domingo, 20 de agosto de 2023

Uma Jornada de Reflexão e Motivação no Mundo do Triathlon

 
Introdução
 
A jornada no mundo do Triathlon é uma constante busca pelas conquistas e pela superação que nos definem como atletas.
 
Acumulei a experiência de ter completado sete vezes o Ironman Brasil e muitas outras provas relevantes, que me proporcionaram momentos inesquecíveis de vitória, autoconhecimento e camaradagem.
 
No entanto, a vida muitas vezes nos chama para outras direções...
 
Este artigo explora a minha pausa temporária do Triathlon e a busca por motivação e condições para retornar.
 
 
Afastamento Necessário
 
Cruzar a linha de chegada do Ironman ou de qualquer outra prova sempre é uma realização extraordinária, mas exige um comprometimento que vai além das horas de treino e esforço.
 
Durante todas as provas das quais participei (sem jamais haver desistido), experimentei os sabores do sucesso e também do insucesso, e a satisfação de superar limites.
 
Cada treino, cada quilômetro percorrido e cada desafio superado me trouxeram uma sensação única de realização.
 
No entanto, a vida é feita de múltiplas dimensões.
E as demandas e responsabilidades cotidianas passaram gradualmente a competir pelo meu tempo e pela minha energia, levando a uma pausa temporária no esporte.
 
Evidente, esta nova condição me trouxe a saudade dos treinos, provas e convivências que definiram uma parte significativa da minha vida.
 
 
Reflexões
 
O afastamento temporário do Triathlon me proporcionou a oportunidade de refletir sobre o verdadeiro significado desse esporte em minha vida.
 
A paixão que me impulsionou a completar tantas provas não desapareceu, mas apenas foi temporariamente eclipsada por novas responsabilidades.
 
Essa pausa confirmou a percepção de que o Triathlon é mais do que uma série de eventos atléticos – é um estilo de vida que moldou minha mentalidade, autodisciplina e determinação.
 
 
Buscando motivação e condições para o retorno
 
Reencontrar a motivação e as condições para mergulhar novamente no mundo do Triathlon, mesmo que em provas de menor extensão, tornou-se um desafio em si.
 
Receios de não atingir o mesmo nível de condicionamento físico e incertezas sobre como encaixar os treinos na minha rotina ocupada são obstáculos a superar.
 
No entanto, compreendi que motivação e a busca de soluções não são eventos pontuais, mas sim processos contínuos, um exercício de persistência...
 
 
Definindo novos objetivos e estratégias
 
Para retomar o Triathlon, precisarei definir novos objetivos e abordagens.
 
Terei de focar em provas de curta ou média distância, que exigirão menos tempo de preparação e me permitirão experimentar novamente a alegria da competição.
 
 
Reconectando com a comunidade do Triathlon
 
A comunidade do Triathlon é uma fonte inestimável de motivação, encorajamento, amizade e senso de pertencimento.
 
Compartilhar histórias, dúvidas e conquistas, assim como trocar experiências com atletas que enfrentam desafios semelhantes poderá trazer os insights necessários para embarcar na jornada de retorno ao mundo das competições.
 
 
Concluindo
 
O afastamento temporário do Triathlon tornou-se uma oportunidade de reflexão e crescimento pessoal.
 
A vida nos apresenta uma série de encruzilhadas e escolhas, nos desafiando a encontrar nossas verdadeiras motivações e as soluções de equilíbrio entre paixões e responsabilidades.
 
Com novos objetivos, estratégias e apoios, espero em breve estar pronto para voltar a nadar, pedalar e correr.
 
A chama do Triathlon continua a arder em mim.
 
Enfim, este post retrata o que se passa em minha cabeça cabeçuda, nos últimos tempos.

 
3AV
Marco Cyrino
 
 

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sexta-feira, 30 de junho de 2023

Nutrição durante provas longas


 
Acho que nunca falei sobre isso seriamente, embora tenha feito uns trocentos posts sobre provas longas.

Dou minha mão à palmatória (será que alguém hoje sabe o significado dessa expressão?):

NUNCA MESMO acertei isso.

Voltando às provas de Triathlon Sprint ou Short, Olímpico, Long Distance e Ironman Full.

Sprint ou Short = 750 m de natação + 20 km de ciclismo + 5 km de corrida.

Precisa?
Sim. Mas pouca coisa.
Acho eu, apenas uma suplementação de carbos na bike.
No máximo, mais um gel antes da corrida.

Olímpico = 1.500 m de natação + 40 km de ciclismo + 10 km de corrida.

Precisa?
Sim. Mas já será algo mais consistente.
Tipo uma bebida com carbos na bike.
Talvez, um carbo antes mesmo da natação.
E um carbo durante a corrida.

Antes de falar sobre as provas longas...

Existem os carbos (carboidratos) em forma de gel e em forma de pó.

Estes últimos, para serem misturados com água e colocados na caramanhola (garrafa) que é levada na bike, durante o ciclismo.

O carbo em forma de gel pode ser ingerido antes da prova e durante o ciclismo.
Este é meu conselho.
Mas, pode também ser ingerido durante a corrida.

Agora, vamos para a parte onde o bagulho pega.
As provas longas, ou seja, Long Distance e Ironman Full.

Long Distance = 1.900 m de natação + 90 km de ciclismo + 21 km de corrida.

Ironman Full = 3.800 m de natação + 180 km de ciclismo + 42 km de corrida.

Nessas provas ainda tem um “chorinho de corrida”, pois a distância oficial da meia maratona (prova de corrida em Long Distance) é de exatos 21.097,5 m.

E no Ironman Full é de 42.195 m.

Ah!
Só mais 97,5 m nos Long Distance e apenas mais 195 m no Ironman Full.
Tá sussa!

Garanto a vocês...
Esses 97,5m ou 195m se transformarão em 97,5 km ou 195 km, caso a sua energia tenha acabado antes do que deveria.


Não recomendo a ninguém fazer o que fiz.
Embora, em provas de Long Distance, como Pirassununga e Challenge, eu tenha obtido resultados expressivos, inclusive vencendo algumas e ido para o Mundial do Challenge na Eslováquia em 2.018.

E lá, no Mundial, ainda consegui obter a 13ª posição em minha categoria de idade, lutando contra os contratempos da prova, em ambiente hostil em relação ao que estava acostumado aqui no Brasil, e principalmente competindo com atletas europeus, os quais têm uma estrutura muito melhor do que a nossa. Inclusive, muitos deles tendo sido atletas profissionais, seja em natação, ciclismo ou corrida. E eu, tendo sido apenas um pretenso jogador de futebol e surfista. kkk.
Não é reclamação, mas apenas constatação.
Fiquei hospedado no Centro de Natação Olímpica da Eslováquia.
Coisa de primeiro mundo.

Nestas postagens, comentei outros diversos aspectos desta experiência:
 
 

Voltando ao assunto principal...

Nutrição em provas longas.

Desde o primeiro Pirassununga que fiz (e me ferrei), nunca me orientei corretamente sobre isto.

Depois, consegui melhorar um pouco.
Só que nunca tive (culpa minha) uma assessoria nutricional direcionada a essa provas.

Principalmente nos Ironman Full, sempre me baseei na "minha cabeça" e nas orientações de atletas amigos, para formular a minha nutrição nas provas.

Hoje, me arrependo imensamente disso.

Minha recomendação:

Procurem um(a) profissional competente para orientá-los a respeito.
Vai fazer toda a diferença.

 
É isso !!!

3AV
Marco Cyrino


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sábado, 10 de junho de 2023

O nome do jogo é “fazer por merecer”.


 
Esta frase me foi dita em uma conversa com meu irmão mais “experiente”, em decorrência de algo particular que aqui não vem ao caso.

Ficou em minha cabeça...

Sem querer desviar do intuito do Blog, esta frase pode e deve ser usada em todos os aspectos da vida.

Vou ser sucinto e considerá-la apenas em relação ao Triathlon.

Não conheço absolutamente ninguém que, competindo em uma prova de Triathlon, seja ela qual for, tenha atingido seus objetivos sem fazer por merecê-los.

Aliás, conheci um só.

Alguém, a quem não vou dar crédito.
Achava que, fazendo maracutaias nas provas, se daria bem para sempre.
Até o dia em que foi pego em flagrante.
Mas isso é outra história.

“Fazer por merecer”, em minha humilde opinião, é conseguir dedicar o seu melhor para atingir seus objetivos.

Não importa quanto dinheiro você tenha para comprar os melhores aparatos, para pagar o melhor técnico, a melhor assessoria física e nutricional, freqüentar a melhor academia, ou mesmo para estar junto aos melhores.

Nada disso vai fazer de você o melhor, dentro dos seus objetivos, caso não tenha o empenho necessário para as suas conquistas.

Passei por todas as fases do Triathlon.
Sei bem sobre o que falo.

Sobre a fase de apenas querer terminar uma prova do jeito que desse – um Short.
E assim foi indo.

Meu maior orgulho foi NUNCA TER DESISTIDO DE UMA PROVA.

Acho que fiz por merecer.
Mesmo em alguma época, com falta de conhecimento específico, eu me dediquei.

Se os seus objetivos são apenas os particulares, como terminar uma prova, ainda assim terá de fazer por merecê-los.

Se os seus objetivos são enormes, ainda mais!

O Triathlon me ensinou e ainda ensina muito.
Assim como na vida, nada vem fácil.

Dedicação àquilo que você pretende conseguir.

Fazer por merecer!
Esse é o nome do jogo.


 
3AV
Marco Cyrino
 

 
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sábado, 6 de maio de 2023

Não é sobre chegar em primeiro ou em último.


Se existe uma coisa que o esporte me ensinou, é sobre o título desta postagem.
 
É sobre o que a gente aprende com ele, o esporte, seja qual for, quando a gente ama aquilo que faz.
 
Levaremos lições para todos os aspectos de nossas vidas.
 
Não parar, ser perseverante, resiliente, enfim...
Mesmo com todos os percalços que, com certeza acontecerão durante a caminhada no esporte que escolhermos.
 
Embora tenha sido surfista e “jogador de futebol”, meus melhores resultados foram no Triathlon, tema central deste Blog.
 
Já disse isto mil vezes, mas, como Blog é meu (kkkk), me dou o direito de repetir mais mil vezes.
 
Meu esporte do coração sempre foi e será o Surf, embora não o esteja praticando nos últimos tempos.
 
Meu esporte de “talento” (e de coração também) sempre foi e será o futebol.
 
Não tive sucesso por motivos pessoais, dos quais não me arrependo.
Quem sabe, se houvesse alcançado sucesso neste esporte, teria obtido muito menos aprendizados, tão novo que ainda eu era.
Deus sempre escreve certo.
E nem sempre por linhas tortas.
 
E o Triathlon, por sua vez, me ensinou muito.
 
E um dos aprendizados valiosos foi este:
 
Nem sempre quem chega em primeiro é o melhor.
Nem sempre quem chega em último é o pior.
E quem chega, em quaisquer circunstâncias, é um vencedor.
 
Chegando quase em último, mas chegando.
 

Para minha surpresa, chegando em primeiro.
 

 
Sem desmerecer as provas curtas (Shorts), médias (Olímpicas), longas (distância “Meio-Iron”) e outras, as provas de Ironman Full nos dão este aprendizado.
 
Claro que existem outras ainda mais exigentes, como Ultraman.
Mas, para você chegar ao Ultra, provavelmente deve ter passado pelo IronMan, que lhe deu o alicerce para fazer o Ultra.
Eu disse provavelmente.
 
Conheço alguns atletas que se envolveram com o Triathlon apenas para provar para eles mesmos que seriam capazes de concluir um IronMan, sem nunca antes terem feito qualquer outra distância nesse esporte.
 
Não os recrimino.
 
Só fico triste pelo fato de que, em sua maioria, não tiveram tempo de pegar amor por este esporte.
 
Passaram logo de cara pelo grande desafio da preparação e, provavelmente, o abandonaram em seguida.
 
Mas, ainda assim, com certeza, tiraram lições para as suas vidas.
 
 
Meu modo de pensar é resultado deste histórico resumido
 
Quando iniciei no Triathlon, foi por um grande perrengue físico. Uma lesão no tendão de Aquiles, da qual me “curei” sem operar, mas que me impediu de voltar a jogar futebol e até mesmo de surfar, por mais de um ano e meio.
 
Daí, meio sem ter o que fazer, passei a nadar em uma academia, coisa que não fazia antes porque achava que me virava bem no mar, após os caldos nas sessões de Surf.
 
Depois fui convidado por grandes amigos a fazer apenas um Biathlon.
Coisa de 500 m de natação + 3 km de corrida “linear”, sem precisar dar os piques e giros das corridas do futebol.
Fiquei inseguro, mas fui.
Afinal, o que poderia acontecer a não ser eu me sentir constrangido por não estar competitivo?
Aconteceu que cheguei entre os últimos, claro.
Mas cheguei.
 
Esse foi o start para que eu pudesse entender que não venci a prova, mas sim venci a mim mesmo.
 
E depois vieram tantas experiências, como no meu primeiro Triathlon Short, fazendo o percurso de pedal com uma "bike de rua".
Correndo descalço (isso é outro assunto).
E acumulando aprendizados.
 
Depois, vieram os Triathlons Olímpicos, onde, em minha primeira tentativa, fui campeão por acaso (outro assunto).
 
Depois de muitos Olímpicos, vieram as provas Long Distance, onde aprendi que nada é possível sem uma enorme dedicação.
 
E depois... vieram as provas de IronMan.
 
Trabalhar em expediente normal, treinar, cuidar de suas coisas pessoais, treinar, descansar (?), treinar, se alimentar, treinar, se hidratar, treinar, tomar capote de bike, treinar, se curar do capote, treinar, chorar, treinar, se sentir incapaz de realizar, treinar, não ter equipamentos certos, treinar, perder minha mãezinha (já tinha perdido meu pai há anos), treinar, me machucar novamente, me curar novamente e... desistir.
 
Foi o que eu pensei em fazer: desistir.
 
Afinal, para que e por que eu estaria fazendo aquilo?
 
Só que “aquilo” foi me ensinando tanta determinação e resiliência, que decidi levar tal aprendizado para a minha vida.
 
Depois disso tive muito sucesso.
 
Não vou encher o saquinho de ninguém colocando meus resultados no TB de Triathlon, em Pirassununga, no Internacional de Santos, no Insano de Guaratuba, nos Challenge, no Mundial do Challenge na Eslováquia, enfim...
Mas enfatizo que tudo foi resultado do meu aprendizado.
 
 
Hoje, quando penso em desistir de algo que vá me dar muito trabalho (e garanto que tenho, Graças a Deus, muitas coisas que me ocupam e me dão muito trabalho), lembro disso tudo e me sinto orgulhoso em dizer que, sim, vale a pena.
 
Sem me importar se vou atingir as metas em primeiro ou em último lugar, o esporte me ensinou que, sim, vou concluí-las, mesmo que com dor.
 
Afinal, a dor faz parte deste esporte maravilhoso que é viver a vida.
 
 
3AV
Marco Cyrino
 
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quarta-feira, 19 de abril de 2023

Aspectos psicológicos no esporte e na vida


Introdução

Como Triathleta (já mencionei isto em minhas tantas postagens neste blog), completei 7 provas de Ironman Full no Brasil, participei de incontáveis outras competições de Triathlon em diversas distâncias, disputei o Mundial de Challenge (Long Distance) na Eslováquia, terminando em 13º em minha faixa de idade.
E por aí fui...

Pode-se imaginar a grande quantidade de percalços e imprevistos, tanto físicos quanto mentais, ocorridos em uma carreira assim longa.

Neste artigo, gostaria de compartilhar minha visão sobre o lado psicológico desses desafios e sobre a aplicação mais geral do nosso (eventual) aprendizado sobre este tema.


Desafios na carreira de um Triathleta

A carreira de um Triathleta é plena de desafios, incluindo lesões, competições frustrantes, falhas nos treinamentos, problemas financeiros, e problemas pessoais.

Como Triathleta experiente, aprendi que a chave para superar esses desafios é manter o foco e a determinação, sempre pensando de maneira positiva e produtiva.

Precisamos ter em mente o porquê de estarmos fazendo algo.
Precisamos nos esforçar para alcançar nossos objetivos.


Lidando com o aspecto psicológico dos desafios

A preparação psicológica é tão importante quanto a preparação física, na carreira de um Triathleta.

Ao longo deste tempo, aprendi a lidar com os percalços, os desafios psicológicos, a pressão, o stress,  usando técnicas como a visualização, o pensamento positivo e o gerenciamento de emoções.

Concentrei-me sempre no momento presente a ser enfrentado, como sendo mais um passo rumo ao objetivo final.

Não tenho a pretensão de ensinar estas coisas neste texto, embora já tenha falado especificamente sobre elas, em outras postagens (v. links ao final desta).


Enfrentando os desafios práticos

Além dos desafios psicológicos, existem os desafios práticos a superar, incluindo a organização do tempo e a gestão dos recursos, tais como a nutrição, os acompanhamentos profissionais e o equipamento necessário, apenas para exemplificar.

Como Triathleta experiente, aprendi a lidar com esses desafios de maneira produtiva, por exemplo, executando os cronogramas de treinamento elaborados pelo meu técnico, elaborando checklists, planejando cuidadosamente o uso de recursos etc.


Aprendizados para a vida

A carreira de Triathleta me ensinou lições valiosas, aplicáveis não apenas ao esporte, mas também à vida em geral.

Aprendi a importância da perseverança, da disciplina, da resiliência, da confiança, da capacidade de adaptação.


Conclusão

Desenvolver e/ou aprender atitudes e técnicas para lidar com os desafios físicos e mentais, nos capacita com habilidades valiosas não apenas para o esporte, mas para a vida.

Com determinação, disciplina e flexibilidade, podemos superar qualquer obstáculo.

Ser Triathleta é muito gratificante, mas requer preparação, autodomínio e trabalho duro.

Da mesma forma, a vida torna-se muito gratificante quando procuramos – continuamente e perseverantemente – assimilar o seu aprendizado.


Nestas postagens, abordei este tema em situações mais específicas:


3AV
Marco Cyrino
 
 
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sexta-feira, 3 de março de 2023

Retrospecto, análises e conselhos - Pós-Provas - OS FINALMENTES


Como disse nas postagens anteriores, não pretendia seguir exatamente a ordem.
E assim foi.
Esta postagem é o final da série.
 
Relembrando, estamos falando sobre:
 
  • A preparação - treinamentos, orientações técnicas, nutrição, hidratação (enfim, tudo o que diz respeito ao período pré-prova);
  •  Como fazer checklists; 
  • Como se organizar nas baias da prova; 
  • Como agir nas largadas e chegadas da natação, nas transições para o pedal, no ciclismo, nas transições do ciclismo para a corrida, nas corridas em si e, finalmente  nas chegadas e nos períodos pós-provas.
 
Hoje, vou escrever sobre os “Períodos Pós-Provas”.
Chegamos aos “finalmentes”.
 
Como já mencionado, existem provas:
 
  • Curtas (Short): Natação 750m  - Ciclismo 20km – Corrida 5km; 
  • Médias (Olímpicos e alguns outros): Natação 1500m - Ciclismo 40km – Corrida 10km,  ou 60km de Ciclismo e 16km de Corrida, como o “finado” Insano, que tinha subidas e descidas insanas; 
  • Longas (Meio Iron, Long Distance, Challenge, entre outras): Natação 1900m – Ciclismo 90km - Corrida 21km; 
  • IronMan Full – Natação 3800m - Ciclismo 180km - Corrida 42,2km; 
  • Isso para não falar sobre outras intermediárias, ou as realmente insanas, como o Ultraman.
 
Como o objetivo é escrever apenas sobre provas nas quais tenho experiência, vou me ater aos tipos acima.
 
 
Vamos às minhas recomendações
 
Em primeiríssimo lugar
 
Treinos e orientação técnica
Treine muita natação, ciclismo, corrida e transições, especificamente para o tipo de prova que vai fazer, levando em consideração principalmente a distância, a alimentação e a hidratação.
  
Aconselho muito estar sendo orientado(a) por um(a) profissional que conheça o seu objetivo.
 
Conhecer o percurso
Também muito importante é considerar o percurso em que ocorrerá a prova:
 
Percurso plano ou com muita altimetria?
São percursos muito distintos, realizados em locais com características também muito distintas.
Dependendo da distância da prova, isso interfere, inclusive, no tipo de treino que terá que ser realizado.
 
 
Disclaimer
Antes de dar meus “pitacos” sobre os pós-provas, vou lhes dizer que, o período de recuperação e/ou comemoração é fundamental.
 
Não colocarei informações técnicas a respeito, pois não sou habilitado para isso.
 
Quem os ajudará nisso, com certeza, serão os profissionais das áreas de nutrição, preparação física e técnica, etc.
 
Vou apenas mencionar minhas experiências em cada tipo de prova e respectivos períodos pós-provas.
 
        
Pós-provas Curtas
 
Uma prova curta exige que todas as etapas do Triathlon sejam feitas em, digamos, intensidade máxima.
 
Portanto, caso seu objetivo seja resultado, não adianta começar a prova muito devagar.
 
E não sou eu quem vai dizer como treinar para isso.
Será o seu técnico.
 
Pode parecer fácil, mas o desgaste físico nesse tipo de prova é enorme.
Mesmo a prova sendo curta, o ritmo intenso com que ela é feita requer alguns cuidados no pós.
 
Descanso, hidratação e alimentação adequados são imprescindíveis para todas as distâncias.
 
Obviamente, cada uma com suas peculiaridades, em decorrência do desgaste físico e até mesmo mental.
 
 
Pós-provas Médias
 
Daqui para frente, você deverá ter muito mais dedicação à sua preparação e também à recuperação. 
 
Recomendo muito lerem o item sobre nutrição e hidratação, nos posts anteriores desta série.
 
Como dito no item anterior, os cuidados com descanso, hidratação e alimentação deverão ser adequados ao desgaste ocasionado pela prova.
 
 
Pós-provas Longas & Ironman Full
 
Aí o bicho pega......kkk.
 
Para concluir a prova, serão...
1.900m de natação + 90km de ciclismo + 21km de corrida, ou...
3.800m de natação, 180km de ciclismo e 42,2km de corrida.
 
Há que se ter uma boa estratégia.
 
 
Minhas recomendações para essas provas
 
Nas provas longas, é aí que o filho chora e a mãe não está presente...
 
Você vai ver aquela distância de 1.900m ou 3.800m de natação se transformar em uma travessia do Canal da Mancha.
 
Você vai ver aquela distância de 90km ou 180km de ciclismo se transformar na Race Cross America, com quase 5.000km.
E, por último, você vai ver os 21,1km ou 42,2km de corrida se transformarem numa Ultramaratona de mais de 100km.
 
No dia seguinte você acordou (ainda "adrenalizado", principalmente se houver feito um Iron Full), tentou levantar da cama e sentiu suas pernas não quererem caminhar, de tão doloridas?
Normal.
 
Estando hospedado em algum lugar que tenha escadas, ficou meia hora parado, olhando para baixo, pensando em como seria possível descer (pior ainda, pensando em depois subir) com essas dores?
Normal.
 
Na hora de ir embora, ficou tentando entrar no carro (sem contar o “dirigir”) várias vezes, procurando a forma que doesse menos?
Normal.
 
É assim mesmo.
Aproveite!
Essas dores passarão em pouco tempo (dias ???....rsrsrs), mas a sensação de ter completado a prova ficará para sempre.
 
 
Orientações Específicas
 
Converse muito com o seu técnico a respeito de seus próximos objetivos, para saber o tempo necessário de recuperação e o momento adequado de recomeçar os treinos.
 
A não ser que você seja o seu próprio técnico, com conhecimentos específicos para isso, aceite e cumpra o que for determinado por esse profissional.
 
Caso você não seja o profissional qualificado acima, mas se ache o Ultraman, o Superman, o Phodaman, saiba que há uma “kriptonita” te esperando.
 
Sei do que falo.
Já fiz muitas coisas erradas.
O suficiente para me arrepender.
E um dos motivos deste Blog é passar as minhas experiências, para que ninguém incorra nos mesmos erros.
 
 
A série acabou, mas o Blog não.
Continuarei, insistente que sou.
 
Abraços, bons treinos e boas provas.
 
Ah! E boas recuperações também.
Ninguém é de ferro, nem mesmo os Ironmans.
 
3AV
Marco Cyrino
 
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Para ler esta série em sequência lógica: