sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Triathlon muito caro

 

O Triathlon é um dos esportes mais caros do mundo.
Sim.
Não.
Puts.... buguei.
Buguei nada.
Vou provar que sim, pode ser caro...  e que não, não é.
 
Em primeiro lugar, depende dos recursos que temos e de até onde pretendemos chegar.
 
Vou começar pelo início.
 
Sim.
Ele é um dos esportes mais caros do mundo.
 
Assim sendo, para você ser competitivo, terá que investir em:
 
Equipamentos que te ofereçam uma super performance
 
·      Natação: roupa de borracha, óculos de natação.
 
·      Ciclismo: bike, capacete, óculos de pedal, sapatilhas, meias, roupa específica, entre outros itens, como acessórios para hidratação e alimentação, manutenção da bike.
 
·      Corrida: tênis, roupa apropriada, meias específicas, boné ou viseira, óculos apropriados, entre outros itens.
 
Exames clínicos e físicos
 
·      Todos os exames necessários para que você tenha a segurança de estar bem de saúde e poder realizar essa empreitada.
 
Nutrição
 
·      Acompanhamento de profissionais.
 
Treinamento
 
·      Acompanhamento de profissionais.
 
Suporte familiar e de próximos
 
·      Sem dúvida, um dos itens mais importantes.
 
 
 
Agora, para fins de comparação, faremos duas estimativas de custos mensais.
Itens que representam investimento (bike, por exemplo), embora devam durar (bem) mais do que um ano,  serão calculados simplesmente dividindo o seu valor por 12.
Faremos desta forma para simplificar e poder comparar coisas similares.
 
 
Uma pequena estimativa para "custos altos"
 
Suporte familiar e de próximos
 
·      Este valor não será incluído na somatória, mas é bom ter em mente que familiares e pessoas próximas também acabarão despendendo recursos financeiros para dedicarem seu tempo à empreitada do Triathleta.
No mínimo uns R$ 300,00/mês para colaborar com a empreitada.
 
Treinamento
 
·      No mínimo uns R$ 500,00/mês para colaborar na empreitada.
 
Nutrição
 
·      No mínimo uns R$ 500,00/mês para ajudar na empreitada, contando com o mínimo possível para a compra dos ingredientes corretos.
 
Exames clínicos e físicos
 
·      Depende de quem tem plano de saúde ou não. Vou estimar em R$ 1.200,00, o que daria R$ 100,00/mês.
 
A partir daqui o bicho pega...
 
Natação
 
·      Roupa de borracha. Uns R$ 3.000,00 uma roupa top de natação.
 
·      Nem vou computar o preço dos óculos de natação.
Ah! Vou sim computar. Até porque ninguém vai fazer um período de treinos para Ironman, sem ter que comprar pelo menos 2 óculos de natação, daqueles bons. Uns R$ 150,00 cada.
Custo de R$ 275,00/mês.
 
Ciclismo
 
·      Bike: Aquela Top = R$ 50.000,00. Custo de R$ 4.200,00/mês.
 
Existem outras mais caras e disponíveis no Brasil, como a Trek Émonda SLR9, por R$ 95.000,00 (Pesquisa Preços - Trek Émonda), ou a Scott Plasma RC Ultimate, por R$ 124.680,00 (Pesquisa Preços - Scott Plasma).
 
·      Capacete: Existem de todos os tipos, mas o Top está por volta de R$ 5.000,00. Custo de R$ 415,00/mês.
 
·      Óculos de pedal: Existem também de todos os tipos, mas o Top está por volta de R$ 2.000,00. Custo de R$ 167,00/mês.
 
·      Sapatilhas: Uma Top, de carbono, por volta de R$ 4.000,00. Custo de R$ 333,00/mês
 
·      Roupa específica, meias, entre outros itens, como acessórios para hidratação e alimentação, manutenção da bike. Nossa! Isso dá uma baita despesa. Vou estimar em algo próximo de R$ 3.000,00. Custo de R$ 250,00/mês.
 
·      Ainda, existem mais itens para este grupo, como rodas fechadas de carbono, rodas abertas de carbono de perfil alto, demais acessórios de bike. Bom.. Como eu sei que, quem está a fim de gastar muito e comprar as rodas de competição, achando que isso é que vai fazê-lo “ganhar” a prova (e não as suas pernas), tenho que computar aqui um provável gasto de R$ 10.000,00 a R$ 30.000,00 – na média R$ 20.000,00. Custo de R$ 1.667,00/mês.
 
Corrida
 
·      Tênis: Existem os mais caros, que custam em torno de R$ 1.500,00 e com prazo de validade. Logo, você precisará de 3 a 4 pares. Supondo apenas 3 pares... Custo de R$ 375,00/mês.
 
·      Roupa apropriada, meias específicas, boné ou viseira, óculos apropriados, entre outros itens – Também nem vou computar isso.
 
Ah! Vou, sim! Macacão top profissa... uns R$ 500,00. Boné ou viseira... uns R$ 200,00. Óculos apropriados... uns R$ 500,00. Meias de compressão, cinto de hidratação, porta-numeral, entre outros itens... mais uns R$ 300,00.
Custo de R$ 125,00/mês.
 
Bom a conta sai em aproximadamente: R$ 8.907,00/mês.
 
Muito caro, né ???
 
 
Uma estimativa com abordagem parcimoniosa
 
Suporte familiar e de próximos
 
·      Repetindo, este valor não será incluído na somatória, mas é bom ter em mente que familiares e pessoas próximas também acabarão despendendo recursos financeiros para dedicarem seu tempo à empreitada do Triathleta.
No mínimo uns R$ 50,00/mês para colaborar com a empreitada.
 
Treinamento
 
·      No mínimo uns R$ 200,00/mês para colaborar na empreitada.
 
Nutrição
 
·      No mínimo uns R$ 10,00/mês (apenas para não zerar, levando em consideração que você já tenha uma nutrição saudável), contando com o mínimo possível para a compra dos ingredientes corretos.
 
Exames clínicos e físicos
 
·      Depende de quem tem plano de saúde ou não. Vou estimar em R$ 1.200,00 reais o que daria R$ 100,00/mês.
 
A partir daqui o bicho pega.
 
Natação
 
·      Roupa de borracha, óculos de natação. Uns R$ 500,00 uma boa roupa de natação usada. Nem vou computar o preço dos óculos. Mesmo que compute não muda muito. Custo de R$ 42,00/mês.
 
Ciclismo
 
·      Bike: Aquela não-Top = R$ 3.000,00 (existem outras por menos do que isto). Custo de R$ 250,00/mês.
 
·      Capacete: Existem também de todos os tipos, mas um bom e não-Top está por volta de R$ 300,00. Custo de R$ 25,00/mês.
 
·      Óculos de pedal: Existem também de todos os tipos, mas um bom e não-Top está por volta de R$ 150,00. Custo de R$ 12,50/mês.
 
·      Sapatilhas: Você pode até mesmo pedalar sem sapatilhas e com o mesmo tênis que vai usar para correr. Custo zero. Ou comprar sapatilhas simples por uns R$ 300,00. Custo de R$ 25,00/mês.
 
·      Roupa específica, meias, entre outros itens, como acessórios para hidratação e alimentação, manutenção da bike. Nossa! Isso dá uma baita despesa. Vou estimar em algo próximo de R$ 3.000,00 (R$ 250,00/mês). Mas... Pode-se também gastar uns R$ 100,00/mês.
 
Corrida
 
·      Tênis: Existem os mais caros, que custam em torno de R$ 1.500,00 e com prazo de validade (R$ 125,00/mês). Ou, pode-se usar os bons que custam R$ 200,00 no máximo. Utilizando o mesmo raciocínio dos itens caros, colocarei 3 pares de tênis. Custo de R$ 50,00/mês.
 
·      Roupa apropriada, meias específicas, boné ou viseira, óculos apropriados, entre outros itens. Também nem vou computar isso.
 
 
Isso tudo, já contando o custo dos suplementos de nutrição, hidratação, etc.
 
Os custos não incluídos acima podem chegar a zero, levando em consideração que o atleta já tenha, entre outras coisas, uma nutrição e hidratação saudáveis.
 
Roupas e acessórios?
 
Bike, capacete, roupas, óculos, entre outras coisas apenas materiais, vão ajudar caso você já esteja no estágio Top dos Tops.
 
 
Comparação
 
  • Com quase tudo Top : R$ 8.907,00/mês.
 
  • Com parcimônia: R$ 814,50/mês.
 
 
É caro ??? É sim!
É barato ???
Comparando com qual esporte?
Não esqueçam que o Triathlon reúne 3 esportes, tudo junto ao mesmo tempo.
 
Meu primeiro Triathlon, não gastei absolutamente nada.
Nadei usando sunga; pedalei com a minha bike de rua; corri descalço, de sunga e camiseta, como corria antes.
Simples assim.
 
Agora, pesquisem sobre tênis, golf, polo aquático, esqui, windsurfe, canoagem, esgrima, hipismo, enfim...
 
ALOHA !!!
 
3AV
Marco Cyrino
 
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domingo, 20 de agosto de 2023

Uma Jornada de Reflexão e Motivação no Mundo do Triathlon

 
Introdução
 
A jornada no mundo do Triathlon é uma constante busca pelas conquistas e pela superação que nos definem como atletas.
 
Acumulei a experiência de ter completado sete vezes o Ironman Brasil e muitas outras provas relevantes, que me proporcionaram momentos inesquecíveis de vitória, autoconhecimento e camaradagem.
 
No entanto, a vida muitas vezes nos chama para outras direções...
 
Este artigo explora a minha pausa temporária do Triathlon e a busca por motivação e condições para retornar.
 
 
Afastamento Necessário
 
Cruzar a linha de chegada do Ironman ou de qualquer outra prova sempre é uma realização extraordinária, mas exige um comprometimento que vai além das horas de treino e esforço.
 
Durante todas as provas das quais participei (sem jamais haver desistido), experimentei os sabores do sucesso e também do insucesso, e a satisfação de superar limites.
 
Cada treino, cada quilômetro percorrido e cada desafio superado me trouxeram uma sensação única de realização.
 
No entanto, a vida é feita de múltiplas dimensões.
E as demandas e responsabilidades cotidianas passaram gradualmente a competir pelo meu tempo e pela minha energia, levando a uma pausa temporária no esporte.
 
Evidente, esta nova condição me trouxe a saudade dos treinos, provas e convivências que definiram uma parte significativa da minha vida.
 
 
Reflexões
 
O afastamento temporário do Triathlon me proporcionou a oportunidade de refletir sobre o verdadeiro significado desse esporte em minha vida.
 
A paixão que me impulsionou a completar tantas provas não desapareceu, mas apenas foi temporariamente eclipsada por novas responsabilidades.
 
Essa pausa confirmou a percepção de que o Triathlon é mais do que uma série de eventos atléticos – é um estilo de vida que moldou minha mentalidade, autodisciplina e determinação.
 
 
Buscando motivação e condições para o retorno
 
Reencontrar a motivação e as condições para mergulhar novamente no mundo do Triathlon, mesmo que em provas de menor extensão, tornou-se um desafio em si.
 
Receios de não atingir o mesmo nível de condicionamento físico e incertezas sobre como encaixar os treinos na minha rotina ocupada são obstáculos a superar.
 
No entanto, compreendi que motivação e a busca de soluções não são eventos pontuais, mas sim processos contínuos, um exercício de persistência...
 
 
Definindo novos objetivos e estratégias
 
Para retomar o Triathlon, precisarei definir novos objetivos e abordagens.
 
Terei de focar em provas de curta ou média distância, que exigirão menos tempo de preparação e me permitirão experimentar novamente a alegria da competição.
 
 
Reconectando com a comunidade do Triathlon
 
A comunidade do Triathlon é uma fonte inestimável de motivação, encorajamento, amizade e senso de pertencimento.
 
Compartilhar histórias, dúvidas e conquistas, assim como trocar experiências com atletas que enfrentam desafios semelhantes poderá trazer os insights necessários para embarcar na jornada de retorno ao mundo das competições.
 
 
Concluindo
 
O afastamento temporário do Triathlon tornou-se uma oportunidade de reflexão e crescimento pessoal.
 
A vida nos apresenta uma série de encruzilhadas e escolhas, nos desafiando a encontrar nossas verdadeiras motivações e as soluções de equilíbrio entre paixões e responsabilidades.
 
Com novos objetivos, estratégias e apoios, espero em breve estar pronto para voltar a nadar, pedalar e correr.
 
A chama do Triathlon continua a arder em mim.
 
Enfim, este post retrata o que se passa em minha cabeça cabeçuda, nos últimos tempos.

 
3AV
Marco Cyrino
 
 

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sexta-feira, 30 de junho de 2023

Nutrição durante provas longas


 
Acho que nunca falei sobre isso seriamente, embora tenha feito uns trocentos posts sobre provas longas.

Dou minha mão à palmatória (será que alguém hoje sabe o significado dessa expressão?):

NUNCA MESMO acertei isso.

Voltando às provas de Triathlon Sprint ou Short, Olímpico, Long Distance e Ironman Full.

Sprint ou Short = 750 m de natação + 20 km de ciclismo + 5 km de corrida.

Precisa?
Sim. Mas pouca coisa.
Acho eu, apenas uma suplementação de carbos na bike.
No máximo, mais um gel antes da corrida.

Olímpico = 1.500 m de natação + 40 km de ciclismo + 10 km de corrida.

Precisa?
Sim. Mas já será algo mais consistente.
Tipo uma bebida com carbos na bike.
Talvez, um carbo antes mesmo da natação.
E um carbo durante a corrida.

Antes de falar sobre as provas longas...

Existem os carbos (carboidratos) em forma de gel e em forma de pó.

Estes últimos, para serem misturados com água e colocados na caramanhola (garrafa) que é levada na bike, durante o ciclismo.

O carbo em forma de gel pode ser ingerido antes da prova e durante o ciclismo.
Este é meu conselho.
Mas, pode também ser ingerido durante a corrida.

Agora, vamos para a parte onde o bagulho pega.
As provas longas, ou seja, Long Distance e Ironman Full.

Long Distance = 1.900 m de natação + 90 km de ciclismo + 21 km de corrida.

Ironman Full = 3.800 m de natação + 180 km de ciclismo + 42 km de corrida.

Nessas provas ainda tem um “chorinho de corrida”, pois a distância oficial da meia maratona (prova de corrida em Long Distance) é de exatos 21.097,5 m.

E no Ironman Full é de 42.195 m.

Ah!
Só mais 97,5 m nos Long Distance e apenas mais 195 m no Ironman Full.
Tá sussa!

Garanto a vocês...
Esses 97,5m ou 195m se transformarão em 97,5 km ou 195 km, caso a sua energia tenha acabado antes do que deveria.


Não recomendo a ninguém fazer o que fiz.
Embora, em provas de Long Distance, como Pirassununga e Challenge, eu tenha obtido resultados expressivos, inclusive vencendo algumas e ido para o Mundial do Challenge na Eslováquia em 2.018.

E lá, no Mundial, ainda consegui obter a 13ª posição em minha categoria de idade, lutando contra os contratempos da prova, em ambiente hostil em relação ao que estava acostumado aqui no Brasil, e principalmente competindo com atletas europeus, os quais têm uma estrutura muito melhor do que a nossa. Inclusive, muitos deles tendo sido atletas profissionais, seja em natação, ciclismo ou corrida. E eu, tendo sido apenas um pretenso jogador de futebol e surfista. kkk.
Não é reclamação, mas apenas constatação.
Fiquei hospedado no Centro de Natação Olímpica da Eslováquia.
Coisa de primeiro mundo.

Nestas postagens, comentei outros diversos aspectos desta experiência:
 
 

Voltando ao assunto principal...

Nutrição em provas longas.

Desde o primeiro Pirassununga que fiz (e me ferrei), nunca me orientei corretamente sobre isto.

Depois, consegui melhorar um pouco.
Só que nunca tive (culpa minha) uma assessoria nutricional direcionada a essa provas.

Principalmente nos Ironman Full, sempre me baseei na "minha cabeça" e nas orientações de atletas amigos, para formular a minha nutrição nas provas.

Hoje, me arrependo imensamente disso.

Minha recomendação:

Procurem um(a) profissional competente para orientá-los a respeito.
Vai fazer toda a diferença.

 
É isso !!!

3AV
Marco Cyrino


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sábado, 10 de junho de 2023

O nome do jogo é “fazer por merecer”.


 
Esta frase me foi dita em uma conversa com meu irmão mais “experiente”, em decorrência de algo particular que aqui não vem ao caso.

Ficou em minha cabeça...

Sem querer desviar do intuito do Blog, esta frase pode e deve ser usada em todos os aspectos da vida.

Vou ser sucinto e considerá-la apenas em relação ao Triathlon.

Não conheço absolutamente ninguém que, competindo em uma prova de Triathlon, seja ela qual for, tenha atingido seus objetivos sem fazer por merecê-los.

Aliás, conheci um só.

Alguém, a quem não vou dar crédito.
Achava que, fazendo maracutaias nas provas, se daria bem para sempre.
Até o dia em que foi pego em flagrante.
Mas isso é outra história.

“Fazer por merecer”, em minha humilde opinião, é conseguir dedicar o seu melhor para atingir seus objetivos.

Não importa quanto dinheiro você tenha para comprar os melhores aparatos, para pagar o melhor técnico, a melhor assessoria física e nutricional, freqüentar a melhor academia, ou mesmo para estar junto aos melhores.

Nada disso vai fazer de você o melhor, dentro dos seus objetivos, caso não tenha o empenho necessário para as suas conquistas.

Passei por todas as fases do Triathlon.
Sei bem sobre o que falo.

Sobre a fase de apenas querer terminar uma prova do jeito que desse – um Short.
E assim foi indo.

Meu maior orgulho foi NUNCA TER DESISTIDO DE UMA PROVA.

Acho que fiz por merecer.
Mesmo em alguma época, com falta de conhecimento específico, eu me dediquei.

Se os seus objetivos são apenas os particulares, como terminar uma prova, ainda assim terá de fazer por merecê-los.

Se os seus objetivos são enormes, ainda mais!

O Triathlon me ensinou e ainda ensina muito.
Assim como na vida, nada vem fácil.

Dedicação àquilo que você pretende conseguir.

Fazer por merecer!
Esse é o nome do jogo.


 
3AV
Marco Cyrino
 

 
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sábado, 6 de maio de 2023

Não é sobre chegar em primeiro ou em último.


Se existe uma coisa que o esporte me ensinou, é sobre o título desta postagem.
 
É sobre o que a gente aprende com ele, o esporte, seja qual for, quando a gente ama aquilo que faz.
 
Levaremos lições para todos os aspectos de nossas vidas.
 
Não parar, ser perseverante, resiliente, enfim...
Mesmo com todos os percalços que, com certeza acontecerão durante a caminhada no esporte que escolhermos.
 
Embora tenha sido surfista e “jogador de futebol”, meus melhores resultados foram no Triathlon, tema central deste Blog.
 
Já disse isto mil vezes, mas, como Blog é meu (kkkk), me dou o direito de repetir mais mil vezes.
 
Meu esporte do coração sempre foi e será o Surf, embora não o esteja praticando nos últimos tempos.
 
Meu esporte de “talento” (e de coração também) sempre foi e será o futebol.
 
Não tive sucesso por motivos pessoais, dos quais não me arrependo.
Quem sabe, se houvesse alcançado sucesso neste esporte, teria obtido muito menos aprendizados, tão novo que ainda eu era.
Deus sempre escreve certo.
E nem sempre por linhas tortas.
 
E o Triathlon, por sua vez, me ensinou muito.
 
E um dos aprendizados valiosos foi este:
 
Nem sempre quem chega em primeiro é o melhor.
Nem sempre quem chega em último é o pior.
E quem chega, em quaisquer circunstâncias, é um vencedor.
 
Chegando quase em último, mas chegando.
 

Para minha surpresa, chegando em primeiro.
 

 
Sem desmerecer as provas curtas (Shorts), médias (Olímpicas), longas (distância “Meio-Iron”) e outras, as provas de Ironman Full nos dão este aprendizado.
 
Claro que existem outras ainda mais exigentes, como Ultraman.
Mas, para você chegar ao Ultra, provavelmente deve ter passado pelo IronMan, que lhe deu o alicerce para fazer o Ultra.
Eu disse provavelmente.
 
Conheço alguns atletas que se envolveram com o Triathlon apenas para provar para eles mesmos que seriam capazes de concluir um IronMan, sem nunca antes terem feito qualquer outra distância nesse esporte.
 
Não os recrimino.
 
Só fico triste pelo fato de que, em sua maioria, não tiveram tempo de pegar amor por este esporte.
 
Passaram logo de cara pelo grande desafio da preparação e, provavelmente, o abandonaram em seguida.
 
Mas, ainda assim, com certeza, tiraram lições para as suas vidas.
 
 
Meu modo de pensar é resultado deste histórico resumido
 
Quando iniciei no Triathlon, foi por um grande perrengue físico. Uma lesão no tendão de Aquiles, da qual me “curei” sem operar, mas que me impediu de voltar a jogar futebol e até mesmo de surfar, por mais de um ano e meio.
 
Daí, meio sem ter o que fazer, passei a nadar em uma academia, coisa que não fazia antes porque achava que me virava bem no mar, após os caldos nas sessões de Surf.
 
Depois fui convidado por grandes amigos a fazer apenas um Biathlon.
Coisa de 500 m de natação + 3 km de corrida “linear”, sem precisar dar os piques e giros das corridas do futebol.
Fiquei inseguro, mas fui.
Afinal, o que poderia acontecer a não ser eu me sentir constrangido por não estar competitivo?
Aconteceu que cheguei entre os últimos, claro.
Mas cheguei.
 
Esse foi o start para que eu pudesse entender que não venci a prova, mas sim venci a mim mesmo.
 
E depois vieram tantas experiências, como no meu primeiro Triathlon Short, fazendo o percurso de pedal com uma "bike de rua".
Correndo descalço (isso é outro assunto).
E acumulando aprendizados.
 
Depois, vieram os Triathlons Olímpicos, onde, em minha primeira tentativa, fui campeão por acaso (outro assunto).
 
Depois de muitos Olímpicos, vieram as provas Long Distance, onde aprendi que nada é possível sem uma enorme dedicação.
 
E depois... vieram as provas de IronMan.
 
Trabalhar em expediente normal, treinar, cuidar de suas coisas pessoais, treinar, descansar (?), treinar, se alimentar, treinar, se hidratar, treinar, tomar capote de bike, treinar, se curar do capote, treinar, chorar, treinar, se sentir incapaz de realizar, treinar, não ter equipamentos certos, treinar, perder minha mãezinha (já tinha perdido meu pai há anos), treinar, me machucar novamente, me curar novamente e... desistir.
 
Foi o que eu pensei em fazer: desistir.
 
Afinal, para que e por que eu estaria fazendo aquilo?
 
Só que “aquilo” foi me ensinando tanta determinação e resiliência, que decidi levar tal aprendizado para a minha vida.
 
Depois disso tive muito sucesso.
 
Não vou encher o saquinho de ninguém colocando meus resultados no TB de Triathlon, em Pirassununga, no Internacional de Santos, no Insano de Guaratuba, nos Challenge, no Mundial do Challenge na Eslováquia, enfim...
Mas enfatizo que tudo foi resultado do meu aprendizado.
 
 
Hoje, quando penso em desistir de algo que vá me dar muito trabalho (e garanto que tenho, Graças a Deus, muitas coisas que me ocupam e me dão muito trabalho), lembro disso tudo e me sinto orgulhoso em dizer que, sim, vale a pena.
 
Sem me importar se vou atingir as metas em primeiro ou em último lugar, o esporte me ensinou que, sim, vou concluí-las, mesmo que com dor.
 
Afinal, a dor faz parte deste esporte maravilhoso que é viver a vida.
 
 
3AV
Marco Cyrino
 
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quarta-feira, 19 de abril de 2023

Aspectos psicológicos no esporte e na vida


Introdução

Como Triathleta (já mencionei isto em minhas tantas postagens neste blog), completei 7 provas de Ironman Full no Brasil, participei de incontáveis outras competições de Triathlon em diversas distâncias, disputei o Mundial de Challenge (Long Distance) na Eslováquia, terminando em 13º em minha faixa de idade.
E por aí fui...

Pode-se imaginar a grande quantidade de percalços e imprevistos, tanto físicos quanto mentais, ocorridos em uma carreira assim longa.

Neste artigo, gostaria de compartilhar minha visão sobre o lado psicológico desses desafios e sobre a aplicação mais geral do nosso (eventual) aprendizado sobre este tema.


Desafios na carreira de um Triathleta

A carreira de um Triathleta é plena de desafios, incluindo lesões, competições frustrantes, falhas nos treinamentos, problemas financeiros, e problemas pessoais.

Como Triathleta experiente, aprendi que a chave para superar esses desafios é manter o foco e a determinação, sempre pensando de maneira positiva e produtiva.

Precisamos ter em mente o porquê de estarmos fazendo algo.
Precisamos nos esforçar para alcançar nossos objetivos.


Lidando com o aspecto psicológico dos desafios

A preparação psicológica é tão importante quanto a preparação física, na carreira de um Triathleta.

Ao longo deste tempo, aprendi a lidar com os percalços, os desafios psicológicos, a pressão, o stress,  usando técnicas como a visualização, o pensamento positivo e o gerenciamento de emoções.

Concentrei-me sempre no momento presente a ser enfrentado, como sendo mais um passo rumo ao objetivo final.

Não tenho a pretensão de ensinar estas coisas neste texto, embora já tenha falado especificamente sobre elas, em outras postagens (v. links ao final desta).


Enfrentando os desafios práticos

Além dos desafios psicológicos, existem os desafios práticos a superar, incluindo a organização do tempo e a gestão dos recursos, tais como a nutrição, os acompanhamentos profissionais e o equipamento necessário, apenas para exemplificar.

Como Triathleta experiente, aprendi a lidar com esses desafios de maneira produtiva, por exemplo, executando os cronogramas de treinamento elaborados pelo meu técnico, elaborando checklists, planejando cuidadosamente o uso de recursos etc.


Aprendizados para a vida

A carreira de Triathleta me ensinou lições valiosas, aplicáveis não apenas ao esporte, mas também à vida em geral.

Aprendi a importância da perseverança, da disciplina, da resiliência, da confiança, da capacidade de adaptação.


Conclusão

Desenvolver e/ou aprender atitudes e técnicas para lidar com os desafios físicos e mentais, nos capacita com habilidades valiosas não apenas para o esporte, mas para a vida.

Com determinação, disciplina e flexibilidade, podemos superar qualquer obstáculo.

Ser Triathleta é muito gratificante, mas requer preparação, autodomínio e trabalho duro.

Da mesma forma, a vida torna-se muito gratificante quando procuramos – continuamente e perseverantemente – assimilar o seu aprendizado.


Nestas postagens, abordei este tema em situações mais específicas:


3AV
Marco Cyrino
 
 
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