quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Troféu Brasil de Triathlon 2021 - Relato de Prova

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Renê Pascoali Junior, via Publique!

Feliz “qui nem pinto no lixo”.
Depois de 2 anos sem participar de uma prova de Triathlon, neste domingo 03/10, pude sentir o prazer de cruzar aquela linha de chagada mais uma vez.
 
A preparação
 
Destes 2 anos, foram praticamente 6 meses no ócio.
Muito preocupado com a pandemia, me isolei completamente do mundo fora da minha casa.
Tentei no início as aulas on-line, mas para mim não rolou.
Já cansado do tédio, e vendo minha pressão chegar a 16/09, resolvi que já era hora de me mexer.

Comecei com a corrida.
Sempre às 21:00h, aqui pelas ruas do meu bairro, e de máscara.
A primeira corrida com a máscara foi horrível, 3 km que pareceram 30 km, mas, aos poucos, fui acostumando e aumentando a quilometragem.

Comprei um rolo smart, que levou uns 3 meses para chegar, e pude voltar a pedalar.

Quando achei que já estava bem (minha pressão havia retornado aos 12/08), pedi ao meu técnico que me mandasse as planilhas de treino, que eu já estava pronto para fazer força.(nem tanta força assim).

Com as liberações acontecendo aos poucos, comecei a correr na praia (sempre à noite), também aumentando os treinos no rolo (não fui para a rua nenhuma vez com a bike).

Comecei a nadar no clube onde sou sócio, em horários que sabia que a piscina estaria vazia. E assim foi minha preparação.


Sábado - véspera de prova
 
Como não usava minha roupa de borracha ha muito tempo, para não ter nenhum imprevisto, fui até o local da prova, aproveitar a estrutura que montaram para a natação, com as boias na mesma distância da prova (muito bom pra quem vem de fora, e não tem contato com o mar, aproveitar para fazer amizade com Netuno).

Cheguei cedo e, assim que liberaram, caí na água e nadei o percurso da prova sem stress (mentira, parecia prova... kkk).
Fiz os 750 metros em 15 minutos e fui embora. (guardem este tempo).

À tarde, fui pegar o kit da prova e lá a gente já começa a sentir aquele friozinho na barriga.

 
Domingo - dia de prova

Acordei cedo, tomei café da manhã, terminei de arrumar as tralhas e... Partiu!

Cheguei à área de transição e, de cara, muitas caras conhecidas.
Que saudade que eu tava daquela vibe de uma transição.

Muitos amigos que o esporte me deu.
Muita gente ali pela primeira vez, fazendo perguntas que, para quem tem mais de 30 anos de Triathlon, poderiam parecer óbvias. Mas, já tendo passado por isso antes, ajudamos com o maior prazer.

Coloquei a bike no caixote, arrumei capacete, tênis, óculos, coloquei a roupa de borracha, fiz o último checklist e fui pro mar aquecer.
(Tudo isso de máscara).

Fiz um rápido aquecimento, nadei até quase a bóia, parei pra ver se tinha correnteza: nada, uma piscina.

De volta pra areia, aguardar a largada.


Natação

Entramos na área de largada, máscaras descartadas, posicionados com distanciamento uns dos outros e, enfim, chegou a hora.
Enfim vou ouvir aquela buzina de novo.

Póóóóóóóóóóóóóóó!!!
Tome adrenalina e vamo que vamo.

Comecei na boa, em velocidade de cruzeiro, tentando acompanhar um amigo.

Quando estava quase na primeira bóia, senti meu relógio vibrar, tentando me avisar "Ae burrão... não iniciou o cronômetro, tô indo pro modo relógio". Eu sabia, mas me fiz de desentendido e segui em frente.

Passei a primeira bóia, a segunda e, como sempre faço, apertei o ritmo na última perna.

Saí da água, olhei para o relógio que mostrava 8:00 horas.... respirei, e parece que eu ouvia um “eu te avisei”, mas resolvi contar a partir daquele momento. Startei o relógio, pulei a natação e entramos na T1.


Transição 1

Entrei com aquela corridinha marota, procurando a referência de onde estava a bike, mas não adianta ter uma referência se o indivíduo entra duas baias antes.
Rota corrigida, coloquei capacete, óculos, bike e bora pedalar.


Ciclismo

Saí girando, sentindo a bike, afinal era a primeira vez com ela nas ruas.
Mantive um ritmo constante, dentro do que eu podia fazer, pensando que o meu melhor seria a corrida, então não queria travar as pernas.

Quando entrei na Avenida Portuária, lembrei que meu relógio ainda marcava a T1.
Pra quem já ficou sem o tempo da natação... dane-se.
Asfalto novo, o ciclismo foi top.

 
Transição 2

Desci da bike, e já fui apertando o relógio (achei até que ele riu de mim), corri até a referência que eu tinha, e tive a certeza de que era péssima. Entrei antes de novo!

Coloquei a bike no caixote, coloquei o tênis, boné, o tradicional beijinho na esposa, minha staff de ouro.
E fui !
 
Corrida

Relógio acionado, passei para a corrida.
Minhas pernas me perguntavam: - Já não deu por hoje?

Saí travado e demorei pra soltar, mas consegui fazer uma corrida progressiva e soltando aos poucos.

Ainda consegui buscar dois amigos da mesma categoria, e cruzar novamente aquela linha de chegada.

Tempos
•    Natação.......16:26  (lembra do tempo da rodagem do sábado?)
•    T1.................2:38  
•    Ciclismo.......39:55
•    T2.................2:01
•    Corrida........26:46
•    Total........1:27:46

Classificação
•    Categoria....11/17
•    Geral.............149
 
Medalha no peito, máscara novinha na cara, e muito feliz de poder voltar a fazer o que a gente ama, o que nos dá prazer.
 


Agradecimentos ao Renê, por contribuir com este relato de prova!


3AV 
Marco Cyrino 
 
 

Retorno do Triathlon em Santos - II

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Feliz, muito feliz, com o retorno do Triathlon em Santos.

Pouco pude acompanhar, mas soube que deu tudo certo.

É muito legal ver a felicidade dos 700 participantes que, depois de mais de um ano e alguns meses, puderam voltar a fazer uma prova.
Seja Short, seja Olímpico.
Protocolos cumpridos, provas cumpridas, pessoal feliz, eu felizaço.

Vendo nas redes sociais (aquelas mesmas que caíram ontem...kkkk) as fotos da prova, da premiação, do pós-prova, das confraternizações, juro que bateu uma invejinha.
Mas daquelas invejinhas de boa.

Sei que já estavam acontecendo alguns eventos pelo Brasil, de provas de Duathlon, Aquathlon, Triathlon.
Parabéns aos organizadores!
Enormes parabéns aos atletas que conseguiram fazer essas provas.

Os tempos e resultados?
Isso é o que menos importa agora.
O que importa é irmos voltando ao normal.
Não ao "novo normal", mas sim ao normal mesmo.

Ainda, quero deixar registrado os maiores e melhores parabéns ao Núbio que, durante todo esse período, nunca esmoreceu para que esse retorno ocorresse com saúde, segurança e proteção a todos os envolvidos.

Um "Salve!" ao Troféu Brasil de Triathlon, a prova mais longeva do mundo, com 30 anos ininterruptos (exceto durante a pandemia que, se Deus quiser, está chegando ao fim).

Um "Salve!" às próximas que virão.


3AV 
Marco Cyrino

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sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Retorno do Triathlon em Santos

Imagery ©2021 Google



















Depois de muito tempo, eis que, no próximo domingo, acontecerá a tão sonhada retomada do Triathlon em Santos.

Dia 03/10/2021.
Guardem essa data.
Porque será a retomada.
E será com o percurso antigo de ciclismo, na Av. Portuária, totalmente asfaltada.


Expectativas 

Penso que todos os Triathletas estavam aguardando essa prova. 
E creio que vai dar tudo certo. 
Infelizmente, ainda não estou preparado fisicamente para fazê-la. 
Mas, minhas orações estarão com todos.

Toda a sorte do mundo aos organizadores e aos atletas que treinaram para poder competir.


A propósito...

Eu nem sabia que hoje é meu dia.
Dia do Idoso..........
Acima de 60 anos já é considerado idoso.

Idoso, porra nenhuma.
Vejo adolescentes, jovens, marmanjos e marmanjas, muito mais idosos do que eu.

Completarei 64 primaveras no dia 10/10 (sim, em plena primavera).
Óbvio que o tempo vai cobrando seu preço.
Algumas partes do corpo já não funcionam tão bem como quando eu tinha 15, 25, 35, 45, 55 anos.
Mas ainda funcionam.
E muitas dessas partes funcionam bemmmmm, viu?
Por exemplo, o cérebro.
Pensaram o que?  kkkk

Não me furto aos prazeres da vida, mas tampouco me excedo neles.
Não deixo de cuidar da minha saúde física, mas principalmente da minha saúde espiritual.

O dia do Idoso deve ser comemorado sim.
Com muito entusiasmo, muita vontade, muito vigor físico e mental.

Um enorme "Salve!" ao Dia do Idoso, aos nossos irmãos sexagenários, que ainda estão na labuta.


E outro "Salve!" aos "Triathletas idosos" que,  no próximo domingo, participarão novamente da competição, aqui em Santos --- a retomada do Troféu Brasil de Triathlon.

Voltarei.
Podem ter certeza!
 
3AV
Marco Cyrino


quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Porcatletas


Outro dia, numa nova tentativa de engatar meus treinos, estava correndo pelas calçadas das praias de Santos, sentido José Menino - Ponta da Praia.
Um percurso de apenas 8 km, entre ida e volta.

Logo de cara, perto do Gonzaga, percebi que havia algo colado na sola do meu tênis.

Torci pra não ter pisado em coisa muito ruim.
Fui ver e era uma embalagem usada de gel de carboidrato, que devia estar melada.

Já fiquei meio injuriado.

Mais à frente, já no Boqueirão, vejo outra (de outra marca), jogada ao lado de um banco de jardim.

Na volta, em frente à ponte do Canal 5, vejo a 3ª (de outra marca, ainda).

Por que estou mencionando que eram de marcas diferentes?
Porque me leva a deduzir que foram jogadas por atletas (?) diferentes.

Pourra!
Nas calçadas da praia de Santos, existem latões de lixo (na verdade recipientes de concreto) distribuídos a cada 100 ou 200 metros no máximo.

Custa descartar no local correto? 

Ainda que não houvesse local correto, o pseudo-atleta poderia guardar em seu uniforme e descartar ao voltar para sua residência.

Isso me fez lembrar os últimos treinos que fiz na EV, no Riacho Grande.

Também vi por lá um monte de lixo produzido pelos pseudo-atletas, jogado no acostamento. 
E de vários tipos.
Embalagens de gel, de barras de proteína, disso e daquilo, garrafas de isotônico vazias etc.

Esse tipo de lixo é produzido por quem se diz atleta...

Daí, o cara vai lá, com sua bike TT de 30 contos, seu capacete aero de 3 contos, suas sapatilhas de carbono, seu macaquinho de competição de 1 barão, sua suplementação de não sei quantos Reais... E me faz isso???

Parabéns a quem puder ter e usar esses materiais para treinar. 

Mas... Consciência, pô!

Obviamente, estou falando de uma minoria sem consciência.

Esse povo acha que os locais são autolimpantes?

Existem os Atletas, os Paratletas e, há tempos, os Porcatletas.

Aliás, aproveitando a época de Olimpíadas e Paralimpíadas, poderia ser criada a Porcalimpíada.

Os "atletas" poderiam fazer suas provas em Lixões.

Nas de salto em distância ou salto triplo, poderiam cair numa caixa de lama.

As provas aquáticas seriam no rio Tietê, na região das Marginais.

Sei que já fiz posts, há um bom tempo, sobre isso.

Como as coisas continuam do mesmo jeito, continuo com a mesma opinião. 

É... Tô injuriado mesmo.

3AV

Marco Cyrino

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Lixo nas rodovias
 

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Ele, o período de treinos.



Para quem não fez ainda um Triathlon, vou dizer, logo de cara, que o pior não é a prova.
O pior é o antes, é o tomar a decisão.

É decidir levar uma vida totalmente diferente da que você teve até então.

É arrumar tempo para treinar pelo menos duas modalidades por dia:

De segunda-feira a sábado. 
De terça-feira a domingo.
Ou em outros 6 dias, para descansar apenas um.

Para quem trabalha e/ou estuda, é acordar às 04:00h da manhã para treinar ciclismo, natação ou corrida.

E depois ir trabalhar, estudar e treinar o 2º turno diário, seja de natação, ciclismo ou corrida.

Ainda tem outras coisas, como musculação, alongamentos, pilates, fisioterapia, massagens, etc.

E mais outras, tão ou mais importantes quanto:

Fazer avaliações físicas e médicas; ter um bom conhecimento do seu potencial; ter uma boa orientação para treinar; obter informações precisas sobre sua alimentação; hidratação (antes e durante as provas); descanso.

Não vai dar.
Ah! Dá sim!

Podemos realizar tudo o que quisermos e tivermos condições.

Só que não é tão fácil como acordar e fazer uma caminhada.

Nas provas mais curtas, as de Short Triathlon (estamos falando sobre nadar 750 m, pedalar 20 km e correr 5 km), existe uma demanda muito alta sobre a nossa capacidade física.

E não estou falando sobre quem pretende ter um ótimo resultado.
Estou falando sobre seres normais.

Para realizar esse tipo de prova (Short) você já vai ter que treinar muito para poder concluí-la saudavelmente.

Porém a recompensa vem.

Caso você tenha feito uma periodização de treinos bem feita, estando clinicamente apto, pode ficar confiante. 
E a prova será apenas a cereja do bolo, independente de resultado.

No meu caso, experiente que sou (acho que posso dizer isto), a retomada de treinos está sendo mais difícil do que para quem nunca treinou.

Isto porque o meu cérebro quer retomar as performances a partir do ponto em que parei.

Por fim, o período de treinos é muito mais trabalhoso do que a prova.
É nele que temos de nos dedicar para obter aquilo que almejamos.

Como diria um amigo meu:

- "Treino duro, alcance fácil."

Quem tiver cabeça, apoio familiar, persistência, perseverança, vai atingir seu objetivo no Triathlon, seja ele qual for.

3AV

Marco Cyrino

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domingo, 20 de junho de 2021

400 Mil Pageviews!



Em 21/06/2011, abrimos este website ao público, divulgando nosso primeiro post, sobre o terrível, assustador Triathleta da Idade da Pedra. 

Ao completar 1 ano de idade, o 3AV já atingia mais de 24 mil visitas individuais (Aniversário do 3AV).

Aos 4 anos de idade, atingimos 100 mil pageviews, sem jamais haver recorrido a serviços de terceiros para divulgação massiva.

Hoje, às vésperas do nosso aniversário de 10 anos, estamos na marca dos 400 mil pageviews, ainda contando apenas com o nosso pequeno e seleto mailing list, com o compartilhamento dos posts em nossas redes sociais, e com os "visitantes externos" que nos encontram por meio da posição conceituada de que desfrutamos nos resultados de pesquisas dos principais mecanismos de busca da Internet.

Isto significa que o nosso público se constitui principalmente de leitores interessados nas matérias afeitas ao Triathlon e esportes em geral e (por que não?) nas histórias que temos contado e opiniões que temos externado.

Com este post comemorativo, queremos apenas agradecer a todos os leitores, em especial àqueles dedicados, que nos acompanham desde o início.

3AV

Marco Cyrino 

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quinta-feira, 17 de junho de 2021

Finalmente, meu 8º Ironman



Depois daquele longo período de treinos, consegui chegar às vésperas da prova em Jurerê, "nas pontas dos cascos".

Acho que nunca estive tão bem treinado e confiante.

Agora, era torcer para que, ao contrário das 7 vezes anteriores, tudo corresse totalmente bem durante a prova. Inclusive, e principalmente eu mesmo... rsrsrs.

Bom... 
Viagem boa, hospedagem idem, como sempre.
Pousada dos Chás.
Vou abreviar para não cansar leitores e leitoras.

Vamos direto para a prova. 
Nem vou falar sobre a colocação dos materiais na transição e outros detalhes, até mesmo porque não me lembro.
Vocês entenderão.

Momentos antes da largada...
Fiz as minhas orações.
Mal acabei, e já estava na hora de largar.
No meio da "multidão", me acomodei como pude. 
Nem me lembro de traçar alguma estratégia para a natação, como sempre fiz.
Foi largar de onde deu mesmo.

Natação
Lembro que fiz de boa a primeira perna de ida, conseguindo manter um ritmo legal, sem sentir muito a água fria.
Usava a minha roupa de natação nova (que ainda não havia estreado) e ela estava bem confortável.

A perna da natação de volta à praia, não me recordo muito. 
Deve ter sido boa, porque olhei o tempo no Garmin e estava um pouco abaixo do que imaginava.

A segunda perna, ida e volta, foi no mesmo ritmo, ou seja, terminei a natação uns 5 minutos antes do previsto.

T1
Deve ter sido rápida, ao contrário de todas as vezes anteriores, porque só me recordo de já estar montando na bike para o longo percurso de 180 km de pedal.

Ciclismo
Pedalei como nunca, mas mantendo a estratégia de não passar do limite, para me preservar para a parte final, a corrida.

Até mesmo nas subidas (muitas) e falsos planos, me sentia bem e conseguindo manter um ritmo bom.

Procurei me manter focado nos tempos para me alimentar e hidratar. 
Consegui fazer tudo certinho, finalmente.

Cheguei "quase" inteiro. 
Não há como chegar "inteiro" dessa etapa.
Fui ver meu tempo e estava ligeiramente abaixo do meu melhor pedal até então.

Somado com o ganho de tempo na natação e na T1, pensei que tinha tudo para conseguir meu tão almejado record pessoal.

T2
Também pouco me recordo. 
Deve ter sido rápida como a T1, pois, quando dei por mim, já estava iniciando a corrida. 

Corrida
Nem sei como peguei meus suplementos, géis.... enfim. 
Só sei que já estava começando a maratona.

Nunca tinha feito o circuito novo, sem a ida para Canasvieiras, com suas subidas íngremes.
O circuito atual é de 4 voltas dentro de Jurerê.
Pensei que deveria ser um pouco mais rápido.
E assim foi...
Andei poucas vezes, apenas para me alimentar e hidratar adequadamente.

A 4ª volta foi naquele sofrimento, mas, pela 1ª vez, estava completando o Ironman do jeito que sempre pensei.

Faltando 1 km, as lágrimas rolaram abundantemente, relembrando toda a jornada para chegar até ali.

Chegada
Na reta final, consegui ainda correr batendo nas mãos de todos os que, com seu entusiasmo, nos empurram nessas provas, nos dando forças que não sabemos de onde tiramos. E isso é durante a prova inteira, desde o início.

Como não poderia deixar de ser, Neuzita, Silvão e muitos outros amigos estavam na chegada comemorando comigo.

Pena que, novamente, Neuzita não pôde entrar comigo no tapete da chegada.
Regras são regras.

Daí, ouço o locutor me dizendo:

- "Marco Cyrino... You are an Ironman!"

E ainda tive forças para gritar:

- "Wrong, man! I am eight times Ironman!".


Logo após, encontrei Neuzita lá dentro (lá, eles deixam) e nos abraçamos, nos beijamos, nos tudo....

Fui pra tenda de massagens.
Também não lembro se foi boa ou não.
Depois, pra tenda de alimentação, onde tinha de tudo. 
Como no último Iron que havia feito, tinha Coca-cola, tinha Hot-Dog, tinha Pipoca doce e salgada, tinha até Chopp.

Depois, só me lembro de estarmos na Pousada, confraternizando, e eu com uma garrafa de Heineken na mão.

Só sei que, hoje, mesmo não tendo feito tudo isso, acordei cansado bagarayo.

Será que foi um insight?

Aguardemos...

3AV

Marco Cyrino 

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domingo, 6 de junho de 2021

Treinamento - Evitando ser atropelado



Bom dia, boa tarde, boa noite, galera (galera???)

A postagem de hoje tem como inspiração meu último treino (treino???) de corrida, pelas calçadas da orla de Santos.

Mas, vou estendê-la para as outras modalidades do Triathlon.
Já aviso que o relato sobre a minha inspiração vai ficar por último.
Portanto, leiam até o final... rsrsrs

Natação
Alguém já foi atropelado na piscina, treinando?
Acho que muitos. 
Eu já.... e muitas vezes.

Como evitar?
Vendo quem está na sua raia e o ritmo deles em comparação com o seu.
Óbvio!

Ainda assim, pode ocorrer de, numa série longa, digamos uns 400 m, você ser atropelado por quem saiu primeiro, sendo que você saiu por último.

Então, nade como se estivesse em águas abertas, procurando sempre dar uma espiada ao seu redor e atrás, para saber se não está correndo o risco de ser atropelado, ou de atrapalhar a natação de quem vem querendo ultrapassar você.

Neste último caso, vá o máximo possível para a direita de sua raia para, dar espaço para a ultrapassagem.
Cuidado com os atletas que vêm em sentido contrário, na raia ao lado, para não dar e nem levar uma porrada no braço, ou até mesmo se enroscar com um deles.
Recomendo que, nessas situações, evite aquelas braçadas abertas. Nade com os braços o mais alto possível.

Em águas abertas não dá para fazer isso. 
Na largada, procure estar em posição que não atrapalhe ninguém que nade bem melhor que você e, com relação aos piores nadadores, largue pela borda do pelotão. 
Talvez você nade um pouco mais. Só que não vai ser atropelado e nem atropelar ninguém.
Ainda, em águas abertas, recomendo o inverso do que recomendei na piscina. Nade com os braços um pouco mais abertos, para procurar manter uma distância dos nadadores ao seu lado.

Ciclismo
Muito importante, porque um atropelamento aí vai causar muitos danos materiais e físicos.
Em uma prova de Triathlon, ou mesmo em treinos, pedale sempre pela direita e, se possível, sinalize a respeito dos obstáculos à frente.
Existe um "código" de sinais para isso. 
Depois escrevo a respeito.

Em treinos, até vale pegar o vácuo do colega ou do pelotão.
Na maior parte das provas, isto é proibido.
Portanto não se acostume a pedalar em pelotões. 
Se assim fizer, nunca fique "clipado". 
Esteja sempre atento e com as mãos no guidão e nos freios, para qualquer emergência.

Também tome muito cuidado com as faixas de rolamento que estiver utilizando. 
Nunca use fones de ouvido. Poder ouvir o trânsito ao seu redor é muito útil.
Ainda, não use celular ou qualquer outro aparelho que possa desviar a sua atenção.

Corrida
Chegamos aos finalmentes.... kkk
A corrida parece ser a modalidade de menor risco para atropelamentos.
É verdade.
Porém, como diria Paulinho da Viola, "ah, porém.... há um caso diferente..."

    • Já fui atropelado por "multidões" caminhando em sentido contrário ao da minha corrida, sem poder sair para a rua, para o jardim, para a ciclovia.  Simplesmente fui atropelado.
    • Já fui atropelado por ciclistas que, do nada, saíram da ciclovia e vieram para cima de mim pela calçada.
    • Já fui atropelado por um incauto que abriu a porta do carro quando eu estava passando correndo, pela calçada.

E, em meu último treino de corrida pelas calçadas da orla de Santos, fui literalmente atropelado por um cão.

Adoro cães e detesto seus donos irresponsáveis.

Pois bem, estava eu na fase de "tiros", quando, do nada, surgiu um dog bem pequeno, mas daqueles que latem bagarayo e querem pular em você. 

Pensei:
- Se vier pra cima de mim, dou uma bica e ele vai parar no meio da rua.

Só que não tenho coragem de fazer isso.

E não é que ele veio com os dentinhos arreganhados querendo me atacar?
Só porque eu estava correndo!

A dona veio correndo atrás dele e o pegou.
Desculpou-se e... vida que segue... só que com a adrenalina subindo.

Mais 1 km à frente, me surge um urso... quer dizer, outro dog, só que com o tamanho de um urso.

Deu tempo nem de pensar.
Ele veio em minha direção e pulou em mim.... graças a Deus brincando. 
Mas fui literalmente atropelado.

O dono (?) dele veio me ajudar (?), colocá-lo na coleira e dizer que ele só queria brincar.
Tá! Mas, e daí?

Não sei o que sugerir para evitar esse tipo de atropelamento.
Alguém aí já passou por isso ?


Abraços caninos. 

3AV

Marco Cyrino 

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segunda-feira, 24 de maio de 2021

Introspectivos.... até a página 2.


Nos últimos dias, tenho pensado muito sobre a volta aos treinos.

Sobre estar tentando voltar a um ritmo de treinos que me permita retornar às provas.

Já me perguntaram um milhão de vezes sobre o que fico pensando durante meus treinos.
Sempre respondo que não penso em nada.
MENTIRA das grossas.

A gente fica pensando sobre tudo.

Eu, particularmente, fico raciocinando sobre tempos, distâncias, paces, etc.
Milhares de contas a respeito do treino que estou fazendo, seja ele curto, médio ou longo.
Seja ele de natação, pedal ou corrida.
E me vejo, de vez em quando, confrontando minhas contas com os tempos do Garmin.
Via de regra, acabo acertando.

Dependendo do tempo e da distância do treino, acabo pensando em muitas outras coisas, para passar o tempo.

Treinando, já encontrei amigos e colegas que queriam conversar.
E eu, meio desligado deles, continuava apenas com os meus pensamentos.

Num treino longo de natação, tipo 4.000m numa piscina de 25 m, são "apenas" 80 voltas completas (ida e volta).

Imaginem contar simultaneamente braçadas, meia volta, volta inteira, tempo de cada pequena etapa (meia volta ou volta inteira) e ir acumulando isso no HDD da cabeça.

Num treino longo de pedal, tipo 180km, numa estradinha (a E.V.) com 8km de percurso, são "apenas" 12 voltas completas (ida e volta).

Imaginem contar simultaneamente ritmo de pedaladas (cadência), meia volta, volta inteira, programando hidratação e alimentação a cada trecho, e ir comparando isso tudo com o Garmin ou outro medidor de performance.

Num treino longo de corrida, tipo 35km, pelas avenidas e areias das praias de Santos, São Vicente, enfim... tentando também manter uma frequência de hidratação e suplementação.

O que vocês acham que passa na nossa cabeça?

Já me peguei fazendo minhas orações, resolvendo problemas de todos os tipos, imaginando como seria o meu Ironman. 

Resumindo, mesmo que não sejamos, ficamos introspectivos.

Daí, depois de algum treino desses, chego em casa e minha amada Neuzita vem me perguntar como foi, como estou, se quero algo.

Continuo introspectivo.
Só quero tomar um belo banho, me alimentar e dormir.

Dia seguinte, acordo.... e a introspectividade passou.

Quero contar tudo.... quero conversar muito.... quero traçar planos para os próximos treinos.... quero agradecer e continuar pedindo ajuda.... quero tudo.

E assim vai até o dia da prova.
Ah! Esse é o dia de ficar realmente introspectivo.

Nem vou falar sobre os dias anteriores, de viagem, arrumação de tudo, de pegar o kit, preparar para a prova, de me alimentar, hidratar, tentar descansar, etc.

A cada um desses passos, vou ficando mais introspectivo.
Só quero conversar comigo mesmo.

Acordar introspectivo, tomar café introspectivo, até mesmo ir ao banheiro introspectivo. 

Pegar as coisas, ir para o local da prova, arrumar o que ainda falta ser arrumado na transição, vestir para a natação.... tudo introspectivo.

Daí, ir para o local da largada.... mais e mais introspectivo...

Afastar-me de tudo e de todos e fazer uma bela oração, introspectivamente, pedindo apenas proteção para mim e para todos que irão fazer a prova.

Já meio "desintrospectivizado", dou um beijo na Neuzita, fazemos uma selfie, e já vem a buzina da largada.

A introspectividade vai embora...

Vem a natação.
Vem o ciclismo.
Já converso com muita gente...

E vem a corrida...
Daí, já confraternizo com tudo e com todos, principalmente com os staffs. Agradeço a atenção de todos.

Lógico que, principalmente durante a natação e o ciclismo, acabo ficando às vezes introspectivo. Mas nada comparado aos treinos.

Daí, quase na chegada...

Uns 3 km antes dela, já sou o cara menos introspectivo que se possa imaginar.

Interajo com todos os atletas que ultrapasso, com todos os que me ultrapassam, com todas as pessoas que estão ao redor aplaudindo e dando muita força a mim e aos demais.

E na chegada... 

Ah! Ela, a chegada!

Não há nada mais maravilhoso do que ela, para nos tirar da introspectividade.

Quero e consigo falar pelos cotovelos, mesmo com dores até no cabelo.

Entro nas tendas de alimentação, de hidratação, de massagens, de atendimento médico.... e quero e falo com todos.

Após uma breve reposição de calorias, saio e encontro novamente a Neuzita e quem mais estiver com ela.

Aí é que a coisa fica boa.
Não consigo mais parar de falar...
Falo pelos cotovelos, pelos calcanhares, pelos joelhos.
Falo muito e não quero parar de falar.

Voltamos para o refúgio, seja pousada, apartamento, ou hotel.

E tomo um banho falando, como algo falando, deito e durmo falando.


Enfim, somos introspectivos, até a página 2.

Agradecimentos a todos que entendem a minha introspectividade e a todos que, depois, entendem a minha tagarelice.
Principalmente a ti, Neuzita.

3AV

Marco Cyrino

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sábado, 1 de maio de 2021

O retorno não é fácil

Depois de ter dado um tempo no Triathlon em 2019, por problemas pessoais...

Depois de ter tentado voltar a treinar em 2020 e...  
Ah! Vocês sabem, veio a pandemia.

Depois de praticamente dois anos só fazendo uns biro-biros, tipo pedalar meia hora no rolo, correr pelas escadarias do meu prédio, nadar... 

Nadar? Onde?
Ah... Pra nadar, tenho o mar praticamente na minha porta. 
Bom, não tem desculpinhas.

Perdi 99% do meu condicionamento físico.

Recomecei a treinar no início deste ano de 2021.
E veio o tsunami... TSUNAMI mesmo, porque não foi 2ª onda.

Parou tudo de novo. 
Só que desta vez parou tudo mesmo.

Agora, caindo novamente o número de contaminados e de mortes, com mais vagas de UTIs, aumentando o número de vacinados (incluindo eu, na faixa etária de 63+), estou me dispondo a voltar aos treinos.

Orando muito para que não venha a 3ª onda dessa desgraça.

Daqui pra frente, é pura ficção combinada com o que sei que vai acontecer.

As academias ainda não estão com horários disponíveis para musculação e natação nos horários que posso ir.
Bora nadar no mar.

Saio de casa cedo, visto a minha roupa de borracha para natação (porque sem ela acho que não conseguiria nadar no mar), entro no reino sagrado do mar (depois de orar pedindo proteção) e consigo finalmente nadar 1.000m.
E saio do mar como quem nadou 10.000m.

No outro dia, faço um treino de bike no rolo.
Trinta minutos e estou exausto como quem fez 180km.

Vamos correr no outro dia.

Faço 1 hora de corre, caminha, trota, pára, senta, espera baixar a FC, volta a trotar...
E deu 7km em 1 hora. 
Pace de mais ou menos 8:20 min/km.

Vamos insistir na corrida, que é o que está mais fácil pra realizar.

Deu 8:10 min/km de pace.
Depois 8:00 min/km...
Depois 7:40 min/km...
Depois 7:30 min/km. 
Depois 7:20 min/km...
Depois 7:10 min/km...
Ontem 7:14 min/km...

Nosso corpo tem memória. Tem mesmo!
Mas acho que o meu está com problemas....... kkkk.

Só sei que tenho resiliência e estou voltando.

Pra quem, há 3 anos, corria 10km para 50min... está longe. 
Mas, aos poucos vamos voltando.

Não estranhem caso eu volte no TB deste ano e faça mais de 3 horas na distância Olímpica.
Vai ser apenas um retorno. 
Sem preocupação com o tempo e sim com minha saúde.

Espero encontrar muitos amigos lá.

3AV

Marco Cyrino

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