde eu estava) entrou num ritmo muito bem controlado, de Bruno e Denis - uns 35km/h de média.
No meu caso esse ritmo é, digamos, um pouco mais intenso do que estou acostumado.

Por outro lado, o fato de pedalar em pelotão, mesmo que mantendo uma boa distância quando estava clipado, diminui bastante o esforço.
Mas, acabei sentindo esse ritmo depois, na corrida.

O percurso consistia em:
- sair da transição no Canal 6, seguir pela Avenida da praia, até o Ferry-Boat (balsa);

- entrar na Av. Portuária (onde é feita parte do percurso do TB, e que está um verdadeiro lixo);

- sair para a Perimetral, entrar na João Pessoa e seguir até a saída da cidade (essa parte do percurso é igual ao do Internacional);

- seguir pela via Anchieta até a Rod. Piaçaguera, ir por essa estrada até a confluência com a Rio/Santos;

- voltar basicamente pelo mesmo caminho, com direito à escalada do Quilombo, que muitos conhecem.

Obras & riscos
Foram feitas e inauguradas (acaso do destino, chamado eleições?) diversas obras nesse percurso, como a alça de saída da Anchieta para a Piaçaguera, o retorno da Piaçaguera na Rio/Santos, o acesso da Piaçaguera à Anchieta na volta, etc.

Todos ficaram excelentes para o trânsito de veículos, mas, perigosos para treinos de bike sem acompanhamento.

Não recomendo a ninguém fazer esse percurso apenas com o pelotão de bikes.

Um imenso agradecimento à segurança...
Não somente nos deixou tranqüilos para fazer o "treinão" sem nos preocupar com assaltos, mas também cuidou de segurar o trânsito na estrada, quando necessário, para podermos cruzar as faixas.

Pneus
No nosso pelotão, alguns pneus furaram, o que exigiu 2 ou 3 paradas, mas nada que atrapalhasse.


Não creio que poderia ter sido melhor.


Corrida
Na transição do pedal para a corrida, todos puderam se refrescar, antes de correr, na ducha existente ao lado (fazia uns 34º C).

Também não havia qualquer "exigência" de se fazer as 5 voltas programadas pela areia.

Avenida bloqueada, percurso levemente alterado
O percurso inicialmente previsto para 3 voltas de 7 km cada, entre os canais 6 e 2, teve de ser alterado de última hora para 5 voltas de 4 km cada, entre o Canal 6 e o Boqueirão, devido a dificuldade de deslocamento para montar a estrutura do retorno no canal 2.

A avenida da praia, naquele sentido, estava bloqueada por haver uma etapa do Campeonato Santista de Pedestrianismo.

No final, o percurso de 5 voltas de 4 km ficou "bão demais".

Menos areia e mais mísseis
Um complicador foi que, com a subida da maré num domingo de sol e calor, a faixa de areia ficou diminuída, sendo disputada pelos banhistas.

Assim, parte do percurso foi feita por areia batida, areia mais ou menos, e areia fofa, além das pontes.

E tivemos também os mísseis teleguiados (aquelas crianças que, do nada, se levantam a 1 metro de você e correm para o mar, olhando para o chão e sempre na sua direção).


Houve quem corresse 1, 2, 3, 4 e até os heróis que fizeram as 5 voltas.
O que não foi o meu caso, já que parei na 4ª volta.


Finalmente...
Não por ter participado (?) da organização...
Até mesmo porque a minha participação foi praticamente zero, comparada com o envolvimento do Silvão (esse sim, levou tudo nas costas).

Mas o fato é que o evento foi fantasticional (fantástico & sensacional) e provavelmente terá sido o primeiro de muitos.

Valeu, Silvão!
Valeu, Neuza!
Valeu, mano!
Valeu, Fernando Fabiano e seus companheiros de segurança!
Valeu, staffs!
Valeu, Paulinho e demais apoiadores e patrôs!
Valeu, atletas!
Valeu, Cenir (cronometrista rústica e incentivadora)!
Valeu, Mariana Penatti e Lizi (as 2 representantes do sexo forte)!
Valeu, Roberto Melchior!
Valeu, Felipão!
Valeu geral!


Até o próximo!

3AV
Marco Cyrino



Fotos...

Créditos e copyrights - válidos para os 4 posts desta série
Roberto Melchior (atleta/fotógrafo e escritor – autor do livro "Coisas de Criança", parte integrante do Kit do evento)
Neuza Luciane (fotógrafa / staff / motorista /faz-tudo)
 Atletas (que não me recordo quais, mas que tiveram algumas fotos devidamente surrupiadas de suas páginas no Facebook).


(Clique em qualquer foto para ver em tamanho original)


80 - Preparativos iniciais - ao fundo, a TR (Transição Rústica)

81 - Com Neuza - staff-motorista-fotógrafa-faztudo

82 - Com Wilsinho - Ironman Kona - e Mestre Mosquito
 

83 - Minha bomba de pé serviu para alguém

 84 - Com Neuza e meu irmão Zé Roberto, recém operado de um descolamento de retina, que foi lá dar uma força

85 - Galera aguardando o início - ao fundo a tenda do evento

86 - Começou...

 87 - Saindo 1ª volta
 

88 - Entrando para 2ª volta
 

89 - Chegando da 2ª volta
 

90 - Chegando 2ª volta
 

91 - Indo para 3ª volta
 

92 - E o Fernando na cola

 93 - Enquanto isso, alguns fotógrafos sendo fotografados.

94 - Fechando a natação

 95 - Fechando...

 96 - Vamos tomar banho e tirar essa roupa

97 - Eita ducha boa

98 - Eita ducha boa II

 99 - Quase pronto para o pedal

 100 - Pronto

 101 - Aguardando saída do pelotão... Borá!

102 - Perímetro urbano... muita calma.


103 a 110 - Seqüência na estrada










111 - Topo do Quilombo

112 - Foto de dentro do carro de apoio

 113 - Pausa para troca de câmera de alguém... com meu irmão, e aproveitando para comer algo.

 114 - Segundo furo.

 115 - Vamos correr, então...

 116 - Sei lá que volta da corrida foi essa.

 117 - Acho que a Neuza exagerou um pouco no protetor solar

118 - Com meu caramada Manoel... (tenho uma foto parecida, com ele, na subida de Canasvieiras, durante um Iron).

 119 - Continuo não sabendo qual volta é.

 120 - Vamos para outra volta

 121 - Eu indo e um monte vindo.

122 - Acho que é a última

 123 - Chega...

124 - Foi a última mesmo.

 125 - Ducha final.... dá até frio.

 126 - Hora de recolher as tralhas... com meu irmão e, ao fundo, as guerreiras com o Fernando.

127 - Com Stephan Garcia... Esse cara foi o principal responsável pela minha ida para o Triathlon e IronMan.


*** F i m ***

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6 comentários:

  1. Teste 02 com login posterior ao comentário - anônimo

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  2. Marcão, meu brother. Grandes momentos já passamos juntos treinando. Este no mar foi outro mágico pelas condições. Mar calmo, liso, agua boa, sol nascendo e brilhando. Uma bênção que temos que agradecer e cultivar. Que venham outros!!

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  3. Grande amigo Marcão!!! Fico muito feliz que o virus do Triathlon tenha mordido você!! Lembro de nossos primeiros passos no esporte. E olha que na época tinha corrida descalça, tragada na transição e talagada no percurso!!! Realmente esta transição foi a mais feliz e rápida que já vi. Um grande abraço e conte comigo quando precisar!! (mas nunca com cápsulas de sal heim!!! kkkkk)
    Stephan Garcia

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    1. CAraca, Stephan...mordeu e mordeu feio, viu ? Tu sabes que é um dos responsáveis por isso. Se fuçar pelo Blog vais achar alguns posts te mencionando. Vamos fazer uma segunda edição desse Rústico e quero te ver por lá novamente...mas atuando...Bóra ???

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