segunda-feira, 6 de junho de 2016

IMBR 2016 - Florianópolis - FOTOS

Imagens do Ironman Brasil - Floripa - maio de 2016

(Clique em qualquer imagem para ver em tamanho original e/ou slide show. Pressione Esc para retornar ao post)


1-Preparado para sentir o mar, na 5ª feira

2-Com licença, povo do mar...

3-Pedir proteção nunca é demais

4-Êita água gelada da porra

5-Selfie tradicional

6-Pegando o kit e empulseirando

7-Devidamente enkitado e empulseirado

8-Indo testar a bike

9-Té mais!

10-Congresso técnico com Cesinha

11-Afilhado, Irmão, Cunhada e ela

12-Não adianta se esconder

13-Vamos ao Bike Checkin

14-Companheironas

15-Dá-lhe fila

16-Começando a ficar de saquinho cheio

17-Consegui colocar minha bike na baia

18-Dormitório das guerreiras

19-Agora, de sacão muito cheio de filas

20-Família contente, indo para a prova

21-Saindo para a batalha... me lembrou cenas de UFC, na entrada com seus staffs... na foto com meu irmão, Neuza e Alceu, atleta.

22-Outra tradicional, com a Ôlhuda... rsrsrs

23-Com o grande (grande mesmo) Cláudio Garbi

24-Galera de Santos... Alceu, Fernandinha Garcia, Tati, Eu, Alex e Edmilson

25-Pouco antes da largada começou a chuvarada...Não estranhem a cor da touca... é do Challenge e usei por baixo da oficial

26-Larguei.... coração a mil

27-Vou botar um pouco de água doce na boca...

28-Será que tá chovendo?... Tanto faz... já tô molhado mesmo.

29-Pit stop familiar, para se secar e trocar de roupa

30-Saí.... congelado, mas saí

31-Vamos pedalar sequinho...SQN

32-Vamos do jeito que dá

33-Família linda acompanhando

34- 1ª volta completada

35-Virando para a 2ª volta

36-Vamos para a 2ª volta

37-Cabô.... só o pedal

38-Saindo para correr, leve e serelepe... SQN

39-Familiarada aguardando na corrida... imagem linda

40-Ainda correndo razoavelmente bem

41-Bóra lá... mesmo com bolhas

42-Muitas dores, mas sentir as duas pulseiras no braço nos permite sorrir

43-Acabando.... nada apaga essas sensações.

44-Foto distorcida, mas no funil de chegada

45-Isto me pertence

46-E.... fila pra sair... taquemeparistes

47-Valeu, Zé... valeu Ana Paula

48-Day after

49-Day after 2

50-Obrigado pela recepção, amor.

51-Olha que dia maravilhoso na 2ª feira... grrrrr

52-Meus equipamentos de prova.... tênis furado (pé direito) e sapatilha sem salto (pé direito também)

53-Silvão & my family... responsável por eu ter chegado bem, mesmo com os perrengues

54-Vídeo da chegada

 


3AV
Marco Cyrino


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Relato do Coração


Esperei alguns dias após o Iron para não escrever sob as emoções decorrentes de sentimentos antagônicos e conflitantes.

Após passar o pórtico de chegada com o tempo de 13h55m e alguns segundos (pelo meu relógio, o que foi confirmado no resultado), eu, na realidade, não sabia o que sentia.

Mais uma vez não consegui sequer entrar na faixa das 12 horas de prova.
Nem que fosse 12h59m59s.
Estava, de certa forma, decepcionado por não ter atingido meu record pessoal.
Estava também com muitas dores musculares e de bolhas nos pés.
Estava também com bastante frio e..... fome.


Máperaí...!!!
Puxa... eu estava com fome. Bom sinal, pois normalmente chego enjoado.
Ótimo sinal. Me conheço bem. Tirando as dores e o frio, eu estava inteiro.
Freqüência cardíaca razoavelmente tranqüila. Disposto a conversar. A curtir tudo a minha volta.

Aí vieram as outras sensações... aquelas boas.

Meu sexto Ironman completado.
Com todos os percalços que uma prova tão longa pode trazer.

Rodeado de pessoas queridas, essas sim merecedoras de todos os cumprimentos.

A Neuza, meu irmão que mora em Jaraguá do Sul, Ana Paula, a sobrinha da Neuza (e minha), e até mesmo o Silvão, o grande responsável por eu conseguir terminar essa prova tão bem de saúde, o que, no fundo, é o mais importante.

Todos esses sentimentos vêm em cachoeiras... em frações de segundos.
A FC estava baixa, mas os neurônios estavam em ebulição.

Comecei pelo fim propositalmente.
Mais para frente, volto aonde parei.


Preparação ótima
Minha preparação para este Ironman foi excelente.
Tive o acompanhamento diário do Silvão, com as prescrições de treinos, feedbacks, reestruturações decorrentes das respostas do meu corpo e por aí vai.
Nunca treinei tanto e tão bem.

A respeito do Silvão (que como ele mesmo fala, nos tornamos mais do que treinador/atleta, nos tornamos amigos, irmãos) não vou me estender neste post.
No momento adequado, falarei mais a respeito.
Mas já gostaria de deixar registrado (porque pessoalmente não precisamos) meus mais sinceros agradecimentos por tudo. Tudo mesmo. Ele sabe do que estou falando.

Cheguei à semana da prova com a sensação que queria ter. De fazer a prova. De fazer força. De... enfim... era isso que queria sentir na hora. E senti.
Comprovação de que estava tudo certo.


Também já quero avisar que todas as coisas que deram erradas, todas as queixas que lerem aqui, as reclamações, em hipótese alguma foram responsáveis pela minha performance.
Se foram para mim, foram para todos.
E aquilo que foi para mim, foi por minha exclusiva responsabilidade.
Então, como sempre, espero que o relato sirva (se servir) para que os leitores possam tirar proveito de mais uma experiência que vivi.


A organização da prova mudou... mas não mudou.
Agora é feita por uma nova empresa dirigida pelo mesmo dirigente.
Reclamações? Nenhuma.

Algumas mudanças com relação à prova foram feitas.
Ajudaram uns, prejudicaram outros.
De umas gostei, de outras não.


Horários e filas...
O horário do Bike checkin, no meu caso, eu odiei.
Fui colocado, juntamente com todos os que estavam com numeração alta, para fazê-lo das 19:00h às 20:00h do sábado, véspera da prova.
Além disso, foi um processo extremamente demorado.
Cheguei com antecipação, às 18:30h, acreditando na hipótese de poder entrar antes.
Lêdo engano.
Fiquei na fila, que já tinha uns 100 atletas na frente (que provavelmente pensaram como eu) até que foi aberto o bike checkin nosso.
E nós lá... parados... na friaca...
Ah... mas é a regra. Sim é a regra.
Daí veio a fila para entrar. A fila para checar a bike. A fila para fotografar a bike. Fila para checar as sacolas.
Ufa... entramos. Colocamos as bikes em seus respectivos boxes e as cobrimos com a capa. Daí para a tenda. Pendurar as sacolas e....
Fila para tatuar. Fila para chipar. Filasdaputa.


Aliás, devo ser muito burro. A fila mais demorada era para fazer a porra da tatuagem. Nos braços.
Sendo que 95% dos atletas, pelo menos, nadou com roupa com mangas, pedalou com roupa com mangas e correu com roupa com mangas.
???

Resultado. Saí(mos) do bike checkin às 20:30h.


Todos falam (inclusive a organização) que, na véspera da prova, o atleta deve deitar (porque dormir é circunstancial) por volta das 20:00h.
Fui deitar às 22:00h.
Vai ver que foi proposital, porque eles acham que os mais velhos dormem menos.... kkk

Bom... dormi, pelo menos.


Largada, tempo chuvoso, água gelada
Domingão... Ueba!

Levantei, tomei café, fui ver o tempo e o clima... excelente.
Mas, algo me dizia que iria mudar. Esse algo eram todas as previsões de todos os sites que consultei nos dias anteriores.
Estava bem disposto. No clima de prova mesmo.

A entrada foi bem rápida e tranqüila.
Enquanto tirava a capa da bike e arrumava as coisas para a prova, não conseguia me desligar do clima e do tempo. Estava muito agradável para ser verdade.

Encontrei o Alejandro, Alceu, Romeu, Adão e muitos outros atletas conhecidos.
Fiquei junto com o Alceu e o Romeu boa parte do tempo, até a largada.

Fomos para a transição e desta vez não dei moleza para o frio.
Fiquei de meias e chinelos até bem próximo do horário de largada, que foi em ondas.

Nesse aspecto também foi ruim para nós.
Acho que o intuito de evitar pelotões não deu muito certo.
Existem vários registros das categorias que largaram antes.
No nosso caso, por largarmos às 07:25h, já pegamos o mar mais mexido, mais vento na bike e mais frio na corrida.

Que tal inverter e fazer a largada e o bike chekin da molecada por último?
Respeitar o Estatuto do Idoso???  kkkkkkk

Fatos: os profissionais largaram 06:45h. Porra... pra esses caras não tem tempo ruim. Basta dizer que com todas as intempéries, foi batido o record da prova e quase o mundial.

Voltemos aos simples mortais.

Uns 15 minutos antes de nossa largada, começou a ventar e chover. Aquela chuva que você pensa:
- Deu ruim.
E deu mesmo.

Na quinta-feira entrei no mar para fazer um treininho e a água estava muito fria. Gelada.
No sábado, ouvi alguém falar que a água havia esfriado da quinta para o sábado.
"Como assim???", pensei.

Quando entramos constatei. O cara viajou. Tinha "esfriado mais" porra nenhuma. Tinha congelado.
Confesso... tenho seríssimos problemas com água muito fria. Imagina congelada.


Natação
Com a chuva, que parecia neblina, nem enxergava as bóias de navegação.
Não tenho problemas de navegação na natação.
Desta vez eu tive, simplesmente porque não enxergava.

E o mar foi ficando, além de gelado, encrespado e com as famosas correntezas.
Teve atleta que nadou com GPS, relatando que registrou mais de 4.300m.
Não posso atestar isso. Mas parecia interminável.

Em determinado momento, notei que nadava com os dedos abertos.
Tentei fechá-los e não conseguia. Eles mandavam em mim e não eu neles.
Foda-se. Vai assim mesmo.
Até que saí bem com 01h21m.


Minha transição (T1) é sempre demorada. Não tem jeito.
Por mais que me programe para não perder tempo, o corpo não ajuda.
Nem sei quanto tempo levei. Podem ter sido 10 ou 15 minutos. Ainda não chequei.
Você pensa que está fazendo as coisas rapidamente, mas está em câmera lenta.


Ciclismo com dilúvio
Saí feliz da vida pra pedalar e....

Um verdadeiro dilúvio caindo.
Não sei se fiquei com mais pena de mim ou do meu "povo", que estava lá me acompanhando.

Tinha convicção que iria pedalar bem, mas como???
A pista parecia um rio, em determinados trechos.
Logo nas serrinhas, eu subia com velocidade de uns 18 km/h e descia a 30 km/h, quando normalmente descemos a uns 60 km/h.
As descidas pareciam cachoeiras.
(Dramático eu, não???)

A verdade é que nessas condições eu não arrisco.
Descia freando mesmo.


Aquaplanagem
Vi um atleta passar por mim, na descida do Cacupé, imagino que a uns 60 km/h e, na curva aberta à esquerda, ao final da serra, ele fez a curva.
Só que a bike não fez.
Havia um colchão de água alí.
Foi bonito de ver. Parecia um jet ski.
O cara passou batido pela curva, aquaplanando, passou pela pista da direita, pelo acostamento e pelo matagal.
Ainda tive tempo, tão lerdo estava, de vê-lo levantar, aparentemente totalmente íntegro e de banho tomado.
Caso ele leia este post (impossível...kkk), gostaria que se identificasse, para que eu saiba se ficou tudo bem.
Iria parar, mas não parei porque o vi levantar e já subir na bike...


Ajuda recíproca
Um tempo depois, já na Beira-Mar Sul, vi uma enorme poça d'água e instintivamente saí do clip e direcionei a bike para a parte com menos água.
Em cima dela percebi uma mancha negra e só tive tempo de erguer o guidão.
Acho que se tivesse entrado clipado nesse buraco, teria capotado.
Não capotei, mas entrei com o peso todo na roda traseira.
Não deu outra.... pppfffuuuuuuu
Furou.

Ôpa... já sei (há um bom tempo) trocar rapidamente (???) câmeras.

Tiro a roda traseira, pego espátulas, tiro o pneu, retiro a câmera, tiro o prolongador do bico da câmera................. putaquepariu!!!!

Aqui faço um aparte (sim, costumo fazer apartes comigo mesmo).

Antes da viagem, havia decidido fazer a prova com as "Rígidas", fechada atrás e 4stroke na frente.

Olhando as previsões do tempo, desisti, porque além dos ventos fortes previstos, elas estão equipadas com pneus lisos, de pista.
Não iria arriscar fazer prova com chuva, com esses pneus.
Coloquei as rodas Zipp, de perfil bem alto atrás.

Fiz revisão delas na feira do Ironman na 5ª feira, porque fazia um bom tempo que não as usava.
Câmera nova, etc.
Tudo ok.
Ainda troquei uma câmera nova na roda da frente, durante a revisão, porque ela provavelmente ressecou e estourou.

No sábado, lá pelas 15:00h, quando já estávamos arrumando tudo para a prova, a Neuza vem e me fala:
"Amor, tenho uma má notícia... a roda traseira murchou".

Falei que era uma boa notícia. Antes furar agora do que na prova.
Fui trocar a câmera rapidinho, e descobri que o prolongador estava trincado.
Não havia como trocar  a câmera.

Coloquei a roda de treino e pedalei até a feira.
Lá, descobri que não havia prolongador como o meu para vender.
O Montanha, da Trubu Sport, conseguiu resolver o problema colocando uma câmera "bicuda" (acho que 808) e um prolongador menor.

Voltei feliz da vida.

Acabou-se o aparte.

Voltando...
Tiro a roda traseira, pego espátulas, tiro o pneu, retiro a câmera, tiro o prolongador do bico da câmera................. putaquepariu !!!!

Quem disse que o idiota aqui se lembrou de que minhas câmeras reservas não eram bicudas???

Fiquei ali que nem um trouxa... me perguntando:
- "Que porra tu veio fazer aqui ???"

Kkkkkkk

Do nada, me surge um atleta com a bike na mão e me perguntando se eu tinha uma bomba, porque a dele voou.
Disse que tinha CO2 e já joguei na mão dele.
Ele me agradeceu pra cara.... Já tinha trocado a câmera mas não tinha como encher.

Daí, olhei para a roda traseira dele e era idêntica a minha.
- "Tu não teria uma câmera reserva bicuda né???"
- "Tenho duas"

Também quero muito que ele leia (e, de novo, sei que não vai ler) para agradecer a ele.

Em menos de 10 minutos meus problemas estavam resolvidos.

Bolhas surgindo
Eu me alimentei e me hidratei muito bem durante o ciclismo.
Mas o tempo.... ahhh, o tempo.

Na 2ª volta parou a chuva e veio o vento.

Comecei a sentir incômodos nas solas dos pés que não havia sentido em nenhum treino.
Queimações. Parecia que haviam bolhas.

Terminei o ciclismo muito bem de fôlego, mas num tempo bem aquém do desejado.


Corrida
Sabia que faria uma boa corrida.

Estava inteiro.

Ao correr para a tenda, notei algo estranho.
Parecia que as partes da frente dos pés, antes dos dedos, tinhas almofadas.

Na transição, constatei bolhas.
Muito tempo com os pés molhados. A pele fica fragilizada, fina.
E olha que tenho os pés cascudos.

Fui relapso em não passar um gel anti-atrito nos pés, antes da corrida, embora tivesse deixado na sacola de transição. Não queria perder mais tempo.

Fiz uma transição razoavelmente rápida.
Saí para correr bem disposto e mais disposto ainda a tirar o prejuízo.

Não sei se o fato de não ter passado o creme anti-atrito evitaria o que veio a seguir, mas, na transição, meus pés estavam meio adormecidos e joguei nessa conta os inconvenientes que senti nos últimos quilômetros do pedal.

Corri para um pace abaixo de 6 min/km (uns 5:50 min/km) até as subidas de Canasvieiras.
Subi, pela primeira vez, todas as serras correndo (modo de falar.... trotando... mas não andando), inclusive a da Igreja.
E querendo mais...
Sabe quando você quer porque quer aumentar o ritmo?
Então... eu estava assim.

Nas descidas, voltei a sentir os incômodos nas solas... e também nos vãos de alguns dedos.

Contornei no final de Canasvieiras e voltei mais forte, porque já tinha em mente uma parada alimentícia estratégica.

Parei... naquele posto de hidratação e alimentação que tem: Pepsi, Gatorade, Água, Sal, Laranja, Banana, Bolos, Bolachas.
Esse é o posto do lanchão da tarde.
Tomei e comi de tudo, brincando com tudo e com todos.

Saí renovado, com a certeza que iria fazer minha melhor corrida.

Fui ao encontro das serras novamente, já voltando, e.... caraio... tava muito bem.... subi correndo novamente, controlando a FC...

Nas descidas, apoiamos sempre os pés com a parte frontal, para amortecer a pisada, e seguramos o esforço nas panturrilhas.

Brasas de faquir
Quando começaram as descidas, a cada passada sentia como se as bolhas fossem estourando.
Daí pra frente, as almofadas viraram brasas de faquir.
Simplesmente não conseguia correr na pisada normal.

O "serumano" faz cada coisa que vou te contar, viu?
Comecei a correr pisando só com os calcanhares.
Claro que ia dar ruim. Deu. E deu muito ruim.

Até o km 17, havia feito um pace de 5:55 min/km.
Daí pra frente não houve corrida. Houve tentar chegar.

Estava me sentindo forte, com energia para correr e, mesmo na caminhada, pisando com os lados externos e/ou internos dos pés, além dos calcanhares, a cada passada um flash.


Êta Mundo Bão
Juro, agradeci muito por ter conseguido cruzar aquele pórtico.

Na tenda dos médicos, aos quais recorri para ver a gravidade das bolhas estouradas. Na tenda da massagem. Na tenda da alimentação.
Na retirada da medalha e camiseta de "Finisher".
Na tenda de retirada do material de prova.
Na retirada da bike.
Na volta para o apartamento em que ficamos... meu cérebro e, principalmente, meu coração, só tinham agradecimentos a tudo.

Ao meu coach (treinador, amigo, brother, irmão mesmo), aos meus irmãos Roberto (Zé), que juntamente com a Neuza e Ana Paula (sua sobrinha e minha) me acompanharam durante a madrugada, dia, tarde e noite inteiros, Alfredo (e minha cunhada Jussara), minha "pimpolha" Fátima, que com seus pensamentos positivos e orações me conduziram ao pórtico de chegada e todos os outros profissionais como o André (fortalecimento), Atef (Fisio e Quiropraxia), Lucas (meu médico), enfim... alguém sempre fica no esquecimento...me perdoem, pois.

Agradecimentos também ao Cesinha, amigo brother e companheirão de treinos, Com certeza, estaremos juntos em outros eventos.
Esse cara fez seu primeiro Ironman depois de 8 meses treinando para Triathlon.
Tem muita força de vontade. Também tem muito amor ao que faz.

Meus agradecimentos maiores ao nosso Pai Oxalá, meu São Miguel Arcanjo, meu Anjo da Guarda e toda minha banda protetora.

Oxalá, meu pai... Êpa Babá.

"Tudo que acontece de ruim na vida da gente é para melhorar" (Candinho... "Êta Mundo Bão"... novela)


3AV
Marco Cyrino


terça-feira, 10 de maio de 2016

Coisas que os Triathletas estão cansados de ouvir... e como responder.


Este post é baseado em nossa versão / adaptação para o artigo "10 things not to say to a Triathlete, publicado no website Ironman.com.

Vamos ao artigo, com os nossos comentários grafados em azul.


10 coisas para NÃO se dizer a um Triathleta
por Lisa Dolbear


Que época maravilhosa do ano, quando a maioria dos Triathletas começa a temporada off e reserva algum tempo para descansar e fazer algo diferente de natação, ciclismo e corrida!

Há chances de que os seus braços e pernas não sejam as únicas coisas que estão cansadas.

Aqui, eu complemento que essa situação vale também para o período atual, pré-Iron Brasil/Floripa. Onde nossos braços e pernas também estão cansados dos treinos, mas em vias de serem postos à prova.

Se você esteve na cena dos multisportes por algum tempo, é provável que esteja também cansado de ouvir algumas destas perguntas e declarações comuns.

E aqui está como responder.
Apenas lembre-se de ser agradável...


1. "Tudo que você faz é treinar. Você não tem uma vida?"

Sim! Eu tenho.
Nada me faz mais sentir mais vivo(a) do que trazer de volta a infância, através de natação, ciclismo e corrida e, ao mesmo tempo, temperar essas coisas com o espírito competitivo.


2. "Eu poderia fazer um Triathlon, mas simplesmente não tenho tempo."

Notícia de última hora:
Nós também não temos o tempo, mas encontramos uma maneira de extraí-lo de nossas vidas ocupadas, porque isso é o que você faz quando se compromete com algo importante para você.

Por exemplo, Darcy DiBiase --- 35 anos, dois filhos, estudante de MBA em tempo parcial, voluntária da comunidade, instrutora de fitness,  profissional de marketing em tempo integral ---  não é estranha a agendas lotadas.

Ela também não é estranha ao Triathlon:
"Aprendi como controlar meu mundo às 5h30 da manhã, e usar o tempo (antes que o dia de todo mundo se inicie) para fazer coisas por mim mesma."

E outra "Irongirl", três vezes finisher, completa:
"O tempo é apenas um dos recursos que eu precisava para ser bem sucedida --- Eu também encontrei as pessoas certas ao longo do caminho, para me manter motivada e comprometida com os meus objetivos."


3. "Meu primo / irmão / amigo fez um Ironman em uma hora."

Usar o termo "Ironman" para descrever qualquer distância de Triathlon é como usar o termo "PhD" para descrever qualquer nível educacional.

É necessário investir um monte de tempo, preparação, sacrifício e paixão para competir em 140,6 milhas. E é irritante ouvir as pessoas resumirem tudo ao equivalente a uma corrida de diversão.


4. "Triathletas são apaixonados por si mesmos."

Se parece que nós conversamos muito sobre o que fazemos, é em parte porque muitas vezes somos obrigados a explicar o que é, em verdade, uma prova de Ironman (ver item 3).

Ficamos empolgados por nossos objetivos e nossas realizações, e muitos de nós entramos no esporte porque fomos inspirados ao ouvir outros contarem histórias sobre o esporte.

O amor está em todos os lugares e, sim, isto gera uma autoestima e um senso de autoconfiança muito fortes.
Mas isto não é uma coisa ruim...


5. "Triathlon parece chato. Tudo que você faz é nadar, pedalar e correr."

Claro, a repetição pode ser chata.
Mas, a mística de ir do ponto A ao ponto B é um dos dogmas atemporais de qualquer grande aventura.

Por exemplo, a sua viagem típica em uma estrada.
Trata-se apenas de um carro dirigido pela estrada, com o odômetro correndo?
Ou é o pano de fundo para conversas inesquecíveis, piadas e memórias que irão durar uma vida inteira?

Conheci alguns dos meus amigos mais próximos, durante os treinamentos.
Nós empurramos uns aos outros mentalmente e fisicamente e criamos um estilo de vida saudável e equilibrado, através de nossas experiências.


6. "Eu teria ido mais rápido, mas ..."

Na vida de um Triathleta, chega um momento em que ouvir desculpas desmerece a narrativa da "história da guerra", em vez de enriquecê-la.

Todos nós já tivemos experiências em que certos fatores podem ter contribuído para um fraco desempenho.
Mas, às vezes, as coisas se resumem a simplesmente ser honesto: não estamos sempre "on" e não estamos sempre preparados para qualquer desafio.

Não há problema em fazer um relato de prova honesto e aceitar que você tem trabalho a fazer nos seus treinamentos.


7. "Então, você pode comer o que quiser?"

Não, nós não podemos.
Só porque o competidor médio de um Ironman queima cerca de 10.000 calorias ao longo do percurso de uma prova de 140,6 milhas, isto não nos dá carta branca para aquilo que iremos colocar em nossos corpos.

Os atletas têm uma razão para se referir à comida como "combustível" --- é um fator importante para o desempenho da nossa máquina, no treinamento, na prova e na recuperação.

Dito isto, muitos Triathletas, quando querem, são indulgentes para com os "maus alimentos", porque sabem que podem fazê-lo com moderação.

Como qualquer outro aspecto dos multisportes, a dieta se resume à disciplina e a ouvir o seu corpo.

Se o meu corpo está dizendo: "coma sorvete com creme de amendoim", eu comerei.
Mas eu não irei devorar uma grande quantidade (pelo menos, nem sempre...).


8. "Eu estou fazendo o Warrior Dash (Dash Guerreiro), Spartan Race (Prova Espartana), Tough Mudder (Lameiro Invencível)"

Veja bem: não é que não apreciamos os desafios de uma boa prova de obstáculos.
É que, muitas vezes, isso é citado de forma que parece "um up" na conversa.

Nós mencionamos um treino de sete horas em uma manhã de domingo e, em seguida, ouvimos falar sobre alguém subir em uma caçamba de gelo durante uma prova 5Km.
Uma vez. No fim de semana. E depois há cerveja grátis.

Aposto que não estou só, quando digo que eu apenas queria que houvesse uma caçamba de gelo nos últimos 5Km de uma prova de Ironman, ou de qualquer dos meus treinos longos agendados. E eu vou tomar a cerveja, também.

Aqui há uma necessidade de entendimento de que essa é uma questão de mão dupla. Embora quem faça esse tipo de comentário possa não ter noção do que é fazer um Ironman, o inverso também parece ser verdade. Algumas dessas provas são curtas, mas intensas. E de minha parte não há crítica a nenhum esporte ou prova, independente de seu tamanho ou grau de dificuldade.


9. "Agora que você fez um Ironman, o que vem a seguir?"

Para Triathletas, "haver completado" um Ironman é como "haver completado" a respiração.
O esporte se torna a nossa seiva, alimentando o nosso impulso de uma maneira que nunca imaginamos que pudesse.

Mesmo a prova mais devastadora deixa um Triathleta querendo mais ---- quer seja para redenção, para perseguir recorde pessoal, ou pelo simples ato de perseguir outra meta.

Um exemplo vivo disto é Harriet Anderson, 21 vezes finisher em Kona e uma das atletas mais inspiradoras e de carreira mais longa no esporte (sendo também a mulher mais idosa a terminar um Campeonato Mundial de Ironman).


10. "Eu só quero terminar."

É mais do que isso, e nós sabemos disso.
Triathletas podem parecer gente simples na superfície (afinal, de acordo com o item 5, tudo o que fazemos é estupidamente cobrir milhas), mas somos realmente muito introspectivos. (Como você acha que passamos o tempo, enquanto percorremos todas aquelas milhas?).

"Só terminar," é a versão curta de "Eu não tenho nenhum objetivo de tempo específico para esta prova", e isso é bom.
Mas, não significa que o esforço não envolva uma força motriz.

Pessoalmente, gosto de saber o que move as pessoas.
Quer você esteja competindo para uma instituição de caridade, para combater seus demônios pessoais, para celebrar a saúde, ou para esmagar um recorde pessoal, não se acanhe em compartilhar suas motivações e objetivos de prova.

Como Triathletas, todos nós viemos para este esporte a partir de diferentes origens, mas estamos juntos nisto e todos nós queremos obter algo dele.


Artigo original: Ironman.com

Versão e adaptação: Equipe 3AV


Bons e longevos treinos e provas a todos!

3AV
Marco Cyrino