sábado, 3 de fevereiro de 2018

Primeira prova


Tava hoje aqui, depois de um dia ótimo de treino, pensando em como fui me meter nisso... Nesse tal de Triathlon.

Provavelmente, tudo o que vou escrever neste post  já esteja fragmentado pelos "n" posts já fiz, fazedor de posts que sou... mas, vamos a mais um.

Vou abreviar o relato de como fui me meter nesse negócio de Triathlon e vou direto à minha primeira prova. Na real, vou falar sobre minhas duas primeiras provas.
Porque uma delas foi no Short e a outra foi no Olímpico.


Nadar, já nadava. Apenas o suficiente para sair do mar quando acontecia de quebrar a cordinha surfando.

Correr, sempre corri. Fosse jogando bola, fosse correndo por correr.

Pedalar, pedalava, sempre levando alguém no cano, para surfar. Até porque o cara que ia no cano era o dono da bike (tipo Barraforte, uma vez que não tive bikes quando "jovem").

Já tinha uma certa experiência de Biathlon, levado que fui por amigos, depois de parar de jogar futebol por conta de um rompimento quase total do tendão de Aquiles e ficar praticamente um ano "sacizando" (andando quase que numa perna só).


Um dia, no antiguíssimo Olimpic Center, hoje loja de materiais de construção (me recuso a dizer o nome), fui conhecendo o Stephan, o Mineiro (Paulo Roberto), o Paulão (quase homônimo do Mineiro), o Eugênio (ele próprio, o Malavasi), o inigualável Baltazar, o Sauro (Sidney Maia), o Robson (professor de natação), os irmãos Naslauski (Jorge e Sílvio), todos ligados à natação... E eu, simplesmente, tentando aprender a nadar com o mínimo de técnica, sem ficar o tempo todo com a cabeça pra fora da água... kkkk

Num determinado momento, o Stephan, o Mineiro, o Eugênio e outros começaram a me botar pilha para fazer Short Triathlon.
Nessa época, eu já tinha uma bike.
E corria descalço, fosse na areia, na calçada, ou mesmo no asfalto.

Tanto me incentivaram, que acabei fazendo.

Diga-se de passagem, minha bike (sem marchas) custou, em dinheiro de hoje, no máximo uns R$ 200,00... e a usava basicamente para me locomover .


Bom, vamos à prova...

Troféu Brasil de 1.900 e bolinha... Short... 750 m x 20 km x 5 km.

Nem sabia que já existiam roupas de borracha pra nadar.  
Aliás, nem sabia que existiam roupas adequadas pra fazer Triathlon.
Na época, usavam-se sunga e camiseta, ou top... kkkkkk... top é bãodimaisdaconta...!

Só sei que, quando fiz meus primeiros Biathlons, achava que quem fazia Triathlon eram doidos, Super-Homens ou Super-Girls, etc.

Meu único objetivo era concluir e não ser o último.

Nessa época, com uns 40 anos, não tinha a menor noção de ritmo, de nada enfim.
Só ficava olhando os outros atletas e queria copiá-los.


Fuóóóóó... deu a largada.
Saiu todo mundo, como se estivessem correndo de um atentado.
Saí atrás... (se todo mundo tá fazendo isso, vou fazer também...)

100 m de natação e eu já estava "afogado"... tentando sobreviver aos tapas, socos, pernadas e, principalmente, a mim mesmo. Cadê que o ar não entrava?
Sobrevivi! Graças a Nosso Pai Oxalá!!!

Saí da natação totalmente bêbado. Não... não bebi nada alcoólico. Era só o efeito de fazer esses 750 m a milhão, sem nenhum preparo para isso.

O TB era realizado no Gonzaga, em Santos. Uma faixa de areia enorme até chegar à transição.

Chegueeeeiiiii... E agora?

Pedalar... O trajeto, se não me engano, era apenas uma volta, saindo do Gonzaga pela avenida da praia, sentido Canal 6, entrando por ele, entrando na Avenida Portuária e fazendo as 4 faixas dessa avenida, depois retornando pelo mesmo caminho.

Botei meu capacete de doce (assim são chamados os capacetes Tabajaras), coloquei um tênis (provavelmente o único que tinha e que era de passeio), uns óculos escuros, também de passeio e... bóra pedalar!!!

Não me lembro de como foi, só lembro que sofri como um condenado (se bem que condenados, hoje em dia, não sofrem muito).

Cheguei do ciclismo e... e?

Ah... agora vem a corrida...

Tirei o capacete, o tênis e saí... Pra onde eu vou???

Ôôôô... vai pra lá... fui... não, não, não, vem pra cá... ôôôô... prondequeuvô?

Ah... já vi!

Tava com o numeral preso com alfinetes na camiseta.
Isso incomodava muito! Bem no meio do peito. Cada passada uma espetada. É... não fechei direito um dos alfinetes e a ponta dele ficava "catucando".

Bom... logo na saída para correr, veio alguém da organização, correndo do meu lado, dizendo:

- "Eiiii... Você esqueceu de colocar os tênis"
Respondi:
- "Esqueci não"
Ele:
- "Esqueceu sim".
Eu:
- "Me deixa..."
Kkkkkkkkk


Resumo da ópera....

Terminei não faço a menor idéia em qual colocação na minha categoria. E também era o que menos importava.
O melhor de tudo foi a confraternização com os amigos, camaradas, colegas, etc., depois da prova.

E ainda melhor foi saber que, sim, eu fui capaz de completar aquilo.
Com toda a falta de conhecimento e estrutura, tinha o apoio da Neuzita e dos outros companheiros do esporte.
Bons tempos... assim como bons tempos são os de hoje.

Lá se vão mais de 20 anos e depois conto a história do meu primeiro Olímpico, minha primeira prova feita com uma bike speed.

Como diria a Dory, de "Procurando Nemo":

- "Essa história vai ser boa"

Aguardem o novo capítulo... rsrsrs


3AV
Marco Cyrino


4 comentários:

  1. Quando fazemos retrospectos de nossa vida é que podemos perceber o quanto já caminhamos...( Ou nadamos, ou pedalamos, ou corremos kkk) bjo

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    1. Perfeito, Anolina. É muito verdade isso que dissestes !

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  2. Grande Marcão.... Relembrar está época é reforçar a nossa amizade!! Quantas histórias... Quantas risadas... O triatleta Flintstone... E ainda de bigodão!!! Ver sua evolução e dedicação aos treinos, me dá a certeza que incentivei o cara certo!! Sucesso irmão!!

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    1. Porra, cara. Já tive oportunidade de te agradecer pessoalmente. E, agora faço virtualmente. Tu fostes um dos meus grandes incentivadores do triathlon. Lembro de tu careca treinando para um Ironman. E lembro de tu pedalando uns 100km até Maresias e voltando com a gente de carro....ótimos tempos. E como postei, ótimos tempos os de hoje.

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