domingo, 22 de novembro de 2015

O problema é a mistureba.


Nadar, pedalar, ou correr?
Nadar e pedalar, ou nadar e correr?
Ou, ainda, pedalar e correr?

Isoladamente, cada uma das modalidades do Triathlon já é tremendamente difícil em nível competitivo.

Em dupla, então, tipo nadar e correr (Biathlon), o bicho pega.

Agora, o problema mesmo é a mistureba.

Nadar, correr para a transição, tirar roupa de borracha (quando se usa), touca, óculos de natação, colocar capacete, óculos, número, sapatilhas (opção de deixá-las no pedal para calçá-las pedalando), correr com a bicicleta ao lado, até a faixa de montar (tudo isso com a FC lá em cima), finalmente começar a pedalar, achar o ritmo, pensar na estratégia de hidratação/alimentação (dependendo do tipo de prova), executar essa estratégia, completar o percurso sem estar morto para a próxima etapa, descalçar as sapatilhas, desmontar da bike no local adequado, correr com a bike ao lado, até seu lugar na transição, tirar capacete, colocar meias (ou não), calçar tênis (ou não... kkkk), colocar número (se for o caso), pegar nutrição (se for o caso), sair para correr (?), tentar fazer uma corrida decente.... Ufa!!!

Ainda cortei uma meia dúzia de coisas que podem ou não ser feitas.

Eu diria que, no Triathlon, levamos um bom tempo para descobrir onde, quando e o que podemos fazer, e com que intensidade durante uma prova.

Estou, evidentemente, levando em consideração os iniciantes ou os apenas "iniciados".

Cansei de ver bons nadadores de piscina se perderem ao nadar tendo que navegar ao mesmo tempo, sem uma raia desenhada ao fundo ou, ainda, nadarem muito bem, mas, literalmente, saírem do mar afogados, como se não fossem ter que pedalar e correr.

Também já vi exímios ciclistas descerem de suas bikes em primeiro lugar em suas categorias, e terminarem a prova em enésimo lugar.

O problema é a mistureba, mas o segredo também é saber lidar com a mistureba.

À medida que vamos adquirindo experiência, vamos acertando aos poucos todos os itens acima.

E depois de chegarmos ao ápice, ou seja, acertarmos tudo, vemos que ainda há muito a ser trabalhado para melhorar a performance.

Isso faz com que nos empenhemos cada vez mais.

Daí começamos a incluir em nosso treinamento (que nessa fase já passa do nadar, pedalar, correr) os treinos de alongamento, core, reforço muscular, Pilates, etc. Além, claro, de procurar os melhores suplementos, médicos, equipamentos, etc.

Daí, um dia, chegamos à conclusão de que tudo isso junto (a mistureba) não é exatamente necessário, e começamos a voltar a um estágio inicial.

Tipo, alimentação boa que pode eliminar ou diminuir muitos suplementos. Boa saúde e bons treinos que suprimem a extrema necessidade de gastar em equipamentos caríssimos.

Vamos modulando, até encontrar o ponto ideal.

E o ponto ideal é aquele em que a mistureba de tudo deixa de ser problema e passa a ser prazer naquilo que fazemos.

Falei tudo e não falei p.... nenhuma.

Mas o importante é que fiz uma mistureba.

Aloha!


3AV
Marco Cyrino


2 comentários:

  1. Mistureba foi viajar nesse texto "à la Jack Daniels" ! kkk

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fala a verdade...quantas vezes a gente pensa dessa forma ?

      Excluir